As coisas sempre ficam piores nas nossas cabeças.
Os Filhos De Kaia

seen from Türkiye
seen from United States

seen from Türkiye

seen from Türkiye

seen from Russia

seen from Türkiye

seen from Australia
seen from United States
seen from Australia

seen from United States
seen from Australia
seen from Germany
seen from Brazil

seen from United States
seen from China

seen from Netherlands

seen from United States

seen from United States
seen from China
seen from United States
As coisas sempre ficam piores nas nossas cabeças.
Os Filhos De Kaia
27 / DMTudoaomesmotempo
limpeza dentro espaço/tempo, fora
eu fiquei alerta, o tempo inteiro. queria saber descrever depois. queria lembrar de tudo.
prestei atenção no meu corpo. na reação química, estômago/coração/braços/cabeça o movimento é único. se bate num lugar, bate em todos
mas antes de bater, achei que não fosse funcionar. tava tudo cinza e tons próximos, sem novidade e cheia de pensamentos. estado zero meditativo.
acho que não vai funcionar. que saudade do tunico. eita agora tá tudo laranja <3 ok. fica quieta. a primeira leva foi física. essa é a memória.
tem de tudo um pouco, organizado e misturado, e físico. tem choro. lágrima além de mim. de um lugar que eu não sei qual é. é meu, mas é de quem veio antes também.
/imperador. é macho. é sólido, sou eu, quem manda, sou eu, é quem decide, é capricórnio?, tem a ver com saturno, parece que sim, é sobre tempo, é de terra, eu sou terra, de onde vem essa água, ah sim, dos meus olhos\
[segunda leva. não vou conseguir]
parou de chorar. parou de mexer. voltou ao normal pinga colírio / “é pra melhorar as mirações” arde muito e pesa muito é sonhar acordado. consciente, saber sem entender nem enxergar, não abre os olhos, não pode abrir
/imperador é o símbolo do pai, eu não preciso mais dele, eu sou meu pai, não quero isso, mas faz parte, é bom, aceita, nenhuma história é perfeita, e se eu falasse com ela. o aparente grande amor dele? é isso? eu quero isso? q drama\
chega calma descansa, pode abrir os olhos agora
eu deveria beber água?
experiência visual. bonita. nunca vi nada assim, por mim mesma, mas não é nada novo. clichê né, ver a aura das coisas. as cores mudando. tudo isso vem de dentro de mim. que lindo.
eu acho que eu tô pensando em absolutamente todas as pessoas que eu amo. sim, é isso, me sinto plena como era mesmo? ciúme? já tá tudo bem. de verdade
olha essas cores. o vento movimenta a cortina e ela muda de cor numa paleta arco-íris. que cor é o tecido de verdade? não lembro. não importa.
preciso visitar minha avó, tenho saudade dela, espero que ela saiba. mas cansa. ter mentores que exigem mais atenção do que eu, a criança. é difícil abrir mão deles pra ser minha própria mentora, pra poder ter um pouco mais de humildade na minha caminhada e entender que ninguém sabe de nada. pelo menos eu tô tentando. é isso o imperador?
tá, entendi acho que agora passou (eu deveria ter tomado a segunda leva) mas tudo bem, não acabou realmente o tempo tá passando tão rápido, que horas são? parece que umas cinco da tarde. o que será que o tunico tá fazendo? olha o tamanho da raiz dessa árvore! que sorte ter uma árvore tão grande assim num quintal
vou voltar lá pra dentro
[terceira leva] nossa, tão pouco. acho que não vai funcionar. o gosto nem é tão ruim. quero deitar.
tá bom, funcionou que loucura, tanta energia, que lindo todo mundo celebrando. eu também tô feliz. mas quero ficar deitada. descansar a cabeça no escuro dos meus braços é bom. vou cobrir minha cabeça com minha manta. minha avó fez essa manta. a outra avó. eu pedi pra ela fazer pra mim uma manta arco-íris pra assistir TV e ela fez. que bom que eu trouxe comigo.
