.shot in the dark
hdxkho:
Turnos noturnos eram um saco. Não somente porque Dakho já estava cansado e com vontade de se jogar na cama, mas também porque a maioria dos crimes acontecia quando caia a noite. O moreno se ocupava em digitar alguns relatórios que havia deixado para depois quando ouviu a voz de Iseul, mas, antes de ter oportunidade de responder foi cortado pelo som estridente do telefone que tocava. O olhar da mulher indicava tudo: a tranquilidade da noite havia acabado. Não precisava esperar ela lhe dizer o que era para levantar e ir até o chaveiro, procurando a chave de sua viatura favorita. Ninguém ligava as 3 da manhã para a delegacia para convidá-los para virar uns shots de vodca depois do trabalho. “Nada além de mais um dia normal. Vamos apostar de novo quanto tempo levamos para solucionar esse mozão? Os investigadores do turno de ontem ficaram se gabando por ter desvendado um caso em 3 dias. Acho que podemos fazer em 2, o que acha?” Perguntou enquanto caminhava com passos firmes até o carro, abrindo a porta para a colega e logo em seguida se dirigindo para o banco do motorista. “Você lê mais rápido que eu, então, eu dirijo e você diz os detalhes importantes, pode ser?” Perguntou, ao mesmo tempo em que colocava o próprio cinto e dava partida na viatura. “Para onde estamos indo, e por onde vamos?”
“não fala essas coisas, sempre vem um caso difícil quando alguém faz isso”, iseul lançou um olhar repreensivo para dakho, mais que acostumada com a atitude usual do homem. ela recebeu as mensagens da central no celular, mas ignorou-as, tirou sua jaqueta da parte de trás da cadeira e seguiu o amigo até a viatura. só quando sentou foi que tirou o aparelho do bolso. “hmm, bem... estamos indo para o escritório da gazeta de gwangju, então quando você sair daqui, dobra a direita e segue reto, e eu te digo quando entrar à esquerda.” ela deslizou o dedo pela tela, começando a ler em voz alta: “perto de três da manhã, um segurança chamado lee sangsoo ouviu uns tiros e ligou para o 119.”, tocou na tela de novo e desceu para a segunda mensagem, franzindo de leve o cenho em concentração. “isso foi... às 3:03. que ele ligou, digo. a central avisou pelo rádio, e um oficial de patrulha chegou lá, hm... 3:05. nossa, que rápido.”, e limpou a garganta antes de continuar. “o oficial lee confirmou que lá tinha um corpo e ligou de novo para a central.” iseul apagou a tela do celular com um clique do dedo e olhou para a estrada. se durante a investigação inicial pouco fosse achado, tinha certeza que as coisas se tornariam mais complicadas de resolver, e seu cérebro sonolento estava doido para culpar dakho por isso. “dobra aqui. e é isso, acabam aqui as mensagens. eu espero que ele só tenha mencionado pouco para a central, e que na verdade não tenha só isso na cena.”

























