clubes: quadribol (artilheiro), monitor, clube de duelos e sociedade de exploração noturna.
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ᯓ entre os weasley e os potter, cresceu cercado de pessoas que, de alguma forma, carregavam legados grandes até demais. fred percebia sozinho a importância daquele sobrenome, das histórias, das expectativas silenciosas das pessoas ao redor e principalmente do próprio nome que carregava.
ᯓ ser chamado fred dentro da família weasley nunca foi algo simples. aquela era uma família de nomes predestinados, assim também ganhou de herança, assim como muitos dos primos, os fados de talvez repetir a história. por isso, durante boa parte da vida, fred aprendeu a se destacar não tentando ser uma cópia do tio, mas sendo alguém confiável o suficiente para honrar aquele nome da sua maneira. enquanto muitos dos primos pareciam existir naturalmente no caos, fred desenvolveu involuntariamente o hábito de assumir responsabilidade pelas coisas e pelas pessoas ao redor.
ᯓ em hogwarts, fred participa das confusões, principalmente ao lado de james sirius, mas raramente perde o controle da situação. enquanto james costuma agir primeiro e pensar depois, fred normalmente já calculou consequências, rotas alternativas e formas de impedir que tudo termine mal. assim, fred coleciona detenções, mas também é uma das pessoas mais responsáveis do castelo.
ᯓ gosta de manter a própria imagem relativamente controlada e raramente demonstra quando algo o afeta mais profundamente.
ᯓ apesar da fama de confusão herdada da família, fred é bem estável. gosta de rotina, de sentir que as pessoas importantes estão por perto e de ambientes onde consegue cuidar das coisas sem que isso pareça uma obrigação. talvez porque tenha crescido entendendo que famílias como a dele só continuam funcionando quando alguém decide manter tudo unido.
gostos: comida de café da manhã (refeição preferida dele!), qualquer tipo de competição, jaquetas de couro, domingos de manhã, fogueiras, cheiro de chuva, vinho!!!, música trouxa (indie & rap), jogos de baralho trouxas, trilhas ou atividades na natureza e ar livre, esportes em geral, sudoku, fazer listas de prós e contras.
desgostos: as escadas que mudam de lugar, ser acordado, filas, usar luvas, tinta vazando em pergaminhos, tiques ansiosos nas pessoas (deixam ele nervoso), usar gravata (a do uniforme dele tá sempre bem frouxa ou sem amarrar), perfumes fortes, festa a fantasia (ele odeia ter que pensar em uma), gente mais mandona que ele (faça o que eu falo, não o que eu faço).
hobbies: colecionar bolas de quadribol, snap explosivo, ler literatura trouxa de fantasia, decorar nomes e estatísticas de jogadores profissionais de quadribol; organizar festas, eventos ou qualquer coisa que seja; cozinhar (especialmente doces); tirar fotos e revelá-las para montar álbuns.
bicho-papão: uma lápide de mármore branco com o nome de roxanne e / ou a toca em chamas.
patrono: são bernardo
astrologia: sol em leão, lua em aquário, ascendente em capricórnio.
quirks: vive com as mangas dobradas até os cotovelos; sempre ocupa a ponta da mesa durante refeições grandes (ele gosta de ver todo mundo ao mesmo tempo); anda com as mãos nos bolsos; joga qualquer objeto pequeno para cima e pega de volta enquanto conversa; conta pessoas automaticamente quando entra em ambientes; tem um anel de família na mão que tira e coloca constantemente quando está nervoso.
Lorcan já estava rindo antes mesmo de Fred terminar a frase sobre o livro, apoiado contra a bancada enquanto puxava as luvas sem muita convicção de que aquilo realmente os salvaria de qualquer coisa. "A gente precisa aceitar que todas as coisas nesse mundo tem sentimentos, Freduco." comentou, os ombros subindo e descendo como se acabasse de dizer a coisa mais natural de todas. Os olhos azuis acompanharam Fred falando com o cogumelo saltador com solenidade absoluta. Merlin, aquilo era rídiculo demais. "Você já começou errado com esse papo de respeito mútuo e comunicação aberta, agora eles sabem que você é emocionalmente vulnerável. Nunca mostra fraqueza cedo demais num relacionamento, meu caro." falando daquele jeito, nem parecia que o relacionamento em questão era com uma planta que podia ataca-los a qualquer instante. Lorcan pegou a ficha das mãos de Fred por um momento, lendo as observações para que ambos pudessem ouvir. "Evitar movimentos bruscos. Estímulos agressivos podem causar respostas defensivas." ergueu uma sobrancelha. "Olha só, estamos lidando com um sonserino aqui!" o cogumelo deu um pulinho estranho no vaso e Lorcan imediatamente apontou um dedo acusador. "Olha isso, já tá hostil." mas a acusação sobre o histórico dele fez um som ofendido escapar pelo nariz. "Ah, qual foi cara?! Eu sou um homem que gosta de aventuras, infelizmente algumas delas acabam tentando me ferrar no caminho..." os dedos tamborilaram na bancada enquanto ele observava o pequeno cogumelo inclinar minimamente — ou pelo menos ele jurava que inclinou — na direção deles, como se prestasse atenção na conversa. O sorriso torto voltou. "Acho que você subestima demais meu talento natural pra fazer amizade com essas coisinhas lindas aqui," antes mesmo que pudesse terminar, um cogumelo saltou direto em direção da manga do uniforme dele. Lorcan congelou no mesmo instante. Depois virou lentamente o rosto pra Fred. "tá vendo?" disse, completamente convencido pelos segundos que nada acontecia. "ele gostou de mim." no segundo seguinte, a planta mordeu a luva dele. "Filho da puta!"
