- Mas uma garrafa de Jack, por favor!
Pedi à garçonete que servia o bar onde passei as duas ultimas semanas, provavelmente ela já me conhecia pela quantidade de vezes que me viu sentada nesse mesmo lugar todos os dias. E lá se vai a terceira garrafa de Jack Daniel’s só em um dia, mais três de muitas desde o dia em que o convite de casamento da mulher que eu suspeitava estar apaixonado chegou a minha casa. Durante duas semanas meus únicos companheiros foram às garrafas de Jack e os cigarros que eu fumava toda noite, toda hora, um atrás do outro. Nessas duas semanas eu estava me tornando um completo viciado, estava acabando comigo tanto por dentro como por fora e essas eram uma das coisas que me faziam esquecer tudo ao meu redor.
- Coração partido, pelo que posso imaginar.
A mulher de lindo cabelo ruivo e um belo corpo disse aproximando-se com a garrafa na mão servindo-me e em seguida balançando a cabeça em reprovação. Não disse nada, apenas a olhei, peguei o copo levando-o até a boca e virando o copo de uma vez só sentindo o liquido passar queimando pela minha garganta.
- Olha, faz dias que o vejo sentado nessa mesma cadeira se acabando de tanto beber e fumar, muitas vezes tive que chamar um taxi pra leva-lo em casa e que saber de uma coisa? Ficar se estragando desse jeito não vai mudar a situação em que está agora e nem trazer a suposta mulher de volta.
- Sabe, todos esses anos achei que estava apaixonado pela Hailey, só que de uns meses pra cá descobri que isso tudo era apenas gratidão. Gratidão por ela ter me transformado no cara que sou hoje, por ser a única mulher que foi capaz de mudar o homem que eu era, e então eu tenho uma primeira noite com Brooke achando que o eu sentia por ela era apenas desejo ou apenas sexo mesmo. Todos os dias fugíamos a noite de nossas casas pra nos encontrar em algum hotel por L.A, parecia que éramos até aqueles casais adolescentes fugindo dos pais. E então eu fiquei sem tempo pela quantidade de trabalho aqui em Nova York, desde então eu percebi que ela era mais que uma noite de sexo, ela era mais que apenas uma diversão, descobri que cada dia longe dela era torturante.
- Pelo o que posso ver no seu dedo você é casado com Hailey e está apaixonado pela Brooke.
- Noivo! Eu e Hailey estamos noivos. Eu só não te contei a melhor parte da história, Brooke vai se casar com meu melhor amigo daqui a dois dias.
- Uau! Pensei que minha vida estava confusa, mas vejo que a sua está mais. Só deixa eu te perguntar uma coisa, por que não disse a Brooke que estava apaixonado por ela?
- Não sei, por medo talvez, medo de que ela poderia sentir diferente, medo de apenas eu está sentindo isso e pra ela ser apenas diversão… E, eu estava certo, se ela estivesse mesmo sentindo o mesmo que eu não ia se casar com outro.
- E o que você sente pela Brooke?
- Não sei exatamente, ela me traz paz, quando estou com ela não consigo mais pensar em nada, pois minha cabeça fica confusa, meu coração bate cada vez mais forte. Os olhos dela tem um controle sobre mim que nem eu mesmo consigo explicar, ela tem um sorriso radiante que eu não me importaria de ficar olhando durante um dia inteiro, o toque dela tem uma facilidade em arrepiar minha pele que é assustador. Brooke me traz alegria nos dias tristes, me acalma nos dias que estou puto com meu pai, ela é a mulher que quero ter uma vida, quero passar todos os dias acordando a seu lado, quero ter filhos correndo pela casa. E eu estou complemente apaixonado por ela, não a consigo ver cansado com outro a não ser eu, não vou suportar…
Fui interrompido pelo toque do meu celular, olhei no visor e era ela, Brooklyn Parrish.
- rs, e você se importa por acaso?
- Claro que me importo, por isso estou ligando.
- Brooke, se você realmente se impostasse, não teria aceitado se casar com ele.
- Não sei porque isso te incomoda tanto.
- Talvez seja porque me envolvi demais com você e acabei me apaixonando, Brooklyn.
Não esperei Brooke responder, finalizei a ligação e desliguei o celular, não queria ninguém me incomodando e ela estava no topo dessa lista.
Eu e Grace passamos horas conversando até eu está em sã consciência pra voltar dirigindo pra casa. Quando abri a porta vi Hailey sentada no sofá com o celular na mão e uma feição de preocupação misturado com raiva, assim que ela me viu levantou do sofá vindo em minha direção falando as mesmas coisas de sempre e eu não estava nem um pouco a fim de iniciar uma briga de casal. Passei por ela e fui direto pro quarto tomar banho, tudo que precisava agora era um banho gelado pra esfriar um pouco a alma.
