maria Ă© afilha do meio dos bittencourt. seu irmĂŁo mais velho sempre pareceu ter a beleza da famĂlia. a mais nova, ficou com a inteligĂȘncia e ela... bem, com o mau humor e alguns problemas ao longo da adolescĂȘncia. mareu veio apĂłs sete anos de seus pais terem tido o mais velho e por conta da idade um pouco mais avançada de sua mĂŁe, aos trinta e oito, acharam que ela seria a Ășltima. cinco anos depois, outra surpresa, mais uma menina. o que deveria ser uma gravidez para unir a famĂlia, trouxe um pouco de transtorno, visto que sua mĂŁe precisava de cuidados redobrados. e uma criança de cinco anos nĂŁo compreende a complexidade de uma gravidez tardia. por ser muito energĂ©tica quando mais nova, a menina começou a ser regrada em ver a mĂŁe, que passava o dia no quarto em repouso e de algum modo, aquilo criou uma barreira entre elas - talvez mais pela parte de maria do que da progenitora. quando a pequena nasceu, era nĂtido o ciĂșme que ela sentia da irmĂŁ, mesmo que nĂŁo fosse intencional. os pais ficaram preocupados e colocaram-na em um acompanhamento, com medo de que isso pudesse se tornar algo mais grave. a partir dali, ela começou a ficar reclusa e mais fechada com a famĂlia e se parecia se entreter mais com os instrumentos musicais de seu pai - que viu na filha um potencial de futura musicista, talvez. sua adolescĂȘncia foi cercada de regras e como uma boa encrenqueira, ela gostava de quebrar todas, incluindo sair de casa escondida, beber antes de maioridade aprontar pequenos delitos - que por sorte, seu pai sempre a livrava. a mĂŁe, por outro lado, era extremamente rĂgida com mareu e isso a fez criar um certo atrito entre elas. mesmo os pais nunca tendo colocado muita expectativa sobre mareu, ela se formou com honras em gestĂŁo de negĂłcios e foi seguir a sua paixĂŁo, trabalhar com mĂșsica.