a reação foi tão rápida que fred nem teve tempo de responder antes da própria planta resolver intervir. então, inevitavelmente, veio a mordida. fred ficou encarando a cena antes de perder a batalha contra a compostura e dobrar-se sobre a bancada numa gargalhada forte. ❝ — olha, eu tentei avisar, mate, mas você fez a coisa estúpida rápido demais. a planta não é as garotas que você engana com essa sua lábia de loiro oxigenado, tá certo? nenhuma instrução é à toa, tenho certeza que o professor longbottom não colocou elas só pra zoar com a nossa cara.❞ — ainda sorrindo, aproximou-se um pouco mais para observar o estrago. o cogumelo agora parecia perfeitamente satisfeito consigo mesmo, o que tornava tudo mais engraçado. então voltou a atenção para a ficha e bateu levemente o pergaminho contra a bancada. ❝ — vamos analisar os fatos. eu me apresentei educadamente, fui atacado por absolutamente ninguém, mas você levou uma mordida. cientificamente falando, a conclusão é bem simples... o cogumelo prefere a minha companhia. e sinceramente eu entendo ele.❞ — sorriu provocativo. já fazia um tempo que ele e lorcan não tinham mais aquela inimizade devastadora que construíram nos anos iniciais de hogwarts, mas ainda sobrava um resquício de prazer ao cutucá-lo, ainda que as motivações de hoje em dia fossem distintas.
Era um verdadeiro privilégio ver um sorriso brotar em seus lábios sempre que encontrava com o ex-namorado pelos corredores, pois odiaria nutrir qualquer sentimento nocivo em relação a Fred e aos bons momentos passados ao seu lado. Devido à boa convivência que se mantinha entre eles, sentiu-se à vontade para tecer alguns comentários após observá-lo retornar do campo de quadribol naquela tarde. ── A segurança do castelo deve estar vibrando de felicidade por você ter recuperado o esporte em sua vida. ── Jocosamente o provocava, também sorrindo com o olhar. ── Finalmente vai poder canalizar sua energia em algo mais seguro. ── Tinha ciência de seu histórico de confusões ao lado do primo e se divertia quando escutava sobre alguma nova agitação plantada por eles entre os alunos. Sempre havia admirado a capacidade do rapaz de saber mesclar o alvoroço e a ordem com maestria. ── Acho que a barreira concluiu que deixar você e James confinados no mesmo espaço por tempo demais era uma ameaça à segurança coletiva, então revolveu abrir uma brechinha. ── No fundo, ficava feliz por Weasley ter retomado uma atividade que tanto lhe fazia bem.
fred virou o rosto na direção da voz e o sorriso surgiu de forma automática ao encontrar aurora. aquilo ainda acontecia com frequência. existiam pessoas cuja presença simplesmente continuava associada a coisas boas, independentemente do tempo ou das circunstâncias, e aurora era uma delas. apoiou a vassoura no ombro enquanto diminuía o ritmo dos passos, soltando uma risada diante da provocação. ❝ — eu sou um cidadão exemplar. a maioria dos problemas ao meu redor acontece por mera coincidência. deve ser o sangue weasley e um pouco da herança do nome que me impede de ter a vida tranquila que eu realmente desejo.❞ — o fato de nem ele parecer acreditar completamente naquilo só tornava a tentativa mais engraçada. balançou a cabeça em diversão ao ouvir a teoria sobre a barreira, e apesar da provocação, acabou assentindo em concordância. ❝ — foi bom voltar, eu não tinha percebido o quanto estava sentindo falta até entrar em campo de novo. quer dizer, a ocupação é ótima. antes disso eu estava focando demais na monitoria, estava há poucos dias de sugerir um plano mirabolante que reestrutura completamente a hierarquia dos monitores e o jeito que patrulhamos os corredores. então, foi melhor assim.❞ — deu novamente uma sorriso para a garota, mas logo deixou-o escorrer pelos lábios, a expressão ainda serena enquanto observava aurora com atenção. ❝ — como você está? aquele incidente com a barreira me deu um susto danado... nenhum efeito colateral disso?❞ — questionou, o tom paternal que usava com os primos e amigos surgindo automaticamente. alguns hábitos jamais morriam.
