My muse is playing truth or dare! Send them a truth to answer or a dare to do.

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triggertriggs:
- Stop there, Dionísio! - antes que pudesse dizer mais alguma coisa, Georgia fitou Lysander de cabeça a baixo. Foi mais forte que si: liberou uma gargalhada. Mas não era um tom debochado, mas de puro divertimento. Se ela se achava estranha por estar com orelhas de gatinho, a toga do corvino valia 100 pontos para a Corvinal. - Garoto, você está sensacional! Olhe, eu posso ser um dos melhores serumaninhos da Terra, mas, no momento, você acabou de me sair como a melhor pessoa desse baile, serião. Amei sua roupa garoto. Adoro fuzuê! - fuçou sua bolsinha de contas e tirou de lá uma embalagem intacta do seus adesivos de motivação. - Tome! Não há essa de que você tem gosto de vinho, não duvido realmente que tenha porque sinto o cheiro daqui. Poxinha, custava trazer um tico para eu tomar também? - sorriu e tirou um adesivo da caixinha. - Believe and achieve! Parece frase de ordem de Deus grego, o que acha? Isso é uma tatuagem na verdade. Ficou meio simples, mas é de coração para os formandos. Pode levar, amiguinho. Agora, me diga, está se divertindo?
Cada elogio fazia seu rosto arder. Provavelmente estava parecendo a personificação de um tomate ao final da frase da garota. Lysander, sempre tão acostumado a ser repreendido por tudo que fazia, agora titubeava ao ver seu talento reconhecido. “Garota, estou feliz que gostou. Vim assim especialmente pra você.” Brincou, lançando uma de suas famosas piscadelas. “Acredita que não queriam me deixar entrar? Aparentemente estou vestido de maneira inapropriada. Nem todo mundo compartilha nosso senso de estilo impecável. Ou talvez do nosso gosto para pegadinhas.” Deu de ombros. Havia escutado todo tipo de comentário ultrajado por causa de sua roupa, mas não dava a mínima. Sempre achou esquisito como as outras pessoas tinham mania de insistir em tentar meter o bedelho na vida alheia. “Vou guardar com carinho. Inclusive, essa será minha frase de efeito durante a noite. Prometo que vou tentar dar um jeito de metê-la em toda conversa que eu tiver.” Sorriu animado. Eis aí um desafio pessoal para a noite. “Sempre estou me divertindo. Só pessoas amargas ficam entediadas. Mas acho que essa festa poderia ter um pouquinho mais de empolgação. Quer dizer, até agora não vi um casal bêbado quebrando o pau por motivos bobos, nenhuma pegação desavisada de gente que namora mas o álcool faz esquecer desse pequeno detalhe. Estou parecendo uma velha fofoqueira, não é? Não me julgue. É interessante acompanhar o mundo aqui de fora. E você, está se divertindo?” Comentou, aproveitando o fim da frase para tirar um pequeno cantil de uma das dobras da toga. Havia costurado um bolso interno atrás do pano vermelho, façanha necessária para que contrabandeasse tudo que quisesse para dentro do baile. “Não tenho mais vinho, mas tenho estoque ilimitado de firewhisky. O que me diz?”
chamberhigh:
“Você soube, né? Entendi. E o que é isso que você quer? É de fumar, de cheirar ou de injetar?” Alastair observava Lysander com seus olhos afiados e sorriso zombeteiro, sua postura ereta fazia o loiro parecer mais alto do que realmente era e o condecorava com uma superioridade que só existia até certas camadas da existência dele. Seus dedos longos e ágeis tinham entre si um baseado aceso, que cuja fina fumaça era levada com o vento da varanda lateral do salão. O nervosismo do mais novo era palpável, e Alastair não conseguiu não se reconhecer em certas instâncias nele, quando foi comprar pela primeira vez maconha sozinho e pra si. “Pode ser que você tenha o que eu quero, mas o que eu quero depende muito do que você vai querer.” O sorriso de Alastair aumentou, e meneou com a cabeça, estendendo o baseado para o mais novo. “Eu não cobro dinheiro, você vai ter que me pagar em favores ou livros raros. Como é seu nome?”
