A fruta doce, indigesta na jugular O garfo em idiomas gráficos Os dentes em interpretes cármicos A solução do termostato O impacto dos anjos Raspando minhas virilhas Em ato eufórico leiloando-me suas carnes Onde e por quem estou Faz-me banquete e dedicatória Estragado, aos meus inimigos Doce, a todos os meus amores Língua petrificada O vigor do deserto Sorriso plastificado A tentação dos corvos O revés do utópico A erradicação dos moinhos Por isso meu diabo predileto E contudo a minha porta de saída Me estreito em outras vestimentas Me fantasia de incolor aos bules Me vejo reflexo ferido Em espelhos românticos prateados Eu não sou, eu estou Meu medo, minha saudade Meu destempero, minha tática Minha letra descarregada de tuas linhas A ventura da piedade, celebrada como guerra A hemorragia dos céus sob a terra Era a condescendência de deus Ao proteger os desejos carnais de seus filhos...
O Fruto Elétrico, Pierrot Ruivo
















