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"1984", de George Orwell en la #LíneaB
Nombre de la pieza: Perdido
Artista: Fernanda Ramírez Sánchez (Malinaky!)
Año: 2020
Técnica: Digital
Dia da pátria saudosa de uma época em que não tínhamos voz, que tínhamos medo de ser, de ocupar um espaço neste país. Nós, as mulheres, as viadas, a comunidade lgbtqia+ no geral, e não precisa desviar tanto assim da norma, basta ler, ter um tesão por literatura e arte e tudo que invariavelmente faz a mente se deparar com ideias novas, com caminhos distintos àqueles de sempre, muitas vezes desgastados, que talvez não se apliquem mais para todo mundo e que bom que as pessoas se apartam da massa, se individuam. É desesperador tudo que tá acontecendo no Brasil, parece que todas as distopias viraram realidade, mas a gente não vai voltar a ser como era antes, a gente vai esgotar todos os livros censurados, a gente vai beijar muito, dançar muito, escrever muito, a gente vai falar alto e bonito e vocês não vão entender uma palavra, vocês não entendem nada. Podem odiar, esperniar, fiscalizar, rezar, vocês não vão conseguir nos apagar, falta o brio, falta ser, falta tanta coisa que eu teria até dó se vocês não tivessem tentando tanto acabar com a nossa existência. Fiquem com a cafonice, com o orgulho do próprio lixo que vocês estão cultivando, com a pequenez e o medo, tanto medo de ter a tradição quebrada, tanto medo que não conseguem ver que a caixinha de vocês JÁ RUIU.
Quanto ao ocorrido na bienal do RJ, obrigada por incentivarem nossas leituras. 🌈
Lançado pela AVEC Editora, Salto é uma HQ SteamPunk que fala de uma cidade subterrânea em que todas as coisas funcionam a base de um sistema de sobrevivência no qual, as autoridades da cidade (O Barão) utilizam a poluição para transformá-la em ar respirável. “Fazendo isso, ele [o Barão] limpa a cidade enquanto mantém todos vivos.”
Lindo, né?
Nem tanto. É aqui que começa a distopia. Todos os personagens da HQ são feitos de Chamas. Normalmente, de chama vermelha. Menos o protagonista, que talvez feito de gás Butano, tenha tido um problema em sua coloração: ele é azul, e por isso vítima de piadinhas diversas.
Piadinhas à parte, gostaria de dizer, talvez em primeira mão, que entendo perfeitamente que os personagens criados por Rapha Pinheiro sejam feitos de fogo: o Autor é Carioca.
Tá… parei. A história é realmente composta por personagens cuja matéria essencial é fogo. Nu, o nosso herói, contudo, é diferente, embora também seja feito da matéria energética de fótons: Ele é azul.
Além disso, Nu, ao contrário de toda a manada (e esse vocábulo cabe aqui muito bem), não consegue se adequar às ordens do sistema, ao seu ensino, ao seu trabalho. Em vez disso, tem desejo de ir além.
Saltando de prédio em prédio, Nu deseja descobrir o que há além, embora fora do confinamento seguro das habitações subterrâneas haja o perigo de morte.
Desacreditado por todos, inclusive por sua melhor amiga, Mae, Nu encontra forças para ser a resistência junto a um amigo inesperado. E é entre um pulo e outro, entre telhados e vidraças que o jovem ultrapassa com agilidade, que Nu descobre uma absurda mentira que pode mudar toda a sociedade em que vive.
Utilizando toda a estética do estilo SteamPunk, explorando suas temáticas de modo sintético e bastante objetivo, Rapha Pinheiro nos dá o que poderia ser chamado, sem exageros, de Novo Mito da Caverna.
Com um final Surpreendente, Rapha Pinheiro nos faz pensar: Mas não é exatamente isso que eu faria?
AVEC Editora
Brochura
27,7 x 21,3 x 0,8 cm
96 páginas
Compre aqui
Raquel Pinheiro (Raposinha) é míope profissional, CANCERIANA, redatora, revisora, tradutora, escritora, professora de língua inglesa, viciada em café e artista plástica. Além disso, é troll nas horas vagas e é viciada em cheirar livros.
[QUADRINHOS] SALTO – O moderno Mito da Caverna em HQ Lançado pela AVEC Editora, Salto é uma HQ SteamPunk que fala de uma cidade subterrânea em que todas as coisas funcionam a base de um sistema de sobrevivência no qual, as autoridades da cidade (O Barão) utilizam a poluição para transformá-la em ar respirável.
“A literatura como remédio - os clássicos e a saúde da alma” (by Dante Gallian)
I'm sick of these distopian futures in current film and literature. I want to see a utopian future for once! Anyone can imagine a sad future. No freedom, kids dying, the environment trying to kill us, no hope etc. But it’s much, much harder to come up with a positive view of the future. It just goes to show you that it’s easier to be negative than to be positive. And if there is anything we need to be more positive about, it’s the future. We need to start Carpi-ing our Deim!