O dedo da morte deve ser posto, de tempos em tempos, sobre o tumulto da vida para que não nos rasguemos em pedaços? Somos feitos de tal maneira que precisamos tomar a morte em doses pequenas diárias ou não poderíamos continuar com o afã de viver? E, então, quais são esses poderes estranhos que penetram nos nossos mais secretos caminhos e alteram as nossas posses mais preciosas sem que tenhamos vontade?
Orlando: uma Biografia (Virginia Woolf)












