Tenho um livrinho onde escrevo Quando me esqueço de ti. É um livro de capa negra Onde inda nada escrevi.
Fernando Pessoa. (via embriague-se-de-poesia)

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Tenho um livrinho onde escrevo Quando me esqueço de ti. É um livro de capa negra Onde inda nada escrevi.
Fernando Pessoa. (via embriague-se-de-poesia)
mas meu bem, como pode uma lágrima embaçar a retina de quem escreve poemas sobre um amor que não existe?
À poesia eu me entrego E não nego meu apego Coloco no prego meu coração Fiando o valor da poesia Pois nenhum verso é em vão
À poesia eu me entrego Sem receio, sem medo Sem qualquer risco de ilusão Deposito meu inteiro apreço Pois nenhum verso é em vão
À poesia eu me entrego Sem fazer qualquer protesto Com toda a força de minha paixão De corpo e alma eu venero Pois nenhum verso é em vão
Edison Botelho
É óbvio que há muitas mortes ao longo de uma vida. A maioria das pessoas não se dá conta. Acham que morrem uma vez e pronto. Mas basta prestar um pouco de atenção para perceber que a gente vai embora e morre com frequência.
Valeria Luiselli, in ‘Rostos na multidão’ (via embriague-se-de-poesia)
A gente ia ser feliz, a gente ia ser um do outro, a gente ia .. ia… ia… E não foi.
Cidades de Papel. (via ideografa)
devagarinho a gente esquece e a vida volta a ser colorida.
Para realizar um sonho é preciso esquecê-lo, distrair dele a atenção. Por isso realizar é não realizar.
Fernando Pessoa (via meditatio)
Seja aquele tipo de pessoa que por onde passa, deixa coisas boas ao seu redor.
Nathalia Velozo. (via motoshima)
Agostinho da Silva in Sete Cartas a Um Jovem Filósofo
A perfeita cortesia é também uma forma de indiferença.
Agostinho da Silva in Espólio
Sou especialista da curiosidade não especializada.
Agostinho da Silva in Espólio
“A gente adia tudo, até que a morte chegue.”
Fragmento de uma poesia de Fernando Pessoa.
Devia era, logo de manhã, passar um sonho pelo rosto. É isso que impede o tempo e atrasa a ruga.
Mia Couto (via meditatio)
- Dói-te algum coisa? - Dói-me a vida, doutor. O doutor suspendeu a escrita. A resposta, sem dúvida, o surpreendera. Já Dona Serafina aproveitava o momento: Está a ver, doutor? Está a ver? O médico voltou a erguer os olhos e a enfrentar o miúdo: - E o que fazes quando te assaltam essas dores? - O que melhor sei fazer, excelência. - E o que é? - É sonhar.
Mia Couto. (via embriague-se-de-poesia)