Alastair era um mistério ambulante - isso Lysander já havia percebido. O rapaz parecia ter movimentos calculados, uma precisão incessante em tudo que fazia. Lysander ficou se perguntando o que diabos ele estava escondendo. Apesar disso, admirou o rapaz. Conseguia controlar todo nervosismo e ansiedade que Lysander sempre deixava a mostra e que, talvez, o tornassem vulnerável tão rapidamente. “Não tenho nenhum livro raro aqui.” Apontou para a própria toga e deu de ombros. Interessante. Trocar drogas por livros raros, essa era nova. Será que deveria dar um nome falso? Talvez sim, por questões de segurança. Fato é que Lysander possuía grande dificuldade para ser insincero, tendo grande apreço pela verdade em tudo que fazia e falava. “Lysander Scamander, conhecido mundialmente como o gêmeo mais bonito, mas pode me chamar de Lyz. Ou Lysander. Ou Scamander.” Esfregou o queixo. Droga, parecia se embaraçar mais a cada segundo. “Qual o seu nome? E o que exatamente você quer dizer com favores?” Segurou o baseado na mão por alguns instantes. Sabia que quando acendesse o pequeno cigarro, não haveria mais volta - estaria preso pela força de uma dívida ao jovem na sua frente.
Com o auxílio de algumas poções, a garota tinha conseguido marcar sua presença no baile pela primeira vez durante seus seis anos vivendo no castelo. O seu maior objetivo era tornar aquele o melhor evento escolar de sua vida, muito embora não fosse a sua formatura. Cooper duvidava que conseguiria chegar até o final de seu sétimo ano, portanto tentava dividir o seu tempo durante aquela noite para poder passar uma parte dela com cada um de seus amigos. Já tinha conseguido estar com a maioria deles, porém ainda faltavam dois: Hugo e Lysander. Uma vez que ainda não tinha visto a cabeleira ruiva pelo salão, havia decidido procurar a maior causa de suas detenções primeiro. O seu trabalho havia sido relativamente fácil, afinal o loiro não vestia-se de forma muito discreta quando comparado ao restante das pessoas presentes. Logo que o encontrou, chegou a pensar que, talvez, o amigo não estivesse sóbrio o suficiente para conversarem e aproveitarem alguns momentos juntos; no entanto, a mais nova nem mesmo lembrava-se da última vez que tinha o visto sóbrio, então não pensou muito antes de falar: — Você não tem vergonha, não? Tem duas semanas que espero um convite para o baile, mas, até agora, nem um bom dia eu recebi — Qualquer um que a escutasse, poderia acreditar que suas palavras eram sinceras, no entanto o rapaz saberia, pelo seu tom exageradamente dramático, que estava tirando uma com ele.
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“Uou, uou, uou.” Pensa, Lysander. Estava trôpego, talvez tivesse bebido além da conta, então precisaria de alguns momentos para juntar os pensamentos e conseguir argumentar. Fato #1: Maisie o olhava intensamente e parecia irada. Fato #2: ela havia falado algo sobre... convite para o baile? Fato #3: a banda tocava seu maior sucesso - a única música que Lysander conhecia - e ele não podia parar de balançar os pés e a cintura no ritmo da batida. “Isso é um absurdo desmedido. Eu também não recebi nenhum convite seu para o baile, senhorita. E se eu estivesse esperando seu convite há duas semanas?” Encarou-a com uma sobrancelha arqueada, o sorrisinho no rosto demonstrando que o rapaz acreditava ter vencido o argumento. “Sabe quem eu tive de trazer como meu par? Madame Celestina. Sim, meu furão de estimação. Isso porque você não me convidou antes. Aposto que você tem um par, Coop.” Enfatizou bem a palavra você, um olhar apontando encarando a amiga. Lysander poderia se comportar como uma rainha do drama se a situação requisitasse.
“Okay, okay! Me dói o coração, mas eu realmente preciso admitir: a Sonserina mandou super bem esse ano. Quase mil pontos de diferença!” Robin exclamou com desagrado. Ver que a Lufa-Lufa havia ficado na retaguarda da Copa das Casas era como um soco em seu senso de competitividade. Os olhos passearam pelo salão, notando, além da decoração, um ou outro setimanista conhecido andar para lá e para cá. Suspirou então, ainda contemplativa. “Vai ser triste quando todos eles forem embora, não acha? Hogwarts vai ficar tão vazia.”
“Vai sentir minha falta quando eu me for?” Sua pergunta não era uma mera pergunta: fora feita em forma cantada, a última nota se estendendo no tempo. “Acho que não. Hogwarts nunca fica vazia. Primeiranistas vão chegar para empolgar todo mundo com mais uma cerimônia do Chapéu Seletor. Quem estava no sexto ano, vai para o sétimo. De alguma forma, vai ser como se nunca tivéssemos existido. É o ciclo fatal do fim de uma fase. Novas carinhas ocupando os mesmos uniformes, novas personalidades e novos corpos ocupando os mesmos espaços.”
