BILL CIPHER | QUALQUER PRONOME (usa masculinos para si mesmo) | AGÊNERO
• Ponto no Canon: Teraprisma
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Vocês viram BILL CIPHER , de GRAVITY FALLS, pelas ruas da cidade? Nem me lembrava que se parecia tanto com CRIS CASTRILLON no auge de seus QUARENTA E CINCO anos. Apesar de ser natural de BLACKVAIL, pode ser encontrado em MONTCLAIR agora, trabalhando como PIANISTA E COMPOSITOR. Dizem que ele é MANIPULADOR E CRUEL, o que não exclui o fato de também ser CARISMÁTICO E CRIATIVO.
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O DEMÔNIO DOS SONHOS MAIS PODEROSO DO MULTIVERSO...
... No momento só pode te oferecer um solo de piano. Sem poderes, o Bill dessa realidade não parece mais que um humano normal. Claro, ele meio que parece muito mais novo do que deveria ser... Mas vai ver que são apenas genes muito, muito bons, sabe?
Bill vive em Montclair, e se você perguntar ele te dirá que nasceu numa família rica de muitas posses e desde cedo mostrou aptidão para a música. Seus pais eram distantes (físico e emocionalmente), cresceu cercado de arte e professores particulares e hoje tem uma carreira de prestígio, com composições famosas e muitos concertos solo. Muitos dizem que Bill é... Excêntrico. E nem sempre agradável. Mas tudo bem, artistas costumam ser um pouco estranhos mesmo.
O OLHO QUE TUDO VÊ...
... Não vê mais nada. Literalmente. Se na sua vida original, Bill via além do que outros de sua espécie, aqui Bill nasceu cego.
Independente de qual distrito esteja, é normal ver Bill por aí com sua bengala para ajudar a se guiar. A cegueira não é nenhuma questão para ele, pelo menos, é o que parece. Costuma fazer piadas com o assunto.
Com o encerramento do plot da rainha, droppei interações nos meus chars que se baseavam muito nesse plot point. O que quer dizer que QUERO THREADS NOVAS!!!
Responda com 🔺 + um distrito para um starter com o Bill
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OU se você participou do askgame, me mande o link de uma interação para eu transformar em thread! <3
Acordar com sensações que permaneciam ainda por uma parte do dia não era uma experiência incomum. Gostos, sensações, aromas, texturas, essas eram coisas comuns de sonhar para Bill. Cego desde o nascimento, seus sonhos não costumavam conter imagens.
Por isso, mesmo ao acordar naquela semana com uma lembrança de um gosto estranho, não achou nada demais. Nem prestava atenção aos sonhos, na verdade. Poucas vezes se lembrava deles e não via muito porque se incomodar em tentar lembrar. Tinha muito o que fazer. Se acordou com uma sensação estranha, devia ser só alguma lembrança de algo dos últimos quarenta e cinco anos que simplesmente tinha esquecido que já viveu. O mundo é mesmo cheio de impressões e sons e cheiros diferentes e ele era uma pessoa vivida.
Então, não reconheceu os sinais de algo estranho vindo e nem acompanhou de perto as sensações daquela semana.
Para ele, a memória chegou sem aviso, montando um quebra cabeça com peças que ele nem sabia que já tinha em mãos.
Começou com imagens. Imagens claras. Um copo, um canudo engraçado, daqueles que dão voltas e mais voltas. Um gosto amargo, mas disfarçado com algo excessivamente doce.
"Mamãe, eu não quero mais tomar esse remédio... É ruim. Meu olho dói." Choramingou. Reconhecia a própria voz de quando era criança, mas ao mesmo tempo tinha algo estranho... Alguma coisa fundamentalmente diferente.
"Billy, querido... É para o seu bem." A voz de sua mãe. Mas não a que conhecia. Outra. (Uma sensação de aperto no peito, saudades, e uma vontade de gritar não sabia porque.)
Começou a processar melhor os seus arredores. Tudo era... 2D. Não tinha como explicar isso de maneira diferente. O copo. Suas mãos. Sua mãe.
Um triângulo... Um triângulo azul. Essa era sua mãe. E então um triângulo vermelho. Ele sabia quem era esse também. Pai.
"Ei, campeão, escute sua mãe. O médico que receitou, eu sei que o gosto não é bom, mas vai te fazer bem. Só precisa por mais um tempo tá bom? Você vai ficar melhor."
