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@shslbetterthanyou
No need for despair, right? || POV
Poucas coisas no mundo realmente assustavam o sempre seguro Byakuya Togami. Claro que falta de classe e pobreza eram coisas que escandalizavam o loiro, mas não de realmente lhe fazer ter pesadelos a respeito. Aliás, Togami não era de ter sonhos e muito menos pesadelos. Sempre fora a epitome da perfeição e não gastava seu tempo com coisas supérfluas assim.
Mas dizer que não tinha pesadelos deixara de ser verdade aos 16 anos. Imagens confusas começaram a aparecer quando dormia. Primeiro ficara bem confuso, desacostumado com aquilo. Depois, começou a notar um padrão. Era inteligente e depois de uma semana com as mesmas imagens, parou de se importar com elas.
Ao menos na medida do possível.
Tinha um imagem difusa de um refeitório, um lugar que nunca esteve, com outras quatorze pessoas que tão pouco reconhecia, embora ao olhar para elas lhe viesse um sentimento: Desconfiança.
De que ele nunca sabia. Pareciam ter a sua idade, um bando de pobretões, nada com que se preocupar. Ainda assim, sempre havia um clima anormalmente tenso nessas imagens.
Também via uma biblioteca enorme, as vezes focando em frente a uma janela, bloqueada com ferro fundido. Aquela visão não lhe trazia pavor, embora tivesse plena noção de que estava preso naquele lugar.
A sala de julgamentos era outro lugar frequente em seu sonho. As mesmas pessoas da cafeteria, dessa vez algumas faltavam, dependendo do dia. Mas não se importava tanto com elas quanto se importava com o ridículo urso de pelúcia que se sentava numa cadeira afastada, observando tudo. Sentia ódio dele e não sabia porque. Ele ficava lá, observando-os, jogando seus joguinhos psicológicos, testando-os e levando-os ao limite para o seu próprio deleite. Se mantinha numa posição de poder sore eles, não só pela cadeira especial que lhe permitia ver tudo. No sonho, sempre sabia que ele era o culpado de tudo e que se fazia parecer a autoridade absoluta. E Togami particularmente detestava autoridade, quando não era a dele. Ainda mais vinda de um brinquedo de pelúcia. No sonho, sempre tinha certeza absoluta de que havia alguém muito maior e mais importante por trás daquela piada de mau gosto e isso lhe trazia estranhamente uma sensação de conforto.
E ainda sonhava que o maldito urso falava, numa voz fina e infantil, vindo de algum programa para crianças de quinta categoria e baixo orçamento, com certeza.
As vezes, ouvia o que deveria ser um discurso do tal urso, embora parecesse desconexo com qualquer uma das cenas:
“Muito bem, eu gostaria de começar a cerimônia de abertura que vocês lembrarão a vida toda! Para começar, tenho uma afirmação a fazer sobre a vida escolar de vocês, bastardos... Eh--- Vocês, bastardos, são certamente gênios transbordando de talento. Vocês trazem esperança a esse mundo! E para preservar e guardar a esperança do mundo... Vocês vão viver uma vida comunitária daqui para frente, dentro das quatro paredes dessa escola! Espero que todos respeitem um ao outro e mantenham a ordem! Eh--- Em adição... Sobre a duração de suas vidas comunitárias... Ela será para sempre! Em outras palavras, vocês viverão aqui a sua vida inteira! Essa é a vida escolar para a qual vocês se inscreveram, bastardos!”
Os pesadelos - ou imagens, não gostava do termo pesadelo já que nem os classificava como amedrontadores, apenas irritantes - não pararam desde então. Chegara num ponto em que mal reparava neles e faziam até parte de sua rotina.
Mas essa noite, alguma coisa diferente aconteceu.
Estava novamente naquela cantina. Não eram quatorze pessoas no local, mas apenas sete. Não sentia mais tanta desconfiança ao olhar a maioria dos rostos desconhecidos, mas não sabia descrever exatamente o que sentia. De repente, seu olhar parou na pessoa mais alta do grupo. Poderia te-la confundido com um homem, se não tivesse rapidamente reconhecido essa pessoa.
Sakura Oogami. Sua atual companheira de turma. A única da roda a quem tinha graves sentimentos de desconfiança e que por alguma razão, se sentia traído por algo que ela supostamente teria feito.
...
Acordou no mesmo instante, sentando de supetão, pela primeira vez levantando assutado em plena madrugada. Olhou ao redor, ofegante. Não sabia porque tinha se agitado tanto. Era normal... O seu subconsciente tinha formado aquela imagem, juntado uma colega de turma com quem tinha um relacionamento cordial, no máximo, com seus estranhos pesadelos rotineiros.
Ainda sim, o sentimento de desconfiança e traição não passara.
Mas de onde eles vinham?
Voltou a se deitar. Era só uma imagem idiota. Era óbvio que era nada demais. Não havia outra explicação para aquilo se não uma piada do seu cérebro.
Ainda sim, não tinha mais tanta certeza de como trataria Sakura na escola daqui para frente.
Isso se chama inveja.
Você é o que então, fadinha pomposa? Um rei? Desculpe, mas só existem monarquias em poucos países e esse daqui não é um deles.
Mais importante que um, provavelmente. Mas não espero que alguém tão da ralé vá reconhecer minha influência e importância.
É uma pena que seja tão ignorante.
Eu não preciso disso, já que não sou uma fadinha pomposa.
Fadinha----- Que seja, não vou me estressar.
Você não passa de um plebeu mesmo, não sei porque estou me dando ao trabalho de manter uma conversa. Vai dar a impressão de que eu me importo e isso seria um grave engano.