quem: fred & @bateosino
quando: 20 de setembro, noite
onde: sala comunal da grifinória
desde o incidente com a barreira na noite anterior, fred mal tinha tempo de respirar, quem dirá ter um momento de solitude. o castelo estava em polvorosa emocionalmente falando, mas na era só isso; ele sentia que precisava manter o controle e autoridade mesmo não entendendo a situação e não sendo informado do que tudo significava. então, naturalmente, aquilo era esgotante. chegou naquela noite completamente acabado na sala comunal após o fim da ronda. sentou-se em um dos sofás para se dar uns cinco minutos, mas notou que sentou em cima de algo. livros! caramba, ele estava desligado. os livros em si estavam abertos e ele os analisou por uns longos segundos... eram todos de poções avançadas e estavam abertos na mesma página: amortentia. só teve tempo de franzir o cenho antes de se dar conta de que não estava sozinho. venus... o cérebro estava processando e ligando os fatos ainda, então ele arqueou as sobrancelhas. ❝ — isso aqui... é seu?❞ — questionou, não acusando de vez e apenas tentando entender. quem sabe estivesse estudando para alguma aula... mas conhecia bem a ex namorada pra saber que estudar não fazia ela ficar acordada até tarde daquele jeito. estavam em relativos bons termos desde o término, mas entre os dois o buraco era sempre mais em baixo. a relação mudava com o sopro do vento às vezes e ele precisava ser a rocha e a razão da situação, ainda que contra sua vontade. ❝ — o que está fazendo acordada as duas da manhã lendo sobre poções do amor?❞ — e agora o tom saiu muito mais desconfiado do que curioso. no fim das contas ele estava acostumado a lidar com os primos o suficiente para não achar que era uma mera pesquisa curiosa.
Seus olhos encontraram o primo assim que adentrou o salão comunal, estava mesmo procurando por ele, saltitando se aproximou por trás do sofá onde ele estava sentando. " quem é o meu primo favorito dentro todos os meus primos? e que tem um pin de monitor e que vai me ajudar a fugir de uma detenção? " cantarolou cobrindo os olhos dele com as mãos. " isso mesmo é você. o mais querido de todos. " deu um beijo na bochecha do primo, e pulou o sofá para se sentar o lado dele. " eu quero começar dizendo que não foi culpa minha, aquele monitor insuportável da Corvinal me odeia desde o primeiro dia, e vive dizendo que tudo o que eu faço é suspeito, como se eu fosse o foco de uma grande conspiração milenar. " explicou do seu jeitinho dramático. " tem como a gente pedir o impeachment dele? "
fred estava afundado no sofá da sala comunal com um livro aberto no colo que já não lia havia pelo menos dez minutos quando sentiu duas mãos cobrirem seus olhos. não precisou de mais de meio segundo para reconhecer a dona delas, primeiro porque lily tinha a sutileza de um explosivim; segundo porque absolutamente ninguém mais chegaria tão perto dele sem anunciar a própria presença de alguma forma dramática. talvez james, mas sabia que ele estava se matando no campo de quadribol naquele exato momento. o sorriso surgiu antes mesmo dela terminar a primeira frase e ele soltou uma risada, largando a cabeça contra o encosto do sofá como alguém que já sabia exatamente que tipo de problema estava prestes a ouvir. ❝ — engraçado como eu nunca sou seu primo favorito quando você não precisa de alguma coisa.❞ — observou, embora o comentário tivesse muito mais afeto do que acusação, aceitando o beijo na bochecha com a resignação de quem convivia com os potter há anos demais para esperar qualquer comportamento que não fosse teatral. fred cruzou os braços e inclinou levemente a cabeça. ❝ — só para eu entender... você não fez nada e um monitor da corvinal resolveu dedicar tempo e esforço para perseguir uma estudante inocente e indefesa sem motivo algum... é essa a versão oficial dos fatos, lilu?❞ — a sobrancelha arqueada deixava bastante claro o quanto acreditava naquela narrativa específica. ainda assim, lily sabia muito bem que aquele jeito divertido, o beijo e os olhos pidões eram o fraco dele. existia pouco, muito pouco que não faria pelas mulheres da família. ❝ — infelizmente eu não acho que impeachment seja uma ferramenta disponível dentro da estrutura administrativa de hogwarts. olha que eu verifiquei várias vezes, teria resolvido metade dos meus problemas. agora me conta a versão completa da história, lily luna, sabe? preciso descobrir o tamanho da manipulação que preciso fazer pra livrar essa cabecinha ruiva.❞ — devolveu, bagunçando os cabelos dela. era incrível como para ela, lil sempre teria cinco anos e um hematoma gigante no joelho.
Lorcan tinha passado os primeiros cinco minutos da aula torcendo que Longbottom anunciasse qualquer configuração possível, menos atividade em dupla. Especialmente porque o professor sempre fazia questão de separar ele do gêmeo. Que era, obviamente, a única pessoa possível que ele conseguia trabalhar sem perder os cabelos. "Você só pode estar de sacanagem comigo." murmurou baixinho, assim que seu nome fora sorteado junto ao de Fred II. Não que ainda o odiasse, — embora Lorcan ainda achasse divertido agir como se ainda fosse assim—, ou algo do tipo, aquela fase havia sido superada alguns anos antes. Ainda assim, trabalhar com ele em uma atividade de Herbologia não era exatamente o que o Scamander queria para aquela tarde. Ele puxou as luvas devagar, apoiando um quadril na bancada enquanto observava Fred do outro lado da mesa. Lorcan pegou a ficha do trabalho, lendo com crescente indignação. "Aproxime-se lentamente da planta para criar confiança." ele ergueu os olhos imediatamente para Fred, mordendo o interior das bochechas para conter o riso. "Pode começar sua terapia de casal com os cogumelos saltadores."
