♦ Richard Evan Cavendish é um cavalheiro da casta quatro, que veio de Angeles para ser chefe de cozinha no palácio. Aos seus trinta e cinco anos, Rick é extremamente parecido com Henry Cavill.
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@rickcavendish
♦ Richard Evan Cavendish é um cavalheiro da casta quatro, que veio de Angeles para ser chefe de cozinha no palácio. Aos seus trinta e cinco anos, Rick é extremamente parecido com Henry Cavill.
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flashback | halloween party
amespgif:
Um rápido um pequeno grito fino pelos lábios da morena quando se deparou com o pirata. Aquele cara tinha tantas camadas que foi difícil de início para conseguir o decifrar. — Rick? — disse dando dois passos para trás, começando a pensar no que poderia pegar para acertar o homem caso não fosse seu amigo. — Pelos céus Richard. Eu estava esperando um susto maior sabe, esse nem deu pra abalar. — Mentiu tentando gesticular com as mãos, pois estava sim levemente alterada devido ao susto. Mordeu o lábio inferior, pousando ambas as mãos na cintura o analisando. — Esse é aquele pirata que é obcecado por ouro? Ah acho que todos são, mas esse tem alguma maldição não sei? — Sua expressão voltava ao normal de forma gradual. Ela nunca havia sentindo medo de histórias de terror mas era a primeira vez que via tudo tão propício ao susto. — Gostou do conceito? — Disse fazendo um pequeno movimento com os quadris fazendo como uma criança mimada que quer mostrar seu novo brinquedo. — Eu queria vir de abóbora, mas ficaram me dizendo que não era elegante. Onde já se viu? Laranja combina comigo. Eu teria ficado adorável. — O sorriso brincalhão e costumeiro já lhe voltava a face, relaxando os braços na frente do corpo quando ouviu o elogio. Havia sido o primeiro elogio que verdadeiramente acreditou, pois não havia motivos de bajulação ali. — Você está incrível, realmente parece um pirata. Já estava aqui pensando em como eu iria pagar as joias que te entregaria. Eu estava pensando em ir lá agora, mesmo minha mente entrando em debate a cada 5 segundos sobre o que é real e o que não é, deve estar bem interessante. Me acompanha Senhor pirata?
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『 — Ah, claro! Esse gritinho foi de emoção por me ver, então? 』 Implicou um pouco, apenas para não perder o costume, o sorriso divertido brincando nos lábios. Não era lá muito bom em dar sustos, geralmente funcionava com pessoas como sua irmã, que se assustavam facilmente, mas funcionou com a amiga, o que lhe arrancou algumas risadas. 『 — Também não sei... Acho que era para ser só um pirata? 』 Deduziu, dando de ombros. 『 — Foi a Ruby quem me ajudou. 』 Explicou sobre a irmã, porque se dependesse dele, iria vestido de preto e somente isso. 『 — Concordo. Você seria a abóbora mais adorável do jardim. 』 E a única, provavelmente, mas ele não via isso como ponto negativo. Gostava de pessoas originais e criativas, e apesar da Delacroix estar realmente linda naquele vestido, certamente seria muito mais diferente se fosse com a tal roupa de abóbora - se é que ela falava sério sobre a roupa que usaria. 『 — Agradeço, senhorita. 』 Respondeu, com uma pequena reverência. Pomposo demais para um pirata, mas ele não saberia imitar um, de qualquer forma; era bobo e sorridente demais para isso. 『 — Claro, senhorita Cinderella. Vai ser um prazer ouvir seu gritinho de menininha de novo. 』 Brincou, cutucando a sua cintura novamente, antes de oferecer o braço para que ela pudesse entrelaçar ao dele e fossem até a estufa.
flashback | halloween party
rhaclla:
imediatamente, rhaella sorriu ao agradecer. “obrigada! é muito gentil da sua parte.”, falou, sobre o elogio. “eu vou te dar um crédito, não é uma fantasia fácil de assimilar à primeira vez que olha. à não ser que seja bastante observador e veja isso.”, afastou seus cabelos de uma de suas orelhas, mostrando o acessório de ferro pontudo que remetia à um elfo. “sim… quer dizer, eles nos deram instruções, mas deus, são tantas… é impossível lembrar de todas de uma vez.”, rae comentou, bebericando o suco que carregava a noite toda. “bem, eu já conheci um pouquinho das masmorras, o labirinto, os salões… não muito. e você, senhor?”
