FATILOQUÊNCIAS #1
Em resposta à proposta feita pelos companheiros da stress.fm, o colectivo A BESTA manda cá para fora esta primeira tentativa de colectânea de coisas que andamos por cá a fazer. FATILOQUÊNCIAS são coisas diversas, dispersas, antigas mas que predizem grande parte do nosso futuro enquanto grupo, enquanto gente a fazer projectos – um futuro em nada definido, pouco pensado, deixando às vontades individuais, ao prazer de as ver acontecer das nossas mãos. Tudo o resto é um pouco facultativo.
1 – Cicuta – Canto Vermelho
Cicuta é o novo projecto inserido no Colectivo A BESTA, constituído por DV (textos e palavras, dako) e João Sousa (programação e guitarra). As duas faixas aqui colocadas representam misturas em forma de DEMO, propositadamente gravadas para esta colectânea e para a stress.fm. Trip-hop e outras ferramentas fumegas que nos fustigam – uma erva que provoca uma morte rápida e socrática – CICUTA.
2 – Deslize – Primeira Mão
Deslize nasceu no fim de 2013 sem dizer a ninguém. Um projecto de exploração electroacústica, com vontade própria e, por isso mesmo, sem qualquer responsabilização de João Sousa e Hélder José, assim como de outros que deslizam pelo projecto. Guitarras modificadas, circuitos modelados, pedais feitos em casa, batidas electrónicas, poemas ditos e distorcidos, vídeo, concertos sempre distintos uns dos outros, improvisos de palco e de estúdio – Deslize faz claramente o que lhe apetece. Primeira mão foi a primeira gravação de 2015, tanto de Deslize como do colectivo A BESTA. Trata-se de uma reciclagem de uma batida de João Sousa (anteriormente usada em O Poema (A)Corda) com loops de guitarra (Hélder e João) gravados em directo, de improviso, e misturados depois por João. Não está previsto ser inserido em algum trabalho futuro. Deslize prepara o lançamento da primeira tape “?/!” já disponível no bandcamp d’A Besta, pensando já em novos trabalhos em fusão com O Poema (A)Corda, novos álbuns e futuros concertos a serem gravados.
3 – O Poema (A)Corda – Eis as visões
Sempre que Nuno Mangas-Viegas (textos, voz e outros instrumentos) vem de Tavira a São Domingos de Rana, seja para ensaiar ou tocar com O Poema (A)Corda ou com Deslize, costuma ser deparado com um microfone que João Sousa (guitarra, textos e outros instrumentos) lhe coloca no escritório / estúdio de casa, com a missão de gravar acapela uma mão cheia de poemas. Assim que regressa a Tavira, cabe a João estragar esses poemas. Neste caso segue um acapela gravado nas sessões de “O Deserto” (EP) intitulado pelo primeiro verso, fundido com um take de bateria tocado pelo João na Estudantina.
4 – Verme – No canto do meu chão
Verme é o nome que João Sousa dá a todas as coisas que grava sem mais ninguém desde 2007. No canto do meu chão leva baixo, guitarra e bateria, tudo embrulhado em distorções, phasers e delays.
5 – O Poema (A)Corda c/ Hilário Martins – Os cobertores rebentam-se-me na memória
Por ocasião das gravações de temas de Mário o Trovador (por João Sousa, Estudantina) aparece o violinista Hilário Martins, músico brilhante que, depois de gravar os takes necessários ao tema de Trovador em Companhia, se disponibilizou a gravar uns toques para sampling do seu violino. Ora na mesma sessão de acapelas gravados por ocasião de “O Deserto” (EP), Nuno Mangas-Viegas vê-se em batalha com o violino. Misturado por João Sousa.
6 – O Poema (A)Corda – Infortúnio, o de não ir… (ao vivo, algures)
Este é um dos temas mais antigos de O Poema (A)Corda, remonta aos primeiros ensaios de 2008/2009. Nuno Mangas-Viegas – voz / João Sousa – guitarra.
7 – a-nimal – Jamindi (ao vivo na ERSDR)
Mais um tema ao vivo na Estudantina por ocasião de (+)Uma noite d’A Besta, realizada no passado 25 de Janeiro de 2015 num evento que juntou as bestas com a Associação Terapêutica do Ruído. Jamimdi foi tocado pela primeira vez no lançamento de Mundo em Retalhos (LP) no Bartô do Chapitô. Está agora renovado com Tiago Eira nas teclas, preparado para o novo álbum do grupo de rock progressivo diy “Distopias”.
8 – Deslize – Para palavra comum
A pedido de Ramiro Torres, e da revista digital Palavra Comum, Deslize realizou uma montagem de áudio e vídeo, com poema do poeta galego (Ramiro Torres) retirado do seu Esplendor Arcano, para colaborar com a secção de música da revista digital. Ebow, guitarras e um poema lido para o ar. Mais um improviso moldado em estúdio. Hélder – guitarra clássica; João – guitarra eléctrica e ebow. Edição por João Sousa.
9 – Cicuta – Choque epiléptico
Mais um tema gravado para a stress.fm do novo projecto CICUTA
Links relacionados:
Abesta.bandcamp
a-nimal.bandcamp.com
opoemaacorda.bandcamp.com
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Palavra Comum