Des pedida
Hoje estaríamos sorrindo e comemorando um ano de namoro caso tudo continuasse como estava. O que de fato não está acontecendo pois estamos longe há sete dolorosos meses (para mim.)
Daqui a dois dias (dia 9) se não estou enganado, tu completará sete ou seis meses com o teu ex., agora atual namorado, tu não te importas comigo a muito tempo, mesmo antes de termos sido um, antes de fundirmos nossas almas... Ou se tu te importas, não demonstras. Talvez por cinismo ou por orgulho tosco. Tenho te escrito todo esse tempo nesse blogue, desconfio que tu nunca leste os novos textos que postei. O que mudará, mais cedo ou mais tarde. Antes da minha viagem para a cidade cinza, te deixarei um bilhete, a senha do meu blogue, o link para caso tenha esquecido disso também, e um último "eu te amo" ou na pior(/melhor) das hipóteses, um "eu realmente te amei". Não faço ideia se tu vais realmente dedicar teu tempo para revirar as minhas dores porcamente escritas e postadas neste blogue, mas caso fizer, leve a sério tudo o que escrevi. Tenho um texto que nunca postei, nem nunca postarei. Ele fala de nós dois. Quando estiveres dês compromissada e amadurecida, me procure. Por incrível que pareça eu ainda sinto algo por ti. Talvez no momento em que esteja lendo essa carta, eu já não sinta mais, talvez eu esteja com outra pessoa, ou não, talvez esteja morto e enterrado... a vida tem dessas coisas. Mas eu adorarei saber se as fichas que apostei por ti valeram a pena. ...
A última vez que fiquei triste ao lembrar algum momento nosso, foi quando estava abotoando minha blusa xadrez e percebi que o último botão, na base do pescoço, não estava mais lá. Lembrei que tu tinhas o quebrado no ano novo pelo simples fato de não querer que eu o abotoasse.
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(Imagine as reticências como uma pausa na conversa e mudança de foco. Fico sem foco falando de ti. As lembranças me empurram de um lado para outro, quase não consigo me manter em pé.)
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Sinto que essa carta seja a última que com amor te escrevo. Meus dias são contados na cidade fantasma, queria poder reiniciar a contagem para ganhar novos dias aqui, mas não faria sentido sem você.
Escondido nesse blogue, coloquei uma página com textos que eu jurei não postar. Um sobre aquela noite, outro sobre o dia em que tu venceste as provas, e outro que eu perdi quando estava bêbado, mas se eu achar estará também.
Talvez essa seja a despedida.
Não pedirei que tu te importes, nem que tu voltes, pois bem sei que seria inútil.
Tu deves estar a amar teu atual como nunca me amou, ou talvez ele te ame como eu nunca te amei. Se esse for o caso, me desculpe por isso.
Termino essa carta com palavras já ditas antes em uma de nossas despedidas.
Só te cuida. Me mande uma mensagem quando estiver tudo bem entre nós.











