Sonhava, antes, com este momento como a eternização do atingir da meta de espera: os olhos azuis espelhando o mar de luz que me aconchega no aroma ébrio mas reconfortante dos louros cabelos, todos teus. Nunca podia, de todo, pensar que seria, porém, assim: passar a soleira da porta do descanso sentindo-me (não somente emocionalmente) completo. Na racionalidade de querer tão bem sem a asfixia do bem querer a liberdade de só querer amar e assim talhar toda a possibilidade de sofrer do ser que se ergue em nós. Cheiro os dias nos traços de ti como memórias que – ainda – não existindo esperam ser-se a si mesmas (mesmo que não na imediação do diário acontecer). Será sonho ou idealização do amanhã? Concordaria na resposta de “desejar o presente e assim o ver nele”. Gostar de ti não é gostar dos cabelos leves e soltos ao vento ou dos olhos tímidos que escondem a imensidão, protegendo-os do seu próprio lobo: a insegurança de te veres como não és e sem te merecer. Gostar de ti é poder ter nisso a confortabilidade de não querer falhar, mesmo que o faça, eventualmente. Gostar de ti é sentir repleto o desejo ao sentir que a dúvida de ti próprio não é vista tanto como verdade e a minha certeza na segurança das tuas qualidades é absorvida como parte do que é: de quem és. Amar-te é tudo isso sabendo e sentido que, na igualdade, posso sentir sem sofrer o revés de perder a serenidade e de poder deter a presença na tua identidade da minha existência na nossa igualdade. I love you so much that the slightest image of loosing your presence feels like the ghost I wish never to encounter (the loneliness of not being equal in the reciprocous and conscious processo of living).
7/9/2016