fred soltou uma risada antes mesmo de terminar de ler a ficha. apoiado na bancada, puxando as luvas e começando a colocá-las sem a menor pressa. inclinou-se para ler novamente as instruções e balançou a cabeça em incredulidade. ❝ — eu gosto muito do professor longbottom, mas preciso admitir que existe alguma coisa profundamente errada em um trabalho escolar que começa com a frase 'crie confiança com a planta'. isso ou aquela vez que a tia luna disse que a gente precisava acariciar aquele livro assassino de trato das criaturas mágicas. eles são especiais!❞ — comentou, apontando para a ficha com um dedo. pegou um dos vasos e o aproximou alguns centímetros, observando o cogumelo saltador. ❝ — olá. meu nome é fred weasley, o segundo. espero que possamos construir uma relação baseada em respeito mútuo e comunicação aberta.❞ — declarou para a planta, antes de erguer os olhos para lorcan novamente, o sorriso agora impossível de esconder. ❝ — pronto, já fiz mais esforço por esse relacionamento do que o james na própria vida amorosa.❞ — apesar da brincadeira, acabou puxando a ficha para mais perto e começou a ler o restante das instruções. aquele era seu mote, afinal, reclamar primeiro, resolver depois. ❝ — vamos só tentar terminar isso sem perder nenhum dedo, porque eu tenho a sensação de que essa planta foi criada para tornar a nossa tarde mais difícil e, considerando seu histórico com criaturas, plantas, objetos amaldiçoados e praticamente qualquer coisa viva que encontre pelo caminho, acho que as chances de eu ser a parte responsável dessa dupla são bem altas.❞
As rondas dos monitores tinham se tornado ainda mais intensas com a queda da barreira, e Victorie tinha ficado com um dos turnos da madrugada, o que ela particularmente gostava, mas a quantidade de alunos que vinha pegando fora da cama tentando chegar até os limites da barreira estava a deixando estressada, o que acontecia raramente. estava patrulhando as escadas quando viu Fred, se apoiou no corrimão de pedra olhando para baixo, tentando chamar sua atenção, enquanto a escada se movia. " psssst Fred! Fred! " chamou abanando a mão para que ele olhasse, não podia fazer muito barulho no caso de terem alunos se escondendo por ali. " aqui em cima. "
fred estava descendo as escadas com as mãos nos bolsos do casaco, aproveitando um daqueles raros momentos em que o castelo ficava silencioso, ainda que estivesse cada vez mais raro. os últimos dias tinham sido cansativos, o tanto de gente violando o toque de recolher aumentava exponencialmente com o passar dos dias. pensava nisso quando voltava para a sala comunal depois do fim da sua ronda, quando ouviu uma voz abafada o fez erguer a cabeça, franzindo o cenho enquanto procurava a origem do chamado. finalmente encontrou victoire alguns lances acima. um sorriso surgiu em seu rosto no instante em que a reconheceu e ele desacelerou os passos, esperando a escada terminar o movimento antes de se aproximar do corrimão, indo em direção à prima. ❝ — toire, você sabe que monitor não deveria ficar assobiando para as pessoas nos corredores durante a madrugada. passa uma imagem péssima da instituição.❞ — comentou com toda a seriedade que conseguiu sustentar por longuíssimos dois segundos antes de deixar escapar uma risada. ❝ — quantos alunos você já pegou tentando fugir hoje? porque eu diria que daqui foi pelo menos uns quinze. alguém resolveu que o toque de recolher é uma sugestão e não uma regra... um corvino teve a coragem de me dizer que estava indo para a biblioteca estudar. é muita cara de pau...❞ — balançou a cabeça em desaprovação, mas existia um sorriso em seus lábios. ❝ — mas e aí, loira, já acabou a ronda?❞ — perguntou, agora já chegando perto o suficiente dela para que não precisasse falar tão alto.
fez uma careta imediatamente. daquelas infantis, porque odiava quando fred fazia aquilo. pegava toda a bagunça que existia dentro da cabeça dela, desmontava peça por peça e voltava com uma resposta perfeitamente razoável. “ugh, fred. i hate when you're right... which is always” reclamou enquanto deixava a cabeça cair pra trás e então suspirou, porque a pior parte era que ele tinha acertado em tudo. de novo. “eu sei que seria horrível. eu sei. se alguém aparecesse do nada e falasse quando eu vou morrer eu provavelmente socaria a pessoa antes dela terminar a frase” admitiu, embora continuasse emburrada com a situação. os olhos acabaram se perdendo em algum ponto distante por alguns segundos. "but its so weird freddie... dessa vez, ele não é uma história. não é uma fotografia que se mexe, sabe? não é so um reflexo daquela expressão que o papai faz de vez em quando quando acha que ninguém tá olhando. ele é só... uma pessoa" só uma pessoa, achava que esse era justamente o problema, roxy não queria aquilo, não queria aquela responsabilidade, a responsabilidade de saber... “e eu fico pensando que ele não faz ideia. que ele tá andando por aí normalmente sem saber que daqui a algumas décadas toda nossa família vai sentir falta dele" então forçou um sorriso just because “e a pior parte é que você tá certo sobre isso também. ele jamais ficaria em casa” a resposta veio rápida demais, automática demais. “nem ferrando” então voltou a olhar pro irmão "actually, i dont think i want this, i don't think i want to meet them..." sabia que parecia maluca, mudando de ideia o tempo todo. mas mas era muito difcil tentar traduzir o que se passava na sua cabeça... era uma pessoa de ações, não de palavras, então apenas vomitava aquilo que se passava na sua cabeça, por mais confuso que pudesse parecer... não pra qualquer pessoa, é claro. apenas pra fred, só pra ele.
