Ravi estava perto da mesa com os doces, olhando em volta para tentar decidir se pegava alguma coisa para comer. Era sua primeira ceia de natal ali no prédio, mas já estava adorando todo o espírito, mesmo depois de ter sido expulso da cozinha por alguns dos moradores mais antigos, não sabendo da tradição de serem eles cozinhando. Olhando para muse de seu lado, lhe jogou um sorriso. “Procurando algo para comer?” Perguntou curioso antes de apontar para a torta de maçã numa das pontas. “Aquela fui eu que fiz, caso queira experimentar...” Lhe disse, piscando o olho.
6 meses atrás atrás, quando Ravinder ‘Ravi’ Singh Hayer se mudou para o apartamento 302 da ala realeza, pensei que fosse Avan Jogia. mas, na verdade, era só soneto de fidelidade, de 28 anos. também ouvi dizer que ele trabalha como professor de ensino fundamental I.
aesthetic: coques bagunçados, roupas com cores alegres, sorrisos fáceis, flores apanhadas de canteiros na rua, limonada, música e estilo dos anos 70, livros acabados de comprar, óculos extravagantes, abraços demorados, pores do sol, gramado por cortar, dias quentes, rituais religiosos, cumprimentos, tatuagens sem significado
about...
Ravi é o filho do meio de um casal de indianos emigrados na Irlanda. Além dele, conta ainda com a irmã mais nova, Juleen e o irmão mais velho Theeran. Cresceu no seio da cultura do país de origem dos progenitores e da religião Sikh e sempre tivera um ambiente familiar de amor e compreensão, sendo que era isso que os pais mais valorizavam, mesmo depois do divórcio. Se lembrava de amigos dizendo que quando os pais se separaram, tudo piorou, já Ravi não podia dizer o mesmo.
Fora ensinado a nunca dar razões para ninguém ter algo a apontar contra ele, e a sempre ser bondoso com todos pois aos olhos de Deus todos eram iguais, fazendo de Ravi um garoto despretensioso e de boa relação com todos aqueles com quem se cruzava, ou pelo menos tentava.
Por volta dos dezasseis anos decidiu que queria ser professor do ensino fundamental quando começou a dar explicações para seus primos mais novos, tendo se formado aos vinte e dois onde começou por trabalhar em um jardim infantil como educador.
Aos vinte e três anos casou com uma garota irlandesa, fora de sua cultura, mas bem aceite pelos familiares. Inicialmente tudo corria bem, os dois se entendiam perfeitamente, e mais importante, se amavam bastante. No entanto isso não parecia ser o suficiente, e ao longo dos anos eram mais as vezes que pareciam se desentender, chegando à conclusão que ficariam melhores como amigos do que como marido e mulher. O divórcio correu tão bem quanto o casamento e ainda hoje mantém uma boa relação.
Está contente com sua situação atual, acredita que tudo tem uma razão de ser e tudo acontecerá com seu tempo. Estava habituado a partilhar a casa com a ex-esposa mas tem se vindo a habituar ao prédio, e o melhor é que sempre parece ter alguém com quem conversar.