Desejamos boas vindas a William Spencer ao Acampamento Meio-sangue! O poder da névoa faz com que o semideus seja confundido com Matthew Daddario, mas não se deixe levar pelas aparências. No auge dos seus 30 anos a prole de Pã ainda precisa aprender a controlar seu temperamento ingênuo e desenvolver ainda mais sua forma cuidadosa, esperamos que sua estadia no acampamento permita essa evolução. Se acomode no chalé 15, treine bem, não esqueça de escovar os dentes e tente não ser morto!
b a s i c s
nome completo william spencer idade trinta anos data de nascimento 15 de março de 1992 zodíaco peixes pronomes ele/dele local de nascimento glasgow, escócia sexualidade homosexual chalé 15 - pã status solteiro
p h y s i c a l
altura 1,93m cor do cabelo castanho escuro cor dos olhos esverdeados piercings não tem tatuagens tem várias pelo corpo, quase todas alusivas à natureza cicatrizes nenhuma relevante
William nasceu na Escócia, e isso é bem evidente pelo sotaque que carrega. Viveu sua infância na fazenda dos avós, nas terras altas do país. A mãe o deixou com os avós apenas alguns dias depois de William nascer, afinal, não queria ficar com a fama de mãe solteira, trabalhava em um clube de cavalheiros e a última coisa que precisava era perder seu trabalho graças a uma gravidez indesejada.
Sempre achou que seu talento para as plantas e agricultura vinha da influência dos avós, mas quando foi reclamado pelo pai, tudo começou a fazer sentido.
Chegou ao acampamento apenas com 11 anos e desde aí que tem uma ótima relação com Pã, foi o parente que o ajudou a montar a própria horta perto do bosque quando tinha 16 anos, e hoje depois de quase catorze anos depois é a horta que abastece grande parte do acampamento.
Usa um colar com um pendente da flauta de Pã de forma a manter sua forma humana, quando o tira, William toma sua forma de sátiro. Digamos que ele nunca o tira.
Detesta espaços fechados, se sente claustrofóbico quando acaba muito tempo no mesmo cômodo, precisando de espaço.
h a b i l i d a d e s:
manipulação de plantas: william consegue manipular qualquer tipo de planta, não apenas as fazendo crescer mas também as fazendo aparecer em qualquer tipo de solo e tomar qualquer proporção, algo bastante útil em combate
camuflagem: no meio da floresta william é ótimo se camuflando, conseguindo ficar quase que invisível entre as árvores
falar com animais: algo que por vezes consegue ser extremamente chato, especialmente quando acaba esbarrando com um monte de formigas que acaba se queixando a william por uma tarde inteira
weapon of choice: william utiliza maioritariamente duas adagas mas também é bastante habilidoso com o arco e flecha
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A pedido de Quiron, William levava até à casa grande uma caixa com vários legumes que o centauro costumava pedir. Normalmente ele estava lá para a receber, no entanto hoje não era o caso, e havia pedido ao semideus para a deixar em seu escritório. Até ai tudo certo, Will havia aberto a porta e deixado a caixa em cima da secretária, oh, mas a curiosidade de estar ali e sem Quiron por perto o inquietava. Se aproximando das estantes, olhava com atenção para os vários livros e troféus nas mesmas, como adorava de ter tempo de explorar aquela casa por completo. A destra pegava em um livro com umas letras gregas douradas, que havia chamado sua atenção. O que não esperava era alguém adentrando pelo escritório adentro fazendo o semideus quase pular de susto. “Merda que susto! O que está fazendo aqui?” Perguntou confuso, talvez Markus também iria lhe perguntar o mesmo, mas o filho de Pã tinha uma justificação plausível, certo?
Por mais que amasse sua horta e todo o trabalho que esta implicava, se afastar um pouco dela e clarear seus pensamentos também era algo necessário para William, e um lugar ideal para isso era a praia. A brisa do mar e o cheiro salgado que tanto gostava realmente o deixava relaxar, e realmente era isso que esperava, até ouvir uma pequena vozinha reclamando com ele. Olhando para debaixo de onde apoiava uma das mãos, o pequeno caracol marinho reclamava com o semideus. “Vocês nunca têm a atenção de olhar onde pisam! Podia ter quebrado minha carapaça.” Aquela era uma das habilidades que o filho de Pã adorava e ao mesmo tempo odiava, queria um pouco de paz e agora estava recebendo reclamações de um caracol. “Desculpe, eu realmente não vi você ai.” Murmurou revirando os olhos, o que, acabou parecendo uma afronta para o bichinho que continuou, fazendo que os dois acabassem por ter ali uma pequena discussão. O que não esperava era ver @imabarbie-girl o olhando com uma expressão confusa em seu rosto, claro, não a julgava quem olhasse para William parecia que falava sozinho. “Juro que não estou maluco, estava falando com um caracol aqui.”
⊹˳⁺ ― ›› ⛭ ˊˎ- Sua intenção não era atrapalhar o almoço alheio, o horário de Thomas era completamente desregulado e não tinha muito controle ainda sobre as horas, então não se surpreendia de ter cometido aquela gafe de chegar na hora da alimentação alheia; mas por ele lhe oferecer silenciosamente a cadeira vazia, o semideus não hesitou em sentar-se ali, os cotovelos apoiados na mesa. “Foi mal, não queria te atrapalhar. Mas sim, você me deu mais do que o suficiente pra o mês… exceto que eu inventei de fazer pomadas e o pessoal do chalé de Ares adorou.” revirou os olhos. “Eles se machucam muito, as pomadas de hortelã ajudam e ainda deixam um cheiro bom. Digamos que não durou muito então. E aí apareceram os resfriados…” fez uma careta. “Definitivamente preciso de mais. Mas pode terminar seu almoço, eu deveria tomar meu tempo livre então não tem pressa.”