fred riu quando a irmã falou que ele estava sempre certo, o sorriso satisfeito pendendo dos lábios. era bom que roxanne apreciasse, grande parte da sua personalidade tinha se baseado justamente em ser a voz da razão para que pudesse controlar aquele mundo caótico e as variáveis para que ela estivesse sempre protegida. ❝ — ei, calma lá também, não vai querer socar um possível descendente seu, vai? imagina se do nada surge um quarto castelo com nossos filhos aí, melhor virar essa boca pra lá...❞ — claro que estava brincando, mas parte dele esperava que não estivesse atraindo a coisa ruim só de mencioná-la. nada parecia ser impossível desde o dia dois de setembro, quem dirá um castelo adicional naquela paisagem. vendo a irresignação da irmã, ele se aproximou e colocou a sua mão na dela. ele não era um cara inseguro quanto aos sentimentos, especialmente se envolvia a família, não tinha medo de demonstrar carinho. naquele momento, o maior foco era tranquilizar roxy, sempre tão elétrica. ❝ — eu sei, rox, eu sei. eu sei que ficou sério demais agora. acho que é como a tia luna sempre diz, tem coisas que é melhor a gente não perguntar, porque pode acabar recebendo a resposta. eu acho que contar para o tio fred sobre a morte dele seria uma crueldade bizarra...❞ — admitiu, porque até então ele vinha apenas desconversando, mas já tinha tomado a decisão de não ser o portador de nenhuma informação. não apenas era arriscado, como ele sabia que poderia inflingir danos e dores irreparáveis a quem ouviria. assentiu diante da última parte. ❝ — eu também to começando a achar que não quero ver ninguém. quer dizer, talvez de longe? mas não estou certo ainda que ver todos eles de longe não vá me ficar com vontade de interferir... tem outra coisa também que venho pensando. o encontro da lils com draco malfoy e de molly com o tio james não foi planejado. tudo bem, talvez cada um estivesse disposto a ultrapassar alguns limites, mas a proteção do castelo está falhando, assim como o tecido temporal. fico pensando aqui que talvez conhecer eles seja inevitável, sabe o que quero dizer? como se, depois da proteção falhar de vez, de repente a gente fosse obrigado a ver eles... ❞ — não formulou mais adiante a teoria, ainda era algo que estava pensando. conversar com roxanne era isso, ser mais sincero do que gostaria de vez em quando.
James ficou completamente imóvel por dois segundos, nem a perna balançando continuou. O cérebro dele pareceu simplesmente travar no meio do processo quando Fred respondeu daquele jeito casual, como se tivesse acabado de comentar sobre o clima ou sobre a nota de uma prova qualquer. O olhar subiu lentamente do tampo da mesa até o rosto do primo, carregado de uma indignação genuína. “Desculpa, o quê? O que exatamente você quer dizer com ‘secretamente gostar dela desde o primeiro ano’? Isso é sério? Você realmente acha isso?”, perguntou embasbacado. Aquilo era ridículo. Absurdo. Completamente sem fundamento.
O suspiro que escapou depois foi longo e derrotado. James apoiou os braços sobre a mesa e deixou a testa encostar brevemente na madeira antes de erguer a cabeça outra vez. Era engraçado conversar com Fred porque ele transformava as coisas em muito simples, muito fáceis, enquanto para James tudo parecia um sistema complexo. “Eu tô nervoso porque isso não faz sentido. É como se alguém tivesse pegado o sistema operacional do meu cérebro e mexido com tudo. Como você passa dez anos convivendo com uma pessoa e do nada começa achar ela... algo a mais? E se você acha que eu não devia ficar nervoso por causa disso, talvez não esteja levando isso a sério o suficiente, sabe senhor monitor Fred Weasley. E aquele papo de responsabilidade e os caralhos? Como fica o nosso time? Como fica depois disso tudo, porque eu tenho certeza que só a formatura de Hogwarts, se é que ela vai existir a esse ponto, me impeça de ver Olivia de novo”, desabafou tudo de uma vez, percebendo que agora já não estava balançando nenhuma parte do corpo, só estava imóvel e quase sem respirar esperando a resposta do primo, que frequentemente funcionava como sua consciência.