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Assentiu com a cabeça, como se respondesse ao agradecimento. Concordando, depois, sobre a quantidade de regras. 『 — Então a senhorita faz bem em não ficar a sós ou muito próxim a outro homem. A festa está cheia de fotógrafos, não seria bom para a sua imagem, eu imagino. 』 Deduziu, dando com os ombros. Ainda assim, a ímpeto de ser gentil lhe era tão natural, que ele acrescentou: 『 — Ainda assim, se quiser que te acompanhe até algum dos lugares, talvez procurar por uma companhia adequada, como uma amiga. 』 Sugeriu, pensando se as selecionadas já haviam feito amizades ou agiam como inimigas e rivais, afinal estavam ali competindo pelo mesmo homem. 『 — De maneira amigável, é claro. 』
catdancer:
para @rickcavendish
Os malditos pesadelos tinham voltado e aparentemente estavam só começando, Cat tivera a sorte de não acordar gritando, o molhado de sua camisola no entanto demonstrava que não eram menos terríveis vide a forma como havia suado. Talvez devesse tomar um banho, mas sabia que precisa de algo mais forte para conseguir voltar a dormir. Vestiu um robe por cima para cobrir o corpo e se direcionou para a pequena cozinha do alojamento dos funcionários. Será que encontraria alguma bebida alcóolica por ali? Bom, tentaria a sorte. Adentrou a cozinha e começou a vasculhar os armários, deixando um copo cair sem querer. “Merda” Xingou baixinho, torcendo para que ninguém tivesse ouvido e viesse verificar, não queria ter que explicar porque estava acordada aquela hora ou ter que dizer que não estava doente, a causa de sua palidez era o sonho terrível que tivera. Na verdade, era apenas a lembrança de um acontecimento terrível. Se abaixou e começou a catar os cacos de vidro com cuidado.
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Não era incomum ver Richard na cozinha pela madrugada. Fosse por insônia, tédio, ansiedade ou obrigação, sempre parecia haver algum bom motivo que levava o homem a estar na cozinha do palácio quando ainda estava escuro. Há alguns dias, estava preparando um cheesecake a pedido da rainha da França, outro dia estava bebendo chocolate quente e conversando com uma amiga que estava triste, e hoje estava ali apenas porque não conseguia dormir; os recentes acontecimentos o estavam privando do sono algumas noites. Estava no escuro, silencioso, com a xícara de chá a sua frente, tão absorto nos próprios pensamentos que nem ouviu quando alguém entrou no lugar. Mas o barulho do vidro no chão foi alto o suficiente para despertá-lo de seu pequeno devaneio, então levantou-se exasperado, e foi até onde sabia que ficava o interruptor e acendeu a luz. 『 — Merlia? 』 Perguntou, de cenho franzido, reconhecendo a mulher abaixada pegando os cacos de vidro. 『 — Espera aí! Você pode se cortar. 』 Buscou a vassoura e a pá e foi até onde ela estava, parando de frente a ela. 『 — Deixa que eu cuido disso. 』 Esticou a mão livre para segurar a dela e oferecer apoio para se levantar. 『 — Está com insônia também? Ou só veio furtar algum doce? Talvez eu até fique lisonjeado, se for a segunda opção. 』 Brincou.
@ladydancer .
flashback. before halloween
thefrannyblue:
Rainha da França? O desespero atingiu um outro nível e Franny sentiu a culpa pesar por colocar o homem naquela situação. “I’m so so sorry”, disse com sinceridade, se afastando da comida com mais culpa ainda. Por isso que ela deveria manter a boca fechada, sempre dava algum problema. “Se não der tempo, você pode falar que a culpa é minha. Me chamo Franny Fitzgerald, sou uma das selecionadas. Não faz sentido você ser advertido por isso”. E ela já tinha uma coleção tão grande de advertências que mais uma não faria tanta diferença. Juntou as mãos na frente do corpo, pegando parte do tecido do roupão de dormir e amassando suas mãos, em um gesto inconsciente de nervosismo. Mordia parte do lábio inferior com tanta força, que estava quase deixando um corte com os dentes. “Com certeza, não vou voltar a aparecer assim na sua cozinha”. Deveria cortar suas visitas noturnas à cozinha, aquela seria a última, prometeu a si mesma. “Juro”.