De repente entendeu o que tinha de errado. O idioma. Ele entendia perfeitamente, mas não era a língua que falava todos os dias.
Bill nem era o seu nome... Era só... Uma tradução aproximada de---
Seu olho ardia (singular??). A visão escurecia nos cantos. É verdade. Não era assim, enxergar. Tinha algo de errado.
O remédio... Seu pai falou de um médico, não é? Mas o que ele tinha... ? O que era... ?
As estrelas! Ele via as estrelas! O universo inteiro, planetas, galáxias, tanta coisa diferente, tanta coisa linda! Se seus pais simplesmente se virassem---
Uma nova onda de náusea, sua perspectiva ajustada de novo. 2D. O mundo todo era 2D! Seus pais não viam além de largura e comprimento. Não que isso fizesse sentido para uma criança, não ainda. Mas instintivamente percebia que os olhos de todo mundo eram voltados numa direção diferente.
Ele... Não estava doente. Não era uma doença. Eles não entendiam, mas as estrelas eram reais. Tinha muito mais no mundo do que os euclydianos achavam.
Acordou de supetão, enjoado, um clarão de luz atrás dos olhos e dor de cabeça. Mal deu tempo de se sentar e colocou pra fora apenas bile, o estômago ainda vazio. Tudo parecia girar, como se seu cérebro quisesse se acomodar a uma nova perspectiva. Tentou se agarrar aos detalhes do sonho, parecia que tinha mais que ele conseguiria lembrar, mas assim como veio, aquilo tudo se afastara. Tocou o próprio corpo, que de repente lhe parecia estranho. Como se não fosse seu.
Como... Como o cérebro dele tinha produzido tudo aquilo...?
Se esticou até a mesinha de cabeceira, agarrando um sino e tocando, esperando que algum funcionário viesse lhe ajudar.
Ainda estava confuso e sem saber o que pensar, mas de repente, uma risada o surpreendeu, mesmo vindo dele mesmo. Gargalhou, mesmo sem saber o porquê.
Quando finalmente sua governanta chegou para ajudá-lo, tudo que conseguiu falar entre risadas era uma frase completamente sem sentido.
"Ah, muito obrigado!" Nathan gritou, se segurando em seu skate, sentindo o objeto balançar, talvez perdendo um pouco a força. Nathan não ia morrer, certo? Claro que não, certo?
Nathan sentia uma gota de suor descer pela sua testa. "Não, não, por aí não!" Ele gritou para o outro apontando com o pé para a janela, ainda não reparando nas condições da pessoa do outro lado. "É do outro lado, amigo!" Gritou novamnete.
Reparou que o mesmo tateava pela janela e reparou. Meu deus, o cara não enxergava. Era hoje que Nathan ia morrer, pensou para si mesmo. E por um segundo, quando já tinha rezado algumas vezes, o skate já jorrando fumaça pelo jato, ele reparou que o outro abriu a janela, e ele pulou quase de imediato.
Retornando para a janela apenas para pegar o skate que quase caiu. "Eita, obrigado!" Ele disse, se aproximando para dar um abraço com apenas um braço depois voltando. "Meu deus, eu quase morri lá. Não ia ser legal mesmo."
Eca! pensou enquanto recebia o abraço, mas manteve-se com um sorriso (nervoso) e fingiu estar tudo bem. Deu até umas batidinhas nas costas do outro, já que provavelmente era a reação esperada. "Ah, com certeza, seria péssimo! Você teve muita sorte, perdão pela demora em abrir, eu realmente queria muito te ajudar, mas sabe como é." No caso, ele só queria o caos mesmo. Mas ninguém precisava saber disso.
"Mas... Afinal... O que você fazia na janela? Não sei se é exatamente comum gente voando por aqui. E seja descritivo na sua história, sim?" Declarou e puxou logo uma cadeira para se sentar elegantemente de pernas cruzadas. "Me entretenha." Gesticulou para o outro começar. Salvar uma vida tinha que vir com algum benefício, afinal.
"Uma celebridade? Eu sinto em te dizer que não me lembro de você. Mas não costumo me manter atualizado quanto aos tabloides de… Onde quer que você venha, Sr. Alien. Será que até a saída descubro seu nome?"
Não conseguia evitar de rir junto do outro, o estranho da situação tornando tudo ainda mais interessante. Os dedos que ainda são segurados se remexem entre o desconforto e o sentir de volta um toque que raramente permite a outra pessoa. E por mais inquietante que a proximidade seja para si, é perfeitamente compreensível alguém cego precisar disso para conversar no meio de uma multidão que se demora a diluir. Ele está me…? Bom, outros sentidos são aguçados na sua condição. Faz todo sentido. Uma pena que não tenha tido tempo nem de trocar as roupas da longa viagem.
