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해야해
seul, 20 : 48
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⦅ ⋯ Considerando o misterioso aumento na regularidade com qual a chuva decidira importunar seu território nos últimos dias, o acanhamento das nuvens em querer cobrir o céu naquela específica noite era algo que oferecia ao Templo de Taewang - e, portanto, àquele que o guardava - uma promessa duvidosa de pelo menos algumas horas sob inusual claridade adiante, onde a multidão de estrelas aplaudindo com toda sua luminescência a sessão harmoniosa de ruídos executada pelos seres noturnos era não apenas destaque, mas atração principal a um youkai alabastrino que, de tão apreciador diante do cenário, até se permitiu adiar suas obrigações em troca de um curto porém abraçado ensejo para o relaxamento.
⋯ Mesmo em exílio, era raro Zhen deixar-se abaixar a guarda daquela forma. Tanto é que, na maioria das vezes em que recebia alguém, ele costumava ser o primeiro a reconhecer a presença alheia, e não o contrário. Pode ser estranho pensar que, em pleno processo de morte por insaciabilidade, um youkai conseguiria ter seus sentidos ainda tão apurados - chegando talvez até a ultrapassar muitos de seus semelhantes neste aspecto -, sendo que, para tal confusão, ele nunca esclareceria a humilhante verdade: de que era exatamente por causa da fome [de energia, não de comida] que seu corpo estava em constante alerta, preparado para encontrar algo como um tolo cão farejando restos no lugar mais vão possível o faria.
⋯ Mas daquela vez, ao invés do olfato, o que o avisou o tiangou de que alguém vinha foi a gradual mudez dos grilos, fazendo-o deslocar sua posição imediatamente, colocando-se de pé diante da entrada do Templo, com o propósito de antecipar os próximos segundos em que teria uma invasão sobrenatural aparecendo no primeiro quadrante de sua visão, com uma figura deplorável explodindo a partir dos arbustos para correr em direção ao ser obviamente superior com a forma estendida no que parecia ser uma súplica desesperada por ajuda.
⋯ O costume dos outros em concluir que ele era um sujeito inclinado a compaixão se tornara um dos principais motivos pelo qual Zhen carregava sérios momentos de desgosto em relação a própria aparência. E ao aproximar-se do outro youkai numa caminhada suave, para então assisti-lo jogar-se aos seus pés, ele estava mais do que disposto a provar, outra vez, o quanto a ingenuidade pode ser uma abertura que recepciona a morte. No entanto, antes que pudesse descontar seu aborrecimento possibilitando aquele familiar encontro, abaixado diante da criatura que, ao ver-se contido contra o chão enquanto uma das mãos de Zhen recuava no ar - unhas pontiagudas mirando uma descida letal -, substituíra seus gritos de amparo por clamores de piedade, o corvo desviou sua atenção para aquele que subia as escadas.
Um filho de Geun. Ha. Era só o que lhe faltava. Diante de um visitante mais indesejado ainda, o tiangou levantou-se trazendo o outro youkai consigo. ❝ Espero que esteja aqui para coletar o lixo que você deixou fugir. O sangue no jardim me deixou um tanto enraivecido, então por pouco não chega tarde demais. ❞ Esticando os lábios até aparecer-lhe o fantasma de um sorriso, e com as sobrancelhas entortando-se em ambos questionamento e sutil curiosidade, ele não conteve-se ainda em completar: ❝ Não acho que nos vimos antes, mas gostaria que mantivesse seus assuntos longe do meu território. ❞ ⦆
Haviam youkai e haviam os youkai, aquele que estava diante de JJ fazia parte da segunda categoria. A categoria que precisava ser levada a sério para que não resultasse numa fatídica luta mais tarde. E se tinha algo que o deixava mais cansado do que correr atrás do trabalho sujo, era levar sermão dele. Não que a criatura pudesse ser diminuída a tal, mas ele também não estava sendo muito gentil. JJ subiu a sua sobrancelha, de forma a ficar claro em sua expressão que ele preferia não se manifestar sobre "meu território" e escondeu um sorrisinho para a primeira parte, "não acho que nos vimos antes".
