"Eu sinto falta de você. Não de quem você se tornou, mas de quem você era. Mesmo assim, por alguma razão, eu não consigo te deixar. Sera que é porque eu te amo? Eu te amo tanto a ponto de me ferir? Me conte, Jonginnie. O que é o amor?" [SPOILER]

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"Eu sinto falta de você. Não de quem você se tornou, mas de quem você era. Mesmo assim, por alguma razão, eu não consigo te deixar. Sera que é porque eu te amo? Eu te amo tanto a ponto de me ferir? Me conte, Jonginnie. O que é o amor?" [SPOILER]
O Cosmo emerge do Caos. Da confusão inicial, surge o mundo ordenado.
O Sol E A Lua - Capítulo 2
Beijo Kim Jongin havia prometido que nunca iria abandonar Do Kyungsoo. Algo que ele não cumpriu. Naquele dia nublado o menino de olhos grandes havia sofrido com a maior perda de sua vida. Jongin havia ido até a casa do amigo para dar a notícia de que estava indo embora. Kyungsoo não conseguia acreditar que aquilo era verdade. Não queria acreditar. Faltando pouco tempo para ter seu melhor amigo embarcando num avião e indo para longe, um país distante - America do Norte, havia dito o moreno - o menor pediu algo. Algo que iria marcar sua vida para sempre. Um beijo. Kiss me hard before you go Summertime sadness Havia fechado os olhos e crispado os lábios, envergonhado, depois de fazer o pedido. Ficava ainda mais envergonhado com o silêncio do Kim. Após um tempo em silêncio, sentiu o mais novo se aproximando lentamente. O menino nunca esqueceu da sensação de ter os lábios quentes de Jongin junto dos seus. I just wanted you to know That, baby, you're the best O beijo começara calmamente, para depois se tornar algo mais intenso. Jongin pediu passagem, que foi concedida prontamente. As línguas se entrelaçavam em um ritmo excitante. Eles quebraram o ósculo quando sentiram a falta do ar, juntando suas testas enquanto tentavam normalizar a respiração. Honey, i'm on fire, i feel it everywhere Nothing scares me anymore Kyungsoo, depois de conseguir voltar a respirar normalmente, abraçou fortemente o maior, como se aquele ato fosse o impedir de ir. Mas não fora o suficiente. Para os dois garotos, um abraço nunca seria o suficiente. Kiss me hard before you go Summertime sadness Ele também nunca esqueceu das palavras que o garoto moreno havia proferido antes de sair pela porta de madeira. "Eu vou voltar, hyung, eu prometo" I just wanted you to know That, baby, you're the best Mais uma promessa que não fora cumprida. Até aquele momento. - x - Sentiu a neve cair em seu cabelo, sendo que alguns flocos tocavam seu nariz. Olhou para o céu escuro, pondo as mãos nos bolsos do sobretudo negro, permitindo-se abrir um pequeno sorriso em seus lábios de coração. Uma ação adorável, na opinião de Baekhyun. Os dois amigos passeavam pelo parque, local onde estava acontecendo um festival. As luzes que vinham das lanternas de papel de diversas cores enfeitavam e iluminavam o local. Podiam se ver várias tendas, sendo que na maioria se vendia comida, em que as centenas de pessoas encontradas no local paravam para comprar alguma coisa e conversar. A lua estava cheia, iluminando a noite escura. Agradeceu mentalmente por ter aceitado ir ao vestival junto do amigo. Baekhyun praticamente arrastara o mais novo para fora de casa, após ver seu estado. Completamente deprimido. Ele já estava acostumado com os ataques de choro, raiva e tristeza de Kyungsoo por causa do ex-amigo de infância. O Byun nunca havia conhecido Jongin. Mesmo assim, já o odiava. Olhou discretamente para Kyungsoo, sorrindo também ao notar a felicidade, mesmo que contida, do menor. O ruivo era muito grato a Baekhyun. Na pior fase de sua vida, ele estava lá para lhe ajudar. Foi ele que o convenceu a voltar