O uso de plantas medicinais é realmente eficaz no tratamento de doenças? Quais os benefícios do (a): Alecrim, Arnica, Alfavaca, Babosa, Alho, Erva Doce, Boldo e Hortelã?
Entende-se por planta medicinal toda e qualquer planta que serve, de alguma maneira, para o tratamento de um problema de saúde, tendo efeito definido sobre doenças e sintomas e com eficácia comprovada cientificamente (CARDOSO, 2004).
O uso das plantas medicinais, já datam muitos milênios. Além do mais, grande parte dos medicamentos que a população têm hoje, possuem principio ativo extraídos das plantas.
DA SILVA et al., (2010), realizou uma triagem fitoquímica sobre plantas do cerrado e suas propriedades medicinais, realizando testes fitoquímicos qualitativos e quantitativos para as classes de substâncias para** flavonóides**, que apresentam atividades antiflamatória, antialérgico, anticancerígeno, alcalóides, antitumorais, antitussígenos, antiviral, esteróides/triterpenóides, antiflamatórios, terpenos, taninos que ajudam no tratamento da hipertensão arterial, queimaduras, bactericida, fungicida e saponinas, antiviral e atuam sobre membranas celulares.
Uma propriedade extraordinária do alecrim foi confirmada recentemente por pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco. Na tradição popular já se sabia que o** alecrim** era eficaz no tratamento das hemorróidas, mal que atormenta uns 40% da população brasileira, segundo levantamento da mesma Universidade. Submetida a experimentação, a tradição popular foi confirmada cientificamente e o preparado à base de alecrim se mostrou tão eficiente e constante, a ponto de surpreender pacientes e médicos (STEFFEN, 2010).
Ocimum gratissimum L. (Alfavaca), possui ações biológicas, que são justificadas pelo seu óleo essencial contendo eugenol, que confere à planta um poder anti-séptico, e ainda um princípio balsâmico responsável pelo emprego eficaz da planta na preparação de banhos anti-gripais em crianças (MORAIS, 2005 apud, MATOS, 2000).
Alguns dos usos populares foram verificados cientificamente, como a atividade relaxante sobre o músculo liso do intestino (MORAIS 2005, apud, MADEIRA et al., 2002) e a ação fungicida contra quatro espécies do gênero Candida (MORAIS 2005, apud NAKAMURA et al., 2004).
A arnica possui as propriedades medicinais devido aos flavonóides, sendo muitos e variadas seus usos. É usada em cicatrizações de ferimentos superficiais, combate de** hemorragias leves**, além de ser um ótimo antiinflamatório natural de uso externo, contra machucaduras, quedas, contusões, derrame de sangue interno, hemorragias A arnica não deve ser utilizada por via oral, por ser comprovadamente tóxica para o figado (CAVALCANTI, 2016 apud, STEFFEN, 2010).
Algumas das plantas comprovadas cientificamente pelo Ministério Da Saúde, é o** Alho** (Allium sativum), possui propriedades medicinais, como antiinflamatório, antigripal, analgésico, antisséptico pulmonar, vermífugo e hipertensor. A Erva-Doce (Pimpinella anisum), têm ação carminativa, antiespasmódica digestiva. A Babosa possui propiedades laxativas, cicatrizante, lenitiva, fortalece os cabelos, anticaspa. O Boldo ajuda na digestão e desintoxica o fígado. O Gengibre ajuda na dor de garganta, tosse, perda de voz, dores musculares, contusões. A Hortelã ajuda no trato digestivo, é vermífugo, analgésico, antiespasmódico.
REFERÊNCIAS
CARDOSO, I. N. Plantas tóxicas no perímetro urbano de Caxias, Maranhão. Monografia apresentada ao curso de Especialização em Educação Ambiental, CESC-UEMA. 2004.
CAVALCANTI, Daniella da Silva Porto; SILVA, Élbia Elias Vieira. As principais plantas medicinais comercializadas nos mercados populares de Goiânia-Goiás. SAÚDE & CIÊNCIA EM AÇÃO, v. 2, n. 2, p. 44-57, 2016.
CLEMENTE, P. J.; STEFFEN, S. J. Plantas medicinais usos populares tradicionais. Instituto Anchietano de Pesquisas/UNISINOS, 2010.
DA SILVA, Nádia Livia Amorim; MIRANDA, Francisco Alberto Alencar; DA CONCEIÇÃO, Gonçalo Mendes. Triagem fitoquímica de plantas de Cerrado, da área de proteção ambiental municipal do Inhamum, Caxias, Maranhão. Scientia Plena, v. 6, n. 2, 2010.
MORAIS, Selene Maia de et al. Plantas medicinais usadas pelos índios Tapebas do Ceará. Revista Brasileira de Farmacognosia, v. 15, n. 2, p. 169-177, 2005. APA
STEFFEN Pe. Clemente. Plantas medicinais: usos populares tradicionais. São Paulo: Instituto Anchietano de Pesquisas/UNISINOS, 2010.















