La separación (Wigetta Fanfic). Amor de Tumblr. Capítulo dieciséis.
Narra Guillermo.
Sólo era cuestión de tiempo para que mi vida regresara a la oscuridad habitual.
Fue simplemente que la soledad se apoderara de mi por completo, el estrés tocara la puerta de mi habitación y el vacío en mi pecho retornara en mi interior.
Bastó menos de una semana desde que él se apartara de mi lado, para que mi autoestima de mierda regresara a atormentarme.
Por mi mente pasaron miles de pensamientos negativos simultáneamente. Todos relacionados con lo poco que valía, el desastre constante que me rodeaba y cómo jamás merecería que nadie estuviera conmigo para “salvarme”.
Nadie puede salvarte, si el culpable de todo eres tú.
Tú eres la única persona que puede sacarte del gran abismo. Después de todo, si permites que alguien te acompañe en ese camino, puedes llegar a arrastrarlo a la oscuridad contigo y eso es algo que yo no soportaría.
Samuel era un ángel que llegó a mi vida para rescatarme, pero al parecer la misión era demasiado grande y sería yo, quién me encargara de hacerlo desaparecer para siempre.
Él estaba cansado de mis desplantes. Necesitaba a su lado a una persona que le recordara en cada instante que lo amaba, que lo necesitaba y que usara palabras dulces para dirigirse hacia él. Necesitaba que dejara de lado aquel comportamiento de mejor amigo y le demostrara que él, era el hombre de mi vida.
No sé si sea una excusa para tratar de protegerme, pero tenía mucho miedo…
Siempre he pensado que los demás tienen el poder de destruirte, si tú les das las herramientas para ello.
No quería abrirme por completo, por temor a parecer vulnerable y romperme en millones de pedazos.
Ya me habían hecho tanto daño en el pasado, que una vez más sería insoportable.
Sé que debería tener más confianza en él, creer que no sería capaz de lastimarme y que antes, preferiría hacerse daño a sí mismo. Sin embargo, si anteriormente la persona en la que más confiabas te mintió, no puedes esperar mucho más de los demás.
Sentía que no era capaz de expresar mis emociones; que era simplemente un ser que al crear una barrera impenetrable, había olvidado lo que era el contacto humano y una parte de si, le fastidiaba y molestaba el mismo.
No sé si tenía relación con el abuso sufrido cuando niño, pero cualquier abrazo, beso o proximidad me molestaba y hacía que quisiera salir huyendo.
Aunque admitía que con Vegetta, la sensación era completamente opuesta.
Fui yo quien le tomó la mano mientras caminábamos, no tenía temor en apoyar mi cabeza sobre su hombro mientras veíamos una película y disfrutaba que mi cuerpo, fuera rodeado por sus fuertes brazos.
Entonces las pregunta eran: ¿Por qué no era capaz de expresarle cuánto me importaba? ¿Por qué desde que regresó a su ciudad natal lo había apartado y no contestaba sus mensajes con regularidad?
El frío me calaba hasta los huesos y estaba mordiendo mis labios con fuerza, mientras intentaba ocultar las lágrimas que querían correr por mi rostro. Yo no lloraba jamás y no entiendo por qué sentía que el mundo se me estaba destruyendo. Seguramente porque él era mi mundo, mi vida y la única persona que me había hecho pensar que la vida sí que valía la pena.
Pero estaba cansado de luchar por algo que no era suficiente, por una relación condenada desde el inicio por la lejanía. Necesitaba tenerlo a mi lado, no a miles de kilómetros de distancia.
Quería besarlo cada vez que yo quisiera o necesitara, y no tener que esperar semanas para hacerlo.
Me moría por tenerlo en mi cama todas las noches.
Lo quería conmigo, no lejos de mi.
¿Acaso estaba siendo egoísta?
-¿Entonces te cansaste?- dijo seriamente al otro lado de la línea telefónica después de llamarme para solucionar el problema que agobiaba a nuestra relación desde que mi cuerpo abandonó el suyo.
-Sí, me cansé Vegetta- Era la única forma de separarlo de mí, de no condenarlo a una relación en la cual uno de nosotros no era capaz de dar todo de sí mismo.
- ¿Te arrepientes de esto?- cuestionó con dolor, dejando de lado todo su orgullo y causando una punzada en mi pecho.