fred não sabia se olhava para james com pena por ele parecer tão desesperado, com graça dele fazendo tempestade em copo d'água ou com irritação por ele se chocar com algo tão óbvio. deu de ombros, mas conseguiu sorrir. ❝ — a constante provocação, as brigas, o modo como vocês nunca conseguiram ignorar um ao outro. ano passado quando ela começou a sair com o lys, nosso melhor amigo, você começou a pegar muito pesado com ele nos treinos. a princípio eu pensei que eu tava imaginando, mas abri um tópico de conversa sobre isso e todo mundo concordou. então, eu quem te pergunto, isso é sério? porque talvez só você não tinha percebido antes.❞ — explicou o óbvio, dessa vez finalmente decidindo sua reação. sim, tinha ficado com pena do desespero dele, o coitado nunca foi o melhor em reconhecer e lidar com sentimentos, aí ficava pelos cantos igual um adolescente besta, sem o mínimo pingo de autoconhecimento e autocontrole. a explicação do nervosismo dele fez fred largar o livro finalmente e olhar ao primo com o semblante mais suave; merlin, ele estava em espiral sobre o assunto! ❝ — em primeiro, vira essa boca pra lá, é claro que vamos nos formar. isso aqui vai ser resolvido uma hora ou outra. não vou dizer logo, mas vai ser resolvido, precisa ser.❞ — era uma certeza tão forte que ele poderia apostar sua vida nisso, e provavelmente faria. ❝ — em segundo lugar... eu ficaria orgulhoso de como você está pensando tão abrangedoramente sobre as consequências da situação, mas eu te conheço bem, e sei que isso não tem nada a ver com ser responsável, mas covarde. vai deixar algo que você tá sentindo de forma gritante morrer porque ai, talvez atrapalhe o quadribol? qual é, cara, achei que o frouxo aqui fosse eu, não foi isso que você disse da outra vez?❞ — arqueou as sobrancelhas. se referia a quando ele zoou fred por não querer chamar a garota que achava bonita há séculos para sair porque podia ficar estranho nas aulas que compartilhavam. e agora ele estava fazendo o papel contrário, porque james tinha razão em zoá-lo, e agora era sua vez de fazer isso.
Lia passou pela porta carregando uma pasta de pergaminhos debaixo do braço e uma pena presa entre os cabelos. Não percebeu nenhuma das duas coisas. Nos últimos dias, ela vinha tentando se convencer de que estava lidando muito bem com a situação. Havia patrulhas para organizar, alunos para supervisionar e professores claramente exaustos para ajudar. Era uma ótima distração. Funcionava perfeitamente até que alguma informação nova aparecesse e a lembrasse de que estavam vivendo algo que provavelmente seria estudado nos livros de História da Magia durante os próximos cem anos. Foi pensando nisso que ela atravessou a sala sem prestar muita atenção ao caminho e acabou parando ao lado da mesa onde Fred estava sentado. "Você tem um mapa dos terrenos aí?", a pergunta surgiu sem introdução, como se a conversa já tivesse começado dez minutos antes. Lia largou a pasta sobre a mesa e puxou a cadeira ao lado da dele. Só então percebeu que ainda estava segurando a própria pena entre os dedos. "Estão refazendo algumas escalas de patrulha para os próximos dias e eu disse que ajudaria", disse. Abriu a pasta, retirou alguns pergaminhos e começou a analisar, ou pelo menos tentou. O olhar demorou alguns segundos mais do que deveria sobre a mesma linha. Depois sobre outra. Depois voltou para a primeira. "Eu juro que estou tentando me concentrar nisso. É só que... Merlin... quando eu era criança, meu pai costumava me contar histórias sobre a guerra como se fossem histórias de outra era. Sabe quando uma coisa parece distante o bastante para quase não parecer real? E agora aparentemente existe um lugar nos terrenos onde as pessoas podem encontrar James Potter... o primeiro", brincou porque achava graça que tanto ele quanto o primo dele fosse "segundos". Durante alguns segundos ficou observando os próprios pergaminhos antes de soltar um suspiro resignado. Então ergueu os olhos para Fred pela primeira vez desde que se sentara. "Tenho a impressão que deveria achar tudo isso preocupante, mas parte minha está fascinada, não só com a possibilidade, mas em como essa magia funciona. Eu sou louca?", perguntou rindo. Era costume que eles sempre acabassem se perguntando isso um para o outro, construiu aquela amizade com Fred baseado nos reality checks que faziam constantemente.