minha manta tá piscando e só eu consigo ver. oscila de acordo com meus batimentos cardíacos. como no útero. minha manta é o útero da minha mãe. eu vejo a sala de parto. um espaço infinito e escuro, com uma maca no meio.
quando eu nasci, minha mãe ficou dopada de anestesia e meu pai não quis acompanhar. nasci sozinha? minha mãe tava lá. mas tava com medo. nasci sozinha. (tá tudo bem, eu ainda sou especial, apesar disso, eu ainda sou especial — essa voz é minha, mas não sou eu falando. QUEM TÁ FALANDO? tá tudo bem. eu sou especial? não sei. mas obrigada por me dizer isso)
acho que eu fiz todas as posições passivas de yoga que eu conheço.
posição da criança. hoje eu tô realmente criança. mas não de um jeito infantil patológico. num sentido de resgate de memória lúdica. que bom, saudade de mim assim. quero resgatar minha doçura. foi bom aprender a brigar, mas cansei de fazer só isso.
a festa continua. acho que é o final, tá todo mundo dançando. vou continuar aqui. chorando? chorando. de novo. muito. soluçando alto. a música tá alta, ainda bem. que choro é esse? parece que é meu. lembro de ler um texto que dizia que o bebê chora tudo que a mãe cala. esse choro é da minha mãe?
esse choro é de fêmea. da minha mãe e da irmã dela. todo choro calado das mulheres da minha família. é delas. eu choro por elas. obrigada por me ensinarem, espero conseguir aliviar a dor que vocês viveram. não fujam da verdade.
[ catarse. pós catarse. imagens. vaporwave. as ~refa tudo. cabeças. 3D. fundo escuro infinito. serpente. olhares. folhas. movimento. roxo verde rosa neon. daora ]
De onde sou, de onde vim. Quem veio primeiro tem prioridade. Hoje, da minha maneira honro meus ancestrais e também os que já não estão. Com meu caminhar, com minha arte, com meu desejo e intenção de continuar. De fazer estrada para minha descendência. Os dias não são fáceis, alguns mais ainda. Mas sou feita de matéria renascer. Toda vez que o mundo acaba,eu recomeço ele de novo. Laroye. #womanartist #mulheresartistas #drawing2me #draw #cabeças (em Brasil - Rio De Janeiro) https://www.instagram.com/p/CkeiwCiJB3O/?igshid=NGJjMDIxMWI=
Cabeças. Tinta acrílica sobre @cansoninfinity . Tamanho A4(cada). Agosto de 2018. Obras Adquiridas. #cabeças #artecontemporanea #obrasadquiridas #vendidas #contemporaryart #galeriadearte #arquiteturadeinteriores #arquiteto #canavello #recife #pernambuco #brasil (em Recife, Brazil) https://www.instagram.com/p/Chrhp9WuFWI/?igshid=NGJjMDIxMWI=
Cabeças
Submerjo da minha morada E me banho na luz que invade a janela Agonizo em dissonâncias cantadas Manifestando a presença com cautela Espelhos não me refletem Nem as águas de Narciso Hoje me enxergo de outra forma Pelos meus olhos me exorcizo A fúria me invade Desafios do espírito Tal dobra de água Perfurando o granito E em rotina repito Movimentos, o meu rito Em atrito como o aqui descrito Meus demônios decapito Exibo suas cabeças como prêmio Ignorando meu corpo notavelmente aflito Os pulmões se expandem com oxigênio Não sou o mesmo que era, admito Que inveja dessas nuvens Deslizando como um rio Versos simples da natureza Costuradas fio a fio Cabeças rolam morro abaixo Formam montes, escorregam em linha É preciso cuidado com essa espada Ou, eventualmente, rolará também a minha.
Texto por Oceano, Arte de Caravaggio.
algumas das figuras no saguão da Sala São Paulo