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— Vou dar uma de Elvis Presley? — Link perguntou. E não pôde conter um riso baixo ao ver as reações que a bebida já tinha no garoto. Era uma delícia mesmo beber alguma coisa que desse liberdade e soltasse as pessoas. — não se preocupe, ela sabe das duas coisas, na verdade. Eu não ousaria deixar uma garota daquela sem saber…. se bem que, nas circunstâncias, era mais fácil ela me enrolar com isso — riu baixo, romando outro gole da bebida. Se surpreendeu ao ver o furão ali.. não se lembrava que eles eram permitidos em Hogwarts… ou talvez não fossem mesmo e aquele garoto com quem falava era mais rebelde do que Link teria dado crédito no começo da conversa… — contrabando de bebida, a Madame… você é mais fora da lei do que parece, não? — brincou, vendo o bichano.
“Tudo depende da sua personalidade, mate. Tem um primo de um amigo que tomou isso aqui e a única coisa que ele conseguia fazer pro resto da noite era imitar um robô.” Se primo de amigo não parecia uma definição muito exata, provavelmente era porque a pessoa não existia. Tratava-se de um caso que Lysander havia vivido na pele, mas talvez se embaraçar na frente de uma nova pessoa logo de cara não era lá a melhor ideia de todas. “Bom, você está conversando com o cara que trocou o terno por uma autêntica toga grega.” Estendendo o pano vermelho para seu mais novo amigo bêbado, Lysander lhe dispensou um largo sorriso. “Se quiser tocar, é veludo. Mas espera, você quer dizer que eu não pareço ser um fora da lei? Isso é absurdo!” Querendo ou não, os olhos inocentes e o rosto angelical já o haviam retirado de inúmeras detenções. Não que Lysander gostasse disso. Adoraria conseguir uma aparência que refletisse sua personalidade, mas ao tentar parecer mais ousado, acabava tendendo ao ridículo.
todosereio:
Você não pode estar falando sério. —– Olhou para ele da mesma forma que o Scamander, franzindo o cenho desacreditado. Os boatos sobre Lysander não eram somente boatos, inclusive era obvio que ele deveria ter algo ali. —– Quase tudo o que eu quiser? Eu quero… Não sei o que eu quero. Pra ser sincero, eu não conheço nada de drogas. Isso me deixa um pouco… assustado. Digo, se der algo errado eu posso morrer?! —– Apesar da sua fala, não estava tão preocupado quanto deveria. Aquilo seria divertido… provavelmente. Observou aquele papel minúsculo, querendo rir como se fosse uma piada. Aquilo faria algo com ele? —– Isso parece papelão… Um MICRO papelão ainda por cima. Okay, espero que seja o melhor psicólogo, não quero ter uma daquelas… Como se diz? Bad trip?! Enfim, eu engulo ou…?
“Mais sério que Minerva McGonagall no dia que lhe atiraram um novelo de lã no meio da aula.” Balançou a cabeça com suposta seriedade. “Morrer? Morrer não. Não tem como ter uma overdose com isso, mas você pode... Perder a cabeça se exagerar, digamos assim. Não literalmente. Perder a cabeça literalmente seria a morte. Mas, uh, existencialmente.” Esfregou o próprio queixo, um pouco confuso. Será que um alucinógeno seria a melhor opção para o rapaz naquela noite? Primeiras experiências costumavam ser... Intensas. “Olha só, se quiser, tenho um estimulante aqui. Menos riscos de sofrer os efeitos colaterais, risco quase zero de entrar em uma bad trip. Vai te deixar quente por dentro e por fora, como se você recebesse um abraço gostoso no coração. Você vai ficar acordado, vai querer bailar a noite toda, e provavelmente Arielzinho vai ficar animado para diversão. O que acha?” Ofereceu com um sorriso simpático. Se algo desse muito errado, definitivamente não queria ser a causa. “Te dou minha palavra que podemos testar um alucinógeno juntos um dia, em um lugar mais confortável. Pode ser meu braço direito quando visitarmos a Revolução dos Anões.” Piscou com simpatia.