para faculdade. Foi ele que o livrou de tantas enrascadas. Era ele que o fazia rir quando estava chateado. Era ele que sempre estava lá para lhe ajudar. Seria tão mais fácil se amasse Baekhyun. Kyungsoo não era burro. Sabia como o amigo se sentia em relação a ele. Mas não conseguia pensar no outro daquele jeito. Ele era como um irmão para si, nunca iria conseguir pensar nele de um jeito romântico. Nunca iria conseguir pensar nele do jeito que pensava em Jongin. Se lembrava exatamente do dia em que conhecera Baekhyun: Havia bebido demais naquela noite. O porque disso já era óbvio. Kim Jongin. Após sair do bar que se encontrava, Kyungsoo caminhava, ou pelo menos tentava, pela rua. Deviam ser umas duas horas da madrugada. Sua visão estava embaçada e sua cabeça parecia estar girando. Se sentara no chão frio da calçada, esperando a tontura passar. "Você está bem?" Olhou para o dono da voz, surpreendendo-se ao encontrar um garoto que parecia ter mais ou menos sua idade (18 anos, na época), bonito, com os olhos e cabelos negros. Assentiu com a cabeça, segurando na mão que o até então desconhecido havia oferecido, se levantando. Não pode deixar de notar que ele era alguns poucos centímetros mais alto. Após fazer uma piada sobre o estado em que o menor se encontrava, o garoto perguntou se não queria ir até seu apartamento, pois estava muito frio na rua. Não sabia porque aceitou o convite, pois ele podia muito bem ser um estuprador ou coisa assim. Baekhyun sempre lhe passou essa estranha confiança. Depois de andar por umas duas quadras, chegou no suposto apartamento do desconhecido. Ao entrar, pode perceber que era um lugar simples, com um quarto, sala, banheiro e cozinha. Perguntou se o dono do local morava sozinho, e este respondeu que sim. Kyungsoo acabou dormindo naquele apartamento (era muito tarde, e sua casa era longe) no único quarto disponível, junto do maior. Isso porque, segundo ele, o sofá era muito desconfortável. Assim, com as luzes apagadas, fechou os olhos, tentando dormir e pedindo internamente para que não tivesse mais uma vez sonhos com seu ex-amigo de infância. Até que sentiu, pela primeira vez, os lábios quentes de Baekhyun em seu pescoço. Arfou com o toque, surpreso, mas não impediu o ato. Sua respiração começou a acelerar após sentir um peso sobre si, junto de mãos adentrando sua blusa fina. Não permitiu que o maior o beijasse. Não disse o porque, mas o garoto de cabelos negros fora compreensivo. Engoliu em seco ao sentir mãos adentrando suas roupas íntimas e acariciando sua já formada ereção. Suspirou ao sentir os beijos em seu abdomem, enquanto retirava as peças de roupas do garoto. E, quando deitou sob o corpo do maior, fez a pergunta que já devia ter feito algum tempo atrás. "Qual o seu nome?" Não sabia direito, mas achava que o garoto havia sorrido levemente quando essas palavras foram proferidas. "Byun Baekhyun" Foi assim, inesperadamente, que conheceu seu amigo. - Soo, eu vou comprar algo para comermos. Me espere aqui, hm? - falou o castanho (havia tingido os cabelos com o decorrer dos anos), sumindo da vista do baixinho em meio a multidão depois de receber um aceno positivo vindo do mesmo. O garoto ficou parado no mesmo lugar, observando as várias pessoas passarem contentes por ele. Um casal de namorados andava de mãos dadas, parecendo muito felizes, fazendo com que ele sentisse uma pontada de inveja. Queria também poder ser feliz. Passamos a juventude procurando alguém para amar. Alguém que nos completa. E, em todo tempo, pensamos se, em algum lugar, de alguma maneira, existe alguém perfeito que esteja à nossa procura. Ele havia passado sua juventude amando a pessoa errada. E duvidava que existisse alguém perfeito a procura dele. Foi