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Ouviu a resposta dela, sua expressão facial mudando e tratando logo de se retratar. Não queria ser responsável pelo nervosismo de alguém ou colocar alguma selecionada em problemas. 『 — Ei, fique tranquila! Pode deixar que eu me resolvo com a rainha. 』 Aquele pedido cheio de exigências e rudez ao falar era, certamente, apenas reflexo de algum estresse pessoal. A mulher não parecia ser cruel a ponto de maltratar alguém por conta de um cheesecake. Bem, poderia estar errado, então preferia evitar e ele mesmo levar uma bronca da mulher ao invés de deixar a jovem passar por isso. Os olhos que muitas vezes eram desatentos, reparavam, agora, em alguns sinais de nervosismo dela, então arrependeu-se da forma como havia falado. Talvez ainda pudesse fazer algo para compensar, por fim. 『 — A seleção é uma grande pressão, não é, Franny? Eu me chamo Richard, aliás, e quando sentir o desejo de comer algum doce, sempre tem boas opções naquela caixa. Ali está sempre liberado para quem quiser. 』 Apontou para a grande caixa transparente de fechamento hermético apoiada no balcão um pouco distante deles. Ali ficavam alguns cupcakes que ele fazia com aquele propósito de sanar o desejo dos insones e ansiosos que invadiam sua cozinha pela madrugada. Apoiou os braços no balcão, olhando-a nos olhos e esboçando um sorriso um pouco mais simpático. 『 — Fique tranquila, sim? Pode terminar de comer o cheesecake, se quiser. Vou fazer outro. Por que não aproveita e me diz se estava bom? 』
flashback | halloween party
bellevuexc:
Os olhos encararam a figura por volta de vinte centímetros mais alta, cujos músculos não se podiam esconder nem mesmo através daquelas roupas horrorosas da fantasia de pirada. Poderia apostar que suas pupilas haviam dilatado um pouco, tamanho apreço tinha por aquela imagem. Ela sabia quem era — podia o homem passar despercebido por qualquer lugar? Além do mais, muitas pessoas ali falavam dele; sempre de modo positivo, ela devia acrescentar. Mas Richard Cavendish era um quatro, e Bellevue não demonstraria qualquer interesse por alguém de casta mais baixa. Era perda de tempo, mesmo que aquela perda de tempo parecesse ter braços capazes de quebrar um tronco de árvore - ou marcar seu corpo da forma que gostava. “Não conheço” Mentiu, estendendo a mão como quem não oferecia ao outro muita escolha além de depositar em seu dorso um beijo cavalheiresco. Uma desculpa para sentir os lábios em alguma parte dela, claro. “É sim” Respondeu, quanto a ser um prazer falar com ela. Alguém com um viés positivo e inocente poderia até interpretar que ela queria dizer que era um prazer conhecê-lo também; mas Calliope apenas queria dizer que sabia sim da enorme alegria que devia ser estar diante de alguém tão importante quanto ela. Mesmo que a maior parte daquela tal importância estivesse apenas em sua cabeça. Arqueou uma das sobrancelhas, a proposta parecendo tosca demais para alguém de seu nível; mas ao mesmo tempo, ter um renomado chefe ao seu lado imediatamente queria dizer que venceriam. E oh, vencer era sua atividade favorita. “Faríamos uma equipe, então? Parece divertido. Acho que posso oferecer um pouco do meu tempo” Claro, pois até nas coisas mais simples queria deixar claro a honra que era ter Calliope Sardothien entregando de bom grado um tempo em sua agenda. “Vamos, cozinheiro” Chamou, fazendo um gesto com as mãos para que ele lhe acompanhasse não direção da mesa. “Iremos participar” Anunciou ao responsável pela competição, com um sorriso decidido.
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Segurou a mãe da moça com delicadeza - ou o máximo que era possível considerando suas mãos grandes - e depositou um beijo suave no dorso de sua mão. Com a inocência que um homem de trinta e cinco anos não deveria ter, Richard não percebeu que a resposta dela tinha um outro significado, então esboçou aquele sorriso irritantemente simpático e quase ingênuo quando acreditou que ela dizia que também era um prazer conhecê-lo. O jeito imaturo do cozinheiro agir em alguns momentos refletia na proposta feita para a jornalista. A irmã o repreenderia e diria algo como “Não aja como um adolescente”, seguido de um conselho para convidar para um jantar ou uma bebida, e não para o parque ou sorveteria. Mas ele não estava ali flertando, não é? Não, ele só estava curioso para conhecer a mulher que foi assunto comentado por longos minutos por alguns dos funcionários da cozinha. Por outro lado, o homem parecia ter dificuldade em entender a natureza dos comentários de Calliope, enxergando nada além de uma mulher confiante e, talvez, com um senso de humor diferente do seu - porque, não, ele não levou a sério sua resposta, acreditando que era uma brincadeira toda aquela pose de “posso ceder um pouco do meu tempo”. 『 — Podemos fazer uma equipe, ou competir. O que prefere? 』 Sugeriu, seguindo-a até a mesa logo depois. A mulher tratou de anunciar a participação dos dois, e deduziu que significava que trabalhariam juntos. Bom, seria mais uma chance de conhecê-la melhor - se é que ele seria capaz de não ser tão burro e entender a intenção por trás do que ela dizia. 『 — Já tem alguma ideia, senhorita? 』 Perguntou, ele mesmo já pensando em opções, enquanto retirava os diversos anéis e guardava em seus bolsos. Precisava das mãos livres para fazer um bom trabalho.
