✧ o apartamento B3 da torre AURORA não está mais vago. quem se mudou para lá foi RHEE HYESU, que tem VINTE E DOIS anos e, aparentemente, trabalha como VIOLINISTA PROFISSIONAL. estão dizendo que se parece muito com JO YURI, mas é bobagem. não esqueça de dar as boas vindas!
✧ TRIGGER: Pressão psicológica, Bullying
✧ Observando pelo “lado de fora”, Hyesu aparentava ter a vida perfeita. Nascida numa família imigrante, se adaptar a vida nova foi difícil para Hyesu já acostumada com as tradições coreanas. Desde bem nova, foi ensinada a tocar uma grande variedade de instrumentos musicais, fazia aulas de canto e dança regulares, além de ter sido alfabetizada em três idiomas além do coreano, sendo um deles o inglês. Na escola, era considerada uma aluna modelo, popular entre os alunos e adorada pelos professores, tirava notas impecáveis e parecia ser excepcional em qualquer coisa que se comprometia a fazer. A realidade por trás daquelas performances e das máscaras que vestia para ocultá-la, no entanto, estava bem longe de ser agradável.
✧ Hyesu sempre esteve acostumada a ser a pessoa que esperavam e gostariam que ela fosse, e não a pessoa que ela era de verdade. Ela era a Hyesu gentil, doce e delicada, que se sacrificava pelas pessoas, que não tinha problemas, porque sufocava silenciosamente suas próprias emoções. Era a garota que por ter a atmosfera perfeita poucos ousavam a se aproximar, a garota se inibia de ir em qualquer evento social para praticar e praticar excessivamente em casa o seu dom, o violino, o qual tinha aulas rigorosas com sua mãe que lhe exigia nada menos que a perfeição e isso durava madrugadas em claro pedindo para repetir e deixar a menina louca com partituras para decorar para seus recitais da igreja.
✧ A Rhee se tornou uma violinista que se recluiu da sociedade a qual vivia após o falecimento de sua mãe quando ainda era bem jovem, mas ainda desejava ter uma vida social como uma garota da sua idade, foi quando se mudou ainda jovem pro Haneul Complex, vivendo de seus recitais e dando aulas particulares de violino, mas sempre buscando uma vida nova.
“eu não fazia ideia que era assim… é um pouco que curioso nunca fiz nada do tipo então vai fazer o piercing aonde?” questionou por fim, curiosa.
━━ é horrível. sejun teve que parar várias vezes porque ficava rindo da minha cara... acho que a humilhação é pior do que a dor, pensando bem... ━━ respondeu, ponderando a respeito de sua experiência, mas acabou rindo em seguida. ━━ sabe que não sei? acho que nenhum combina comigo, especialmente no rosto. não tenho muita confiança na minha “diagramação”, então parece uma péssima ideia colocar algo que chame ainda mais atenção. talvez eu fure as orelhas... acha que ficaria legal?
“sejun você fala do vizinho sejun?” questionou confusa com a semelhança dos nomes. “parece realmente interessante. acho que um ou outro combinaria contigo, não sei se é do tipo discreto ou que gosta de chamar atenção. mas sabe aqueles que fica aqui em cima da orelha e é atravessado? en.tão.” tentou explicar como a sua pouca expertisse.
“ na verdade, isso soa como ter uma vida tranquila, mas como sempre vivi na cidade parece um pesadelo, me dê o hangyu então” não demorou para sua real intenção ser revelada.
━━ bom, eu cresci no meio do mato, então a vida na cidade que sempre foi um tipo de pesadelo pra mim... ━━ tão logo que aquela frase o atingiu, jihan arqueou as sobrancelhas, pela surpresa. mas riu logo em seguida, balançando a cabeça em negativa. ━━ de jeito nenhum! como espera que eu te dê meu filhotinho assim, tão facilmente? sei que fiz a criança mais adorável de todas, mas não.
