Mais um Natal chega, mais um ano se finda. Encerram-se os ciclos, prazos, períodos.
Por este aspecto, todos os anos são iguais.
Há, entretanto, algo que o difere dos outros anos. De alguma forma, todo período de tempo acaba por ser marcado por alguma ocorrência.
Você pode, por exemplo, ter concluído a faculdade, ter encontrado um novo emprego, ter mudado de carro, casa, cônjuge, ou pode não ter mudado nada físico, apenas o ponto de vista.
Pode, também, não ter mudado nada, e isso talvez seja um motivo para se preocupar.
Não é igual pra todo mundo. Na verdade, tende a ser diferente porque é algo que acompanha as aspirações de cada pessoa, as características. É aquilo que interrompe o sono ou faz dele tranquilo.
É isso mesmo em que você está pensando.
Ainda não está pensando? Então pense. Só você sabe o que é.
Independente do que for, importa bastante entender isso mais a fundo.
Se foi positivo, ótimo. O que deu para aprender?
Se foi negativo, faz parte. O que deu para aprender?
O ponto aqui é compreender os resultados das escolhas feitas ao longo deste ano, entender seus resultados, coletar o máximo possível de aprendizados, perceber o que pode ser melhorado, o que precisa ser organizado, o que precisa ser deixado.
É mesmo importante deixar o peso que não precisa ser carregado. Se livrar, principalmente, das implicações dele. Soltar as amarras, arrancar as raízes, deixar que vá e abra espaço para o novo.
Vale começar com as roupas, sapatos, livros, coisas que a gente guarda por afeição, mas não dá utilidade alguma.
É mesmo mais fácil com as coisas físicas, mas precisa acontecer também com os hábitos.
Ter ciência dos hábitos ruins é autoconhecimento. Resolvê-los é maturidade.
Dizem que a prática leva à perfeição. Na verdade, a perfeição se dá a partir do aprendizado adquirido ao praticar, e da decisão de não repetir erros passados.
É sempre uma questão de aprender e praticar, olhar para dentro de si mesmo e se esquecer um pouco dos outros. Deixar que cada um siga com sua vida e tome as próprias decisões.
Não pode ser tão difícil assim.
Por fim, é tempo de aproveitar as boas comidas da época, estar perto de quem te faz bem, se desobrigar de visitar metade do mundo - somente por ser natal - e correr o risco de brigas desnecessárias decorrentes de problemas mal resolvidos.
Por isso, relaxe, se esqueça da rotina, faça o dia ser mais leve e, por que não, a vida?
No mais, Feliz Natal e faça de 2018 um ano bom, além de novo.
[D.Martins]












