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Gossip Girl
“Mas ela é o tipo de garota que vai tratar seu coração como se fosse uma nova galáxia que acaba de ser descoberta, e ela será tão cautelosa com você, porque ninguém como você jamais apareceu. Então, por favor, aprecie-a e não a destrua.”
— Alexa Evangelista, o livro que eu nunca terminarei de escrever.
“Ela sorri fácil, isso já notei, então penso alguns segundos sobre que tipo asqueroso de babaca faz aquele tipo de garota chorar em cafeterias fechadas, às dez da noite.”
— Gabito Nunes.
tudo que arde um dia há de adormecer.
“Mas amar uma pessoa não necessariamente a torna boa pra você.”
— Com você.
“Ele sorriu para mim. Preferia que não sorrisse. Às vezes, o sorriso dele rouba o ar dos meus pulmões. Não é exagero. É confuso, violento e abrupto, e preferia que isso não acontecesse porque, porra, gosto de respirar.”
— Se nada der certo até os 30, você se casa comigo?
O mundo é cruel. Você não tem que ser.
seja gentil sempre. ninguém tem culpa pelo que você está passando, e você nunca sabe pelo que o outro está passando.
“Estamos todos condenados a sentir e a ser a saudade de alguém.”
— Poesia Sentida.
“Você é complexa demais e eu não consigo entender suas metáforas e paranóias. Você fala tudo em códigos, Robin, e um cara comum como eu não consegue distinguir quando você quer ou não alguma coisa. Sei lá, cara, você é muito intensa com tudo. Você exagera até nas pequenas linhas, sua calmaria dura cinco minutos e é um Deus nos acuda quando você vira tempestade. Você me faz soltar um grito particular toda noite quando me diz “já chega, já deu”. E eu me recuso a demonstrar qualquer desistência que seja pra você, Robin. Porque você é minha maior fraqueza e o maior motivo de eu desistir de metade das coisas. Você é minha desistência. Já tentei te levar em um motel cinco estrelas e você caiu na risada dizendo que de cinco estrelas, já bastava você. Me fez te levar pra casa e fez da minha cama o que bem quis e entendeu. Você me faz desaparecer em um preto e branco fosco só pra que você apareça cada vez mais colorida. E eu te deixo pegar todas as minhas cores porque gosto do modo como você se veste de mim e nem percebe. Não digo isso porque você rouba minhas blusas pra fazer de vestido, eu digo no geral. De todas as manias que você pega de mim e todo nosso quase-passado que você veste toda vez que eu digo que a gente podia ter qualquer coisa no futuro. Você ainda foge de mim, Robin. Ainda se comporta como uma garotinha e se esconde debaixo da cama esperando pelo seu pai quando alguém diz que gosta de você. Cheia de vícios e falas como “eu-não-gosto-que-me-toquem” ou “sou-alérgica-a-babozeiras-humanas”. Mas ainda chora vendo seu filme favorito, ainda se emociona quando caminha na praia sozinha, ainda sente seu coração apertar quando precisa fazer algo que não quer, mas deve. Faz anos que eu tento entender nossa relação e não consigo nem chegar a pensar que chegou a ser uma relação. Sei que ainda acho que você tem tudo pra ser perfeita, e não consegue. Tem mil e um defeitos e um sinalzinho na perna. Foge do padrão da natureza humana. T-e-i-m-o-s-a. Bate o pé, fecha a cara e não se mexe até ouvir “você tem razão”. Olhos castanhos, intensos e um tanto quanto perigosos. Se destacam e laçam qualquer um com três segundos de olhada. Mimada pelo pai e pelo resto do mundo. Me dá um tiro toda vez que se abaixa empinada. Tem um coração gelado e me fez comprar mais de três casacos pra conseguir aguentar a friagem. Queria conseguir te esquentar na mesma proporção que eu queimo a blunt que você tanto odeia. E que eu só queimo porque preciso sentir algum fogo perante seu inverno. Você veste um sorriso covarde quando eu canso de ser um otário nos seus pés. Me tira do sério quando vem com aquele papinho meia boca “nossos signos não combinam”. A gente não combina, seu santo não bate com o meu, eu gosto de Oasis você vai de Start e Cartel Mc’s. Muda o repertório da playlist do meu carro e me faz usar cinto de segurança sendo que de segura, você não tem nada. Os opostos não se atraem, se juntam numa bagunça complicada e ficam num “quase” que nunca vai. Tenho mil dúvidas e a única certeza é você. Não sei usar as palavras e é incrível como tudo parece mais daora quando as palavras são sobre você. Todo domingo que eu me sinto um imbecil, você teima em encostar a cabeça no meu ombro e já era. Eu esqueço que a causa da minha imbecilidade constante é você e parece que você vira a morfina do que tu mesma causa comigo. Depois fica me acusando de ser o cara babaca e errado, enquanto de certa você só tem sua simetria corporal. Fresca até umas horas, desconfia de todo mundo e não se entrega a nada. Bota um salto 15 e se acha a mulher mais independente e autossuficiente do mundo. E o pior, você é. Toda vez que sai de fininho pegando seus bagulhos e sua necessaire, leva meu peito e meu cheiro junto. Me pede pra ir embora na mesma frequência que me pede pra ficar. Me perde toda manhã e me ganha com manha toda noite. Odeia quando eu boto o som no oito zero oito mas gosta quando eu te lembro que você vale muito mais que dez dessas menininhas cheias de sonhos. Tem tiques que me irritam, uns que me encantam. Tem dias de ser minha, outros de não ser de ninguém. Na maioria das vezes se eu digo que ela me pertence ela ri da minha cara, me dá um tapinha no ombro e diz que sonhar é bom “garotinho”. A verdade é que você é um problema sem solução mas com umas pernas maravilhosas e um perfume invicto. E eu aceito viver nesse problema cheio de metáforas e consequências. Porque eu sempre fui inconsequente, mas depois de te conhecer eu virei otário. Você é exagerada mas não é nem nos meus sonhos jogada aos meus pés. Eu de exagerado não tenho nada, sou fácil até em coisas difíceis como você. Mas eu sou sim, Robin, jogado aos seus pés… Nas suas pernas, no seu pescoço, nas suas mãos e no resto. Otário, de novo. Cinco estrelas pra você… De novo.”
— “Mas de onde você veio, linda?” robin and stubb.
“Saber como toca-la sem realmente toca-la, realmente a toca.”
— Desconhecido.