O moribundo se moveu devagar, estava preso naquelas mãos, e logo jogado aos pés do garoto que tratou de enfiar a dangum após olhar bem para sua dor e se esforçar para tentar ver além da loucura. O sangue espirrou, havia mais dele nos degraus e subindo o olhar para o habitante do templo, JJ sabia de quem se tratava, Zhen - o fantasma do templo amaldiçoado. E olhando de perto, sentindo seu cheiro discreto, entre todas as presenças de sua, provável, criadagem espiritual, ele parecia unificar o ambiente como o eixo que fazia aquela beleza toda funcionar.
A dangum ainda em punho, a respiração ofegante que veio a se tranquilizar gradualmente trouxe a sua voz divertida por um instante, talvez querendo provocá-lo por ter sido atiçado primeiro, "Se fosse você que limpasse o sangue, não estranharia a 'raiva', mas como tenho certeza que não pode fazer nada com essa roupa, entendo a sua necessidade em dar ordens..", ele deu de ombros pondo a dangum na bainha em suas costas e esfregando as mãos, "Eu vou onde o trabalho está, então...", um sorriso matreiro e duas piscadinhas, "Espero que possamos ter mais desses encontros agradáveis".
Não havia qualquer sinal de youkai comendo pessoas na floresta, então pouco de desapontamento expressou o rosto de JJ por conta da falta de desculpas para sentar na escadaria de Taewang novamente, espiando até que Zhen aparecesse na entrada. "Hum... se eu te dissesse que existe um lugar chamado Shopping e que nesse lugar eu ganhei cupons para o parque de terror mais assustador de todos os tempos, sairia dai por um dia?".
seul, 20 : 48
Ele enfiava os dedões pelas alças da mochila, deixando os cotovelos curvados na altura das costelas. O muro que circulava uma mansão, em uma rua perto da estação de metrô tão afastada que poderia sentir o cheiro nostálgico da floresta pouco depois, acentuava a sombra das árvores no começo da noite. JJ procurava por aquilo que o estava incomodando sutilmente, uma fraca energia maligna se arrastando nas proximidades, sua boca não parava de cantarolar um mantra aprendido na infância, mas as pessoas que seguiam o ritmo acelerado para casa pareciam não notar.
Não era uma boa ideia passear perto de uma floresta naquela hora, mesmo sendo um filho de Geun, provocar espíritos quando estavam se alimentando da escuridão era um tiro na própria testa. Ainda que isso o lembrasse de como era se meter nisso sem pensar a respeito quando mais novo. Logo havia uma pequena saliência no muro em formato de garra, a qual JJ deslizou os dedos por cima e checou ao redor novamente, subindo nas grandes latas de lixo, nos muros das residências, na sacada dos prédios e não havia nada de... no momento daquela distração, a criatura lhe jogou para baixo, no meio-fio deserto de transeuntes.
JJ rolou para pegar a dangum que caíra longe de sua mão, mas teve que virar-se para segurar em cada extremidade da boca do youkai, juntando as pernas por baixo dele e o erguendo num chute para frente. A respiração cansada, o sangue grosso fedido espalhado feito picho, o contorno do corpo do youkai aos pedaços mostrava claramente que ele estava fugindo de alguém que o já havia ferido bastante. Então JJ se pegou imaginando qual filho de Geun o youkai teria fugido, ou deixado machucado para trás - quem saberia dizer se estivesse até mesmo morto?
E num relance, ele veio correndo diretamente para atordoa-lo, pulando das pedras para o muro e do muro para dentro da mansão. "Que merda, não acredito que vou ter que correr de novo". JJ conferiu as horas no relógio de pulso, "A lavanderia vai fechar daqui a pouco e eu estou morrendo de fome também". Ele continuou correndo pela propriedade privada, ouvindo os cães latindo e em seguida saltando para fora dela, dentro da floresta.
