Tínhamos acabado de sair do evento de inauguração da minha empresa no centro de Chicago. Todas as vezes era a mesma coisa: música clássica, gente chata e puxa sacos filhos da puta, mas a única diferença dessa vez é que Brooke e Alexia iriam tirar fotos do evento.
Como Lexi e Jett moravam em Chicago, eles nos levaram a um lugar que eles diziam ser “a melhor boate” da cidade.
– Só de olhar a entrada dá para ver que esse lugar é uma porcaria.
– Não me chamo Dylan para frequentar esse tipo de lugar! – Lexi retrucou.
– Toma gatinho que hoje Lexi está difícil!
– Podia ter ficado sem essa, bro! – Jett pôs a mão no meu ombro.
– Vão se foder todos vocês!
A boate era por completo de madeira e mármore, nas paredes haviam veados pendurados e tinha uma parede inteira só de prateleiras contendo todos os tipos de bebida. O som da boate estava bem alto, o lugar estava bastante cheio e as pessoas dançavam feito loucos.
Sentamos em uma das mesas que havia no bar, ao invés de pedirmos uma dose para cada um, pedimos logo duas garrafas de Black Label.
– Te desafio a ver quem bebe mais!
– Péssimo dia para desafios Brooke, Scott pediu para mim cuidar de você então desculpe te desapontar, mas vamos deixar para outro dia!
– Me chame do que quiser, mas não vou mudar de ideia, Parrish!
Algumas horas se passaram e já estávamos na terceira garrafa, eu não estava bebendo muito, mas também não iria ficar olhando todo mundo beber.
Começou a tocar “Promiscuous”, Brooke e Lexi já estavam mais que alteradas. Elas foram até a pista dançar enquanto eu e Jett ficávamos observando tudo, elas dançavam como se conhecessem a coreografia da música, pouco se fodendo para quem poderia estar olhando. Fiquei observando e pensando em como as pessoas nos achavam dois caras de sorte por estarmos junto a elas.
Lexi era uma linda mulher, estava em um belo vestido vermelho que além de realçar todas as suas curvas, combinava sua pele que tinha um bronzeado perfeito e deixava seu belo par de pernas a mostra, ela tinha cabelos ondulados que iam até a metade da costa, um lindo sorriso e seu olhar que mostrava uma mistura de poder e superioridade. Ela sabia exatamente como dançar no ritmo da música, sabia também muito bem como seduzir um cara. Jason era um homem muito sortudo.
Brooke era um tipo de mulher que todo homem sonha em te, com seus belos par de olhos verdes que era capaz de fazer qualquer homem ficar duro com apenas um olhar.
Em dado momento, seus olhos verdes exibiam uma expressão inocente, quase de desemparo; em outro brilhavam desafiadores, fatais como os de uma pantera ao descobrir sua presa. Sua pele quase parecia uma porcelana, nem tão branca e nem tão bronzeada, a boca não precisava de batom porque a cor natural dele já bastava para deixa-la sensual. A cor preta do vestido destacava ainda mais o verde dos olhos. O decote, em formato de coração que formavam uma moldura perfeita. Uma verdadeira obra prima.
Ver Lexi e Brooke dançando era uma hipnose para qualquer homem, consegui tirar os olhos das duas com a ajuda de Jett me tirando do transe.
– Estava em que planeta, cara?! Estou te chamando faz uns 5 minutos – Disse ele gritado por conta do som alto.
– Só estava observando o lugar, que por sinal até que é uma bela boate!
– Qual é, amigo!? Sou Jett Evans, acha que vou te levar em um lugar ruim?
– Digamos que você me surpreendeu. – Disse beberricando meu drink.
Avistei dois caras se aproximando das meninas. Como Scott me pôs a responsabilidade de cuidar da Brooke e eu tinha a obrigação de cuidar da Lexi pelo Jason, deixei meu copo no balcão e me aproximei dos filhos da puta.
