nome: AURELIA "LIA" SELENA SHACKLEBOLT
idade: 20 anos
casa: lufa-lufa
ano: 10° (2026)
atividades: clube de inovação mágica, monitora, .
fc: yandeh sallah.
conexões requeridas.
bio:
Desde que nasceu, Lia nunca teve a opção de ser uma pessoa comum, já que seu sobrenome já vinha acompanhado de expectativas antes mesmo de ela aprender a escrever o próprio nome.
Filha mais velha de Kingsley Shacklebolt e Selena Warbeck, Lia cresceu entre dois mundos muito diferentes. De um lado, um pai respeitado por ter liderado a reconstrução do Ministério da Magia após a Segunda Guerra Bruxa e de instalar, não muito tempo atrás, a tecnologia em Hogwarts. Do outro, uma mãe pertencente a uma das famílias mais famosas do entretenimento bruxo, filha da lendária Celestina Warbeck. Durante a infância, entrevistas, eventos públicos, recepções ministeriais e aparições em cerimônias faziam parte da rotina. Lia aprendeu cedo a sorrir para fotógrafos, apertar mãos de desconhecidos e manter postura impecável mesmo quando tudo o que queria era voltar para casa. Ao contrário do que muitos imaginavam, nunca se incomodou tanto com a fama. O problema eram as expectativas. As pessoas pareciam sempre esperar algo dela, normalmente ser inteligente, educada, digna do sobrenome. Por muito tempo, Lia tentou corresponder e conseguiu.
Quando Kingsley deixou o cargo de Ministro da Magia para sua sucessora Hermione Granger-Weasley, a maioria imaginou que ele finalmente descansaria, mas a maioria estava errada. Incapaz de ficar parado, Kingsley decidiu focar no que se tornou a sua especialidade: a interação entre tecnologia trouxa e a magia. Acabou fundando a empresa Bolt, responsável por desenvolver dispositivos capazes de permitir interação segura entre encantamentos mágicos e tecnologia moderna. Lia foi a primeira pessoa verdadeiramente apaixonada pelo projeto. Enquanto outras crianças liam quadrinhos, ela desmontava aparelhos. Enquanto seus colegas aprendiam feitiços básicos, ela queria entender por que a magia interferia em circuitos elétricos.
Com o pai, aprendeu que tradição e inovação não precisam ser inimigas, mas com a mãe aprendeu que conhecimento não vale nada se não puder ser compartilhado e os anos mais felizes de sua vida foram os que passou observando os dois trabalharem juntos. Até que tudo mudou...
Quando Lia tinha quinze anos, Selena faleceu após complicações decorrentes de uma rara maldição residual adquirida durante uma turnê beneficente internacional anos antes. A maldição permaneceu latente por mais de uma década antes de se manifestar. Essa perda devastou a família. Kingsley se refugiou no trabalho e Caroline, sua irmã mais nova, tinha apenas treza anos. Assim Lia, sem perceber, começou a assumir funções que nunca deveriam ter sido responsabilidade de uma adolescente, como organizar compromissos, ajudar Caroline com tarefas, administrar problemas domésticos, cuidar do pai, cuidar da irmã... cuidar de tudo, em resumo.
A transição aconteceu tão lentamente que ninguém percebeu, nem mesmo ela. Hoje, no último ano em Hogwarts, Lia é vista como alguém que parece ter a vida perfeitamente organizada. É bonita, gentil, inteligente e responsável. Ela é a garota que nunca esquece aniversários, que ajuda colegas antes das provas e que conhece metade da escola pelo nome. Porém, por trás da imagem impecável, existe uma jovem que passou anos acreditando que precisava ser forte o tempo inteiro e que ainda está aprendendo que não precisa carregar o mundo sozinha.
Enquanto decide seu futuro após Hogwarts, Lia sonha em expandir as pesquisas iniciadas pelo pai e transformar a forma como magia e tecnologia coexistem. Se depender dela, o futuro do mundo bruxo será muito mais conectado do que jamais foi.
personalidade:
Verdade seja dita, quando entrou em Hogwarts, tinha certeza de que seria selecionada para a Corvinal. Seus pais eram ambos da Grifinória na escola, mas Lia sabia que não tinha o perfil da casa. Corvinal era o que fazia sentido para ela, sempre fez. Quando chegou ao castelo, não estava nervosa como os outros alunos, especialmente porque não tinha dúvidas de onde ia cair. Mas depois de analisar a sua mente por uns bons cinco minutos e quase realmente a colocar na Corvinal, o Chapéu Seletor gritou Lufa-Lufa para todo mundo ouvir. O choque foi enorme, ela não entendeu por muito tempo... mas conforme o tempo foi passando, ela percebeu que não podia ter caído em casa melhor; a lealdade, o acolhimento e os atos de serviço faziam parte da sua rotina no andar mais baixo de Hogwarts onde ficava a Sala Comunal da casa.