denizxtarkan:
Não respondeu a pergunta na primeira vez porque se atentava aos sons do lado de fora, torcendo para que o fotógrafo optasse por seguir caminho. Talvez se ficasse longe de sua visão o dia todo, esqueceria dos incidentes por ela causados? Finalmente dedicando melhor atenção ao outro (o que nem era uma boa ideia assim, visto que focar demais nele parecia deixá-la um pouco atordoada). “Eu to!” Ela sussurrou com força, mesmo que aquilo fosse um exagero. “Ok, não é nada tão… tipo, não tão tentando me matar.” Deixou claro, não queria que ele pensasse que ela corria risco de vida ou qualquer coisa. Embora pudesse apostar que a irmã provavelmente a mataria se estragasse sua preciosa imagem. O que Deniz não sabia era que aquela era uma sentença inevitável, afinal, havia colocado Kiraz para cuidar desta. “É que tem esse moço. E eu juro, o universo parece que tá conspirando porque toda vez que ele tá perto eu causo algum acidente! Eu quase quebrei os equipamentos dele, e depois eu derrubei café, e teve uma hora que eu dei um pisão bem forte no pé dele com esse salto horrível que tão me fazendo usar. A culpa é minha que ele colocou o pé na minha frente?? Mas agora eu sinto que ele me odeia e quer vingança. Sério, ele passou a manhã todinha atrás de mim. Ele tá só esperando eu fazer besteira para registrar!” E era um esforço tremendo ficar longe de problemas. “Mas agora… bom, se ele me encontrasse no armário com você, imagina só? Meu Deus, eu ia te colocar no maior perigo!! Desculpa! Ó, eu vou sair primeiro então e deixar ele me seguir para longe e você escapa. E aí eu vou procurar um lugar pra me esconder o dia todinho. Na biblioteca, talvez? Posso ficar atrás de uma estante, assim, colocar uns livros em cima de mim.”
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Deixou uma risadinha baixa escapar com a primeira resposta. Não havia pensado exatamente naquela opção, mas era de se esperar que ela achasse isso, considerando a expressão preocupada do homem. O rosto, então, suavizou enquanto escutava a tagarelice da selecionada, divertindo-se com o jeitinho dela falar e explicar o acontecido. 『 — É, senhorita, esse pessoal gosta de gente que renda bons momentos para aparecer na tv. 』 Respondeu, de maneira sucinta, deixando implícito que acreditava que Kiraz - no caso, Deniz - era uma pessoa que poderia facilmente entreter os telespectadores. Ela era bonita, atrapalhada, divertida e interessante. 『 — Acho que estar trancada em uma despensa com outro homem pode ser um ótimo furo para ele, mas não vai ser muito bom para a sua imagem na seleção. 』 Constatou, algo que era óbvio e a moça, certamente, sabia. Afinal, o havia enfiado ali e pedido silêncio por algum motivo, e agora ele entendia. Mais uma risada escapou ao ouvir a solução dela, não achando ser uma boa ideia, afinal ela precisava aparecer para os outros. 『 — Não me parece uma boa ideia. E se eu sair primeiro e tentar despistar o homem? Me diga como ele é, e posso tentar... se concordar, é claro. 』 Sugeriu, então esperando que ela opinasse e, com o aval da Yilmaz, ele sairia e tentaria afastar o tal fotógrafo.
princebenedict:
ROLETA DE PLOTS: CHALLENGE ACCEPTED
w. @rickcavendish
Fazia meses que vinha tentando pegar Richard Cavendish em uma de suas pegadinhas e nada dava certo. Tentara farinha na porta, balde d’água, simples sustos e muitas outras ideias, mas nada dava certo. Sempre terminava com Richard olhando para ele com a mais pura cara de tédio ou pior, rindo de Ben por ter sido feito de idiota. ‘Não vou cair na sua, alteza’, era o que Benedict sempre ouvia do chefe de cozinha, bem… Até aquele momento, é claro. O príncipe vira na fala do cozinheiro como um desafio aceito. Passara os últimos quatro meses se preparando para aquele momento. Ia a cozinha do palácio quase todos os dias para alimentar não apenas sua barriga, mas também a mente do Cavendish com historias de terror sobre as masmorras do palácio. Rainhas que haviam morrido e seus espíritos continuavam ali ainda, ou prisioneiros que haviam enlouquecido na antiga prisão e que ainda era possível escutar os gritos desesperados deles, entre outras histórias. No dia combinado, Ben se certificou de que tudo estava completamente pronto e seguiu para a cozinha. “Richard, meu amigo. Bom dia!” - Ele estava animado, não podia se conter a final de contar. “Tenho um pedido especial da rainha para o almoço de hoje.” - Ele se aproximou da mesa, pegando um dos croissant e enfiando um grande pedaço na boca. “Ela quer um vinho especial para combinar com o prato principal.”