O youkai estava ferido demais para ir longe, o que não era problema se a lavanderia não ficasse praticamente do outro lado da cidade e ele, talvez, não tivesse muitas cuecas limpas para o dia seguinte. Subindo as escadarias, após cortar a rota e entrar numa trilha sinuosa, podia ver o telhado de um local sagrado. Contudo, antes mesmo de prosseguir a sua invasão ao templo diante de si, percebeu que a presença que o habitava era muitíssimo mais poderosa do que a anterior.
sbm-jihan:
╰ * ☾ ⦙ ❛ eu não estou tentando abrir o portão… Deixei cair meu livro ali dentro sem querer, e não consigo pegar de jeito nenhum… Não quero perdê-lo, é minha edição favorita. Acha que consegue tirar dali?❜ ✧ ◞
JJ caminhou para trás do outro preguiçosamente, forçando devagar para que o desprendesse dali sem que fosse machucado, logo checou o cós da calça que usava, procurando por alguma coisa. "É só você me dar seu cinto que consigo puxar sem qualquer problema, porque esqueci o meu na pressa".
"Não sei se a minha opinião conta... mas tenho quase certeza de que enfiar sua cabeça entre as barras do portão não fará ele se abrir mais fácil. Digo, não que eu tenha algo contra fantasias esquisitas, ainda que se tratasse dessas coisas, não estou vendo ninguém além de você com as orelhas socadas aí. Precisa de ajuda?"
seul, 00 : 48
sbm-koda:
Seoul não era metade do tamanho de Londres, mas a aglomeração talvez compensasse. Capitão do país que tanto importa a aparência, youkais provavelmente podiam banhar-se. Dois filhos de Geun em poucos metros de distância, portanto, não era redundância - Koda estava na mesma área verdade quando, do outro lado, alguém estava perto de ser devorado. Só não daria para ele saber, uma vez que tinha os próprios mocinhos para salvar da noite, o momento favorito das criaturas do submundo.
E é certo que todas elas esperam, em algum momento, enfrentar um dos caras de roupas escuras, marcas pelo corpo e suas lâminas - elas ainda não esperam o rapaz de língua estrangeira e armas de fogo. A morte é antes que possam de fato toca-lo. As balas em formatos esféricos ele recolhe rapidamente - poderiam ser usadas ainda naquela noite. As que explodem e deformam-se, transformando-se em uma espécie de flor cuja as pétalas cravam no interior do youkai, seriam reutilizadas um outro dia, após derretidas. Havia desenvolvido munições de um material limitado e difícil de lidar, afinal de contas, e não era bem olhado por isso. Logo, não havia produção que não a dele, sozinho - ainda. O que Koda faz em seguida é travessar o parque, fazendo nenhuma cerimônia para fazer sua presença sabida.
“ — Ela está bem?” pergunta, mas não é sobre a mundana que o inglês mantém os olhos. Não lembrava daquele rosto quando Jooyoung lhe apresentou ao redor. Koda aperta os olhos por um segundo antes do meio sorriso surgir, mostrando-se alguém diferente do rapaz que saiu por entre arbustos; de semblante sério e desconfiado, até. “ — Você é daqui?”
A parte ruim do trabalho era a sempre a maldita sujeira. O gosto da criatura na boca depois que era morta, o cheiro irritante, e a expressão de que nada era mais nojento do que se tivesse engolido por ele próprio. A garota um pouco sobre JJ de modo desajeitado, percebendo-a faminta por ar e agora ela estava respirando mais calmamente, inalando grandes fôlegos de oxigênio frio e limpo, ela queria lutar me empurrando, talvez fosse um espasmo mas não chegou a acordar. Notando quando começara a ficar flácida. Amolecida com os seus impulsos parados no tempo em volta do pescoço dele.