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“Madame Celestina, você volte aqui agora ou vou ser obrigado a cortar seus privilégios de comida.” Lysander gritava enquanto corria pela festa atrás do furão. Sua acompanhante havia decidido de repente não mais querer sua companhia, partindo como um raio pelo meio da multidão dançante. Merda. Será que Lysander era tão repulsivo que nem sua fiel acompanhante animal conseguia suportar sua presença no baile? Oh, mas é claro que não. Sua rejeição ganhou resposta assim que viu Celestina se aproximar de um outro pequeno animalzinho peludo. “Minha acompanhante está irremediavelmente apaixonada pelo seu par. Oh, a dor da rejeição.” Colocou a mão no peito e rodopiou em volta de si mesmo, o sorriso nunca saindo dos lábios. Aproximando-se de Lilly, deu o que achou ser um abraço rápido na amiga. “Achou” é o termo chave aqui - o hálito forte denunciava que Lysander já estava bêbado. Na realidade, seu abraço foi apertado, o rosto repousando suavemente no pescoço de Lilly por mais tempo do que talvez fosse necessário em um abraço. Fato é: de todas as categorias de bêbado, Lysander era, definitivamente, o bêbado afetuoso. “Vamos ter que deixar os ratinhos apaixonados consumarem esse amor. Acabei de perder meu par, Lily Flower.”
“Olha, você não vai querer dançar comigo, sério. Sei que sou essa seria por fora, mas quando danço eu pareço uma minhoca aidética epiléptica quando alguém acidentalmente arrancou a cabeça e ela fica se mexendo toda. E não estou nem falando pra te negar a dança não! Olha só”
“Não seja boba. Minhoca aidética epilética é a última moda em termos de dança. Só me segue.” Sem pensar muito, Lysander começou a se movimentar. Dançava como queria, o corpo fazendo todo tipo de movimento frenético. Sua dança era sentimento - por pior que isso pudesse parecer aos olhos comportados. “Vai me deixar arrasar na pista de dança sozinho? Quando você ouvir os aplausos, vai querer dançar comigo, mas aí será tarde demais, tarde demais. O que me diz?”
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— Ah, garotão, isso que é parceria — ele sorriu. Os olhos praticamente haviam brilhado ao ver o cantil — espero que não seja um sonífero pra me levar pra cama e tirar minha inocência, vou beber de qualquer jeito — riu, tomando um loooongo gole dana bebida. Fechou os olhos, adorando a sensação, sentia o líquido descendo. Mal podia comemorar a sorte que tinha de encontrar justamente alguém que tinha trazido material interessante pra festa — …. namorada? ah, espere, não é exatamente uma namorada. É uma história muito engraçada que não tô bêbado o suficiente pra contar… — não pôde evitar de passar a língua pelos lábios. Aproveitaria cada gota porque estava com muita preguiça naquele momento pra ir pro dormitório buscar mais bebida decente. — e você? acompanhado por aqui?
“Acho que isso é o oposto de um sonífero. Do tipo que te deixa pra lá de Bagdá, dançando como um astro de cinema, solta sua cintura e te faz fazer declarações de amor apaixonadas.” Conhecendo Lysander, aquilo provavelmente não era um exagero. Seu próprio corpo já ilustrava sua fala - por mais que estivesse conversando tranquilamente com o outro rapaz, os pés se mexiam, a cintura seguia suavemente, e sua clássica dancinha desengonçada começava a tomar forma. “Que complicado, lover boy. Mas sua namorada sabe que te namora? Ou melhor, sua não namorada sabe que não te namora? Porque isso pode dar um problema...” Negou com a cabeça, sacudindo os ombros suavemente e desviando o olhar. A frase de Link fez com que Lysander buscasse alguém no meio da multidão, mas sua busca foi em vão. “Mas é claro! Conheça minha querida acompanhante, a mais charmosa, formosa e incrível companhia desse baile.” Foi só terminar a frase que o pequeno furão apareceu debaixo de sua toga, repousando no pescoço de Lysander. “Essa é Madame Celestina. Sim, ela só responde se você chamá-la de “madame”. É um título poderosíssimo.”
Essa aqui é da boa, pode fumar. Só não espalhe por aí, até porque meu pai ainda acredita que eu tenho um pé de ganja no meu quarto só por amor à plantas. It’s my baby!
“Se eu te pedir em casamento e você desaparecer misteriosamente, eu herdo esse pé de ganja? Se sim, eis aqui o meu pedido.” Dramaticamente, Lysander ajoelhou no chão e estendeu uma das mãos ao outro rapaz. Droga, ele já estava totalmente chapado. “E bom, caso você se interesse por psicotrópicos, estamos aqui.”
todosereio:
Não me pergunte uma coisa dessas, Lysie. O processo pra ser obrigado a tomar remédios de desintoxicação não é nada agradável. De qualquer forma, descobri que misturar bebida com remédio é melhor do que as pessoas dizem. Quer dizer, elas falam que é ruim, mas deve ser porque não experimentaram. Alucinógeno? Você tem isso ai, Lyscamander?
