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@sabeoqueeutavapensando
Eu acho...
Eu acho que a gente acha o que as pessoas acham, aí dessa de achar que acha o que os outros acham, a gente não acha nada.
ALONE
- Do you think some people are meant to be alone? - I think some people just don't know how to be together.
Blue Screen
How many resets, refresh, reboots, restart, reloads do we need? Someday the system will just breakdown…
(...)
Você - Você tá brava comigo?
Eu – Eu tô sempre brava com você!
Você – Eu achei que a gente já tinha superado isso...
Eu – A gente superou! O tempo passa, as pessoas mudam... Quando a gente vê uma situação de longe a gente enxerga diferente, percebe as coisas...
(Você superou, eu não)
Você – É verdade, eu acho que foi bom pra todo mundo esse lance da faculdade...
Eu – Você tá feliz?
Você – Tô. Muito.
Eu – É alguém da faculdade?
(Lógico que não é)
Você – Não... da vida.
(Com certeza é quem eu tô pensando)
Eu – Sei... Não acredito que você não vai me falar quem é!
(Até porque eu já sei)
Você – Risos. Sério, porque você tá brava comigo?
Eu – Eu acho que um de vocês dois deveriam ter me contado que tavam juntos.
Você – Queria te contar, mas tava sem coragem.
Eu – É, só que todo mundo já sabia, menos eu. Mas já conversamos sobre isso...
Você – Então tá tudo bem?
Eu – Tá!
(Não)
Você – hum...
(...)
Noticiário de Notícias Informativas Informa
Ontem, no dia anterior ao de hoje, crentes que creem na crença pois acreditam no que outras pessoas não acham que seja verdade, previram o imprevisível e falaram o que não queriam dizer, mas que acabou sendo dito, revelaram que o cadáver do presidente da prefeitura de ituitaba encontrava-se morto e imóvel quando a polícia chegou.
Fontes seguras, mas que não merecem confiança, contaram o que não deveria ser revelado a imprensa e descobriram que apesar de estar morto o coração do presidente ainda batia e o cadáver ainda respirava. O corpo encontra-se no necrotério da cidade para que os legistas que examinam os cadáveres decifrem esse mistério indecifrável.
Nuvem de Fumaça
Ás vezes bate um aperto no peito Ás vezes parece que não vai ter jeito Tudo passa, o mundo gira, tudo muda Aqui dentro ouço um pedido de ajuda E se de repente tudo acabar? E se por acaso ninguém escutar? Existe uma saída sincera? Me visto, me escrevo, me espera Me mudo, me troco, me aceita E se de fato essa for a receita? Ás vezes parece que tá tudo tranquilo Aí do nada me lembro daquilo Ás vezes bate um aperto no peito Tenho certeza que não vai ter jeito Será que apesar de todas as mudanças Ainda somos as mesmas crianças? E se ninguém nunca souber? E se não existir homem ou mulher? Me nego, me bato, me escuta Me falo, me calo, me pergunta Talvez não faça nenhum sentido Será que precisava ter mentido? Vão tentar achar as mesmas respostas Para perguntas inversamente opostas. Me divirto, me machuco, me abraça Tudo tão claro feito nuvem de fumaça
If you don't believe in magic is because you never read a good book, listen a great music and watched a wonderfull movie. The thing you feel when you do those things, that my friend, that is magic.
Sabe o que é incrível?
Quando você lê, assiste ou escuta alguma coisa que mexe com você. Alguma coisa que te faz acreditar e ter esperança. Não esperança na vida... mas te faz querer fazer algo novo, ser alguém melhor, ou apenas aproveitar mais os momentos. Não é sempre que a gente tem esses momentos de reflexão, acho até que eles são super estimados, mas não deveriam. Dizem que o problema da ficção é que ela nos afasta da realidade. Discordo. Ultimamente, a ficção tem me feito enxergar a realidade. A ficção tem feito a minha realidade ser a que eu sempre procurei, mas nunca achei que realmente existisse. Esse texto mesmo, na minha cabeça, ele está sendo narrado em off enquanto uma série de imagens passam acompanhadas por uma linda trilha sonora. Por muito tempo achei que isso era um problema, talvez eu acabasse idealizando demais as pessoas e as relações entre elas e, confesso, por um tempo eu fiz isso... talvez ainda faça (um pouco). Tenho a péssima mania de imaginar profundos diálogos e eles sempre acabam da maneira que me convém. O problema, é que quando você não é a pessoa com que conversa, as respostas nunca são as esperadas. Essa é a graça das coisas. Quero dizer, nada vai ser exatamente como a gente vê nos filmes e nos livros. O problema disso é que dói. Muito.