fred nem se arriscou a sair da sala dos monitores desde que as últimas notícias se espalharam. já estava em ronda, mas retornou ao posto original na sala assim que os professores convocaram a todos. já estava preocupado o suficiente com lily luna desde a tarde, mas agora soube que molly também tinha tido um encontro com alguém do passado. não qualquer alguém, mas james potter. o lendário james potter, pai do tio harry, avô e homônimo do seu melhor amigo e primo. tinha certeza que cairia duro se isso fosse com ele, mas ficou sabendo que molly lidou com a situação de uma forma muito madura e responsável. óbvio, era molly, confiava plenamente na prima para lidar com aquilo. mas enquanto as coisas não se acalmavam e ele não conseguia conversar com ela pessoalmente, preferia focar nas coisas que conseguia controlar. sabia que os monitores iam ficar ainda mais sobrecarregados agora, assim como os professores, por isso decidiu trabalhar em horários de rondas e viabilidade de ampliar a área de atuação deles. foi quando lia entrou e ocupou o lugar logo ao seu lado, parecendo distraída. na verdade, ela sempre tinha um ar avoado, isso às vezes passava a ideia errada de que ela vivia no mundo da lua; por isso algumas pessoas se espantavam quando encontravam uma garota centrada, responsável e ponta firme. a amizade toda deles foi baseada nesse choque, aliás. ❝ — aqui...❞ — ofereceu para ela sem esforço o mapa pedido, mas observou de canto de olho que ela estava inquieta novamente. sorriu quando ouviu o monólogo dela, prova irrefutável de que ela estava preocupada e agitada com a situação. não lutou contra o sorriso que apareceu. ❝ — você definitivamente é louca, shacklebolt, mas menos por isso e mais por você mesma...❞ — a brincadeira foi automática, tinham intimidade suficiente para aquilo, afinal. ❝ — mas agora é sério, claro que é fascinante, só um idiota não acharia. um idiota ou alguém com medo. se você cresceu ouvindo as histórias, imagina eu... pensar na possibilidade do homem de quem carrego o nome estar lá fora, pensar no quanto a ausência dele impactou a minha família... eu acho que estou louco às vezes também. dá vontade de largar tudo e sair atrás deles.❞ — confessou. conseguia contar para lia coisas que normalmente guardava dentro de si, porque com os outros estava sempre muito ocupado mantendo a imagem de responsabilidade e controle que tanto lhe custava manter. mas lia tinha aguentado vários pepinos com ele ao longo dos dez anos em hogwarts e o conhecia melhor que isso. ❝ — mas você tem razão, talvez seja melhor focar nas coisas práticas. tipo no novo horário das patrulhas. por merlin, lia, eu to achando que vamos precisar é de vira-tempos para conseguir patrulhar todos os lugares. ou então feitiços multiplicadores. câmeras de segurança seriam úteis também, se funcionassem aqui.❞ — confessou com um pouco mais de bom humor.
"don't give me that look" pediu, ou melhor, implorou, porque fred conhecia ela virada ao avesso e o suficiente pra que ela nem pensasse em qualquer desculpas pra mascarar as coisas que vinha pensando desde que todos chegaram a um consenso de que as versões dos outros castelos eram... de fato. dos antepassados deles "you know what i've been thinking" sabia que ele sabia mesmo que não tivesse falado sobre esses pensamentos pra ninguém até ali "mas sinceramente o quão errado de fato seria se avisássemos ele?" perguntou referindo-se ao tio deles, o fred primeiro "já está tudo cagado mesmo! o quão pior ficaria se só falássemos pra ficar em casa ou seilá não lutasse em hogwarts?" ela sabia o quão pior seria, a tia deles era hermione granger for merlin's sake! mas mesmo assim. mesmo assim. olhava pra fred como se ele tivesse todas as respostas. e geralmente ele tinha mesmo. twin things.
normalmente não precisava dizer nada para que roxanne entendesse o que estava pensando ou o que ia falar, eles tinham aquela coisa insuportável e estranha de gêmeos de simplesmente saber o que o outro pensa. eles chamavam secretamente de telepatia, para que os outros não achassem que eles eram loucos. ❝ — seria péssimo, roxie...❞ — falou com aquela calma e comedimento de irmão mais velho. teoricamente era mais velho por só alguns minutos, mas se sentia sempre muito responsável por roxanne, que era mais exuberante e expansiva que ele. ❝ — escuta, se tem alguém nesse mundo que entende o que é tá morrendo de vontade de falar com o tio fred sou eu. eu tenho vontade de sair correndo e contar agora, acredite ou não. mas... todo mundo aqui perdeu alguém. o que acontece se a gente sair contando pra todos quando vão morrer? em primeiro lugar, seria péssimo para a nossa linha do tempo, se lembre que não sabemos ainda o que pode acontecer. e, por outro lado, imagina se alguém chega do futuro e fala que você vai morrer daqui uns anos, você não vai odiar? não, rox, acho que o tio fred não ia gostar de saber quando ele vai morrer...❞ — discursou. e só falou tanto porque justamente tinha pensado naquilo noite e dia, desde quando james encontrou sirius e o tio harry na sala precisa. ❝ — além disso, ele jamais ia querer ficar em casa só pra se salvar. tenho certeza que escolheria morrer da mesma forma, se pudesse.❞
James parou no meio da caminhada pela vigésima primeira vez naquele último período de uma hora, como se só naquele momento tivesse percebido que estava realmente andando em círculos ao redor da mesa. O olhar caiu sobre Fred e a expressão irritada do primo foi o suficiente para arrancar uma careta culpada dele. James tinha insistido para irem até a biblioteca porque supostamente precisava terminar um trabalho de História da Magia e, desde que sentaram ali, não tinha escrito uma única linha. Na verdade, nem tinha conseguido permanecer sentado por mais de três minutos. “Sorry, bro...”, respondeu depois de alguns segundos, finalmente puxando uma cadeira e se jogando nela de qualquer jeito. James apoiou os cotovelos sobre a mesa e passou as mãos pelo rosto numa tentativa inútil de organizar os próprios pensamentos. “Tá, eu preciso te contar uma coisa. Tem algo rolando... e eu não falei sobre isso com você ainda porque... parece idiota. Parece idiota estar falando sobre isso, mas se eu não falar pra você, pra quem eu vou? E talvez você entenda melhor do que ninguém...”, pensou alto, sabendo que Fred odiava quando ele não falava nada com nada. Mas Fred também era artilheiro no time junto com eles, então ele entenderia o quanto ele não quer ferrar com a situação. “É sobre a Olivia...”, disse, sabendo que isso abria um leque de muitas possibilidades e não especificamente sobre o que tava rolando entre eles.
