Sentindo-se “boa o suficiente”
Pois é, eis mais um texto de desabafo por aqui… Ou apenas colocando algumas loucuras da minha mente em forma de texto? Quem sabe qual dessas opções é a correta…
Eu ainda acho que preciso de um psicólogo, mas eu ando muito pão duro em relação à coisas “não importantes” (as aspas estão aí porque é algo relativo, né; gasto mais de R$ 400,00 num ingresso de show - parcelado, óbvio -, mas não gasto R$ 50,00 por consulta, o que daria R$ 200,00 por mês, numa psicóloga aqui perto de casa porque… Porque eu acho “mais importante” gastar dinheiro com entretenimento - é, eu sou trouxa mesmo).
Gosto de escrever e desabafar quando sinto uma Cruz pesada nas minhas costas (quem me segue no Twitter sabe MUITO bem disso, e também que esses desabafos são aleatórios e ocorrem a qualquer momento). Internamente, eu ando tendo muitos desabafos, provavelmente porque estou de TPM, mais conhecida como “O Inferno na Terra”, né.
Já faz um tempo que eu tive esses pensamentos, mas só agora quis escrever sobre o assunto… Vamos ver no que este texto vai dar, afinal.
Semana passada, eu salvei uma certa selfie minha no celular que eu gosto bastante, tirada em Outubro do ano passado que estava apenas no computador, e, aleatoriamente, ela foi salva logo antes de eu salvar duas selfies do Mark do GOT7 (que eu tuitei praticamente em seguida).
Preparem-se que agora vem os pensamentos perturbadores (ou não, sei lá… vai que é normal pensar isso) da criança aqui
Não lembro como esse pensamento começou, mas quando eu vi minha foto ao lado da dele, eu pensei “honestamente… eu estou bem bonita… por que um cara como ele [Mark] me diria não? por que meu ideal type me diria não? será que não é tudo besteira da minha cabeça?”
Não que eu tenha mesmo changes reais de namorar o Mark (desculpa para o meu lado fangirl, mas precisamos encarar a realidade como ela é, né; se existe alguma chance, ela é quase nula), claro, mas quem me segue e/ou me conhece intimamente há muito tempo sabe como eu sou insegura com essas coisas (em relação à estética e beleza), como eu me convenci ao longo dessas mais de 2 décadas de vida que:
“Eu não sou o ideal type do meu ideal type”
“Nenhum cara que eu gosto vai gostar de mim”
“Por que alguém que gosto gostaria de mim? Eu sou ridícula/feia”
E outras frases lindamente auto-destrutivas, muitas vezes com direito a ofensas pesadas (palavrões) dirigidas a mim que eu dispenso mencioná-las aqui para que elas não me dominem (eu tenho auto-estima muito frágil; quanto mais eu me ofendo “em voz alta” - seja literalmente ou em textos -, pior eu fico; vide a vez que eu falei ter nojo do meu corpo pela manhã e meu treino ter sido muito prejudicado mais tarde naquele mesmo dia).
Com isso em mente, foi um choque eu me pegar pensando que “eu sou boa o suficiente” para um cara como o Mark (ou qualquer outro bias da minha vida); eu fico até pensando se eu não estou sendo extremamente arrogante e convencida demais ao pensar isso.
Estou? Espero que não… Mas não sei como me sentir direito, porque eu raramente tenho pensamentos que me fazem me sentir bem em relação à minha aparência de verdade. O máximo que chega é “oh, hoje eu estou fofa”.
Sério, baixa auto-estima é uma merda.
E toda essa situação me faz pensar o que mencionei antes: será que é tudo coisa da minha cabeça? Óbvio que todas essas besteiras são, mas parece que minha ficha não cai e eu não consigo focar no que é óbvio: não há nada de errado comigo.
Pelo menos não no sentido de estética; tenho meus defeitos psicológicos e comportamentais, preciso perder 20 kg por questões de saúde… Mas feia? Ridícula? Baranga? Horrorosa? Como diabos eu fui deixar essas mentiras se tornarem verdade na minha cabeça?! É absurdo!
Pior ainda é eu achar justo e normal alguém não me querer por causa disso.
Fico me perguntando qual a origem de todas esses pensamentos, sabem… Quando eu passei a pensar neles e, pior, acreditar neles.
Outra coisa que toda essa situação me faz pensar é no quanto eu ainda valorizo aparência física. Acho que isso ficou claro no post de desabafo sobre meu corpo, né… Eu rio de tão ridículo, sabem, pra não chorar. Parece que eu acho personalidade o mais importante quando eu olho para os outros, mas não para mim.
Eu me convenci que eu devo ser linda para ser aceita pelos outros. Mas eis um segredo, que eu ainda preciso aceitar desde o fundo da minha alma à superfície da minha consciência: não é assim que a vida funciona.
Não sei se este texto chegou a algum lugar, são apenas pensamentos aleatórios organizados numa prosa sem muita preocupação com organização e sentido lógico… Só queria desabafar mesmo.
Mas uma coisa eu tenho certeza: quero me sentir bem comigo mesma mais vezes nesta vida. Chega de baixa auto-estima!
Porque, sério, eu não aguento mais me odiar tanto.