Dipping into Inferno.
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『◐ —— Observou cada ato vindo daquele que lhe trazia pensamentos, que continham o objetivo de entreter-la. Enma movera seu braço vagarosamente. Como de costume, expirou o oxigênio inexistente antes de abrir a boca.
Levantou o indicador apontando para o coração do rapaz. Se é que ele continha um. — Quero dizer…Que tem algo dentro de ti que me traz a sensação… — Uma breve pausa para assimilar. — De nostalgia…O que vem de dentro de ti, me traz recordações. — Explicou então aproximando seu dedo, até tocar levemente em seu peito.
Agradecia em sua mente pela paciência que o outro havia consigo, depois de tudo o que havia passado, aquilo poderia ser considerado um privilégio. — Você realmente me é familiar. — Concluiu fechando os olhos concentrada.
[N]ão pode entender nada. Ao que sabia, e deve-se deixar claro que, a despeito de seu gênio cabeça-quente, Calcifer era conhecedor de coisas além da compreensão comum, ele tinha plena certeza de que nostalgia era basicamente sentir falta de alguma coisa do passado.
Ele a sentia o tempo todo, bastasse estar respirando.
Mas não podia ver como aquela jovem podia sentir algo do tipo por si. Jamais a vira. E ele não achava, com seu cabelo ruivo e tapa-olho, que podia nem superficialmente lembrar alguém que ela conhecera. Piscou e, pondo suas duvidas em palavras, complementou:
—- Verdade? - Ainda mantinha sua orbe verde presa as dela, notando que já não era tão desconfortável. Sentiu o dedo tocar seu peito, e uma vontade de se afastar correu em suas veias. Seu descostume a toques. Manteve-se estancado.
—- Bem, eu nunca te vi, minha jovem, e duvido muito que você já tenha me visto. - E ergueu o olhar para o céu, que parecia preso em um crepúsculo sem fim. —- Na verdade, talvez você já tenha me visto sim.
『◐ —— Afastou-se com um passo. Ao abrir seus olhos por algum motivo, um leve ardor passageiro os incomodara. Com os braços já colados ao corpo e a postura retomada, Enma se sentira de certa forma mais confortável. Um aceno de cabeça para responder à questão do rapaz.
Sim, era verdade.
Ele poderia acreditar em suas palavras, assim como poderia duvidar das mesmas, mas aquela garota não mentia nunca. Mesmo que fosse necessário mentir a verdade sempre prevalecia. Esperava que entendesse seu ponto de vista com o olhar fixo em seu semblante. Ah. —— Então você admite. —— Sussurrou cerrando os punhos por pura vontade, não havia um motivo para aquilo, mas a fazia sentir-se bem. Era como um auto-consolo que, para algumas pessoas, poderia não fazer sentido algum, mas para ela havia.
E muitos.