"Não sei se conhece bem esse nosso planeta, mas venho de NeoNexus e… E estou aproveitando um afastamento de duas semanas para conduzir a pesquisa de campo que preciso. Nada mais justo, não? Pelo menos isso."
A voz grave volta ao tom sério, beirando a irritação, ecoando alta agora que se afastaram do epicentro dos fogos. Suspira, não se sabe de alívio de estar longe de tantas pessoas ou de uma frustração implícita na postura e nas palavras.
"Não se preocupe! Eu sei que meu ramo é mais importante em Montclair! Que é de onde eu venho, inclusive. Eu sou musicista, toco piano principalmente."
Oferece uma das mãos, mostrando os dedos longos. "Todos adoram me elogiar dizendo que eu tenho mãos de pianista, mas isso é bem redundante, né? Eu de fato toco piano, seriam mãos de quê?" Mais um risinho frouxo, completamente a vontade com a companhia. Não que isso fosse incomum. Bill priorizava sempre seu próprio conforto e gostava de ouvir o som da própria voz, mas era um pouco mais raro que se interessasse por alguém sem ser com a intenção de se dar bem; E o homem tinha um cheiro forte, o que, para Bill, era algo bastante agradável.
"Um pesquisador! Fascinante! Bem que achei que você parecia mesmo o tipo inteligente. Pobre de mim, sou só um músico, vivo tão distante das tecnologias incríveis de Neonexus." A bajulação era tanto para tentar alegrar o homem como só uma forma de interagir. Falsa bajulação sempre funcionava para manter os outros falando. "Me fale mais da sua pesquisa, duvido que eu entenda algo, mas adoraria saber mais."
sergei bebia o hidromel com uma calma que não lhe pertencia, os olhos encarando muse desde a sua entrada na taverna, sem qualquer resquício de discrição. levantou-se então, sentando na cadeira vazia ao lado da pessoa que havia sido contratado para capturar. "eu sempre acho curioso quando pagam muito ouro pra encontrar alguém." iniciou, sem tirar os olhos de sua nova companhia. seus braços foram cruzados em frente ao peito, relaxado, pois não via necessidade de deixar nenhuma de suas armas a mostra. "então, por que querem tanto suas mãos amarradas?"
Bill não era do tipo que gostava de ser pego de surpresa, então mesmo quando era, suas reações eram mínimas. Apenas sentou-se mais ereto na cadeira, mas logo se forçou a relaxar novamente, mesmo após ouvir o porquê de ter companhia.
"Muito ouro, é? O que posso dizer, eu realmente valho bastante." Sorriu, despreocupado. "Bom, presumo que odeiam ver deficientes de gênero indefinido vencendo. Ou talvez eu tenha trapaceado num joguinho bobo. Mas a culpa foi toda deles de acharem que só porque eu não vejo que eu não tenho meus truques." Deu de ombros.
Fidderford estava sentado no balcão de sua loja de brinquedos, esculturas de animais em madeira e caixinhas de música artesanais enchiam as prateleiras, cada peça feito á mão. Palhaços, cavalos, cubos mágicos e todo o tipo de brinquedo que encheria os olhos de uma criança.
Todo o seu cenário não se encaixava com a vizinhança agitada de Veridian, o barulho dos carros parecia querer invadir o lugar, fazendo o homem duvidar se a loja era uma boa ideia.
Entrou batendo a bengala - na verdade, a bengala de madeira tinha se transformado numa guia de cego convencional - no chão, sem ligar exatamente onde estava batendo. Não gostava muito de visitar essas lojinhas de distritos que não conhecia, nunca sabia no que poderia pisar ou se sequer havia acessibilidade. E um Bill levemente irritado era um Bill que descontava isso em qualquer coisa.
"Essa é a tal loja de brinquedos? Aqui tem caixinhas de música?" Já perguntou meio impaciente.
com: @somesvnnyday
onde: grand theather, montclair.
Era a intermissão de um espetáculo. Havia sido convidado para os fundos, alguns de seus alunos haviam se apresentado no ballet no grande espetáculo e Nicolas não perderia essas oportunidade de prestigiar os pequenos. Apenas o sorriso ao ver o diretor sentado valeu a pena mais que tudo. Porém North tinha coisas a se tratar no lugar. Enquanto caminhava pelos fundos, um relance de um tecido suave pairou pelo canto de seus olhos. Respirou fundo. Não estava em serviço. Não precisava fazer nada disso.