“Não está atrapalhando, eu que estou almoçando fora da minha hora habitual.” Começou explicando. “Nem costumo comer aqui, mas sim no refeitório, hoje que acabei me atrasando de manhã.” E se aquela era a hora que normalmente combinava com Thomas, não tinha como ele estar atrapalhando, de todo. Ouvindo sobre os cremes para os filhos de Ares, não teve como William não deixar sair um riso nasalado. “Realmente deve ter sido um sucesso, esses moços passam a vida machucados por isso entendo.” Não entendia como eles não se cansavam de tanto machucado, e agora com o creme que o mais novo havia feito? Imaginava que ainda acabariam se machucando mais. “Espero que você comece a cobrar, tem aí um bom negócio.” Apontou brincando, comendo mais um pouquinho de sua salada enquanto assentia. “Está em sua pausa lá da enfermaria?” Perguntou curioso, sabendo que Thomas também não era um campista com muito tempo livre.
⊹˳⁺ ― ›› ♡ ˊˎ- Seu tédio era enorme e Milo decidia que precisava fazer algo para mudar isso. Enquanto arrumava seus cremes, notou que faltava algumas coisas. Depois que aprendeu a fazer misturinhas naturais para sua pele, não vivia mais sem. Foi por isso que fez uma lista e se apressou para ir até a horta de William, era com certeza o local mais indicado para pegar os melhores ingredientes. O mais velho estava lá, como o esperado, e o filho de Afrodite se aproximou quase saltitando. “Não para as poções, na verdade. Eu estou fazendo agora receitas naturais pra minha pele e pro meu cabelo. Então eu tenho uma lista dessa vez!” enfiou a mão no bolso para tirar orgulhosamente a tal lista antes de notar que o rapaz estendia a mão em sua direção. Soltando um riso baixo, se apressou para aproximar-se mais para aceitar o cumprimento. “Tudo bem… Ah, acho que vou trazer um pote de esfoliante para você, mexer na terra tanto assim está deixando sua pele grossa.” comentou, até virando a mão alheia para constatar melhor o que dizia. Sim, definitivamente ele precisava dos cremes.
Nunca sabia muito bem o que esperar do filho de Afrodite, claro, era bom ter outros semideuses interessados nos produtos de sua horta, mas Milo sempre o parecia surpreender com as utilidades que ele encontrava para os mesmos. “Receitas naturais para a pele e cabelo?” Perguntou curioso, sempre gostava de saber o que os campistas faziam com os ingredientes que lhe pediam. “Que tipo de receitas já fez?” Pouco percebia de cosmética, e isso deveria ser visível a quilómetros de distância. Usava apenas o que necessitava para uma higiene básica todos os dias, shampoo, gel de duche, deodorante e pasta para lavar os dentes, pouco mais que isso. Ouvindo o rapaz falar sobre suas mãos, não conteve a gargalhada baixinha. “Ah não está tão má assim.” Apontou, ou pelo menos ele esperava que não estivesse, mas Milo inspecionava sua mão com tanta atenção que receava que o semideus realmente tivesse alguma razão no que dizia. “Você acha? Sabe que eu não percebo nada de cremes e esfoliantes...”
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Passar grande parte de seu dia na hora já era o habitual, o que não era habitual era passar tanto tempo percebendo porque algumas das novas cenouras que havia plantado, não havia crescido tem um pouco, depois de uma semana inteira. Estava sentado no chão, sem se preocupar muito se iria ficar sujo ou não, também já estava usando sua jardineira própria para isso. Olhava para a planta intrigado, tentando perceber o que foi que tinha feito mal, quando ouviu passos se aproximando. Olhando para trás, sorriu ao ver a figura de Milo chegando. “Hey, Milo! Como está?” Perguntou, logo se levantando e estendendo a destra ao mais novo de modo a cumprimentá-lo. “Oh desculpe...” Murmurou ao reparar que estava suja de terra logo a limpando à calça e a estendendo de novo. “Vem pegar alguma coisa para suas poções?”
⊹˳⁺ ― ›› ⛭ ˊˎ- Um de seus dons consistia acelerar a cura das pessoas mas só conseguia fazer isso através de chás que produzia. Um belo de um dom inútil, ao seu ver. Ter que preparar chá para curar? Que merda! Seu único consolo é que nos últimos meses tinha conseguido fazer amizade com o filho de Pã, o semideus que cuidava das plantas que eram cultivadas no Acampamento; isso facilitou tanto sua vida que há cada dois dias, Tom separava uma hora para ir até o rapaz em busca de mais plantinhas para seus pacientes. "Willy! Você já tem mais hortelã? Apareceram semideuses resfriados, mais alguns dias e certeza a enfermaria está lotada disso."
O tempo que tinha dedicado ao seu treino diário havia se estendido hoje. Não era de todo o melhor semideus com armas, embora também não fosse dos piores, por isso aproveitava sempre que tinha um filho de Ares ou Athena no local de treinamento para aprender algo mais com eles. Ora, esse tempo todo ali, o fez acabar por almoçar perto da horta, em uma das mesinhas que havia lá montado em vez do refeitório como era habitual. Olhando para Thomas, sorriu, pousando os talheres no prato e limpando a boca antes de responder. “Hey! Eu tenho sim, calculei que isso fosse acontecer!” Apontou, e digamos, não demorava muito para crescer as plantas que eram mais usadas e acabavam mais depressa, graças aos poderes que tinha. “Mas apareceram tantos assim? Pensei que lhe tinha dado hortelã há pouco tempo.” Perguntou com as sobrancelhas erguidas, apontando para o lugar à sua frente, caso o semideus quisesse sentar.