Jett é tão burro que só reparou que eu já não estava mais do lado dele quando ele viu eu saindo na porrada com um dos caras, o outro já estava vindo para cima de mim, mas Jett deu um murro em cheio do rosto do cara. Enquanto Brooke e Lexi só sabiam gritar torcendo por mim e Jett, os seguranças da boate chegaram e separaram a briga, conclusão fomos postos para fora da boate.
Eu estava com um corte no supercílio e Jett com um corte na boca, tivemos vantagem porque éramos mais fortes e mais altos que os outros dois otários. Depois de alguns minutos em silêncio ouvimos a gargalhada de Lexi ecoar o lugar.
– Pirou, Lexi? – Jett disse olhando pra Lexi assustado.
– Estou rindo da situação em que fomos parar, quatro bêbados sendo expulso de uma boate, esse irá ficar na história. – Ela disse rindo ainda mais.
– Sem contar a cara daqueles dois idiotas apanhando, odeio admitir, mas vocês dois foram fodas batendo naqueles babacas. – Brooke disse entre tropeçadas de palavras.
– Já podemos arrumar outro lugar para beber! – Lexi disse empolgada.
– Não, Lexi! Vocês já beberam demais por essa noite, Jett vai levar você para casa e eu irei levar Brooke até hotel! – Disse mandão.
– Dylan tem razão, e além disso preciso colocar remédio na minha boca porque aquele desgraçado conseguiu me acertar. – Jett concordou comigo.
– Dois caretas ridículos!
– Que palavreado feio Lexi e nunca chame um homem de frouxo, Parrish! – Pisquei para ela
O hotel não ficava muito longe dali, ao invés de chamar um taxi optei por ir a pé, Brooke ficou reclamando o caminho inteiro de como os pés dela estavam doendo e porque eu não havia chamado um taxi. A embriagues de Brooke já tinha melhorado um pouco pelo tempo que andamos, ela não parava de resmungar no meu ouvido, fui até ela e a joguei- a no meu ombro. Passei pelo saguão do hotel com os olhares curiosos tentando entender a situação e só a coloquei no chão quando estávamos na porta da suíte onde eu estava hospedado.
– Dylan, porque fez isso seu babaca, ridículo, otário!
– Que linda demonstração de amor por minha pessoa! – Debochei – Agora dá para você entrar logo? Estou cansado e que dormir!
– Nunca que eu vou dormir aí, e além do mais eu estou hospedada em um hotel!
– Claro, um que fica um pouco longe daqui e nem fodendo vou deixar você ir sozinha.
– Nem Scott manda em mim e não vai ser você que vai mandar, querido!
– Mas acontece que estou sem paciência para aturar faniquito de mulher, dar para entrar logo ou terei que ir aí de buscar?
– Não vejo homem para isso! – Disse ela com um olhar desafiador e, como sempre gostei de um desafio, fui até Brooke e a agarrei de modo que ela não conseguisse mexer os braços. Mesmo ela relutando e sendo lutadora, eu estava em vantagem porque era mais forte.
Fechei a porta atrás de mim com os pés e ela tinha se acalmado, porém eu não havia soltado ela ainda. Se lembra quando eu disse que Brooke era capaz de fazer qualquer homem ficar duro com apenas um olhar? Então, meus olhos encontraram o dela e era como se eu estivesse hipnotizado. Era como se a cada vez que ela respirava minha vontade de tela se aumentava mais. Os sons noturnos, os objetos em volta, tempo, espaço, nada mais parecia existir. Eu estava perdido na dimensão do desejo.
Eu poderia está sendo um traíra, mas quer saber? No momento eu estava pouco me fodendo para isso.
– Sei que é errado, mas eu estou uma imensa vontade de foder você, Brooke. Aqui, agora. – Me inclinei e apenas encostei os lábios nos dela, esperando uma resposta para ir adiante.