Nicolas deu a volta. Ao ver Bill entrar no camarim, seus pés pairaram na porta. O outro havia performado logo antes da perfomance de seus alunos, então porque não dar uma visita no camarim de um velho… colega. amigo? Nicolas não conseguia nem pensar em uma mentira.
"Grande espetáculo, porque não me surpreendo que você esteja envolvido nisso tudo?" Ele disse, se inclinando sobre a parede.
Sentou na luxuosa cadeira do seu camarim e pegou um lenço bordado com suas iniciais para secar o suor da apresentação. Não se virou assim que ouviu a voz, apenas sorriu perigosamente antes de virar com uma expressão mais branda e falsamente confusa.
"Ah, será que eu reconheço essa voz? Veio me trazer flores? Gosto quando me trazem flores depois do espetáculo!" Gesticulou para o lado, mostrando alguns dos buquês que recebera.
"Eu sempre estou envolvido quando o assunto é boa arte." Uma gargalhada. "Veio ver os pequenos? Que fofo."
"Deixe-me ver, preciso de batatas, um pedaço de carne de porco e temperos para- par-"
Seus devaneios em voz alta são interrompidos por um alto espirro. Seguido de outro. Olha ao redor, encabulado, erguendo a mão como se para afastar as pessoas enquanto coloca a mão no bolso e--
"Ah não!" vira o bolso do avesso e depois começa a olhar para o chão, em volta de si. "Não, não, não acredito que perdi meu lenço!"
"Espirrar e não ter nem um lenço? Que horror, que falta de educação e decoro, um verdadeiro absurdo! Imagine, alguém desse distrito sair com apenas UM LENÇO e ainda o perdê-lo! Indesculpável!"
Falou tudo da forma mais dramática possível, cobrindo a boca com a mão (o que efetivamente tapava o sorriso frouxo enquanto fazia seu discurso).
"Ainda bem que não posso vê-lo, imagino o catarro no seu rosto escorrendo!"
≻ is your muse an optimist , realist, or pessimist ?
zodiac headcanons
Entre o copo meio cheio ou meio vazio, Bill derruba o copo. Ele não é de se prender muito em expectativas, só em como as situações podem beneficiar ele. No fundo, dá para se dizer que ele é otimista, porque sempre tem certeza que tudo de melhor vai acontecer com ele e tudo de péssimo vai acontecer com todo mundo.
Este MALUCO, PIRADO, DOIDÃO--- mesmo nessa realidade tem gostos peculiares. Tecnicamente ele nunca viu nada, mas na imaginação dele o que é lindo são coisas estranhas. Dentes, por exemplo. Se você tem os 32 dentes na boca, você já é até mais bonito. SE TIVER MAIS VOCÊ É MARAVILHOSO!!! Não que ele de fato não goste de música e arte normal, mas no geral você não vai ver ele tendo uma reação forte a coisas assim. Não é à toa que nessa interação ele ficou tão feliz com os seis dedos do Ford. Isso, sim, é beleza!
Ah, e ele gosta de estrelas também. Estrelas e música são as únicas coisas que fazem ele reagir de forma comedidamente normal.
Mal sentiu a inércia de quando pararam, e como poderia prestar atenção em outra coisa além dos dedos percorrendo o seu adicional, além da clara percepção daquilo que o tornava o ponto fora da curva, o outlier entre todos os outros? Por instinto, tenta afastar a mão o mais rápido que pode para esconder no bolso do casaco escuro.
"Não me t-- O humano mais interessante…?"
Mas não desconecta os dedos do outro mesmo assim, por mais que todos os nervos sob a pele gritassem por isso. Não poderia, não com a frase curiosa que o intrigava, não com o interesse sincero iluminando o outro, da alegria que não parecia ser em humilhar. Não estava acostumado com isso, nunca testemunhou tal reação quanto a si mesmo. Já sim, pensou, mas o pequeno pinheiro azul e a estrela cadente colorida borrados na própria mente não estavam o ajudando a saber como reagir de qualquer forma.
Respira fundo, limpa a garganta. Numa voz surpreendentemente calma, surpreendentemente contente, um sorriso na leve ironia do tom, chama o outro ao movimento novamente.