afastado de seus devaneios quando sentiu uma voz rouca sussurrar em seu ouvido. - Há quanto tempo, não é mesmo, hyung? Nesse mesmo instante, um arrepio passou pelo seu corpo. O ruivo arregalou os olhos, automaticamente se virando para ver melhor o dono da voz. E não conseguia acreditar no que via. Era como se tivesse levado um soco. Depois de tanto tempo, tanto sofrimento, tanta solidão... Tantas saudades... O dono de seus pensamentos, sentimentos e de seu amor estava parado, bem na sua frente. Aquilo que perdemos sempre arranja uma maneira de voltar para nós, afinal. Jongin estava igual, mas ao mesmo tempo, completamente diferente. Antes ele não era tão alto. Ele já era bonito, mas agora estava muito mais. Seus cabelos estavam da mesma cor da última vez que tinham se visto, mas o corte estava um pouco diferente. O ruivo também não lembrava daquele sorriso sacana. Nunca se sabe o impacto que um sorriso pode ter na vida de uma pessoa. Se lembrava muito menos daquela tatuagem no braço direito, que exibia alguns músculos devido à regata preta que o moreno estava usando. O garoto de olhos grandes sentiu seu coração disparar mais ainda quando viu que o olhar dele não havia mudado nada. E também teve certeza que o beijo do rapaz ainda lhe provocava as mesmas sensações, ao sentir, depois de tantos anos, os lábios de Jongin sendo mais uma vez pressionados contra os seus. Kiss me hard before you go Summertime sadness
O Sol E A Lua - Capítulo 1
Solidão
- Nee, hyung… - a voz lhe chamou baixinho, fazendo o menino virar o pescoço para lhe encarar. - O que foi JongIn? - Para quê você acha quer serve a lua? E para que serve o sol? - indagou o menino moreno, sem tirar os olhos do céu estrelado.
Os dois garotos estavam deitados no gramado em frente à suas casas. Era um costume eles ficarem olhando as estrelas tarde da noite.
- A lua serve para iluminar a noite e o sol o dia. Apenas isso. - explicou o mais velho, dando de ombros - Eu acho que não é só isso… - Como? - Eu acho que a lua existe para amar o sol, assim como o sol existe para amar a lua. A lua brilha apenas para o sol, e o sol brilha inteiramente para a lua. - murmurou o mais novo, exibindo um pequeno sorriso. - Mas a lua e o sol não podem se ver… Deve ser solitário, não? - falou o menor, depois de refletir um pouco sobre o assunto. - A lua tem as estrelas como companhia. O sol não tem ninguém. - Só porque ela tem as estrelas não significa que não é solitária. - fez um bico - A lua deve ser muito triste. - O sol também é. Ele só finge não ser, porque ele sabe que tem que ser forte para a lua. - Eles devem se amar muito… - Sim. Mas eles se encontram nos eclipses. Não podemos olhar diretamente para um eclipse porque o amor deles é muito para ser visto. - É uma bonita forma de se pensar… Sabe, JongIn, eu te acho parecido com o sol. - afirmou, assustando o mais novo. - Com o sol? Porque? - Porque você brilha que nem ele. Seu sorriso é caloroso, e você consegue fazer com que todos fiquem mais felizes. - disse o menor, sorrindo. - Se eu sou o sol, você é a lua. - falou, chamando a atenção do amigo - Você consegue iluminar as pessoas até nas horas mais escuras. Quando elas estão infelizes, você sempre está lá para lembrá-las de que existe sempre uma razão na vida. - Então qual é a sua razão na vida? - perguntou, mas ficou sem resposta.
Mesmo assim, ambos sempre ficaram com essa pergunta na cabeça.
- JongIn, você me promete que, diferente do que o sol fez com a lua, nunca vai me deixar? - Prometo, Hyung. - falou, beijando o topo da cabeça do menor - Eu prometo.
Na época o mais velho não sabia, mas essas palavras iriam o ferir seriamente, no futuro.
- x -
KyungSoo abriu os olhos bruscamente. Mais uma vez havia tido esse sonho.