enquanto james enrolava e pensava no que falar, fred voltou a ler o livro de runas antigas que tinham em mãos. quando ele falou o nome de olivia, fred mal alterou a expressão, e nem ergueu o olhar do livro ao dizer: ❝ — sobre você secretamente gostar dela desde o primeiro ano? certo, sou todo ouvidos.❞ — disse, com uma expressão quase entediada. amava james e olivia de coração, eram seus colegas de time há tantos anos que os conhecia como a palma da própria mão... eles eram ótimos jogadores, mas eram horríveis em entender os próprios sentimentos. nunca se deixou enganar pelos treinos interrompidos para eles discutirem, as greves de silêncio... por merlin, quando eram crianças james puxava os cabelos dela! todo mundo no mundo sabe o que isso quer dizer, menos eles, pelo visto. ❝ — mas sério, james, para de balançar a perna. você sabe que isso me tira do sério. eu não sei o motivo de você estar tão nervoso assim, qual foi?❞ — questionou, agora sim desviando o olhar do livro para olhar o primo. será que estava tão angustiado assim por causa dessa coisa tão óbvia?
quem: fred & @jsspotters
quando: 20 de setembro, tarde
onde: biblioteca
fred tinha permitido que james o acompanhasse até a biblioteca porque ele afirmou centenas de vezes que precisava fazer o trabalho de história da magia, que precisava focar, que não sei o que. pois bem, agora eles se encontravam em uma das mesas de estudo e o primo não parava de andar para lá e para cá, batendo o pé no chão, sacudindo a varinha na mão. fred olhou para o primo várias vezes com um olhar irritado, mas foi na vigésima vez que ele levantou do lugar que ele finalmente disse: ❝ — caraca, garoto, dá pra você parar quieto um segundo? tá possuído por um demônio por acaso?❞ — chamou a atenção, soltando de vez a pena e o livro que segurava. o olhar do weasley pousou na face preocupada e angustiada do primo e franziu o cenho. ❝ — o que é que tá te incomodando? porque você tá me dando nos nervos já faz quase uma hora...❞
abaixo do read more têm algumas conexões que pensei bem por alto para o fred. podemos mesclar, editar, adicionar e é completamente possível e encorajado combinar mais de uma.
ABERTAS
003. role model — MUSE 3 é um aluno mais novo que vê fred como um exemplo. em contrapartida, fred sempre tenta ser um bom exemplo e orientar ele. (f/m)
009. tutor — fred ajuda MUSE 9 a estudar e atingir boas notas, acabaram criando uma boa relação com base nisso. bônus se essa pessoa tiver um grande projeto de carreira e pedir ajuda dele. (f/m)
012. rivals — fred e MUSE 12 se odeiam. eles competem em tudo desde o primeiro dia de aula e raramente cedem, seja por notas, clubes e/ou quadribol. é uma relação de moderada hostilidade e farpas. (m)
FECHADAS
ride or die — JAMES SIRIUS e fred são melhores amigos e parceiros no crime. ele é o tico do seu teco, pinky do seu cérebro. @jsspotters
friends to enemies — fred e BENEDICT MONTAGUE sempre foram amigos, mas algum incidente específico fez com que eles se desentendessem e virassem agora inimigos. não se suportam mais. @musingwithspells
like family — SCORPIUS MALFOY não é da família de fred de verdade, mas é tão próximo dos weasley-potter que ele considera da família. então, por óbvio, ele cuida e trata essa pessoa como se fosse seu irmão/irmã. @fogocommaresia
good influence — fred percebe que SASHA WEASLEY só precisa de um empurrãozinho pra ser uma pessoa ou estudante melhor, e está sempre incentivando. @sashayweasley
crush — VERONA WAGTAILé o crush secreto de fred há anos. ele fica bem idiota ao redor dela, parece um tonto. @veewagtail
enemies to friends — LORCAN SCAMANDER era alguém com quem fred teve um desentendimento logo início de hogwarts (pode ter sido um incidente específico ou só competição). mais atualmente, no ano anterior. porém, precisaram trabalhar juntos algumas vezes e viraram amigos. @lorcscmndr
crush reverse — fred é o crush secreto de OPHELIA PARKINSON-SKEETER (como é a relação deles, combinaremos). @opheliaparkinson
neighbors — MUSE 10 e fred são amigos de infância super próximos, especialmente por serem vizinhos desde sempre. @lys2nder
the one that got away — AURORA VALCOURT foi a primeira namorada séria de fred, e eles terminaram em bons termos... sempre ficou a sensação de se questionar se fizeram a coisa certa. @inkstcin
prefect — fred e LIA SHACKLEBOLT viraram amigos em decorrência da monitoria. é uma das amizades mais tranquilas e estáveis dele, é alguém com quem ele pode desabafar e trocar figurinhas sobre responsabilidades. @shacklebolts