"Te deixarei explorar novas formas de vida, Sr. Alien, só… Vamos para a saída, sim? Eu realmente preciso descobrir como voltar para casa o mais rápido possível. Ou onde ficar até os barcos partirem."
"Alien? HA!" Gargalhou exageradamente, e sentia as bochechas doerem como se nem reconhecessem mais um sentimento verdadeiro. Não sabia porque se sentiu tão bem sendo chamado de alien, mas parecia ótimo que aquele homem tão único também soubesse que ele era esquisito.
"Certo, certo, você tem razão!" Voltou a andar e se segurou no braço do outro, mas não quis soltar a mão que ainda segurava. Tinha alguma coisa acontecendo ali e para alguém acostumado a reações falsas e relacionamentos de fachada, isso significava muito para ele.
Acompanhou o outro num certo silêncio, mas com o rosto voltado para ele e mais perto do que realmente precisava. Das duas uma: ou ele realmente não estava ciente da distância entre eles, ou estava tentando cheirar o homem. Talvez até mesmo as outras opções.
"De onde você vem? Não acredito que nunca nos esbarramos antes. Eu sou uma celebridade no meu distrito, é claro, mas gosto de fazer contatos."
"Você faria isso?" Glinda colocou uma das mãos em frente à boca para soltar uma risadinha divertida. Não gostava de pensar no amigo sumindo, já que era uma de suas amizades mais próximas, mas ainda era engraçado o jeito que Bill falava. Isso, ou talvez Glinda ainda estivesse rindo de tudo por conta da bebedeira da noite. "Bem, eu espero que me avise antes. Eu vou garantir que todos criem teorias macabras sobre o seu sumiço." Ela brincou também, recostando-se na mesa que antes havia jogado suas lágrimas. Observou os arredores da praia, soltando um suspiro ao notar que ainda havia muita gente para ser questionada pelos investigadores. "Será que deixam a gente sair da praia para dar uma volta em Elyseon? Não podem nos manter aqui... Eu já dei meu testemunho." Um que foi muito bem detalhado, à propósito! Mas agora sua preocupação estava sendo o fato de estar entediada. Pelo menos Elyseon tinha muitos estabelecimentos adoráveis.
"Claro que aviso! Qual seria a graça se eu não incluísse a minha musa na diversão?" Disse rindo da adição dela.
"Uhm..." Pensou sobre a pergunta dela. Na verdade, não tinha dado depoimento nenhum e nem se preocupava em dar. Literalmente não tinha visto nada, hehe. Isso e por que adoraria ser suspeito. Só por ser mesmo. "Eles disseram que não podemos sair de Elyseon, mas não da praia exatamente, eu acho." Ofereceu uma mão a ela. "Nada tema. Vamos passear e se nos pararem, me comprometo a inventar uma bela desculpa que nos tirará de qualquer encrenca. Basta confiar em mim e você confia, certo?" Perguntou, só para ouvir a resposta positiva que tinha certeza que ela daria.
Nate estava caindo em desespero por entre prédios. Você deve esta se perguntando como eu acabei nessa situação, pensou ele.
Nathan odiava fazer entregas em prédios altos em neonexus, esperar o elevador que demorava e encontrar pessoas que forçavam ele a subir as escadas era sempre um grande problema para o jovem. As pessoas exigiam de diversas formas que já que tinham pagado ele precisava sim subir até o 200º andar para entregar pancakes. Porém dessa vez ele teve uma idéia.
Nathan tinha um sorriso no rosto quando subia por entre os prédios com seu skate voador, nunca havia o usado em serviço, não sabia se ele aguentaria tanta coisa. E bem, não aguentou. Logo na hora de entregar a comida pela janela, o objeto perdeu a força, fazendo com que ele caisse junto à comida por entre os prédios.
Por ultimo segundo, Nathan se segurou em seu skate e pela janela viu alguém por entre as janelas de um prédio. Seu skate estava prestes a falhar de novo. "Hey, pode abrir pra mim?"
Para uma pessoa cega e que com certeza não tinha como prever um rapaz caindo pela janela, Bill conseguiu se assustar muito pouco e só se afastar da janela assim que ouviu a voz.
E no segundo seguinte, lá estava o sorriso falso se sempre estampado no rosto.
"Ora, ora, ora, que situação curiosa! Claro que posso ajudar!" E se aproximou da janela, tateando o lado oposto do trinco do vidro.
"Uhm, mas onde será que está? Será que está aqui? Será que é isso?"