━━ bom, eu cresci no meio do mato, então a vida na cidade que sempre foi um tipo de pesadelo pra mim… ━━ tão logo que aquela frase o atingiu, jihan arqueou as sobrancelhas, pela surpresa. mas riu logo em seguida, balançando a cabeça em negativa. ━━ de jeito nenhum! como espera que eu te dê meu filhotinho assim, tão facilmente? sei que fiz a criança mais adorável de todas, mas não.
“que oposto.” riu da falta de semelhança alguma que os dois tinham. “dando oras, ele é fofo e sempre quis ter um irmãozinho mais novo para cuidar, então me dá, hm? eu não vou matá-lo com a minha comida queimada... prometo.” piscou ambos os olhos numa carinha pidona.
━━ acho que é verdade o que dizem sobre a dor de tatuagem ser viciante. passei por uma das maiores humilhações da minha vida fazendo as minhas e estou constantemente pensando em fazer mais. acho que vou colocar um piercing para ver se essa vontade aquieta.
━━ eu definitivamente amo viajar, mas odeio voltar. estou desde aquele dia pensando pelo menos três vezes por dia em pegar os meninos e me mudar para alguma cidade de praia. uma casinha perto do mar e longe de todo mundo. hangyu provavelmente ia me odiar, mas bonhwa ia crescer em outro estilo de vida e então seriam dois contra um. acho que tem uma boa chance de dar certo.
“ na verdade, isso soa como ter uma vida tranquila, mas como sempre vivi na cidade parece um pesadelo, me dê o hangyu então” não demorou para sua real intenção ser revelada.
“claro que sim! seria uma honra!” a garota sorriu alegre com a presença dele, estava curiosa, principalmente com o cabelo brilhoso dele, parecia que o mesmo havia saido de um comercial de shampoo. “seu cabelo tem algum segredo ou algo assim?” se aproximou olhando as ondinhas.
“uma honra? isso é muito lisonjeiro da sua parte.” kazuyuki agradece enquanto tem as bochechas coradas e evita o olhar dela, mesmo se aproximando um pouco mais. “meu cabelo?” o japonês pergunta, surpreso com a escolha do assunto. “minha mãe é cabeleireira, ela que cuida dele desde que deixei crescer. acha que isso vale de alguma coisa?”
“uma honra? isso é muito lisonjeiro da sua parte.” kazuyuki agradece enquanto tem as bochechas coradas e evita o olhar dela, mesmo se aproximando um pouco mais. “meu cabelo?” o japonês pergunta, surpreso com a escolha do assunto. “minha mãe é cabeleireira, ela que cuida dele desde que deixei crescer. acha que isso vale de alguma coisa?”
“é! adoro quando pessoas querem ficar comigo, as vezes dizem que eu sou demais e exagerada...” comentou fugindo da linha de raciocínio e esqueceu. deu uma volta ao redor do próprio eixo confusa até que a voz dele a acordou de seus devaneios. “Que sortudo, ele parece ser super sedoso. Olha o brilho~” comentou maravilhada. “Claro que vale, eu sempre erro o tratamento e meu cabelo nunca melhora sempre tem mais de algo.” fez um bico. “Se um dia cortar, faça uma peruca, senhor.... Senhor... Eu perguntei seu nome?”
"oi, posso ficar aqui com você um pouco?" kazuyuki pergunta para a primeira pessoa que avista do lado de fora do salão de festas. era sua primeira vez na reunião. sua mãe era uma borboletinha social e estava reencontrando conhecidos. ele não era igualmente sociável e não conhecia ninguém. "vou ficar maluco se minha mãe me chamar para me apresentar a mais alguém."
“claro que sim! seria uma honra!” a garota sorriu alegre com a presença dele, estava curiosa, principalmente com o cabelo brilhoso dele, parecia que o mesmo havia saido de um comercial de shampoo. “seu cabelo tem algum segredo ou algo assim?” se aproximou olhando as ondinhas.