Me surpreendendo, Brooke enlaçou suas mãos em volta do meu pescoço e, entreabrindo os lábios, correspondeu com voracidade. Nesse momento joguei-a contra parede, ouço o barulho abafado ao seu corpo se chocar contra o pedaço de concreto, sua língua encontrava a minha em um mesmo ritmo. Mesmo com gosto de álcool seu beijo era doce e quente, por mais que eu quisesse parar era algo impossível.
Brooke solta um gemido dentro de minha boca e, para recompor o folego, com uma de minhas mãos seguro seu cabelo puxando sua cabeça para trás enquanto eu dava leve chupões por todo seu pescoço. Finalmente encontrei o zíper do vestido, que num instante aquela peça de roupa foi jogada ao chão
– Linda... – minha voz saiu rouca evidenciando o desejo que eu sentia. – Você é toda linda. Aqui... – acompanhei as palavras beijando um de seus mamilos – aqui... – completei beijando o outro.
Apenas uma porra de tecido me impedia de vê-la completamente nua. Ajoelhei diante dela e retirei a minúscula peça intima ao longe de suas pernas com lentidão.
Como se tivessem vida própria, as mãos de Brooke procuraram o botão da minha calça. Eu a ajudei, e a peça de roupa logo foi se juntar a seu vestido.
Peguei-a entre meus braços e a levei até o quarto, coloquei-a na cama e lentamente puxo seu corpo, depois faço um caminho de beijos até sua intimidade. Intercalava entre leves chupadas, beijos e mordidas. Seu corpo tremia, seus dedos estavam entre meus cabelos puxando de leve e acariciando.
Ela delirava de prazer, soltava gemidos abafados, enquanto aumentava a agilidade da minha língua.
– Harper, por favor – ela implorou em um sussurro.
– Por favor o que, Parrish? – Me fiz de desentendido.
– Eu quero você dentro de mim agora porra, dá para entender ou quer que eu desenhe?!
Não contive o riso, aquela mulher não cansava de ser mandona. Fui subindo meus beijos pela sua barriga até meus lábios encontrarem seus seios, eu os suguei com desejo. Me afastei e olhei fixo em seus olhos belos olhos verdes, sua respiração já estava ofegante. Volto a beijar seus lábios, agora com mais intensidade e desejo, ela acariciava meu braço e ombro. E em um breve movimento, a penetro.
Seus olhos se fecham e ela morde de lentamente o lábio inferior.
Meus movimentos são fortes, porém devagar, pois quero aproveitar e me deliciar de cada segundo junto ao seu corpo.
– M-mais... rápido! - Ela pede com a voz falha sussurrando em meu ouvido, seguido de uma leve mordida.
Obedeço e aumento a velocidade dos meus movimentos. Ela soltava gemidos altos, então tentei abafar com meus lábios. Suas mãos foram até minhas costas me arranhando, me deixando ainda mais excitado. Sinto seu corpo se curvar para trás e ficar rígido, logo em seguida o meu também e caí de lado. Nossos corpos estavam embebidos de suor, nossa respiração quente, pesada e ofegante, batimentos acelerados e corpos trêmulos.
Acordei pela manhã com Brooke do meu lado e a porra do sentimento de culpa pela noite anterior. Eu não podia ficar mais nem um minuto ali, enquanto Brooke ainda dormia, vesti minha roupa e escrevi um bilhete para ela.
“Brooke, eu queria me desculpa pelo o que aconteceu ontem. Fiz algo que nunca irei me perdoar, trai o Scott e Hailey, e tudo por irresponsabilidade minha.... Somos amigos e é isso que sempre iremos ser.
Eu estou voltando para NYC hoje e vou fazer de conta que nada disso aconteceu. Mais uma vez, me perdoe por tudo isso, se arrependimento matasse eu já estaria morto. Adeus, Parrish!
Dei um beijo em sua testa e sai às pressas disposto a esquecer que aquele dia um dia existiu.