A parte legal de ter uma meta em mente é que a gente não esquece dela. A parte ruim também é essa, aliás.
Falando de atividades físicas, eu meio que desisti do T25. O programa é ótimo, bem planejado, bem filmado - só peca nas músicas sem-graça, que eu tinha conseguido resolver montando minha playlist de pop punk em cima, e na necessidade de um certo espaço, que não tá rolando nas minhas condições atuais de ter um quarto pra dormir, descansar, trabalhar e me exercitar.
E como estou há um mês anotando calorias em aplicativos e há um pouco menos que isso usando o Up2, de vez em quando me pego procurando por aplicativos pra smartphone que ajudem nessa missão chata que é continuar a me exercitar. Achei uma lista maravilhosa cheia de apps que eu quis testar na verdade, o que mais queria era o DownDog, mas é exclusivo pra IOS ;(, e o que fez meus olhinhos brilharem foi o Zombies, Run!
Afinal, apesar de eu passar quase 24/7 dentro de um quarto, aqui ainda é um condomínio, ora bolas. E melhor, a maioria das ruas é plana, com leves inclinações, quase sem movimento... A verdade é que eu odeio caminhar sem rumo, apenas pelo exercício, mas e se minha caminhada/corridinha fosse motivada por uma narrativa? Parecia bem melhor... Depois que descobri que dava pra permear a história com músicas do Spotify ou uma playlist local, então, a chatice-mor do T25 estava vencida!
O app é dividido em temporadas, e cada episódio - vulgo ‘missão’ - tem de 30 a 40 minutos, com a narrativa em inglês. Por enquanto, cumpri as três primeiras - cheguei à Abel Township e me tornei uma Runner 5, corri com a Runner 8 e com o Head of Runners. O bacana é que a gente tem vontade de correr pra saber como a história vai se desenrolar, e pra pegar mais itens durante o caminho - estamos num momento pós-apocalipse, então já encontrei desde caixas de ferramentas, estojos de munição e até pacotes de cuecas espalhados pelas ruas... Sem contar no utilíssimo sports bra. Realmente, eu não teria como brincar de correr de zumbis sem ele.
A conectividade do app também é bem bacana - além da já citada possibilidade de conexão com o Spotify, ele oferece compartilhar a missão cumprida no Facebook/Twitter, faz uso da geolocalização para registrar seu percurso, conecta-se através do usuário do Google Play, tem um fandom que parece ser maravilhoso e te conecta com gente de verdade através das ‘corridas virtuais’ sazonais (’corra com os mortos, ganhe dos vivos’. HAHAHAHA). Ele é naquele modelo freemium, com as 4 primeiras missões grátis e uma assinatura mensal/anual que libera outros modos de treino e essa corrida, creio eu. Na parte fitness da coisa, você obtém quantos quilômetros correu, a média de minutos por quilômetro e o número de passos - uma pena que ele não sincroniza com a Up2, usa apenas o acelerômetro do próprio celular.
E aí que esse post ficou comprido e acabou sendo uma resenha, um opinativo em português sobre o app, mas... Tá valendo, até porque antes de baixar, eu desconfiadamente procurei por reviews pt-br e o melhor que consegui foi essa. Enfim, ainda bem que testei e curti, e espero continuar curtindo!
E como quando a gente tá com uma meta na cabeça, as coisas aparecem magicamente - o acaso é o Deus das metas! -, trombei com o Age of Pandora, esse site/jogo/programa fitness com narrativa (?) que também parece legal, mas demanda um certo espaço físico. Válido gravar o link...