“A parada é a seguinte... Ninguém aguenta mais ficar voltando nesse lugar! Toda vez que eu piso aqui, vou para casa numa maré de azar que você não tem noção...”, baixou o tom de voz para que não fosse ouvido pelas pessoas que passavam e suspirou dramaticamente. “Da última vez eu passei uma semana na pior, e tudo que você imaginar de ruim me aconteceu. Mano, até chiclete no meu cabelo! E quem masca chiclete nessa economia? Não pode ser coincidência...”, tomou um gole de sua bebida e colocou a mão livre sobre o ombro da pessoa que lhe acompanhava. “Me diz que eu não estou ficando doido. Você não acha que esse lugar tem uma história esquisita? ”.
“Nossa, sim! Pior que o tio vivia dizendo que o lugar era muito bom e não sei o que mais, mas quando eu fui ver umas fotos… Muito derrubado. Agora fizeram uns apartamentos bonitinho, até. De vez em quando passo uns dias aqui e tal, mas… Morro de medo”, disse tudo de uma vez, quase sem respirar. “Cara, esse é o espírito! Chega aqui!”, sorriu para ela e estendeu a mão para baterem juntos – bem naquele estio hi-five! “Olha, se tudo der errado a gente se joga num carro. Muito mais fácil que correr”.
“Não entendo esses velhos dizendo que no tempo deles era bom e tudo mais é tudo tão bizarro.” comentou meio confusa com a história. “Ainda não entendo eles gostarem tanto, deve ser apego, certeza.” acrescentou firme, deu um passo a frente e bateu a mão com um grande sorriso no rosto. ”Um carro é bem mais inteligente e gasta menos energia.”
“A parada é a seguinte... Ninguém aguenta mais ficar voltando nesse lugar! Toda vez que eu piso aqui, vou para casa numa maré de azar que você não tem noção...”, baixou o tom de voz para que não fosse ouvido pelas pessoas que passavam e suspirou dramaticamente. “Da última vez eu passei uma semana na pior, e tudo que você imaginar de ruim me aconteceu. Mano, até chiclete no meu cabelo! E quem masca chiclete nessa economia? Não pode ser coincidência...”, tomou um gole de sua bebida e colocou a mão livre sobre o ombro da pessoa que lhe acompanhava. “Me diz que eu não estou ficando doido. Você não acha que esse lugar tem uma história esquisita? ”.
“Cara, se eu estava assustado com essa história antes… Agora você alugou um espaço na minha cabeça!”, mesmo assustado, aproximou-se para ouvir mais. “E aí!? O que ela fez?”, pois se conseguiu sobreviver por tanto tempo, a coroa tinha que ter um plano. “É isso que eu digo… Mas cadê que me escutam? O bom é que a gente está junto. Se algo acontecer daqui para isso acabar, a gente corre. Você consegue correr, não é? Digo, tens esse tamanho aqui, docinho…”, juntou os dedos em pinça, “preciso saber se tenho que me preocupar com você ou não”.
“Não estou certa?” falou buscando afirmação do outro como se quisesse confirmar que não era louca. “Ele devia ser enterrado e ficar no passado onde pertence, trazer coisas assim não adianta de nada.” a garota fácilmente tinha pegado o espírito e se sentia pronta para agir se algo acontecesse. “vamos nos unir! por favor! claro que consigo, talvez não chegue tão longe porque nossa diferença de passada é grande, mas dou o meu melhor...” olhou para ele levemente assustada, quer dizer que era ela uma pitica. “minha mãe sempre disse que eu sou grande...” disse emburrada fechando a cara meio chateada. “talvez um pouquinho...” imitou a pinça do mais velho
“A parada é a seguinte... Ninguém aguenta mais ficar voltando nesse lugar! Toda vez que eu piso aqui, vou para casa numa maré de azar que você não tem noção...”, baixou o tom de voz para que não fosse ouvido pelas pessoas que passavam e suspirou dramaticamente. “Da última vez eu passei uma semana na pior, e tudo que você imaginar de ruim me aconteceu. Mano, até chiclete no meu cabelo! E quem masca chiclete nessa economia? Não pode ser coincidência...”, tomou um gole de sua bebida e colocou a mão livre sobre o ombro da pessoa que lhe acompanhava. “Me diz que eu não estou ficando doido. Você não acha que esse lugar tem uma história esquisita? ”.
