Mediunidade de esgoto Invoco Gregor por partes Dissecadas por uma sandália Sem sangue doce à formigas Transbordo o medo embaixo dos dedos Ou seria formigas cavucando embaixo das unhas Um banquete para o filho, o tráfico a amante Tudo isso por dentro da mesoderme A boca que lhe escarnece Enfrenta outro borrão de café Pretérito de invernos Angústia a garganta murcha Um pequeno sonho que vagueia Atravessado-me o corpo Procurando outro encarte Gritando pelo Samsara Coração essência de baunilha Talhado por deuses do acaso Desaprovando pais e agregados Agregando pesos de outras encarnações A cruz sorriu à mim e eu a beijei Pelo desespero de minha última estarrecida chance Provável novo desamor, sinto cupins em teus lábios O romance tens gosto de culpa e tóxico O corpo explorado é dúbio Um duplo de anjos e gesso O resto de verniz purifica-se Descamando-se nos esmaltes de meus dentes Todas as noites eu pinto os muros Com meus desejos abafados E ao pé de toda a amanhã Os lavo sob as bênçãos de meu pranto
Lhe Estranhei Querídissima Bonança, Pierrot Ruivo









