Olá pessoal!! Dando continuidade a postagem da semana passada sobre açúcares, hoje vou falar um pouco sobre os adoçantes, aqueles artificiais e o natural também... Devido a tantas dúvidas, sobre qual é o melhor, qual a diferença entre eles, então vamos pontuar um a um tá certo?! De início vamos deixar bem esclarecido o que é um adoçante, produzido a partir de que, e para que fins ele seria. O adoçante dietético é produzido a partir de edulcorantes, substâncias naturais ou artificiais responsáveis pelo sabor doce. Também conhecidos como edulcorantes, foram criados para diabéticos, já que eles devem restringir o açúcar e os produtos doces da alimentação devido ao quadro de hiperglicemia (alta taxa de glicose no sangue) que apresentam. Apesar de sua grande maioria não terem calorias, contêm diversos aditivos químicos, alguns deles comprovadamente prejudiciais à saúde a longo prazo. Os adoçantes artificiais podem prejudicar a saúde porque não são reconhecidos pelo organismo, logo precisam ser eliminados, gerando sobrecarga do fígado e dos rins. Estudos apontam que o excesso destas substâncias podem causar alterações genéticas e até mesmo alguns tipos de câncer. Estes tipos de adoçantes também têm capacidade de engordar, quando o adoçante entra em contato com a boca, é dado um “sinal” ao organismo de que estamos ingerindo açúcar e este deverá ser digerido. Mas se isso não acontece, o organismo acumula estes sinais e acaba absorvendo mais açúcar simples dos próximos alimentos consumidos ao longo do dia, acarretando no aumento de peso de uma pessoa saudável.Atualmente existe uma ampla variedade de adoçantes como o ciclamato, a sucralose, acessulfame-K, steviosídeo, aspartame, entre outros.
SUCRALOSE: embora feita a partir de açúcar e com gosto de açúcar, não é reconhecida pelo organismo como um hidrato de carbono e, por isso, tem zero calorias. É uma alternativa útil para quem está tentando reduzir o açúcar ou a ingestão de calorias. Muitos produtos diet ou light, incluindo refrigerantes, bebidas gasosas e doces, são adoçados com sucralose, cerca de 600 vezes mais doce do que o açúcar e, portanto, pequenas quantidades são necessárias para adoçar bebidas e alimentos. A Sucralose Não é metabolizada pelo organismo, sendo eliminada por completo em 24 horas pela urina, possui cloro em sua composição, que compete com a absorção de iodo na glândula da tireoide, sendo contraindicado para pessoas que possuem distúrbios na tireóide, não possui calorias.
CICLAMATO DE SÓDIO: Com o menor poder adoçante, é 40 vezes mais adoçante que a sacarose, possui sabor agradável e semelhante ao açúcar refinado (apresentando um leve gosto residual). É um adoçante sintético, não calórico, produzido a partir de um derivado do petróleo, o ácido ciclo hexano sulfâmico. É um dos adoçantes mais baratos do mercado. Deve ser evitado por hipertensos, já que costuma aparecer na forma sódica, ou seja, combinado com sódio.
SACARINA: A sacarina é o adoçante artificial não calórico mais antigo que existe. Também extraída de um derivado do petróleo, o ácido sulfanoilbenzóico, apresenta um poder adoçante 200 a 700 vezes maior que o açúcar da cana (sacarose). Sozinha, em altas concentrações, a sacarina tem gosto residual amargo e metálico e, por isso, é normalmente associada ao ciclamato. No nosso organismo ela é absorvida lentamente, mas não é metabolizada, sendo excretada de forma inalterada pelo rim. Sua maior qualidade é o fato de ser estável a altas temperaturas, podendo ser utilizada em preparações quentes.