“Minha tia sempre disse que o condomínio a noite era estranho de andar.” comentou bebericando mais um pouco de sua bebida e esquecendo da sua acompanhante perambulando. “Ela já viu vultos, testemunhou fantasmas, tem alguma coisa sinistra no passado desse hotel.” disse afirmando com todas as palavras. “Chiclete no cabelo isso já é demais, não está na hora de cancelarem essa maldita reunião anual?” questionou usando todos os seus neurônios de uma vez.
olha só quem está chegando, é KANG DASOM. ela é aluna de RHEE HYESU, que morou no haneul em 2023. olha só como já está grande, acho que tem 18 anos agora, acho que ainda trabalha como VIOLINISTA PROFISSIONAL. olhando daqui parece um pouco com CHOI YOOJUNG, não acha?
Filhos? Nem pensar que Hyesu daria desgosto a uma criança como sua mãe deu a si, isso estava bem claro para a musicista clara desde a adolescência, mas então se não é sua filha, de onde veio exatamente Dasom e porque ela vem as reuniões anuais? Bem, para isso precisamos voltar no tempo até antes de 2023.
Onde uma Song Aera já adolescente via uma pequena Hyesu tocar e decidiu que ela iria aprender o instrumento e ser sua grande rival. Aera deu sua cara a tapa durante os anos praticando com os melhores professores só para ultrapassar Hyesu que estudava sozinha as partituras, era uma batalha épica, mas que se reduzia a apenas Aera. Hyesu nunca entendera Aera e a tratava com o maior dos seus profissionalismos coisa que não era assim retribuída.
A mudança veio junto da gravidez, Aera no fundo sabia que era os hormônios a fazendo repensar as suas escolhas, mas mal sabia que tinha empenho da Hyesu nisso, e demorou um pouco, mas se tornaram boas amigas, despistando a diferença de idade criaram um belo laço, faziam visitas frequentes.
Chegando em Dasom, ela achava um máximo ter "duas famílias" para se divertir. Era uma curtição ir para casa da tia Hyesu e fuçar os instrumentos dela, como claro, a sua mãe que agora havia abdicado de sua posição na filarmônica para ser uma dona de casa integral, Dasom via a mãe com orgulho e quando eram lhe contadas histórias de como era incrível o mundo clássico a coreana quis fazer parte desse pedaço que envolvia a vida da mãe.
A pedido de Aera, Hyesu treinou Dasom, fugindo de todas as técnicas absurdas que sua mãe tinha, Hyesu criou um certo apego pela garota e pela maior parte do tempo do dia de Dasom, ficavam juntas confidenciando coisas, conversando sobre a vida e treinavam, claro. Não podia faltar.
Parecia ser uma surpresa ver uma garota tão forte e desenvolta em relações sociais, Dasom tinha um tato incrível para isso, era querida por todos na escola e queria manter o caminho no rumo clássico como sempre admirava, para o resto dos seus dias.
Hyesu teve o início de sua adolescência marcada com a morte de sua mãe e com se viu na necessidade de crescer e rápido. O que aprendeu sobre autocuidado, sobre o corpo crescer e modificar, além de fenômenos biológicos naturais, aprendeu sobre na internet foi a sua grande mãe quando tinha algum problema. Além de suas complicações mentais e crescer, Hyesu lidava com a "escola", pois por estudar em casa requeria mais disciplina e autocontrole. Coisa que também teve que aprender. Foi uma dureza lidar com a necessidade de voltar aos palcos, não queria porque sua mãe destruiu seu psicológico para isso, mas uma hora sua reserva ia acabar, então tratou de encarar seu pior pesadelo e voltou aos palcos clássicos onde não quer sair hoje em dia.
