20 de novembro de 2022
Eu sei o que eu quero e por isso sei que não quero sua amizade. Não quero nem ser impactada pelas suas reações digitais. Amigos eu tenho muitos e bons, obrigada. Você foi a marola que vejo inesperadamente, mas foi para lembrar que minha capacidade de amor romântico ainda existe em mim e que estou aberta para esse sentimento e não, não me fechei meu coração para o mundo. Aquela marolinha que me fez lembrar como me sinto quando estou prestes a me apaixonar. Me fez saber pelo que quero ser amada, pelos olhar que quero ser vista e admirada. Foi aquele susto que a gente sente da paixão imprevisível, do doce sabor que é estar apaixonada… e como eu amo estar apaixonada… eu amo minha versão que ama. Você invadiu meu íntimo, entrou sem permissão e saiu da mesma forma que entrou. E não quero ser sua amiga porque você teve a capacidade de me ver como eu me vejo, não como um amigo me vê. A gente se vê. Eu disse que não quero ser sua amiga e não me senti fraca por expor minha venerabilidade, não me senti intimidada pela exposição dos meus sentimentos. Me senti forte por saber o que eu quero, por respeitar os meus limites, por perceber minhas emoções, por me valorizar acima de tudo. E não, eu não fiquei com raiva porque você não me escolheu, não te mandei se foder, mas admirei por você também perceber o que é o melhor para você e admiro quem se autopercebe e também toma atitudes para seu próprio bem, mesmo que eh não faça parte do seu processo. Eu não quero ser sua amiga porque sua presença foi para ser efêmera, mas significativa o suficiente para eu estar mais perto de um lado meu que não reencontrava há muitos anos. Eu não quero ser sua amiga porque eu amo estar apaixonada, e na amizade não há espaço para paixão.
Ludimila Mamedes.