ASPARTAME: Edulcorante artificial, é uma proteína dissociada produzida a partir dos aminoácidos encontrados normalmente nos alimentos: fenilalanina e ácido aspártico. Possui sabor agradável e semelhante ao açúcar branco, só que com o potencial adoçante 200 vezes maior, permitindo o uso de pequenas quantidades. Seu valor energético corresponde a 4 cal/g. Muito usado pela indústria alimentícia, principalmente nos refrigerantes diet. Talvez seja o adoçante mais apreciado devido ao seu sabor bastante parecido com o açúcar, sem apresentar residual amargo. O aspartame perde sua doçura quando submetido a altas temperaturas. Por isso, sugere-se que seja utilizado em alimentos e líquidos após a retirada do fogo. É contra-indicado para os portadores de fenilcetonúria (incapacidade do organismo de metabolizar a fenilalanina), uma anomalia rara que geralmente é diagnosticada no nascimento (teste do pezinho). Pelo mesmo motivo, também se desaconselha o uso por grávidas.
ACESSULFAME-K: Utilizado para uso em bebidas, sobremesas, gomas de mascar e adoçantes de mesa. O acessulfame- K é um sal de potássio sintético produzido a partir de um ácido da família do ácido acético. Com um poder de doçura 180 a 200 vezes maior que o açúcar, esse adoçante tem um sabor residual semelhante à glicose. O organismo o absorve, mas não metaboliza, o que significa que é eliminado tal como é ingerido. É um adoçante considerado totalmente seguro e por ser estável a altas temperaturas facilita sua utilização em preparações forno e fogão. A única restrição ao consumo desse adoçante é para portadores de doenças renais ou outras patologias cujo tratamento deve restringir o consumo de potássio e não possui calorias.
STEVIOSÍDEO STÉVIA: Adoçante natural extraído da stévia, uma planta originária da Serra do Amanbaí, na fronteira do Brasil com o Paraguai. É muito consumido no mundo oriental, principalmente no Japão. Seu poder adoçante é cerca de 200 a 300 vezes maior que o da sacarose, sendo o único adoçante de origem vegetal produzido em escala industrial. É totalmente atóxico e seguro ao organismo, mas seu uso é pequeno devido a um sabor residual amargo que possui e não possui calorias.
FRUTOSE: extraída das frutas maduras, de alguns vegetais e do mel, pode ser consumida por diabéticos, mas só com orientação médica ou de uma nutricionista. Produz 4 cal/g, o mesmo valor da sacarose (açúcar comum). Por essa razão, é desaconselhável para regimes de emagrecimento.
MANITOL: é um edulcorante natural amplamente encontrado em vegetais como aipo, cebola e beterraba. Seu consumo diário é de 30g a 50g em doses parceladas por dia, embora algumas pessoas não tolerem quantidades superiores a 10g, seu poder adoçante é de 70% em relação ao açúcar porém não provoca cáries. Há relatos de que provoca um significativo efeito laxante quando ingerido em doses elevadas.
SORBITOL: É uma substância natural de algumas frutas e de algas marinhas. Resiste a temperaturas elevadas. 50% menos doce que o açúcar, seu consumo diário é de 30g a 50g em doses parceladas por dia, embora algumas pessoas não tolerem quantidades superiores a 10g, contraindicado para obesos e diabéticos descontrolados. Doses muito altas são diuréticas e aumentam a perda de cálcio no organismo, possui 0,01 cal/gota.
XILITOL: tem sabor semelhante ao da sacarose (açúcar comum). Não é encontrado puro e, normalmente, é usado na composição de adoçante para atenuar o gosto amargo de outros edulcorantes. Seu consumo diário é de 30 g a 50g em doses parceladas por dia, embora algumas pessoas não tolerem quantidades superiores a 10g. Seu poder adoçante corresponde a 50% da sacarose, tem o diferencial de causar uma sensação refrescante na saliva, doses acima de 30 g/dia podem causar diarreia, possui 2 cal/g.
DIANTE DE TODOS ESTES ADOÇANTES, PODE AINDA ASSIM PINTAR ALGUMAS DÚVIDAS, DEVIDO A ALGUMAS INFORMAÇÕES SEREM PARECIDAS!! ENTÃO DRA. QUAL ADOÇANTE VOCÊ RECOMENDARIA?? Recomendo sempre adoçantes naturais, como stévia e sucralose, são mais seguros. De qualquer forma, também devem ser usados com moderação. Fiquem ligadinhos na dica da próxima semana!!!