OOC: Achei essas relíquias da baby Yuri e da Yuri no fim da adolescência, enfim a pitica, o uniforme não é canônico, porque enfim estudou em casa, mas sonho dela é usar um pela primeira vez.
“Ah, não acha que está se divertindo demais com isso?”, mesmo que quisesse soar chateado, Haejin tinha um sorriso pequenino no rosto. Aquela havia sido sua ideia, e embora não estivesse exatamente confortável, ele quem havia tido a brilhante ideia de ser enterrado na areia depois que seu segundo castelo havia sido destruído pelas ondas. “Que tal começarmos a libertar minhas preciosas perninhas? ”, pois havia se recusado a deitar na areia de uma vez, “A gente pode encontrar outra coisa bem mais legal para fazer, hm?”. Esperava que Hyesu tivesse pena de si que estivesse divertindo... Secretamente estava com medo de ser atacado por alguma criatura vivendo em baixo da terra.
“Sério!?”, apertou os olhos para conseguir olhar para ela contra o sol, “Como se não estivesse passado metade do tempo conspirando e sorrindo aí…”, e manteve o rosto sério, e a expressão emburrada. Hyesu definitivamente estava se divertindo demais. “Ah… Não sei… Caçar conchinhas? Dar um mergulho? Não, esquece essa parte…”, não sairia dali apenas parra morrer afogado, “Eu estou claramente em desvantagem. Me conta… Qual o seu preço? O que seria muito mais legal para você que me deixar preso aqui mesmo?”.
“Mianhae~” falou em um tom doce tentando parecer fofa com seu tom de voz rouco natural. “Caçar conchinhas parece legal, oppa.” disse começando a tirar areia aos poucos, não queria acabar a brincadeira tão fácil. “Nadar não, não sei nadar...” respondeu de prontidão concentrada em o desenterrar. “Estava pensando aqui, Jinni... E se você me der um beijinho, hm?” questionou baixo sem qualquer esperança que o mesmo tenha escutado.
sejun viu o sorriso e acabou refletindo o gesto, ele não se importava de estar se metendo em problemas. o que seria mais um na lista afinal? ━ não é? ━ a voz se animou um pouco mais entre a premissa da conversa, sejun era um amante da natureza seu corpo refletia isso. ━ eu tirei pelo menos umas mil fotos pra pintar depois. ━ alguns artistas preferiam fazer aquilo na hora mas sejun achava que o passar do tempo afetava a pintura entre as mudanças e acabaria não conseguindo refletir completamente o que queria e ele acreditava que o sentimento de saudade e nostalgia trazia um ar diferente quando pintava. ━ é sua primeira vez então? serio? ━ não conseguiu conter a surpresa então pensou um pouco sobre e ele não tinha sido tão diferente quando mais novo, talvez só o oposto. ━ eu cresci na praia e quando fui pra cidade era adulto já… acho que sei como você se sente agora. ━ aquele sentimento eufórico de quando conheceu seul, se ele soubesse como tudo terminaria talvez não tivesse ficado tão feliz naquela época. ━ você se acostuma… eu sentia falta da sensação… faz cosquinhas. ━ comentou sobre a areia nos pés. a pergunta fez o sorriso de sejun se alargar, ele percebia o esforço da outra de continuar com a conversa e apreciava o gesto, e como um bom tagarela continuou a falar. ━ a flora… mas acho que isso não conta porque eu gosto em todo lugar. ━ fez uma careta enquanto tentava pensar um pouco mais sobre. ━ gosto do cheiro… e da energia? sabe aqui parece mais animado que na cidade… você não se sente com mais energia? ━ sejun sabia que não estava tão animado apenas por tudo que vinha acontecendo se não ele estaria sendo insuportável como uma criança de 8 anos que consumiu muito açúcar. ━ cuida com os pés aqui tá? pra não acabar pisando em um ouriço. ━ alertou porque ele sabia bem o quanto doía. ━ é um prazer também hyesu-ssi, mas me diz você tá se divertindo? sendo que é sua primeira experiência e tals, como tá sendo pra você?
