Ultimamente tenho procurado escrever assim que acordo ou, então, não muito tarde.
Dessa vez dormi bem. Acordei bem. Raridade.
Ontem, tive um domingo diferente. Conversei com meu namorado sobre o Projeto Casamento e decidimos algumas coisas. Foi uma das conversas mais importantes da minha vida, além de muito inspiradora e romântica. Enquanto ele falava eu pensava em como Deus é bom, por ter me dado a chance de ser feliz de verdade ao lado de uma pessoa que, além de linda, é amiga, ouvinte e conselheira. As orações costuman chegar ao coração de Deus. Ele ouviu as minhas.
Ficamos pendentes quanto ao formato de celebração, mas tentaremos unir nossas duas vontades numa só realização. Não queremos nada que não seja restrito ou despojado, afinal será nosso dia e, este, deverá nos representar de forma memorável e ser eternizado em fotos e vídeos, com presença de pessoas que realmente fazem questão de ver nossa concreta e oficial feliz união.
Seja como for, será perfeito.
Como ando muito instável, não sei se conseguirei sossegar sabendo que, durante um período indeterminado, não poderei ajudar financeiramente.
Tenho algumas ideias empreendedoras simples, com o tema voltado para o nosso casório, mas cada uma com um nível de dificuldade um pouco alto, para mim, por causa das minhas atuais condições.
Nada de confundir minha cabeça, Alprazolada! Me dê um espaço pra respirar, ta?!
Na quinta feira passada, voltei à psiquiatra e, como era de se esperar, ela me chamou a atenção. Eu não poderia ter alterado a forma de tomar meu remédio sem sua orientação e, por causa disso não pôde me avaliar, sendo necessário o recomeço. Foi uma bela cagada esta minha atitude.
Agora estou tomando Cloridrato de Sertralina, ao invés do Serenata. Comecei ontem. Voltei para a dose de 50mg e ficarei nela durante 7 dias, depois retorno para 100mg e, depois, só Deus sabe. E eles cuidando de mim.
Ela me explicou que meu tratamento é muito demorado e que, mesmo eu ingerindo corretamente a medicação, haverá dias em que estarei mal e pra baixo.
Complicado isso aí. Gosto não.
Nunca imaginei passar por isso, mas imagino o que poderia ter me acontecido se eu não buscasse ajuda a tempo.
Tomara que este genérico me faça bem.
Por causa da minha idade, penso que estou tomando muitas medicações. Quanto mais remédios aparecem na lista, mais triste eu fico.
As vezes tenho a sensação de quê tenho culpa por estar doente. Não gosto do fato de ter que tomar remédios. Até pra dor de cabeça eu os evito.
O fato de eu estar consultando com reumatologista, também não me deixa feliz. Este processo investigativo é meio desgastante.
Segundo minha reumatologista, algumas pessoas desenvolvem doenças reumatológicas devido ao psíquico, porque a cabeça fica tão doente à ponto de contaminar o corpo todo. Isso acontece quando as cargas emocionais vividas por alguém são muito pesadas, então a mente distribui a dor e o sofrimento.
Minha psiquiatra olhou meus exames de sangue e, por não mostrarem resultados específicos, disse que posso, realmente, não ter nenhuma doença autoimune e sim algum distúrbio psicológico - mais um. Segundo ela seria a melhor opção. Mais fácil de controlar. Quando controla a mente, controla tudo.
Ainda não fiz meus exames para investigação mais profunda de alguma possível doença reumatologica.
Voltando ao dia de domingo, após o almoço, minha mãe, depois de várias risadas, soltou a seguinte pérola: “comi demais, aí parece que tomei uma!” Ri de chorar!
Daí comecei a crer que estou num hospício e que a doideira é de família. Uma espécie de herança.
O fato me fez lembrar de uma musiquinha sobre gnomos e doendes. Meu namorado começou a pesquisar na internet e, de repente, caímos nas redes do Ventania. Meu Deus, como eu fiquei assustada por entender o contexto das letras do cara. As músicas dele são muito parecidas com minha forma de escrever. Como assim? Tem mais de mim por aí? Fiquei assustada demais.
Entender o contexto de poesias feitas à beira da estrada, numa fogueirinha enquanto se vê o caminhão passar, é muito louco.
Com isso só posso, quem sabe, talvez, entender que faço parte de um raro conjunto de pessoas que percebem a diferença quando tomam todinho sem antes balançar; que gostam do mato; que admiram a natureza e sua vasta paleta de cores de cogumelos que não brotam do chão; que vieram de um universo paralelo e estão de passagem, como andarilhos que compõem sua vida em meio alguma fumaça - que conheço só de tabela.
Enfim, a vida é uma beleza e hoje eu tô de boa.