Então é melhor aprender a manter a boca fechada.
Uma lição que pelo visto você ainda não aprendeu.
Você está querendo comprar uma briga, não está?
Compro muitas coisas, mas não briga.
Não foi ofensivo. Se eu quisesse realmente te ofender, teria dito muitas outras coisas.
Ótimo, não queira fazer algo que você não vai conseguir. Vai ser ruim para a sua auto estima.
Acho melhor não. Você pode rir igual uma hiena parindo um hipopótamo.
Prefiro não imaginar esse som.
Se achou isso ofensivo, deveria rever seus conceitos. Deve funcionar com a sua gente, mas não comigo.
Eu posso ser mais rico que você, idiota.
Eu riria dessa frase, mas não estou com vontade então apenas imagine que eu ri.
Que?!
É claro que eu tenho dinheiro para comer, bastardo! Tá achando que eu sou o que?
Pobre? Falido? Miserável? Plebeu? Escolha o termo que for de sua maior conveniência.
Você tem cara de ladrão de tomates.
Por favor, eu jamais me rebaixaria a ladrão de frutas. Além do que eu sou uma pessoa altruísta. Está óbvio que você mal tem dinheiro para comer, não vou tirar sua talvez unica refeição do mês, não tenho interesse nisso.
“O que você está fazendo em uma área particular?”
Nenhuma área é restrita para mim. Eu que deveria te perguntar o que você está fazendo aqui. Mas para isso eu teria que me importar com a sua presença e no momento estou bem decidido a ignorá-la.
Eu realmente espero que não esteja perguntando isso pra mim.
→ Welcome to Tokyo
Nome: Togami Byakuya.
Idade: 18 anos.
Origens: Tóquio, Japão.
Ocupação: Estudante do ensino médio.
→ The Road so Far
Passado: Byakuya nasceu na riquíssima família Togami, filho de umas das quinze mulheres de alta classe sortudas o suficiente para poder gerar um possível herdeiro da família. Os Togami são uma família antiguíssima, influente desde épocas antigas, donas do maior império empresarial japonês - a Togami Corporation - além de ter ações em praticamente todos os investimentos que importam no mundo.
É costume em sua linhagem que o chefe da família não se case, mas tenha filhos com todas as mulheres de alta classe que puder. Esses filhos então, disputam entre si e apenas o melhor pode ser chamado de Togami. Os outros são exilados - ou como o próprio Byakuya diz, condenados a morte, pois não há nada pior do que o fracasso e ser banido da família.
Apesar da pouca idade e de ser o mais novo de quinze irmãos e irmãs, Byakuya foi aquele que se sobressaiu e é atualmente o único herdeiro reconhecido da família. Foi um fato histórico, nunca o caçula tinha conseguido superar todos os outros antes. Por isso, tem mais orgulho em ser chamado pelo sobrenome do que pelo primeiro nome.
Como herdeiro oficial porém, não sossegou, sempre querendo ser o melhor que todos. Já ajudou algumas vezes na empresa, conquistando seus primeiros milhões e só estudou em escolas exclusivas. Iria cursar ensino médio na exclusivíssima Hope Peak’s Academy, para onde fora convidado por ser o melhor em sua área, mas a escola misteriosamente faliu antes que pudesse se matricular. Não se abalou, julgando que existiam melhores e por pouco não fora estudar em outro país, mas seu pai preferiu que estivesse por perto, já tendo planos definitivos para ele na corporação.
Sendo assim, Togami estuda no colégio de Tóquio, enquanto espera sua grande oportunidade de assumir a companhia.
Planos para o futuro: Assumir a Togami Corporation e fazer do seu nome uma lenda dentro da família. Se sente privilegiado de ser um Togami e também um merecedor, é claro. Quer ganhar muito dinheiro e ter muitos filhos que sejam tão capazes quanto ele e que continuem honrando a linhagem. Nunca pensou em planejar nada que não estivesse dentro das próprias expectativas familiares, já que não vê o que pode ser mais importante do que fortuna e prestígio.
→ He has feelings
Medos: Quando era muito pequeno, Byakuya tinha medo de falhar, mas desde então, sua confiança em si foi crescendo, a tal ponto que acha impossível que cometa erros. Costuma dizer que medo não faz parte do seu vocabulário, mas isso não é uma verdade absoluta. Tem medo de se apegar a algo não material e acabar prejudicando seus próprios planos por isso. Não quer abrir mão de nada por casa de outrem e por isso prefere se fechar do que manter contatos que não sejam por interesse.
Desejos: Seu maior desejo e continuar no topo. Se esforçou para chegar onde chegou e acredita que é superior a todo o resto por isso. Quer ter seu nome lembrado, como um dos mais nobres e exemplares chefes da família Togami. E acredita que está bem perto disso, na verdade.
Talentos e Passatempo: Togami, como o herdeiro oficial da família, tem uma variedade de talentos. Sabe falar diversas línguas, conhece os mais diversos assuntos, é versado em etiqueta, música clássica (sabe tocar piano e violino) e pratica alguns esportes considerados da mais alta classe - como hipismo e esgrima. Além disso, sabe dança de salão, diplomacia, pensamento lógico, moda, tudo para alcançar o topo do topo. Como passatempo pessoal, gosta bastante de ler e prefere livros a pessoas.
→ This is Byakuya:
✔ Inteligente ✘ Arrogante
✔ Racional ✘Prepotente
✔ Culto ✘ Manipulador
Dizem que se parece muito com o Sterling Knight, mas na verdade é o Byakuya Togami, de Dangan Ronpa. E, para o seu azar, está fechado.