é tão exaustivo viver querendo ser tudo que você não é.
— S.
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@soulbrave
é tão exaustivo viver querendo ser tudo que você não é.
— S.
Desde que desenvolvi meu hábito literário, desejei viver um romance tão belo e singelo quanto os dos livros que li. Desejei avidamente e de todo o coração dividir a minha alma e cada pedacinho de mim com alguém. Alguém esse que iria Sob a Montanha por mim, alguém esse que iria ao Tártaro por mim, que pensaria em mim ao conjurar um Patrono, que jogaria terra na minha comida (haha!), alguém que enfrentaria um terrível dragão por mim ou que se ofereceria como tributo por mim… Depois de tantos anos consumindo páginas e mais páginas, percebi que o amor é pura ficção e que na vida real não funcionava daquele jeito. E, se caso o amor arrebatador existisse mesmo, jamais iria conhecê-lo. Mas hoje, aqui e agora, tendo você ao meu lado — após tantas desilusões amorosas — você me provou que o amor existe e que ele é tão real e tão belo quanto um pôr do sol em novembro. Essa “ficção literária” é o que mais chega perto de definir tudo que eu sinto por ti. Poderia tentar escrever um livro explicando todo o meu amor por você e te dedicá-lo, mas como poderia te dedicar um simples livro se o que eu mais quero mesmo é te dedicar toda a minha existência? Cada pedacinho de mim te ama ardentemente, obrigada por me mostrar que o amor existe, obrigada por cuidar tão bem de mim. Espero ter a honra de dividir toda a minha vida com você!
— S.
tenho medo de não aproveitar a minha vida e nem de fazê-la valer a pena. quando estiver prestes a morrer, desejo refletir sobre a minha existência e não sentir arrependimentos.
— S.
“As pessoas olham para você e veem o que querem ver… Porque nunca veem você como realmente é.”
— A Vida Invisível de Addie LaRue, V.E. Schwab
“Como é que se explica que o meu maior medo seja exatamente em relação a ser? e no entanto, não há outro caminho. Como se explica que o meu maior medo seja exatamente o de ir vivendo o que for sendo? Como é que se explica que eu não tolere ver, só porque a vida não é o que eu pensava e sim outra como se antes eu tivesse sabido o que era! Por que é que ver é uma tal desorganização?”
— Clarice Lispector, A Paixão Segundo G.H.
lagoa do araçá, recife
dead poets society | moodboard.
Nas ruas, tudo lhe parecia triste. Estavam tristes os cocheiros, as casas, os transeuntes, as vendas. E essa dor, uma dor surda, abafada, que não cessava um segundo sequer, parecia receber, em consequência das palavras imprecisas do médico, um significado novo, mais sério. Ivan Ilitch prestava agora atenção a ela com um sentimento penoso diferente.
— TOLSTÓI, Lev. “A Morte de Ivan Ilitch”
Por enquanto estou inventando a tua presença, como um dia também não saberei me arriscar a morrer sozinha, morrer é do maior risco, não saberei passar para a morte e pôr o primeiro pé na primeira ausência de mim — também nessa hora última e tão primeira inventarei a tua presença desconhecida e contigo começarei a morrer até poder aprender sozinha a não existir, e então eu te libertarei.
— Clarice Lispector, A Paixão Segundo G.H.