O peso puxava para o chão, a dangum em punho, e caso aparecesse outro youkai poderia arrastar garota com força e com tudo que estivesse pela frente, ao ouvir o som aumentando, o garoto logo ao lado, "O que?", Jj perguntou confuso quanto a sua questão repentina. Claro que ele era dali, de onde mais ele seria? Um leve zumbido em seu ouvido, dando um jeito de por a garota em suas costas. Era um filho de Geun. Um filho de Geun do qual não se lembrava de modo algum pelo templo, demorando um pouco mais para formular a frase seguinte, "Ela vai ficar bem, não dá pra morrer com esses cortes, só que não dá pra fazer ela correr também. Quem é você, afinal? Eu não senti nada do outro lado do parque".
JJ não havia sentindo nenhum cheiro peculiar, ou alguma presença de energia demoníaca, o que era particularmente esquisito, pois estavam muito próximos, muito menos Bealfire se manifestou sobre o filho de Geun - coisa que o fazia deliberadamente sumir de suas vistas antes que pudesse mandá-lo se esconder. O pequeno youkai se manteve quieto, no escuro, fingindo que não existia, então não havia nada com que viesse a se preocupar. JJ não era tão arisco quanto parecia, o sorriso de canto veio faceiro, ajeitando a garota nas costas e tratando de andar frente do outro com breve intuito de passar por ele.
. ✧ . * . ˚ Não querendo parecer intrometido, mas eu tenho certeza que é proibido ficar por aqui. Vai acabar se metendo em problemas.
Ah... achei que pudesse ter um pouco de sossego, mas pelo visto é impossível até mesmo abaixar as calças em paz !!
seul, 00 : 48
JJ adorava sentir medo.Quando era criança ficava atormentando seu pai para contar o lado mais feio dos acontecimentos, como aqueles monstros que o encontravam pelo caminho e desapareciam no ar. Parecia divertido no começo, os olhos brilhavam com intensidade a cada conto fabuloso de suas partidas ao paraíso e ao inferno. Parecia menos cruel quando não se tratava dele como personagem ativo nas histórias. Os dedos escapuliam pelos cabelos do garoto, um cheiro esquisito impregnado na sua camiseta. Uma criança era sempre curiosa por natureza, talvez não, embora a maioria que conheceu tivesse um espetacular faro para o desconhecido, e uma intrínseca vontade de desvendá-lo, custasse o que fosse. JJ era daquele tipo, do tipo que adorava sentir medo.
Mas ele não gostava de presenciá-lo nos olhos alheios. Parado a poucos passos do que seria uma nova morte, JJ segurou com firmeza a dangum. Era sangue em temperatura ambiente que já estava começando a separar o plasma das hemácias, uma perspectiva repugnante. Ele podia sentir o cheiro do perfume dela, e por baixo disso, o cheiro de sal que vinha diretamente do seu suor e o salgado sangue humano. Ela olhou para cima, para o rosto de JJ enquanto a criatura tentava devora-la, existia um espaço entre seus dois dentes da frente e uma veia em sua garganta que pulso quando puxou a respiração.
Dois golpes de dor vieram por cima, ele deslizou pelo gramado e fincou a dangum na cabeça da criatura, afundando a lâmina clara na carcaça nojenta, abrindo um buraco da fronte até o rabo. O youkai caiu em duas partes, ruindo e sumindo no meio da noite. A garota, agora desacordada, soava frágil mas assim que JJ a segurou, poderia jurar que havia sido enganado por ser tão pesada e difícil de levar. Então uma figura se aproximou lentamente por entre os arbustos.
If no one in the world cares about you, do you even exist?
؎ name: jung jiu ؎ nickname: JJ ؎ specie: humano : filho de geun ؎ birthday: janeiro 18, 1992 ؎ height: 175 cm ؎ weight: 64 kg ؎ birthplace: seul, coréia do sul ؎ family: pai exilado, mãe morta, irmão enchendo o saco, às vezes ؎ pet: bealfire ؎ occupation: gerente : hunter ؎ weapons: espada longa - ҉ ۫۰
one day