halchemist:
“Yeah, whatever you need to tell yourself to sleep at night.” Respondeu, transparecendo um leve humor na voz, apesar de ainda estar extremamente concentrado. “É claro que eles não tem nenhum… Quando é que os detetives já tem alguma coisa pra gente?” Murmurou, com um leve revirar de olhos. Não que preferisse trabalhos fáceis, até porque o Achterberg gostava de casos desafiadores, mas era difícil avançar quando ninguém colaborava com os técnicos. Continuou lendo os relatórios e resultados que a Hellstone lhe apresentara, rendendo alguns minutos de silêncio. “Well, if you want my opinon, I’m still going with what I said before. Se a seringa não for a arma do crime, então está pelo menos relacionada ao crime. Nós não temos o resultado da autópsia ainda, right? Significa que não podemos descartar nada. Talvez o assassino tenha lavado e desinfetado a seringa depois de usar e é por isso que a análise não deu em nada.” Presumiu, deslizando uma das mãos pelo rosto. “Precisaria voltar até a cena do crime e pegar amostras das pias, sistema de canos, talvez da caixa d’água. Isso só para descartar veneno. Posso ir com você, se quiser. Confesso que posso estar um pouco interessado.”
Ignorei a provocação do colega, apenas com uma sombra de um sorriso no rosto, tanto pelo primeiro comentário, quanto pelo que veio em seguida, a respeito dos detetives. De braços cruzados, aguardei o garoto ler os relatórios e entender a situação. “Hm...kind of a long shot here, mas...e se a seringa não for da vítima, mas sim do assassino? Quer dizer, ela é pequena o suficiente para ser utilizada para aplicar insulina. Okay, eu sei que é meio um em um milhão, e que ele teria que ser muito descuidado para derrubar, mas talvez estejam procurando por um diabético. Ele teria que ter registros médicos, talvez isso abrisse novas portas para os detetives, e isso descartaria essa evidência como possível arma do crime.” Sugeri, dando de ombros. Aquilo não facilitava nosso trabalho, exatamente, mas pelo menos tiraria um empecilho - se a seringa realmente não fosse a arma. “Certo. Acho que é uma boa.” Concordei, andando até a outra extremidade da mesa do laboratório para alcançar um papel com o endereço. “Bainbridge Street, 472″ Falei em voz alta. Não era muito longe dali.

















