“Não sei se a vida é pouco ou demais para mim. Não sei se sinto de mais ou de menos, não sei.”
— “Passagem das Horas”, Álvaro de Campos.
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“Não sei se a vida é pouco ou demais para mim. Não sei se sinto de mais ou de menos, não sei.”
— “Passagem das Horas”, Álvaro de Campos.
“Antefalhei a vida, porque nem sonhando-a ela me apareceu deleitosa. Chegou até mim o cansaço dos sonhos… Tive ao senti-lo uma sensação extrema e falsa, como a de ter chegado ao término de uma estrada infinita. Transbordei de mim não sei para onde, e aí fiquei estagnado e inútil. Sou qualquer coisa que fui. Não me encontro onde me sinto e se me procuro, não sei quem é que me procura. Um tédio e tudo amolece-me. Sinto-me expulso da minha alma.”
— Fernando Pessoa, in “Livro do Desassossego”
Posso relaxar com os imprestáveis, porque sou um imprestável. Não gosto de leis, morais, religiões, regras. Não gosto de ser moldado pela sociedade.
Charles Bukowski.
Chove. Há silêncio, porque a mesma chuva Não faz ruído senão com sossego. Chove. O céu dorme. Quando a alma é viúva Do que não sabe, o sentimento é cego. Chove. Meu ser (quem sou) renego… Tão calma é a chuva que se solta no ar (Nem parece de nuvens) que parece Que não é chuva, mas um sussurrar Que de si mesmo, ao sussurrar, se esquece. Chove. Nada apetece… Não paira vento, não há céu que eu sinta. Chove longínqua e indistintamente, Como uma coisa certa que nos minta, Como um grande desejo que nos mente. Chove. Nada em mim sente…
Fernando Pessoa, in “Cancioneiro”.
Mas tudo bem, tô calmo e ponderado. Embora a vontade seja de agredir todo mundo, dizer meia dúzia de verdades e sair pisando duro. Não vou fazer nenhuma loucura.
Caio Fernando Abreu.
Um dia desses, eu separo um tempinho e ponho em dia todos os choros que não tenho tido tempo de chorar.
Carlos Drummond.
e não tem remédio e não tem cigarro que acalme o diabo de pensar o que a gente podia ser.
Era presa fácil para os próprios medos.
A onça que ninguém viu.
Aceitarás o amor como eu o encaro?… …Azul bem leve, um nimbo, suavemente Guarda-te a imagem, como um anteparo Contra estes móveis de banal presente.
Mário de Andrade
Olha, eu meio gosto de você. É isso. Não gosto por completo, por precisar saber se é algo que possa ser retribuído. Sou só metade, até ter sinal verde para poder ser inteira. Então, é recíproco ou não?
A Teoria do Caos.
Leite, leitura letras, literatura, tudo o que passa, tudo o que dura tudo o que duramente passa tudo o que passageiramente dura tudo,tudo,tudo não passa de caricatura de você, minha amargura de ver que viver não tem cura
Paulo Leminski.
Ah, a grande náusea por esses pequenos poderosos, que ferem e traem e mentem em nome da manutenção de seu ego imensamente medíocre.
Caio Fernando Abreu
Escrever e ler são formas de fazer amor. O escritor não escreve com intensões didático – pedagógicas. Ele escreve para produzir prazer. Para fazer amor. Escrever e ler são formas de fazer amor. É por isso que os amores pobres em literatura ou são de vida curta ou são de vida longa e tediosa.
Rubem Alves.
Eu nunca fui livre na minha vida inteira. Por que dentro eu sempre me persegui. Eu me tornei intolerável para mim mesma.
Clarice Lispector in Um sopro de vida
Me fiz em pedra. E assim é que te falo desta vontade lenta desta mansa espera. Mas não me canso. E se é feito de rudezas minha voz, um dia não será. Tenho certeza.
Caio Fernando Abreu, in Final de Breve Memória
Odeio quem me rouba a solidão sem verdadeiramente me oferecer companhia.
Nietzsche.
Tenho hoje arrastado pela rua os pés e o grande cansaço. Tenho a alma reduzida a uma meada atada, e o que sou e fui, que sou eu, esqueceu-se de seu nome. Se tenho amanhã, não sei senão que não dormi, e a confusão de vários intervalos põe grandes silêncios na minha fala interna.
Livro do desassossego, Bernardo Soares.