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Se tinha alguma coisa que havia adquirido passando tanto tempo no castelo desde a adolescência, além de conhecimento culinário, era conhecer as manias e personalidades dos moradores do castelo. Mesmo a realeza, com quem tinha pouco contato. Exceto Benedict, que estava sempre tentando se divertir às custas de fazer Richard cair em alguma pegadinha. Costumava cair em várias durante anos, mas agora já estava tão acostumado que parecia estar sempre preparado e conseguia prever algumas tentativas do príncipe. Porém aquilo teve um efeito reverso no Schreave, que ao invés de desistir e procurar outra vítima, pareceu encarar aquilo como um desafio. As histórias soltas sobre lendas das masmorras do castelo deixaram o cozinheiro com uma pulga atrás da orelha, de forma que nem mesmo durante o evento de Halloween ficou por muito tempo no local. Acabava de enxugar as mãos após colocar os pedaços de carne para marinar quando ouviu a voz do jovem adentrar pela cozinha. Suspirou fundo, pensando que viria outra tentativa, mas ele parecia estar ali apenas para dar um recado da rainha. Também era um pouco suspeito. 『 — A rainha mandou um recado diretamente por você, Benny boy? 』 Brincou, aquela intimidade que o pai detestava por acreditar que o filho deveria se colocar no seu lugar como cozinheiro casta quatro. 『 — Vamos lá, e onde tem esse vinho especial? 』 Perguntou, pronto para ir atrás do pedido da mulher.
𝕀. ⲘⲈⲈⲦ ⲦⲎⲈ ᑕᗩᐯᕮᑎᗪISᕼ’S ›
Alfred • 60 anos • pai • chefe de cozinha no palácio • Gary Oldman
Frances • 60 anos • mãe • dona do The Village Restaurant • Emma Thompson
Ruby Eve • 35 anos • irmã gêmea • administradora • Meghan Ory
Robin Hood • 7 anos • irmão caçula & pet • gosta de roubar comida
Richard Evan • 35 anos • irmão gêmeo • chefe de cozinha • Henry Cavill
flashback | before halloween
thefrannyblue:
Havia poucas coisas que envergonhavam Franny. Piadas de duplo sentido, alusões à sexo, eventuais advertências de mal comportamento por vezes eram deixadas de lado — ela não se importava muito, podiam falar o que quisessem — mas ser flagrada roubando comida no meio da madrugada lhe desarmou tão completamente, que por alguns segundos ficou sem palavras. Uma ratinha? Ela? Meu Deus, que trágico! Piscou lentamente, tentando se recompor, enquanto pensava em uma justificável mentira para o próprio ato. No entanto, antes que pudesse dizer qualquer coisa, ela viu o cenho do homem se franzir após perceber que havia atacado o cheesecake de morango. “Eu…”, balbuciou, nervosa, incapaz de pensar em qualquer mentira ou afirmação que pudesse aliviar o caso dela. Mas não havia muito o que dizer, principalmente quando seus lábios ainda estavam sujos da sobremesa. Passou o dedo no canto dos lábios, a fim de tirar esse resquício. “Sim, desculpa”, disse, após um longo minuto de silêncio tenso. “Eu estava com fome e ele estava aqui. Sei que não deveria ter comido e, peço desculpa, mas…tem tantas outras sobremesas, né?”, porque havia, de fato, muitas outras ali na cozinha. Em sua maioria eram de chocolate, doce que Franny abominava. “Acho que podemos esquecer que isso aconteceu, não? Eu volto para meu quarto, você para…”, não sabia quem ele era, nem em quais aposentos residia. “Bom, a gente volta para nossas vidas e ninguém vai perceber que isso aconteceu. Digo…quem é que liga para um cheesecake idiota?”, tentava criar qualquer tipo de vínculo com o funcionário, mas talvez estivesse forçando muito a barra. Ele parecia chateado.
Normalmente, o cozinheiro seria a pessoa com sensibilidade que notaria o nervosismo no olhar da moça e a acalmaria com palavras - costumava ser bom naquilo. Entretanto, os olhos estavam fechados enquanto massageava as têmporas e se lamentava pelo pouco tempo que restava para preparar outro. Foi tão cuidadoso e dedicado para que tudo ficasse perfeito, se fizesse às pressas ficaria insatisfeito com o próprio trabalho. Ouviu a voz dela desculpando-se, então finalmente abriu os olhos e encarou o prato já incompleto, tentando traçar uma solução em sua mente. 『 — A rainha da França certamente vai se importar. Foi um pedido específico e bem exigente dela. 』 Foi o que conseguiu dizer. Acordou antes do horário previsto e o sono lhe deixava mal humorado e irritadiço. Detestava aquilo, mas era mais forte do que ele. Suspirou fundo, apoiando as mãos grandes no balcão, enquanto assentia com a cabeça como se tentasse se convencer de que não tinha outra coisa a se fazer. 『 — Vou ter que fazer outro. Mesmo me sobrando pouco tempo. 』 Reclamou, já andando pela cozinha e buscando o que precisaria para recomeçar. Estava tão atordoado e levemente preocupado que ainda sequer tinha visto a expressão no rosto da moça, mas lembrou-se de que ela havia pedido desculpas, deveria respondê-la. 『 — Desculpas aceitas, moça. Mas não saia comendo as coisas às escondidas assim, viu? 』 Depois lhe apresentaria onde guardava opções para que os furtivos da madrugada buscassem algo para comer. 『 — Desculpe, como se chama? 』 Perguntou, só agora percebendo que poderia estar falando com uma princesa e seria de péssimo tom a sua atitude.