Do mesmo jeito, Lia raramente é a pessoa mais barulhenta de uma sala, mas frequentemente acaba se tornando o centro gravitacional dela. As pessoas a procuram para pedir conselhos, resolver conflitos, organizar projetos ou simplesmente conversar. Parte disso acontece porque ela é genuinamente boa em escutar. Outra parte acontece porque ela transmite estabilidade. Mesmo quando está tão perdida quanto qualquer outra pessoa, costuma parecer como alguém que já tem um plano pronto.
O que poucos percebem é que boa parte dessa postura nasceu muito mais da necessidade do que da personalidade. A morte da mãe mudou a dinâmica da família e, embora ninguém jamais tenha pedido explicitamente que ela assumisse responsabilidades extras, Lia acabou ocupando esses espaços vazios. Aos poucos começou a resolver problemas antes que chegassem até o pai Foi um processo tão gradual que ela própria não percebeu quando passou a enxergar o bem-estar das pessoas que ama como uma responsabilidade pessoal. Isso faz com que ela tenha dificuldade em aceitar ajuda. Não porque seja orgulhosa no sentido tradicional da palavra, mas porque está acostumada a ocupar o papel de quem resolve os problemas dos outros. Quando a situação se inverte, frequentemente se sente desconfortável.
Da mesma forma, ela adora testar teorias, criar protótipos absurdos, modificar encantamentos que deveriam permanecer intactos e empurrar projetos muito além do limite razoável, que foi sempre seu traço mais corvino, provavelmente o que fez o Chapéu demorar na sua seleção. Lia é educada, diplomática e geralmente evita conflitos desnecessários, preza muito pela harmonia de um ambiente, especialmente pela sua harmonia interna, então evita se colocar em situações que vão tirar o seu sono.
Lia conversa facilmente com praticamente qualquer pessoa, conhece gente de todas as casas e dificilmente cria inimizades duradouras. Ainda assim, a quantidade de pessoas que realmente a conhecem é muito menor do que a maioria imagina. Ela escuta mais do que fala, pergunta mais do que responde e frequentemente sai de uma conversa sabendo tudo sobre alguém enquanto revela quase nada sobre si mesma. Talvez seja por isso que seus momentos mais genuínos costumem aparecer quando o assunto envolve tecnologia, inovação mágica ou qualquer tema pelo qual seja verdadeiramente apaixonada (até música). Nessas ocasiões, toda a compostura desaparece. Ela fala rápido demais, muda de assunto antes de terminar o anterior, gesticula exageradamente e perde completamente a noção do tempo. É uma versão muito menos polida e muito mais autêntica de si mesma, aquela que seus amigos mais próximos costumam conhecer e que o restante de Hogwarts raramente vê.
Aurelia é o nome da sua avó paterna e ela odeia o nome (apesar de amar a avó). Também começou a preferir ser chamada de Lia para distinguir entre ela e a mais velha.
Herdou a voz da família Warbeck e canta desde criança. Apesar disso, odeia cantar quando as pessoas pedem. A maioria dos colegas só descobriu que ela canta bem depois de ouvi-la distraidamente durante ensaios ou enquanto estudava.
Faz parte do Clube de Música, mas prefere apresentações em grupo do que solos.
É obcecada por tecnologia trouxa desde os oito anos de idade.
Tem o hábito de desmontar objetos para entender como funcionam e depois esquecer de montá-los novamente.
Apesar da imagem organizada, sua mochila é um desastre absoluto.
Faz listas para tudo, mas frequentemente perde as próprias listas.
É incapaz de ignorar uma pessoa chorando.
Conhece os aniversários de praticamente todos os amigos próximos sem precisar consultar calendário. Costuma lembrar datas importantes melhor do que os próprios donos das datas.
Tem uma gaveta cheia de cartas, bilhetes e desenhos que recebeu ao longo dos anos e nunca jogou fora.
Chora com facilidade em filmes, músicas e livros, mas raramente na frente de outras pessoas.
Ama cozinhar, mas segue receitas como se estivesse realizando um experimento científico.
Costuma escutar música enquanto estuda e afirma que pensa melhor assim.
Seu gênero musical preferido é o jazz e é o que ela mais gosta de cantar. Também é ótima em compor músicas (letras e melodias).











