🌲🌲🌲 #tyrellflynnphotography #iphoneography #tree #green #sky #nature #photographer #awesome #tumblr #280316
seen from Latvia
seen from Italy
seen from Italy

seen from Malaysia
seen from Georgia

seen from Netherlands
seen from Germany
seen from Belgium
seen from Türkiye
seen from Spain
seen from China

seen from Germany
seen from Sweden

seen from France
seen from China
seen from Poland
seen from China
seen from France
seen from Italy

seen from China
🌲🌲🌲 #tyrellflynnphotography #iphoneography #tree #green #sky #nature #photographer #awesome #tumblr #280316
Há um pressentimento correndo dentro das minhas veias quase como um presságio como se ao completar o décimo sétimo ano de vida algo fosse acabar - talvez a minha própria existência? Melhor não existir do que estar sem esperança e a definição da minha alma é ausência de crença. Tenho esperado por essa comemoração há um bocado de tempo, devo dizer que desde a minha descoberta sobre esse número simbolizar a minha sorte, mas que acaso é esse que me deixa com a visão dilatada? Não vejo nada a frente se não a ação seguinte das minhas palavras que são pensadas momentaneamente. Aspiro como se pela primeira vez, no lugar da solidão houvesse um espaço vago para o azar e a falta do destino tem sido arrastada como uma desculpa para toda casualidade encontrada nos últimos dias. O tempo tem passado e tenho tentado me convencer de que tudo o que sou é aquilo que a minha mente projeta, mas o que posso fazer quando o meu eu é o maior inimigo? Derrotá-lo seria me destruir e aliar seria estar contra ao dobro. Minhas palavras tem sido distorcidas, mas sinto como se a alheia pudesse falar mais sobre mim do que qualquer coisa — eu não sou aquilo que quero e isso tem me matado. Sou um funeral da minha essência. Há corvos comendo a carcaça que o meu coração se tornou. Sou figuradamente órgãos decompostos como uma metáfora para uma psique desfigurada. Nasci em um jardim pisoteado pela guerra e apesar de Darwin afirmar que só os fortes sobrevivem, me considero a mais fraca e em nenhum momento, consigo enxergar a minha personalidade como uma planta que remanesceu, mas como um corpo que foi esquecido, largado para morrer e falhou até nessa tarefa. Tenho escapado da felicidade e lutado contra a tristeza, mas o breu tem me engolido.
28 de março de 2016.
Sinto como se tudo que eu tivesse construído estivesse desmoronando e todos os rostos de quem eu fui tão próxima tem sido trocados por semelhantes tentando ocupar a minha necessidade da visão do conhecido, mas eu não poderia ignorar os detalhes daqueles que nunca fizeram parte da minha vida. É como se tudo aquilo pelo qual tivesse me esforçado para se aproximar não fizesse mais parte da minha rotina e apesar de não temer a mudança, não acreditar no sempre, esperava que aquilo pelo qual lutei estivesse presente na minha queda. Não posso pedir ajuda para quem está longe demais e tenho tentado inúmeras vezes gritar tendo os sons abafados por inúmeras circunstâncias. Tenho sentido tanto que até a dor de estar num ambiente monótono me faz falta, porque o passado sempre parece mais fácil de lidar do que o presente e analisar as mudanças precipitadas tem acabado comigo de forma que nada no período antigo fez, pensando sobre o que aconteceu, eu gostaria de ter aproveitado o agridoce da falta de responsabilidades - grandes, ter degustado a sensação de ter um colo para chorar no começo da manhã e um ouvido para reclamar no final da tarde. Sinto nostalgia das minhas pequenas alegrias, da base que eu escolhi para chamar de família mesmo sem me compreender completamente - e "ok" não saber montar um quebra-cabeça porque o essencial é se esforçar o suficiente para dizer que tentou - realmente - e tudo isso parece tão distante e embaçado, como uma memória muito antiga. Eu tenho ido contra os fantasmas daqueles que me abandonaram, mas parece que parei no tempo e tudo passa enquanto continuo no mesmo lugar. Vivo num ponto de despedidas quando nunca aprendi a dizer adeus sem ter mágoa e tenho me convencido de que os problemas são eles, as escolhas e muitas vezes, eu. Estou cansada de estar num palco onde só apanho e fico parada esperando por uma recuperação tardia. Por que eles são tão iguais e semelhantes? Há vozes na minha cabeça dizendo que nunca vou permitir a ida de quem costurou as cicatrizes, mas enquanto o tempo passa, só enxergo as costas de quem diminui a dor dilacerante sumindo sem um mero cumprimento. (Porque eu fico em pedaços quando me abro, E eu não me sinto como se eu fosse forte o bastante.)
Para Alguém, 28 de março de 2016.
x
28/3
x
x