Entrei no quarto, fechei a porta por conhecer Hailey e saber que se eu não fizesse isso ela viria até aqui pra falar o mesmo de todos os dias “Você está se tornando o mesmo Dylan da época de faculdade” e algumas outras coisas que nunca prestei muita atenção. Despi-me, entrei no box e liguei o chuveiro sentindo a água gelada passar por todo meu corpo, estava sem cabeça pra esperar a banheira encher. Durante o banho era impossível não pensar em toda situação, em tudo que eu e Brooke passamos.
“– Sei que é errado, mas eu estou uma imensa vontade de foder você, Brooke. Aqui, agora. – Me inclinei e apenas encostei os lábios nos dela, esperando uma resposta para ir adiante.
Surpreendendo-me, Brooke enlaçou suas mãos em volta do meu pescoço e, entreabrindo os lábios, correspondeu com voracidade. Nesse momento joguei-a contra parede, ouço o barulho abafado ao seu corpo se chocar contra o pedaço de concreto, sua língua encontrava a minha em um mesmo ritmo. Mesmo com gosto de álcool seu beijo era doce e quente, por mais que eu quisesse parar era algo impossível.
Brooke solta um gemido dentro de minha boca e, para recompor o folego, com uma de minhas mãos seguro seu cabelo puxando sua cabeça para trás enquanto eu dava leve chupões por todo seu pescoço. Finalmente encontrei o zíper do vestido, que num instante aquela peça de roupa foi jogada ao chão.
– Linda… – minha voz saiu rouca evidenciando o desejo que eu sentia. – Você é toda linda. Aqui… – acompanhei as palavras beijando um de seus mamilos – aqui… – completei beijando o outro.
Apenas uma porra de tecido me impedia de vê-la completamente nua. Ajoelhei diante dela e retirei a minúscula peça intima ao longe de suas pernas com lentidão.
Como se tivessem vida própria, as mãos de Brooke procuraram o botão da minha calça. Eu a ajudei, e a peça de roupa logo foi se juntar a seu vestido.
Peguei-a entre meus braços e a levei até o quarto, coloquei-a na cama e lentamente puxo seu corpo, depois faço um caminho de beijos até sua intimidade. Intercalava entre leves chupadas, beijos e mordidas. Seu corpo tremia, seus dedos estavam entre meus cabelos puxando de leve e acariciando.
Ela delirava de prazer, soltava gemidos abafados, enquanto aumentava a agilidade da minha língua.
– Harper, por favor – ela implorou em um sussurro.
– Por favor, o que, Parrish? – Me fiz de desentendido.
– Eu quero você dentro de mim agora porra, dá para entender ou quer que eu desenhe?!
Não contive o riso, aquela mulher não cansava de ser mandona. Fui subindo meus beijos pela sua barriga até meus lábios encontrarem seus seios, eu os suguei com desejo. Afastei-me e olhei fixo em seus olhos belos olhos verdes, sua respiração já estava ofegante. Volto a beijar seus lábios, agora com mais intensidade e desejo, ela acariciava meu braço e ombro. E em um breve movimento, a penetro.
Seus olhos se fecham e ela morde de lentamente o lábio inferior.
Meus movimentos são fortes, porém devagar, pois quero aproveitar e me deliciar de cada segundo junto ao seu corpo.
– M-mais… rápido! - Ela pede com a voz falha sussurrando em meu ouvido, seguido de uma leve mordida.
Obedeço e aumento a velocidade dos meus movimentos. Ela soltava gemidos altos, então tentei abafar com meus lábios. Suas mãos foram até minhas costas me arranhando, me deixando ainda mais excitado. Sinto seu corpo se curvar para trás e ficar rígido, logo em seguida o meu também e caí de lado. Nossos corpos estavam embebidos de suor, nossa respiração quente, pesada e ofegante, batimentos acelerados e corpos trêmulos.”
Quando me lembrei de nossa primeira vez em Chicago um sorriso brotou em meus lábios. Aquela foi a melhor noite da minha vida, a noite onde tudo começou.
– Dylan! Oh, merda. Vai assustar outro! – Ela disse assustada e gargalhei. Abaixei mais meu corpo aproximando-me e capturando seus lábios com um longo selinho seguido de uma mordida leve em seu lábio inferior.
– Hmm, isso tudo era saudade? – Brooke disse com um tom sexy em sua voz e sorri maliciosamente.
