Ruim é você se esforçar pra se importar menos quando já percebeu que não existe reciprocidade, mas a sua empatia exagerada é o obstáculo.
— O Estrangeiro

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@simeusouumcaos
Ruim é você se esforçar pra se importar menos quando já percebeu que não existe reciprocidade, mas a sua empatia exagerada é o obstáculo.
— O Estrangeiro
Queria ter a casca grossa mas sou tão sensível, tão quebrável.
Se você pensar bem, ficar duas horas no cinema para assistir a um filme pode ser terrível. E sentar retinha na cadeira do restaurante para fazer alguém gostar de você? E o nariz, a gente tem nariz, entende? Somos meio alaranjados e temos nariz. Nariz é estranho de doer, não é? E o plural de “nariz”, não te causa nada?
(Tati)
Sempre tensa e não à vontade. Sempre querendo voltar para algum lugar seguro e tranquilo. Tem remédio para medo de banquinho giratório?
(Tati)
Está vendo? Coisa demais para pensar, coisa demais para lidar. Seis intermináveis anos em Marte, em carne viva, correndo o risco de travarem meu carro, travarem a estrada, travarem minha saída com frases como “fica aí, doida”. Como se faz para ir a qualquer lugar sem achar isso gigantescamente insuportável? Sem ficar cansada antes mesmo de ir?
(Tati Bernardi)
Quem tem muito medo de se desintegrar, sofre também de perseguições pretensiosas como “e se todos estiverem falando de mim?”. Daí o pânico. O pânico é essa interseção entre a certeza absoluta de que você não importa nada para o mundo e a certeza absoluta de que todos estão comentando o fato de você não impor- tar nada para o mundo. Um medo do palco lotado, só que todos estão te assistindo pelas costas.
(Tati)
“Fui checar que horas são e no meu relógio está marcando que é hora de focar em mim”.
(Tati)
“A vida é complicada. A vida é complicada justamente porque nós mulheres romantizamos tudo, ou quase tudo. Ou justamente o que não deveríamos.” (Tati)
Mas hoje eu tenho certeza: as madrugadas foram feitas pra pensar, não pra dormir.
eu sou uma galáxia, meu bem. e apesar de cada galáxia ter as suas particularidades, todos elas são caóticas. você deveria saber disso.
m.
eu deito no travesseiro e busco pensar em nada. o quão difícil é pensar em nada? sequer sei como fazer isso acontecer, embora seja o meu objetivo. coloco música pra ouvir, pra conversar comigo, conversas que desconheço as perguntas, mas as palavras bonitas das canções mpb respondem a elas, não todas. tenho tantas questões. a pergunta que mais orbita meus pensamentos no escuro é: por que eu sou assim? e você me perguntaria: assim como? e eu não saberia responder. é uma descrição inefável. eu sou inefável. parece poético, não é? mas não uma poesia linda e sentimental. queria ser uma poesia linda e sentimental. porém sou o pensamento pré-poesia, aquela confusão de palavras que querem descrever algo e não conseguem, e quando alcança a poesia já deixou de ser a confusão de palavras. é isso que sou, a confusão de palavras que nunca chega a ser poesia, quando a poesia surge já não é mais eu. estou estabilizada nessa pré-poesia e esse estado queima meu peito, sufoca minha garganta e esgota, esgota as forças que por vezes finjo que existem. eu sou boa em fingir, sou boa em fingir ser tudo aquilo que eu queria ser, mas quando deito no travesseiro e me pergunto "por que eu sou assim?", tudo que sei é que não sou tudo aquilo que finjo ser. e, apesar de fingir, eu sei exatamente o que eu sou.