Espanto traças viciadas em lenços brancos
Traficando à elas guardanapos
Façam desta matéria de segunda mão
O véu que quiserem para vosso casório compartilhado
Expulsei gafanhotos dos teus pés
Rogavam-lhe pecados inventados por eles mesmos
Empunhando cupins nos punhos
Torturavam vossos calcanhares
Em um profundo sopro
Expurguei a todos de nossa mesa e arredores
Ai de meu pulmão, que sempre penso ser infeliz
Garçom! Traga-me um pneumotórax de barro
A primeira beleza de meus dias
Estavam nos filetes de teus dentes
Que rasgavam-me a carne sem sangrar
Em um primeiro beijo ardente dos dois mil diários que me davas
Se esse amor fosse posse
Eu mandava solta-lo
E cultivaria jardins em sua homenagem
Para que sempre voltasse para apreciação
Desenrola dos dez dedos
As cores aveludadas e foscas
Que hão de desobedecerem esta estação
Uma eterna guerra entre Klint e Almódovar
A suprema riqueza, não eram cores
Tampouco jantares e passa anéis
Contudo, sonhei teu sonho
Com a subversão do imundo ouro de tolo
Podes carregar-me em tua bolsa, meu amor
Cuida-te apenas do odor, o cheiro de amante
Atraíra maridos escondidos em cortinas
Para o disfarce, sugiro vales aromatizantes sabor baunilha