– Ah, talvez. Está aí a muito tempo?
– Pra ser sincera eu não sei. Cheguei em casa bem entediada e resolvi vir nadar, acabei perdendo a noção do tempo.
– E porque resolveu nadar pelada? – Questionei franzindo o cenho e Brooke sorriu maliciosamente.
– Deu vontade, e eu estava sozinha, então não vi problema. Você não quer se juntar a mim? – Ela perguntou mordendo os lábios e me olhando desafiadora.
Ver Brooke nua na piscina me deixou completamente duro, e encontrar aquele olhar só fez com que eu ficasse mais ainda. Tirei meus sapatos, calça, blusa e cueca e caminhei até a beirada da piscina, jogando meu corpo em um pulo que fez espirrar água em vários lugares. Ela gargalhou e se aproximou de mim, entrelaçando os braços em meu pescoço, fazendo nossos corpos se colarem mais. Brooke começou a queimar beijos em meus lábios, descendo do queixo até meu pescoço, desferindo chupões pelo mesmo. Apertei seu corpo e arfei, e Brooke roçou sua intimidade em cima do meu pau deixando escapar um gemido baixo. Continuou movendo lentamente seus lábios até minha orelha, mordendo o lóbulo da mesma.
– Shhhh, quietinho. Eu faço, você fica quietinho relaxando. – Disse com a voz rouca em meu ouvido, causando arrepios.
Ela levou sua mão até meu pau, massageando sua extensão e apertando-o levemente. Segurei um baixo gemido enquanto ela continuou a apertar, logo começando a masturbar-me lentamente. Conforme minhas reações Brooke aumentou os movimentos, mexendo mais sua mão pra cima e pra baixo. Tombei a cabeça pra trás e mordi meu lábio inferior. Eu precisava estar dentro daquela mulher agora mesmo. Puxei seu corpo pra mais perto do meu novamente, fazendo-a enrolar as pernas em minha cintura. Levei seu corpo até a parede da piscina e o encostei na mesma. Guiei meu pau até sua entrada e enfiei com força, enterrando-me nela, sentindo-a fincar suas unhas em minhas costas. Brooke gemeu alto em meu ouvido, enterrando a cabeça em meu pescoço e deixando leves mordidas por ali. Comecei a estocar com mais força e rapidez recebendo seus gemidos como estímulo. Ela gritava e gemia, jogando a cabeça pra trás. Ela voltou seus olhos pro meu encarando os mesmos enquanto eu aumentava as estocadas mais e mais, indo até o fundo. Era tão fodidamente gostoso. A única coisa que eu conseguia pensar era fodê-la de todos os jeitos, vê-la toda mole em meus braços após gozar pra mim.
– Isso, linda. Assim.. – Murmurei quando ela começou a circular o quadril. Aproximei meus lábios do seu ouvido. – Me diz o que você quer, linda. Você quer gozar?
Senti suas unhas percorrendo minha costa inteira e seu corpo estremecer em meus braços após a sentença. Apertei mais sua cintura.
– Fala pra mim o que você quer. – Sussurrei mais uma vez metendo mais fundo e Brooke arqueou sua costa, fechando os olhos.
– H-harper… Eu quero gozar. – Ela disse num sussurro quase inaudível fincando suas unhas em meu peito e eu sabia que logo ela chegaria ao seu ápice.
Levei minha mão direita até seu clitóris e comecei a estimular o mesmo, logo ouvindo um grito sentindo seu corpo estremecer em meus braços. Adorava como ela era escandalosa enquanto gozava pra mim. Abracei seu corpo mais forte dando apoio, ainda permanecendo dentro dela.
– Oh meu Deus, Harper. – Brooke disse com a cabeça recostada em meu pescoço e eu gargalhei baixo. – Era pra ter sido o contrário, você sabe.
– Você pode recompensar isso depois, linda. Te ver toda mole assim após ter gozado pra mim vale mais do que qualquer outra coisa.”
Eu tinha que encontrar alguma distração pra minha cabeça, algo que me fizesse esquecer. Sai do box, enrolei a toalha na cintura e andei pela casa a procura de Hailey.
Os dias passaram como vulto, tão rápido que quando me dei conta estava embarcando para Florence. Cada vez que chegava mais perto, era como está a caminho da minha própria morte. Chegando no aeroporto de Florence, Scott estava a nossa espera com um sorriso de orelha a orelha, mal sabia ele que minha vontade era atravessar meu punho no rosto dele.
- Ai está você, cara! Como foi a viagem?
- Ótima, melhor impossível.
