Esgueirando-se entre o carvão e o ópio Detalhando a silhueta de um deus As ex-anis veias vestem-se de filme argentino Olhares passados e engomados em vitrais Copiando as mazelas do relógio: Minhas tensões são moinhos Onde os troco por qualquer um Os sonho recitados na boca do estrangeiro Eu aceito-lhe feito servo do desejo Que repassado em minha boca O transtorno ao patrimônio atemporal Um tempo parado e plácido que sirvo-me do teu amor de festim Ora eu confesso, ora eu tabulo a língua Da boca para fora, a nego Com a coerção do nome fugidio A embaralho entre lirismos A paráfrase cabideiro como templo Abrigado cassacos de visitas inconvenientes Servindo de mãos a cólera eurocêntrica Transmutado rosas inférteis Tudo que canto são fragmentos Que um dia foram meus quereres ininterruptos Hoje o mostruário, dá olá as carcaças E encaminha-se à fila do desuso Ao inferno que me liberta Dou-lhe todo o meu desamor romântico À Saturno minha segunda pele Que este planeta me seja leve...
Estado de Pânico - Pierrot Ruivo










