3 anos depois
O tempo passa. A gente muda. As angústias se movimentam, vão embora ou se tornam outros sentimentos. Lá se foram três anos que comecei a desabafar aqui e quase dois que deixei de escrever sobre mim. Eu havia desistido de encontrar a leveza, por acreditar que ela estava relacionada apenas ao meu corpo físico.
Nesses três anos, eu descobri que a cabeça, o coração e alma precisam de leveza muto mais do que corpo. Foi preciso amadurecer. E, posso dizer, que isso aconteceu por que eu desisti de tentar ser leve sozinha. Reconheci que precisava mudar e a ajuda profissional seria bem-vinda.
O foco era: “hora de me fortalecer”. É aí que entra a Kênia. A princípio, minha fonte da área de Psicologia no tempo de redação da Revista Saúde Vale do Aço. A afinidade que eu tive com ela para apurar e escrever matérias sobre comportamento pesaram bastante na hora de buscar ajuda profissional. Há exatos dois anos e meio sou sua paciente e caminho minuciosamente em um processo terapêutico.
Tantas feridas abertas, quantas soluções internas, milhões de perguntas respondidas, fichas caindo, habilidades e fraquezas reconhecidas. Mudanças, quantas mudanças. Cada dia a peça de um quebra-cabeça aparece. Aos poucos, tudo vai se encaixando e eu vou assumindo o controle.
E a leveza? Essa eu esbarro com ela quase todo dia, às vezes, todos os dias. A qualquer hora, a qualquer momento, quando menos espero. Ela não está na balança com números decrescendo ou na calça 42. Por que isso é resultado de processo que alia o bem-estar à dedicação, coisa que estou descobrindo como fazer.
Um coisa é certa: não existe meio pra encontrar a leveza se não for pelo sentimento. Vem por algo que fazemos e realmente traga prazer, ou falando claramente o que nos incomoda, também impondo limites para os outros, nos protegendo ou a quem a gente ama. Ser leve é ser feliz. E a felicidade está bem aqui dentro <3, onde ninguém pode ver, mas basta olhar pra dentro, pra podermos sentir.