“Se eu tenho alucinógenos?” Lysander meneou a cabeça negativamente, seu rosto de repente tomando contornos de seriedade. “Mas que pergunta, Ariel. É nosso baile de formatura.” Continuava sério, o tom até mesmo apreensivo. Mal conseguiu manter a farsa por muito tempo, os lábios quebraram em uma risada alta. “Tenho quase tudo que você quiser, meu querido amigo marciano. Mas tem que tomar cuidado, não sei se misturar com remédios será uma ideia prudente." Lysander Scamander falando de prudência? Fato é, com o tanto de substâncias que o garoto colocava no corpo, foi obrigado a prender a se cuidar. Não era um inconsequente total - genuinamente gostava da loucura proporcionada pelas drogas. Abraçando o amigo, deixou um pequeno pedacinho de papel em uma de suas mãos. “Pense com carinho. Vai te fazer ver estrelas, sentir fogos de artifício pulsando nas suas veias... E, ah, vai te fazer querer ficar pelado, mas isso é controlável. Mais ou menos.” Lançou uma piscadela na direção de Ariel. “Importante dizer que se você estiver com problemas consigo mesmo nessa cabecinha confusa, isso vai ser o melhor e pior psicólogo que você vai conhecer.”
- Bem, eu só vim ao baile mesmo para enaltecer os serumaninhos que estão se formando junto comigo e lhes roubar abraços, beijos babados nas bochechas e dando a cada um isso aqui. - ergueu uma caixinha que lembrava a de curativos, mais uma obra sua customizada em dias de tédio. - Por isso estou empacada longe da música. Você quer um? Juro que tem significado. Caso não, bem, posso ajudar em alguma coisa?
“Você é, provavelmente, o melhor ser humano da face da Terra.” Lysander assentiu com a cabeça, pensativo. Será que ele deveria se importar mais em abraçar os colegas do que encher a cara de vinho? Nah... “Qual eu ganho? Quero uma mensagem especial. Lysander Scamander you’re tastier than wine, algo assim. Isso é possível?” Perguntou em um tom que deixava claro se tratar de apenas uma piada.
Nada de interessante além do ponche havia prendido a atenção de Link naquela noite. Ele bebia, razoavelmente, longe de ultrapassar sua intolerância aoálcool. — podiam ter caprichado mais no batismo dessa coisa, ainda está parecendo um suquinho — comentou com alguém que se aproximou. Costumava ser ele quem batizava as coisas, mas com certeza não desta vez — aliás, viu minha namorada por aí? — finalmente olhou pra pessoa.
“Pois não seja por isso.” Lysander exclamou com empolgação. Retirou um pequenino cantil de uma das dobras de sua toga - não queira saber os artifícios que o garoto arrumou para contrabandear bebidas para a festa. Sem olhar muito para os lados, despejou todo o conteúdo dentro do ponche. Bom, o que fariam? O expulsariam de Hogwarts? Estava se formando de qualquer maneira. “Try it now, lover boy. Uh, quem é sua namorada?”
A vida às vezes da dessas. Uma hora estamos sóbrios e em segundos… BOOM, parece que estamos em outra dimensão. mas me diga, qual dimensão é sua favorita? Eu não conseguiria responder.
“Rapaz, o que é que você tomou e aonde eu arrumo?” Lysander já estava cambaleante, mas visitar novas dimensões era um outro nível de intensidade. “Seguinte, o melhor lugar seria a sétima dimensão. Não me pergunte como chegar lá, isso está no coração de cada um. Mas te juro que vi a Guerra dos Gigantes ao vivo e à cores, bati uns papos com Nicolas Flamel e dei uns sopapos no poderosíssimo escroto do Voldemort, tudo com uma boa dose alucionógena.”
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“Eu soube que você tem o que eu quero.” Lysander tentou parecer sério, acenando a cabeça de forma afirmativa uma, duas, sete vezes. Ops, será que sete era demais? Difícil parecer sério quando uma garrafa inteiro de vinho já havia sido ingerida. Mas para quê parecer sério, afinal? Aquele era seu baile e tinha vindo vestido de Dionísio por uma razão: estava ali para ser o menos sério possível e fazer honra aos seus dias em Hogwarts. “E eu tenho certeza que também tenho o que você quer. Eu tenho o que todos querem. Ah, sim, meu rapaz, conte comigo. Diga logo ou cale-se para sempre, qual o seu preço?” Será que essa era a melhor maneira de abordar um drug dealer? Provavelmente não, Lysander, provavelmente não.
“Você realmente achou que eu ia perder a oportunidade de me fantasiar? Pois saiba que togas são os novos ternos, só que mais descolados.”