“Não me ame só na tua cama com calma entre às 20h e às 1h. Me ame também na mesa de um open bar, entre um shot e outro. Entre o tilintar de copos, onde o meu riso já se faz estranho e alegre demais. Me ame no estacionamento entre os carros ou dentro do carro, porque a gente se queria demais. Se puder me ame na praia ou numa rapidinha no corredor da sala da tua mãe. Mas se possível, me ame também de cabelos bagunçados, de choro esganiçado, de estômago revirado, de coração machucado, de ressaca da vida às 10 da manhã. Me ame quando eu estiver quase que insuportável demais, bater o pé, as portas, querendo ficar sozinha e te dando um sonoro tchau. Me ame assim também, massageie meus ombros cansados, que logo isso tudo passa e eu te abraço como se não quisesse soltar nunca mais.”
— Nanda Marques.

