Passarinho
Ai, ai... Mas um dia monótono, sem muita coisa para fazer. Quase todos os meus dias têm sido iguais. Não posso fazer muita coisa à respeito. Ninguém sabe o quão difícil é a vida de um passarinho. Ah, é! Esqueci de me apresentar! Bom, eu sou um passarinho e me chamo... passarinho. Outra coisa sobre aves, não temos nome. A única vez que minha mãe abriu o bico pra mim foi pra me alimentar e sim, é tão nojento quanto parece! Minha vida é bem simples. Eu fico voando por aí com meu bando. A gente procura comida, o que, por sinal, é muito difícil numa cidade grande. Um dia me confundiram com uma pomba! Pombas, depois de galinhas, são as piores aves! Me senti muito ofendido! Esse dia foi bem interessante. Meu bando estava sobrevoando uma praça e vimos um senhor com uma menininha atirando migalhas de pão para umas pombas. O problema é que essas pombas já eram conhecidas nossas. Nos envolvemos em uma briga terrível por pedacinhos de milho. A coisa foi feia, mas como disse antes, pombas são aves péssimas. Elas esquecem que as asas servem para voar e ficam dando aqueles pulinhos bestas! Tem sido difícil encontrar milho, por isso a confusão desse dia. Demoramos pra decidir se valia a pena nos aventurar de novo com aqueles protótipos de aves e comer as migalhinhas de pão. A gente já estava voando há um tempão em direção sul. Eu não sei direito porque vamos para o sul, mas supostamente todo pássaro que se preze faz isso nessa época do ano. Se não me engano peixes também. Conversei com um salmão muito simpático que disse que eles migravam para o sul para a época do acasalamento. Eu deveria saber o motivo dos passarinhos irem para o sul, isso de não saber me faz uma ave tão ruim quanto pombas. Falei delas de novo, né? Eu realmente não gosto delas... Onde eu estava mesmo? Ah, sim... o sul. A gente estava com fome. Muita fome. Decidimos arriscar e pousar ali naquela praça mesmo e tentar fisgar uns pãezinhos. O velho nos viu e disse para a menininha “alimentar as pombinhas recém-chegadas”. El a já veio toda animada jogando migalhinhas para nós. Infelizmente, as pombas também viram nossa aproximação. Aquele momento foi tenso. Eu achei que iria começar a Segunda Guerra Aviária. A Primeira Guerra Aviária foi em 1988 entre Araras e Tucanos. Um verdadeiro horror! Ainda mais quando os Papagaios resolveram meter o bico onde não foram chamados. Foi um motivo besta. As Araras são muito arrogantes. Só não são mais bico em pé do que os Tucanos. Para a minha surpresa, as pombas não fizeram nada e aceitaram dividir a comida conosco. Fiquei realmente surpreso, até porque pombas são péssimas aves, já disse isso? Enfim, enquanto o velhinho dava comida para elas, a menininha nos alimentava muito feliz. Ela ria bastante e parecia maravilhada comigo e com meus amigos passarinhos. Ela até conseguiu milho! É claro que as pombas ficaram ofendidas, porque o velho só tinha pão. Então, para evitar qualquer tragédia, o meu bando comeu o milho rapidamente e saiu voando. Nós passamos bem perto da garotinha para agradecer pelo alimento. Acho que ela entendeu porque ela deu uma gargalhada enorme. As pombas ficaram para traz. Nós migramos para o sul, para fazer o que passarinhos fazem. Amanhã vai ser um dia tranquilo também, mas acho que vamos encontrar algumas galinhas, e, antes de pombas, as galinhas são péssimas aves...