fogo
As palavras me vestiam E eu te embrulhava nos meus passeios Doutrinando meus apelos Nos teus apelidos secretos Tenho passado tanto tempo só Que já não me reconheço Já não sei mais como é estar Nem regresso, combativo vivo Serrar no punho a verdade Nua e cria de leviana fase Adorável e implacável fase Ser-te oásis e deserto Na mesma sentença Ser uma besta desgovernada E casca grossa como nunca Às vezes eu me apaixono por você E às vezes pelo que criei E já nem sei mais o que nos compele Neste furacão de excessos e paixão Pura, desmedida e repleta.
Sim, sinto sua falta Tanto quanto sinto a minha Feita de tua presença.
Portanto, fica Pelo menos essa noite Pelo menos para este pileque Pelo menos por este instante Que se eternizaria numa poesia Afim.
Eixo Noir