-No, jamás lo haría- debía ser sincero, a pesar de que con mi respuesta lo único que hacía, era darle esperanzas.
-¿Te arrepientes de quererme?
-No…
-¿Qué está mal entonces?- preguntó desesperado. Podía sentir su frustración y estaba seguro de haber escuchado cómo intentaba ocultar un sollozo que escapó de sus labios, sin poder evitarlo.
-Estoy cansado de sentir que no te merezco- terminé con un tono de tristeza y sintiendo que mi garganta se contraía con fuerza.
Deje de escuchar su respiración, un silencio incómodo hizo su aparición y de nuevo me sentí completamente solo. No escuché su respuesta y luego de algunos segundos, me atreví a susurrar su nombre completamente aterrado.
-¿Vegetta?- mire el móvil curioso y me di cuenta del motivo por el cual no me había respondido una sola palabra.
Noah: O que tava fazendo na casa do Zander ontem à noite? -- Pergunta pra mim cheio de curiosidade e dou de ombros.
Estávamos na escola e eu estava matando a primeira aula, na sala de vídeo, onde não tinha ninguém, mas um certo loiro acabou me seguindo.
Eu: São oito horas da manhã, Noah. -- Reclamo. -- Sabe por que eu estou aqui na sala de vídeo matando aula? Porque eu tô morrendo de preguiça de pensar e só quero paz.
Noah: Só fiz uma pergunta, não pode mais? -- Questiona sonso.
Eu: Até pode, mas essa sua pergunta tá carregada de maldade. Eu não tava fazendo nada, só dormi lá porque meu quarto tava indisponível depois de tudo o que aconteceu. -- Falo emburrada e cruzo os braços.
Noah: Ah, é, minha mãe me contou como foi ontem. -- Se ajeitou em uma cadeira ao meu lado, abraçando a própria mochila. -- Você tá bem?
Dou de ombros, com o pensamento longe. Eu não sabia o que tava sentindo, parecia que a ficha de eu ter uma irmã da mesma idade tava caindo agora. Sendo que eu a considero desde o momento em que soubemos. Porém sinto um peso caindo sobre mim, que não consigo entender ainda. Ou só tô pensando muito como sempre.
Eu: Acho que sim. Só queria ter crescido com a minha irmã ou sei lá. -- Respiro fundo.
Noah: Fico feliz da sua irmã ter aparecido. -- Diz genuinamente e eu sorrio, planejando como pesar o clima.
Eu: Claro que está feliz, você é afim dela. -- Ri da cara do loiro oxigenado, revirando os olhos.
Noah: Caraca, tem que tocar nesse assunto... -- Diz indignado como se eu fosse a errada da história.
Eu: Não te entendo, Noah. Na verdade desde quando transamos eu não te entendo. Dormimos juntos e quando chegamos na viagem, você simplesmente parou de olhar pra mim. -- Desabafo pela décima vez o mesmo assunto, enquanto ele me olha com a cara de coitado de sempre.
Noah: Eu nunca parei de olhar pra você, Bia. -- Fala manso.
Eu: Nem pra minha irmã! -- Exclamo com raiva. -- Se você só queria me comer e depois parar com tudo, era só dizer. -- Suspiro. -- O que rolou entre vocês dois?
O observo engolir em seco, pensando bem no que vai falar.
Noah: Eu não quis só te comer, não é isso. Eu gostava dela desde o começo. Você sabe. -- Tenta falar, mas parece que as ideias estão todas desorganizadas e não fala mais nada.
Ele nem respondeu minha pergunta.
Eu: E aí me usou pra fazer ciúmes nela. Você tem ideia do quanto me machucava perceber que seus olhos estavam divididos? Eu achei que gostava de verdade de ficar comigo... -- Falo como se o nosso começo não tivesse sido um namoro de mentira, porém ele me interrompe.
Noah: Mas eu gostava! Eu gosto de você! -- Meu coração acelera. Meu cérebro aponta perigo e imediatamente me levanto de onde estava sentada. -- Aonde você vai? -- Segura meu pulso.
Eu: Eu tô muito cansada. Apenas me deixa em paz! -- Puxo meu braço e saio andando rápido de lá, enquanto ouço Noah me chamando e pedindo pra eu esperar.
Acabei pesando tanto o clima, que me afetei. Lembro de sentir meu coração acelerando assim quando eu gostava de Zander. Como pode eu sair de um merda pra outro pior? Cruzes!