hyesu não esperava que a conversa fosse se estender, pelo menos, não muito, mas estava ali conversando e se empolgava dando traços de sua personalidade ambivertida. “sejun-ssi é pintor? uah, eu quero ver!” disse curiosa como sempre era e com certeza isso tinha muitos pesos e algumas vezes era uma completa intrometida. “é sim, de verdade, é bem diferente.” hye passou a olhar para ele e ficou abismada com a revelação, era de fato bem diferente ficara admirada, claro, eram bem diferentes nesse quesito. “acostuma mesmo? você conseguiu se acostumar com a cidade?” piscou os olhos rapidamente para não perder nenhum detalhe, precisava muito saber disso. “acho que a flora não conta não... tem que ser um detalhe único do lugar!” murmurou pensativa, expondo a sua opinião. “aqui definitivamente me sinto com mais energia e mais levinha, parece que as preocupações tudo sumiu e só temos que aproveitar, e eu gosto dessa simplicidade, será que eu devo me mudar?” ficou pensativa, já que tinha uma vida inteira na cidade, mas de repente o novo lugar parecia-lhe tão convidativo. “ah certo... tem ouriços? tipo... o sonic?” perguntou confusa genuinamente não sabia que praias tinham ouriços. “estou, uma pessoa me ajudou a tentar nadar, descobri que sou péssima. enterrei uma pessoa na areia. só ando me divertindo, eu não sabia que praias poderiam ser tão divertidas, sejun-ssi. e você? depois de um tempo sem ir numa praia, imagino, como é voltar para ela? é nostalgico? é ruim?”
gaeul arqueou as sobrancelhas em surpresa com a informação. honestamente falando, não tinha muito entendimento de música clássica. de vez em quando, abria playlists delas para escrever, porque davam muita inspiração, mas se alguém perguntasse que era o compositor, ele não saberia diferir. ━━ você é muito dedicada, hyesu-ah. isso é muito legal. ━━ comentou, erguendo o polegar em um joinha para ela. ━━ vai se apresentar em algum lugar? ━━ de fato, era importante praticar bastante, mas de vez em quando se perguntava como deveria ser a questão da pressão, da autocobrança. ━━ oh! você promete? ━━ voltou-se para ela com animação. ━━ provavelmente, você vai ter que me explicar tudo nos mínimos detalhes, mas eu vou adorar ouvir. sempre que você quiser!
a violinista se limitou a ficar quieta, receber algo como aquilo era bem longe do que estava acostumada, nem sabia reagir, sempre presumia ser para outra pessoa, mas só tinha ela ali, não tinha como fugir. “obrigada, gaeul-ssi, tento dar o meu melhor.” a musicista sorriu com o joinha, e ponderou antes de dar uma resposta. “sim, no lotte concert hall, estou treinando para ser a violinista principal desse concerto, o que é relativamente difícil.” comentou conseguir a posição mais importante entre os violinistas era uma competição forte, principalmente com seu objetivo de entrar na orquestra filarmônica. “prometo sim!” levantou o dedo mindinho para ele para selar uma promessa. isso era a coisa mais importante. “se você não dormir na aula, eu tento explicar... porque música clássica é boa para descansar. tem pessoas que só de ouvir um acorde, bocejam, é inacreditável.” disse levemente abismada, era uma coisa muito assustadora para hyesu, para dizer o minimo. “se eu tivesse ele aqui, começaria agora, mas fica para a próxima, ok?”