awsinner:
@rickcavendish
❛❛ —- Não. Nem começa. ❜❜ Drew reconhecia de longe o olhar do amigo de infância. Era o brilho de quem havia acabado de encontrar a melhor oportunidade para poder importunar e rir de um grande amigo. Como não poderia? O capitão estava ridículo, e, sabendo que Bento estava ativamente o evitando (esperto!), tudo o que lhe restava era aproveitar a quadra de tênis, agora cheia de cadeiras vazias por ainda estar longe da meia-noite, quando o filme passaria, para poder beber sozinho e afogar o resto do orgulho que lhe restava. Mas é claro que encontraria Richard por ali. Como não poderia? O destino estava sempre contra si, pronto para humilhá-lo à primeira oportunidade. Derrotado, apenas ofereceu o copo que bebia ao cozinheiro. ❛❛ —- Ao menos você está bem vestido, e ainda à caráter. Merda. Se me disser que sabe onde o príncipe brasileiro está, não me fale, ou eu vou cometer uma atrocidade hoje. ❜❜
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É claro que Richard jamais perderia aquela oportunidade! Assim que os olhos encontraram o melhor amigo e notaram a sua fantasia, esboçou um sorriso que Drew conhecia muito bem: aquele de quem se preparava para soltar diversas piadinhas. Caminhou até ele, deixando a risada escapar. Não precisava se conter ou agir tão formalmente como o pai sempre lhe exigia. Estava falando de seu melhor amigo, afinal de contas. 『 — Drew... espera. 』 Tentou falar, mas não conseguia controlar a risada. Foram necessários alguns segundos para se recuperar e conseguir dizer alguma frase. 『 — Cara, você precisa me explicar essa fantasia ou eu vou começar os trocadilhos agora mesmo. 』 Falou, mais uma risada escapando logo depois. Pegou o copo oferecido e deu um gole, tentando impedir que mais algum riso frouxo escapasse. Estava maravilhado com a oportunidade que lhe foi dada de mão beijada para implicar com Clark um pouquinho, ao mesmo passo que estava extremamente curioso em como ele havia ido parar vestido de coelhinho. 『 — Ah, o príncipe Bento é o culpado por essa fantasia? Mas como ele conseguiu isso? Vou ter que pedir uns conselhos a ele. 』
flashback | final da festa do cassino
morganfkoskinen:
“Caramba, você deve se sentir super confortável aqui então, não é? Tenho certeza que deve ser um ambiente de trabalho que te faz bem” deduziu, mesmo que baseada em pouca coisa. O importante era se mostrar interessada e interessante, era o que seu pai sempre dizia - mas de fato o homem a interessava, talvez fossem os olhos? O sorriso aumentou quando ele falou das criações “Eu entendo. Pais podem ser um pouco controladores, certo?” O tom era de brincadeira, mas ela sentia na alma como seu pai controlava cada passo que ela dava - mesmo que ele não estivesse ali. Ao ser questionada, percebeu que não podia ser pega na mentira então apenas inclinou a cabeça “Comida pro dia a dia, mais caseira! Gosto de tentar pratos veganos. São bons, normalmente” ela sorriu. Não era vegana mas esse tipo de alimentação normalmente deixava-lhe muito mais leve - ao menos era a sensação que tinha. Se levantou mais uma vez para dar uma espiadinha do que ele fazia. Ela deu uma risada contida, meio engessada, e assentiu “Eu adoro cogumelos” e bom, qual a chance de realmente ser notada acerca de estar arrumando uma baguncinha ali? Ele estava lhe fazendo um favor, e bom, ela gostava de agradar aos outros - era sua forma de ganhar pontos ao seu favor. Não respondeu nada, apenas continuou organizando - pendurando os panos de prato, colocando os vidros de temperos em seus lugares (achou facilmente onde ficava) e logo estava fechando algumas embalagens de grãos com os prendedores, e tampando o sal, açúcar e a manteiga que tinham por ali. Sem bagunça tudo ficaria muito melhor. “É mesmo? E você gostou da província? Eu acho lá bastante agradável. Muitos tem fazendas, eu gosto bastante” falou com um novo sorriso ladino, sentia falta disso. Assentiu. Então cozinhar para ele era como a dança para si: uma forma de espairecer e se soltar. Ela assentiu, entendia bem aquilo. “Bom, eu sou modelo. E bailarina, formada. Dou aula na academia que faço parte às vezes, para as mais novas. Mas trabalho como modelo comercial.” Ela comprimiu os lábios minimamente “Você está empolgado com a seleção, senhor? Quer dizer, Richard.”
