Tetradracma grego
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Tetradracma grego
ps: cortem a foto para usar a icon que desejam :)
Protestando sob o corpo alvejante Alvejado de tiros Resgatada para o filo da carne Saboreado todo o final de mês O seu sangue é o licor Que enebria jovens Que fábrica intervenções Do espírito na líbido Cidadão Kane negocia outra bajulação Mexe peças do tabuleiro Transtornando peões em reis Para cada momento de guarda baixa O bispo de olhos vermelhos Esfrega as mãos em outra exclusiva A fala lenta que deixa-os ébrios Paráfrase do repouso noturno de Cinderela As narinas cadáveres O avante príncipe Em seu brilho verniz Confissão duque de Eurásia O inimigo espantalho: Cal, areia e um punhado de moedas Miséria, maldita miséria Moinho e revoltas, fogueira acessa Que a verve da terra que lhe cubra Assente-se em tuas face e peito Para enfim, provares sua anti refutação Se o deus egotrip não me veio elucidar em sonho, és falso...
Um Dia, Ambos Pressa e Toureiro Irão Falecer - Pierrot Ruivo
Vertido como orfanato Um rigor poleiro à moscas Convidativo pelo verão Saudoso pela palidez do meu corpo Vestido como a divina comédia do término Cicatriz inchada e deliberante Reconhecendo o amor da língua que fez-te fresta Clamando pela intersecção de uma outra língua-festa Sutil como um soco, denso como o olho do corvo Sem sentido como o humano Violento item o do sujeito anterior Pugilista peso tiner, figuração Sebastião O lenço e a luva de antes São hoje outro tipo de céu Menos romântico, mais lascívio Sem caridade e parcelado à sangue corrido Eu reviro-me em verbos sujos e dúbios Ao saber que o sangue derramado ontem Foram vinho no almoço de sétimo dia Ordenado ao patriarca da casa-rusga Ferrão-feriado Incômodo como chiado Contudo, tolerável Incontestável inconsequente Inventara, mas não quisera conceber Ou estar lá para recepcionar A concebida persona festim Esteve longe da tomada, portanto ociosa O grunhido era cântico Os pregos moedas Celebração à decapitação Dissecar era o passatempo de um inferno moderno
Franz Lovecraft, Pierrot Ruivo
Corpo santo, mente sã Origem tiro de duas vias Coragem coração de gesso Sabor insalubre ao amante Dentes sem ciso Corrente ao sofismo Bruxismo com uma sinfônica inteira Destinada a caçar e interpretar os ruídos Arquitetônica bairrista Renasceste na nobreza Escorre como Rococó E morre ao fim do leito com o simples barro Primaveras no corrimão Pedras nas mãos Simbologia frutífera Carregando a atmosfera da pólvora Cabeça vazia, oficina da lobotomia Carrascos salivando e afiando seus dentes Cassacos o sufocam no sol ameno Vitamina minha madrinha, as traga por gentileza Coração oprimido Conclusão rinha de bolsos E rainha leiloando um dos três estômagos Concursado herdeiro, espero-lhe ao empunhar deveres e direitos Estômago interditado Vício hereditário À um continente americano Signos em termos navais Onde estás vosso capitão? Tão já aflito? Cuidado! pouco falta para o final da profecia Onde vais com moedas europeias nos olhos e morto...
O Mercador, A Bravura e O Incômodo - Pierrot Ruivo
Meu espinho mortífero encolheu-se poro adentro, ferindo-me. Desde então, tenho desbotado, mas atrevo a atender como frutífero, jorrando o mel de minhas ventas, o ódio dos doutores ornamentos. Pingando no chão e germinando novas prímulas. Conflito. Confesso. Confecciono. Sorrido à um girassol que vem de cima. Outros disseram-me que era o neon, preferi girassol noturno. Mais bonito, mais poético, me faz muito mais sentido. O perigoso não encontra lugar num porte de arma ou em empunhar outras armas brancas afiadas. Não há uma maldade de meu âmago para com o mundo que me rodeia. Quiçá, haja violência crua e burra de meu âmago para meu âmago. Como todos os laços clandestinos rogados a minha carne por mim ao verter-me em sal de ferida. Fui o maior perigo a minha existência. Mas e essa palavra, tenho a seguido a risca? Apenas ao pronunciá-la mentalmente já sinto o peso em meus ombros. A autodestruição seria um prazer? Também, aliás, confesso que há de ser um outro talvez. Procurando por traças carnívoras famintas, mas que sejam gentis, não quero entregar-me ao frio assassino passional, preferiria algo mais seguro, pois temo. As rezas são facas e as facas flores, das quais sonho todas os fins de noite em não querer colhe-las. Mas como tudo, tardo. E tardiamente evito. Falho. O amor salva me anteviram. Concordo. Mas quando se está sonolento as palavras queridas e os apoios esvaem como a água de um rio ou uma lágrima. Nunca os mesmos. Nascerão e morrerão. Mas tive amores bons e péssimos e já fui ambos. Aqui vai outra confissão em poucas linhas de distância. Aquele amor que se enche o peito para falar de si, creio que nunca tive e se nunca o tive, então não amei. Carreguei a ilusão de desertos em meus beijos secos de viúva. Não concedi desejos a nenhum viajante, não farei mais versos à paixões, ao menos hoje. Contudo, eu ainda amo, neste delírio conceitual paradoxo. Tirando e pondo uma Vênus dentro de uma caixa para celebrar a construção de uma boneca holandesa. E ao mesmo tempo que a amo, eu temo. Temo o que não tenho. Temo o que já tenho palatável, minha quase fuga diária a esta realidade morna, em que dia após dia acomoda-me como uma cômoda de uma sala de estar. Que curiosamente não estou presente. Fisicamente há presença, mas há outras composições deste ser 'eu'. Quisera eu ser sempre o bom filho às casas e mães que me abrigam, mas saudoso que sou, apresento-me com um adeus entalado na garganta e seguro forte algumas moedas em tributo ao barqueiro...
Perigo: Fratura Exposta De Pandora, Pierrot Ruivo