Mais uma vez havia sonhado com JongIn.
A parte mais difícil de se seguir em frente é não olhar para trás.
Conferiu o relógio, verificando que ainda era madrugada. Se levantou, sentindo um arrepio passar por seu corpo ao seus pés fazerem contato com o chão frio. Entrou no banheiro, ligando o chuveiro e relaxando com a água quente.
Abriu os olhos quando sentiu lágrimas quentes escorrendo por seu rosto. Rapidamente desligou o registro do chuveiro e se enrolou em uma toalha branca a felpuda.
Colocou uma camiseta preta por baixo de um moletom azul-marinho. Vestiu uma calça jeans de lavagem escura e calçou suas pantufas, ajeitando seus cabelos ruivos. Involuntariamente, seus olhos se fixaram no caderno em cima da mesa de jantar. Andou até o móvel, em passos lentos e cuidadosos, como se o objeto fosse explodir a qualquer segundo. Suspirou e começou a folheá-lo, observando os traços de sua escrita bem feita.
JongIn dizia que amava a escrita de KyungSoo.
E todos os dias o ruivo se amaldiçoava por lembrar disso.
“Você me deu o mundo, para depois dar a solidão” “Tento esquecer que um dia já te amei” “Não consigo suportar essa dor em meu peito”
Desde a partida de JongIn, era comum KyungSoo escrever frases como essa em seu caderno velho. Passava dias lendo e relendo as mensagens, lembrando de sua história.
Depois, ele passava a noite encolhido em sua cama, debaixo das cobertas, chorando baixinho.
Riu soprado. Como podia ser tão idiota a esse ponto?
Com os anos KyungSoo aprendeu a não ser tão ingênuo, deixando de confiar nas pessoas. Se isolou do resto do mundo, saindo apenas de vez em quando, para trabalhar, fazer suas compras e ir na casa de BaekHyun, seu melhor amigo.
Mesmo assim, ele possuía uma enorme dificuldade em ignorar a dor encontrada em seu coração, por mais que tentasse ignorá-la.
É que é tão mais fácil se entregar para a tristeza do que ir em busca da felicidade.
KyungSoo havia perdido sua inocência, seu sorriso, sua felicidade.
Tudo por culpa de Kim JongIn.
“Porque você apareceu em minha vida? Porque eu confiei em você? Porque você fez isso comigo?”
KyungSoo, ao ler essas palavras, se sentou no chão frio de madeira ao sentir novamente as lágrimas molhando seu rosto pálido. Havia deixado o caderno em cima da mesa, não precisava dele. Isso porque havia decorado cada palavra ali contida. O homem dos olhos grande e boca em formato de coração começou a puxar seus cabelos fortemente enquanto murmurava palavras desconexas.
“Porque você me abandonou?”
Começou a soluçar alto. Não estava nem aí se os vizinhos ouvissem, não estava nem aí se a polícia aparecesse batendo em sua porta novamente.
“Porque a lua ama o sol a esse ponto?”
Então ele gritou.
Gritou dizendo como odiava o garoto moreno de olhos negros. Gritou desabafando sobre como ele havia sofrido por sua causa. Gritou porque ele havia o abandonado. Gritou porque tinha acreditado nele.
Gritou porque não aguentava mais a solidão, muito menos o vazio em seu peito.
“A solidão é a condição inevitável do homem”
KyungSoo odiava JongIn.
O odiava porque ele era um mentiroso.
O odiava porque ele tinha quebrado sua promessa.
O odiava porque o tinha feito ser feliz.
O odiava porque o tinha feito acreditar que era amado.
O odiava porque o amava.
O odiava porque nem com todas as estrelas do mundo, ele conseguia deixar de se sentir solitário.
O odiava porque JongIn era seu sol.
“Eu odeio ser sua lua, JongIn”
O Sol E A Lua
Sinopse: Pois Jongin era como o Sol, e Kyungsoo como a Lua.
Classificação: +18
you Will love this boy, When In heart he say " I Lo Love you" If me? I never let him go! Never!