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『 — Isso é verdade. Eu adoro aqui, sempre fui muito bem recebido. 』 Poderia soar como um exagero para quem escutasse, mas era apenas a sua realidade. Nunca tivera problemas sérios ali, exceto os usuais de cotidiano - era difícil trabalhar na cozinha com tantas pessoas que trabalhavam de maneiras diferentes. 『 — Meu pai quer controlar tudo o que faço e falo, até hoje. 』 Em partes, o homem já havia desistido e apenas limitava-se a olhar torto para o filho quando este fazia algo que lhe desagradava. Era apenas um homem muito correto e cheio de formalidades. 『 — Os seus também são? 』 Perguntou, curioso, deduzindo a partir da fala dela. Abriu um curto sorriso ao ouvir o tipo de prato que ela gostava de preparar. Fazia poucos anos que aventurava-se na culinária vegana, ao descobrir que o número de pessoas que haviam se convertido àquela dieta alimentar aumentou. Gostava que todos se sentissem acolhidos nos eventos em que estava responsável pelo cardápio. Não demorou muito para notar que aquela era uma característica que os dois tinham em comum - gostavam de agradar. Os olhos alternavam entre o que cozinhava e a arrumação da moça, para garantir que tudo ficasse no lugar certo. Os instintos de organização dela pareciam estar afiados, pois levou muito menos tempo do que ele mesmo demoraria para colocar tudo em seu devido lugar. 『 — Gostei bastante. O lugar é bonito e fui muito bem recebido. 』 Comentou pouco do que lembrava da província. Já fazia tempo desde sua visita, e foi tão rápida que lembrava-se pouco. As sobrancelhas se ergueram ao ouvi-la contar sobre suas profissões e formações. Estava falando com uma modelo, bailarina e professora. Morgan parecia cada vez mais incrível a seus olhos, além da personalidade doce e o sorriso cativante. 『 — Uau, multitalentos. Sente falta de dar aulas? 』 Brincou, mesmo sabendo que fazia apenas poucos dias que estava no castelo. Além do mais, se vencesse a seleção, provavelmente não voltaria ao emprego antigo. 『 — Estou bem curioso, vou confessar. Tenho mais contato com o Ben do que com Alexander, não faço ideia de qual das selecionadas parece fazer o tipo dele. 』 Comentou, como uma garotinha fofoqueira, logo recordando-se de que a própria era uma selecionada. Não queria constrangê-la ou preocupá-la, então trocou o foco de si para ela. 『 — Imagino que você esteja empolgada, Morgan. Por que se inscreveu na seleção? 』 Perguntou, então finalizando o prato, montando-o com cuidado e colocando de frente a ela na bancada. Buscou os talheres e apoiou na mesa, ao lado do prato. 『 — Omelete de cogumelos. Espero que esteja ótimo. 』
Havia algo que percebeu desde o início da seleção, mas vinha ignorando pelo seu próprio bem. O que era um pouco egoísta, ou talvez muito inteligente. Afinal, se estivesse certo e a mãe da criança não quis lhe contar sobre a paternidade, havia um motivo e talvez ele precisasse confrontá-la. E, nossa, quem o conhecia sabia o quanto ele evitava confrontos. Precisava espairecer e, por isso, aproveitou a oportunidade para convidar uma antiga amiga para passearem pela cidade. Combinou um horário com a princesa da Áustria e se encontraram no hall de entrada. Cumprimentou-a com a curta reverência, mais formal do que o normal - haviam pessoas os olhando, afinal - e então apontou com a mão para que caminhassem. 『 — Como vai, princesa? Curtiu a festa? 』 Perguntou, por curiosidade e educação, enquanto andava ao seu lado em direção à portaria. 『 — Já pensou no que iremos fazer? Zoológico, museu, restaurante... Um bar. 』 Falou, sugestivo, o sorriso divertido brincando nos lábios, deixando bem claro o que seria a sua primeira escolha. @princesshclena .
flashback | meses atrás; antes do anúncio da seleção
Richard estava concentrado demais no que preparava na cozinha para escutar os burburinhos. Os ouvidos pouco atentos já haviam notado que os funcionários estavam cochichando, mas não deu muita atenção. Até ouvir o nome de seu melhor amigo. Bastou uma única pergunta e um dos assistentes deu com a língua nos dentes. O chef retirou o avental e ordenou que os outros cuidassem do prato que ele havia começado a preparar, logo indo procurar por Drew. Imaginou que ele poderia estar em casa, e o primeiro chute foi certeiro. Resultado de anos de convivência. 『 — Ei, Drew, sou eu. Abre aqui! 』 Bateu à porta diversas vezes, anunciando quem estava atrás dela. O homem reconheceria sua voz, não é? Logo que abriu a porta, o cozinheiro já foi entrando na casa e fechando-a porta atrás de si. 『 — Eu... fiquei sabendo da notícia. Vim saber como você está. 』 Começou, logo percebendo que era péssimo. É claro que ele não estava bem diante de tudo aquilo, e sabe-se lá que consequências teria para ele em sua posição como capitão da guarda após as fofocas. 『 — Você precisa de alguma coisa? Companhia, comida, que alguém dê um soco em quem começou com tudo isso? 』 Tentou brincar, o sorriso abafado quase sem humor. Não era briguento, o amigo sabia disso. Richard, por outro lado, não estava exatamente surpreso com a notícia, já tinha conhecimento daquele segredo do Clark, apenas estava chocado em como aquilo se transmitiu ao povo e tomou aquela proporção. @awsinner .
