Cirrose, vinho, ferrugem Ciranda, circo, panfletagem Amor corrosivo, sexo acumulativo Procurando os olhos corroídos de sempre Beijos da torcida ao ufanismo E a mesma vê-se no espelho E concluem imediatamente Soís-lhe único! A bandeira tingida no peito Por lágrimas esparramadas Emparelhados com relógios e atrasos Doze trabalhos conquistados com esmero O Boto com lábios corados Peito de bumbo, em corações secos Irradiação solara Iara Esgueirando-se do teu sangue pelo mangue Bom dia fruto, Bom dia meio Reverencie-me prato Até breve meu quase amor Espero-te após caputs de porco Admirável alegria vitalícia Até o fim dos próximos sessenta dias Em suma era o adeus disperso Diluído a toda a gente como relíquia Fundição fluída A tristeza de hiena A coroação pitoresca de duque Bruxismo adoçando o banquete A culpa um decreto A magnética magnólia A ufanista verborragia se fecha O espetáculo fala em falência e aplaude a si mesmo
Carmen Miranda, Pierrot Ruivo









