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tropic of cancer – stop suffering / archive: the downwards singles (2015) ph. jasmine deporta
eu tenho um desejo incontrolável de sumir. daqueles que ninguém sabe onde esta, se ta vivo, se tem telefone. "por onde anda?" "porque sumiu?" esse desejo tem mais idade que muita pessoa em minha vida. é um desejo antigo, que vai e volta conforme os problemas vão se formando e desenhando. e assumo isso porque dos poucos momentos de êxitos existenciais, financeiros eu não quero sumir, ao contrario, quero expor. os ensaios fracassados de sumiço vivem livre no meu imaginário todo dia ao deitar no travesseiro. os sumiços são tão ensaiados que possuem até estética. já tentei analisar este desejo de todas as formas. as vezes, porque no fundo queria provocar dor nos que ficam sem noticia. se não dor, pelo menos conjecturas. pois quando percebi que a ausência e o silencio provoca desconforto em alguns, entendi o sumiço como arma quase poderosa. as vezes, porque me pego conjecturando os poucos que tiveram a coragem de sumir e como vivem, distante de tudo. ultimamente vinha refletindo se meu desejo de sumir digitalmente não acontece porque seria a forma mais próxima do suicídio que tanto flerto, mas não tenho coragem. se x ou y de fato sentem falta ainda que a não procura pareça que não; mas talvez, eu queira demais e como não consigo, assumo a possibilidade da ausência como narrativa frustrada. se não posso ser tudo que quero, prefiro também fingir não querer nada.
9 de maio:
sinto que o rivotril já não cumpre mais o seu papel adormecedor. ou o corpo calejou ou é sinal de amadurecimento emocional de que é melhor que eu pelo menos tente o desmame.
coincidência ou não, o sono que por sua vez se dar parcelado, já que deito as 21 e acordo as 2, me acordou com desejo de criação, de busca, de procura. as 2, quero conquistar o mundo.
as 9, a tristeza da depressão me pega pela manhã e me faz traçar derrotas ao ponto de não sair da cama.
estou um ignorando uma intuição que me excita secretamente e que me assombra moralmente pela vergonha do julgamento daqueles que provavelmente nem perceberão minhas decisões.
7 de maio
uma tristeza inexplicável toma conta de mim. e ate então ela tem vencido sempre.
4 de maio:
minha esperança é que a gravidade dessa crise depressiva seja uma fase ruim e que ela anteceda algum bom acontecimento ou não me vejo em outro cenario que não seja desistindo da vida.
a fisica, a sonhadora acredito ter morrido ha meses atras.
3 de maio de 2024:
não consigo parar de contemplar a ideia do suicídio.
{Quotes:Nitya prakash/Richard siken ,crush}