Fez seu teatrinho de cego perdido, enrolando alguns bons minutos na esperança de trazer desespero ao outro. Nem era para deixar ele cair! Mesmo que ele não tivesse ideia do que exatamente estava impedindo a queda... Bom, se ele caísse, a culpa era da gravidade, né? Bill era só uma pessoa com deficiência super prestativa.
Demorou, mas enfim, parou de enrolar e abriu a janela enfim "Ah! Olha só! Achei!" Escancarou a janela para que o outro entrasse.
Interrompe os primeiros passos assim que sente a bengala bater contra o corpo, travando todos os seus músculos prontos para outro movimento. A irritação se transforma rapidamente em surpresa a cada nova palavra vinda do outro, para ainda mais rapidamente se tornar vergonha pelas próprias ações. Aperta o caderno grosso contra o peito, ignorando o rosto queimar enquanto se atropela ao tentar responder.
"Eu-- Bom, não teria como saber--- Quero dizer..."
Respira fundo, encara a mão estendida por um tempo que escolhe se manter em silêncio. Como que decidido finalmente, fecha seis dedos contra o pulso do outro, devagar, entre um pedido de permissão e de desculpas.
"Você está certo. Peço perdão tanto pela desatenção quanto-- Pela insensibilidade acidental. Eu realmente estava de saída. Não há nada digno de nota, não aqui e agora."
Apesar das palavras firmes, ele não sai do lugar por alguns segundos enquanto balança a mão e o braço do outro, concentrado como se montasse um quebra-cabeças muito complexo, tentando entender se o correto era colocar a mão oferecida embaixo do próprio braço ou não. Frustrado condigo mesmo, apenas puxa o outro gentilmente para longe da multidão no chão e do barulho no céu.
Teve que praticamente engolir a risada satisfeita, mas não escondeu o sorriso. "Ah, meu bom senhor, sabia que não iria me deixar a ver navios."
Geralmente, começaria a tagarelar, mas a indecisão do homem em como o guiar o deixou levemente confuso. Era mais fácil que as pessoas simplesmente decidissem tentar guiá-lo quando ele não queria do que se saírem tão mal em tentar descobrir como fazê-lo. Seu silêncio foi quase respeitoso ao quebra-cabeça do outro, embora Bill só pudesse imaginar a expressão dele.
Deixou que dessem alguns passos, e começou a se mover para assumir a posição preferida - se pendurar no braço dos outros e impedir que seus interlocutores se afastassem, seja por qual razão for - quando percebeu algo interessante ao colocar a mão sobre a mão que envolvia seu pulso.
Apertou aquela mão e parou subitamente de andar. Segurava-a com uma reverência quase infantil, que iluminou seu rosto com um sentimento genuíno, para variar.
"... Seis dedos! Você tem seis dedos!!! Essa é--- Isso--- Você--- Você é o humano mais interessante que eu já vi! Quero dizer, senti! Seis dedos! Nas duas mãos? Me dá sua outra mão!" Pediu, embora não soltasse a mão que segurava. Sua expressão era da mais pura felicidade.
De todas as pessoas que ele já tinha sentido as mãos... Finalmente alguém único...
quando: na mesma noite do desaparecimento da rainha.
alistair caminhava pela praia sem nortear seus passos, tendo em mente apenas que não poderia sair do local por causa das investigações. o movimento era calmo e o silêncio só foi cortado quando percebeu que não estava mais caminhando sozinho: "eu só espero que consigam achá-la antes que os boatos cheguem em montclair." as mãos estavam escondidas nos bolsos da roupa social, que não parecia condizente com aquele evento, mas que o príncipe não fazia questão de adaptar. preferia o conforto do conhecido. "eles têm talento para transformar uma faísca em um incêndio."
Levou a mão ao peito, em falsa ofensa. "Vossa alteza... Quem te ouvir falando assim, pode pensar mal do distrito que representa." Deduziu ser o príncipe Alistair pela voz, mas não se aproximou. Andar por aquela areia molhada com sua bengala não era tão fácil assim.
"E mais, eu diria que o sumiço de uma rainha é particularmente preocupante. Principalmente para alguém do seu status." Tentou esconder o sorriso afiado e curioso. Esperava que as pessoas de seu distrito ficassem mais abaladas com a notícia. Inclusive, contava em ver reações mais caóticas. Uma reação branda assim o intrigava. "Quem sabe o alvo não são membros da realeza?"