rhaclla:
a selecionada caminhava pelo salão à procura de suas amigas, quando sentiu algo puxar o seu vestido para o chão, forçando-a à parar de andar. virou para ver o que a impedia de continuar e ao perceber que era um pé, olhou para o dono dele. o elogio à fantasia que usava tirou um sorriso de rae. “não se preocupa, não arruinou. foi bem na borda, então ninguém vai perceber.”, falou, voltando sua atenção ao rapaz. “quase.”, brincou quando ele tentou acertar a sua fantasia. “uma elfa, na verdade. guerreira. achei que ficaria legal.”, rae arqueou as sobrancelhas, sem saber se poderia aceitar ou deveria recusar o convite. o príncipe veria aquilo como algum desacato? “eu adoraria escutar as histórias de terror, mas tenho certeza que vão me deixar acordada a noite toda…”, parou um momento, antes de continuar. “e para ser sincera, quanto à dança, eu não sei se posso. além disso, eu sou um pouquinho tímida para isso. desculpe.”
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Suspirou quando ela confirmou que estava tudo bem com o vestido. A mão no peito indicando que estava aliviado, pois se sentiria muito culpado caso tivesse provocado um acidente irreparável e acabasse com a noite da moça. Assentiu com a cabeça, as sobrancelhas erguidas em demonstração de que havia compreendido a fantasia. 『 — Ficou excelente. Eu que sou péssimo em adivinhar essas coisas. 』 Soltou uma risada abafada, um tanto sem graça, mas sempre honesto. Tanto no elogio, quanto ao dizer que era péssimo adivinhador de fantasias. 『 — Ah, é claro, por conta da seleção. Eu também estou meio alheio às regras. 』 Deu de ombros. A inconsequência que o pai tanto reclamava. 『 — O que a senhorita já conheceu da festa? 』
Estaria mentindo se dissesse que não ouviu falar sobre a mulher. A beleza estonteante, a presença imponente, a personalidade forte... Tudo isso já havia sido comentado por outros funcionários, não apenas da cozinha. É claro que, uma mulher bonita como ela e da casta três era inalcançável para diversos funcionários ali, talvez até mesmo para Richard. Entretanto, ouvir comentários e concluir alguma coisa não era do feitio do homem, então assim que viu uma oportunidade de falar com a jornalista, não perdeu tempo ao se aproximar e parar ao seu lado. 『 — Boa noite, senhorita Bellevue. 』 Cumprimentou, conhecendo o sobrenome importante da outra. Se estivesse em sua adolescência, certamente a aproximação significaria uma intenção diferente, mas ali queria apenas conhecê-la melhor. 『 — Talvez não me conheça, eu sou o Richard, head chef do palácio. É um prazer finalmente falar com a senhorita. 』 Falou demais, como sempre. Esperava que ela simplesmente o respondesse, sem causar perguntas demais. 『 — Vai participar? Não sei se seria justo, mas posso lhe oferecer ajuda, se desejar. 』 Continuava com sua fala num tom mais formal, ainda sem saber direito o terreno em que estava pisando. O queixo apontou para a enorme mesa em que as pessoas preparavam uma casa mal assombrada de pão de gengibre. Richard estava ansioso por participar, mas não sabia se Calliope aceitaria a proposta indireta. @bellevuexc .
Não tivera tempo de visitar todas as decorações da festa, mas estava certamente ansioso pela estufa. Haviam transformado o lugar em uma casa do terror, e ele queria ver o resultado. No caminho, encontrou uma velha amiga, a qual não pode evitar de se aproximar pelas costas e tentar lhe dar um pequeno susto. 『 — Bu! 』 Brincou, lhe apertando de leve a cintura e sussurrando próximo ao ouvido. Uma intimidade que o pai, com toda a certeza, reprovaria. Ela era uma selecionada agora, Richard precisava ser cauteloso para não se meter em problemas. 『 — Ames, você é.. Hum, deixa eu ver... A Cinderella? 』 Falou, quase em tom divertido. Parecia óbvio demais que o vestido azul representaria a princesa do conto de fadas, e não sabia o quão inserida nesse universo a amiga estava. Não parecia ser o tipo de garota que gostava do tema. 『 — Está muito bonita, Ames. E aí, vai na casa do terror lá na estufa? Ou tem medo demais para isso? 』 É claro que ele não perderia a oportunidade para provocar um pouco. @amespgif .