- Ótima pra você, Hailey, porque pra mim foi péssima. Sem contar que quando desembarco encontro com essa cara de pau do Scott.
- Se você ajudar com as malas e nos levar pro hotel logo, farei isso. – Fui andando em direção com Ally no colo, deixando Hailey e Scott pra traz. Como eu tinha prometido algumas semanas atrás, passei a tarde com Scott fingindo está todo maravilhosamente bem, fomos comprar alguns ternos , depois passamos em um bar pra tomar algumas garrafas de cerveja antes do casamento, não exagerei muito porque se eu ficasse bêbado com certeza faria alguma merda. Mais tardar, fui pro hotel me arrumar pois teria que chegar um pouco mais cedo, vou me lembrar de não aceitar ser padrinho da próxima vez. O dia estava voando, parece que nem o tempo estava ao meu favor.
Ver Brooke entrando naquela igreja foi como um soco na boca do estomago, aqueles socos de deixar a pessoa sem ar. Minha vontade foi de sair daquela igreja sem olhar pra trás abandonar todos naquela merda de lugar e nunca mais aparecer, eu quis bater tanto no Scott naquele momento até ele cair desacordado. E se eu fosse até o altar pra acabar com isso tudo? Não, Dylan, você não pode fazer isso, se ela está cansando hoje é porque ela gosta de outro e não sente nada por você, o que tiveram não passou de diversão pra ela. Se tudo não passou de diversão, por que Brooke não parava de me encarar? Talvez seja porque ela está com pena, se tem algo que me deixa mais puto nessa vida é alguém ter pena de mim, pena é o pior sentimento que uma pessoa pode ter pela outra.
O padre começou a rezar a missa e comecei a ficar cada vez mais impaciente e com vontade de beber. Me senti sufocado naquele ambiente, vendo a cena de Brooke e Scott colocando suas alianças, e me senti mais ainda quando ela disse que tinha um anúncio a fazer. Voltei toda minha atenção ao altar, assim como todos dentro da igreja. Percebi o seu olhar de relance sobre mim e ignorei respirando fundo.
- Bom, família… Eu tenho um anúncio a fazer a vocês. - Ela fez um suspense em sua voz e respirou fundo.
- Você é apaixonada por mim? Já sabia! - Era a voz de Brian no fundo, todos começaram a rir e ela deu cotoco pra ele, que gargalhou. - Não, estou brincando. Fale logo.
- Estou segurando desde que descobri porque queria fazer surpresa, mas… Nós teremos um bebê.
Pensei ter escutado errado, achei que estava enganado, mas não, foi isso mesmo que ouvi. Ouvir aquelas palavras vindo de Brooke fez meu doer, parecia que tinha uma pessoa esmagando com as próprias mãos, bem lento. Naquele momento eu não soube o que fazer só sair dali pra não olhar no rosto de Brooke, quanto mais longe dela seria melhor pra mim. Estavam tão alegres que ninguém viu quando sai da igreja.
Andei pelas ruas de Florence sem rumo, meus olhos estavam embaçados por conta do chora que foi impossível impedir, a cada passo era um flash de tudo que vivi com Brooke, no parque, no flat que alugamos pra nós dois, em Chicago, as brincadeiras, os beijos, os sorrisos, aqueles olhos azuis. Estava tudo acabado, eu não queria mais ver a Brooke na minha frente e muito menos o Scott, porra, eu nunca pensei que um dia sofreria tanto por uma mulher como agora. Queria poder esquecer tudo o que está acontecendo, se eu sofresse um acidente e perdesse a memoria seria a melhor coisa que aconteceria comigo, mas nem assim o universo está a meu favor.
Depois de alguns minutos quase horas andando, encontrei um lugar onde a música estava alta, tinha pessoas entrando na portaria, talvez pudesse ser uma boate. Consegui entrar e fui a procura de um bar, precisava de algo pra beber o mais rápido possível. Eu bebi e fumei o possível e o impossível, peguei algumas mulheres que estavam dançando na pista, só parei quando estava totalmente acabado, totalmente bêbado. Consegui chegar dentro do taxi com a ajuda de um desconhecido ou desconhecida, não sei. Quando cheguei no quarto do hotel onde eu estava hospedado percebi o quanto eu estava péssimo, bêbado, sujo. Olhei pra cama e vi Hailey e Allison dormindo como anjos, foi ai que caiu a culpa, eu não podia fazer isso com as duas, não podia ficar chegando bêbado em casa todos os dias. E foi ai que resolvi esquecer tudo o que Brooke e eu vivemos, eu seria um marido e pai melhor pras essas duas mulheres, resolvi que o que tivemos nunca aconteceu.