Entrei na sala de aula, pois desisti de matar aula e não queria mais ficar perto daquele loiro de farmácia.
Professora: Boa noite, Beatriz, chegou cedo pro segundo tempo. -- Diz assim que adentro a sala de aula.
Eu: Vacilei, era pra chegar mais tarde. -- Finjo uma decepção, enquanto ouço poucas risadas do pessoal da sala.
A professora aponta pra minha cadeira e eu automaticamente vou até ela. Olho para Tom e o mesmo joga beijo pra mim. Sorrio.
-
Intervalo.
Zander: Eu te trouxe pra escola, como você chegou tão atrasada na sala? -- Me questiona, abraçando meus ombros.
Eu: Tava sem cabeça pra estudar plena 7h30 da manhã. -- Falo com preguiça.
Zander: E foi matar aula aonde? -- Pergunta, com uma das sobrancelhas levantadas, me fitando.
Eu: Tô achando incrível que não tô comendo ninguém e já é a segunda pessoa que vem me cobrando, me questionando. Tá foda! -- Me esquivo do braço de Zander, estressada.
Zander: Não tá comendo porque não quer, docinho. -- Me dá um selinho e eu o empurro rindo.
Eu: Sai fora, diabo! Quem me deu fora foi você. -- Limpo a boca e o moreno me olha ofendidíssimo.
Zander: Como cabe tanto rancor em uma pessoa de um metro e cinquenta e sete? -- Balança minha cabeça.
Eu: Você saber minha exata altura é um pouco bizarro, não acha? -- Dou uma tapa em sua mão, que bagunçava meu cabelo.
Zander: Mesma altura que a da Ka, são os dois toquinhos da turma. -- Dá língua.
Eu: Ainda é esquisito.
Zander: Você é esquisita.
Eu: Ah, cala a boca! -- O empurro e ele cai em cima de duas meninas, que o olharam como se ele fosse maluco.
Saí correndo, rindo, sem nem olhar pra trás. Cinco minutos depois recebo uma mensagem de Zander escrito “você me paga”.
-
Charlie e Olivia estão brigando por celular, enquanto estávamos sentadas na mesa do refeitório.
Ainda não sei o que aconteceu com as duas, mas creio que tenha sido por causa das mães delas.
Como não quero me meter, apenas me retirei da mesa, porque tava um clima 100% desconfortável. Fui pra uma parte do pátio, sentar embaixo de uma árvore e Karina senta ao meu lado assim que me ajeito pra comer.
Ka: Já tá sabendo? -- Pergunta como se a pergunta dela fosse específica.
Eu: Não tenho nem bola na cueca, imagine uma de cristal. -- Digo indignada com ela e Ka ameaça me bater.
Ri, me defendendo do falso ataque.
Ka: Acho que elas terminaram. -- Fala das meninas e eu assinto surpresa, comendo meu sanduíche. -- Parece que brigaram hoje de manhã, porque a Charlie quer obedecer a tia Paloma e a Olívia não aceitou bem.
Eu: Isso é foda. A gente sabe que a Megan foi uma otária na época dos nossos pais, mas sei lá, ela agora é uma adulta, ficar julgando ela pelas paradas do passado não vai dar em nada. -- Mordo mais um pedaço do meu sanduíche.
Ka: Exatamente, fora que as meninas não tem nada a ver com o que aconteceu lá atrás. -- Concordo com a cabeça, terminando meu sanduíche.
Austin: Do que tão falando? -- Chega por trás e se senta ao nosso lado.
Ka: Charlie e Olivia.
Austin: Ah, já ia perguntar sobre isso. Vi uma nuvem escura em cima das duas, nem cheguei perto daquela mesa. -- Chacoalha o corpo como se estivesse arrepiado.
Eu: Eu tava lá, foi horrível. -- Faço o mesmo movimento que ele e o mesmo rir.
Ka: Mudando de assunto, vamo pra uma festa no sábado? -- Pergunta super animada.
Eu: Não tô muito no clima. -- Nego, me esticando pra sentar mais relaxada e automaticamente a ruiva fecha a cara.
Austin: Sábado agora não dá, a temporada do jogo vai virar, a gente vai fazer de tudo pra pegar o maior elo em pouco tempo. -- Diz todo nerdzinho e Karina revira os olhos.
Ka: Por isso que você é virgem. -- Ataca o menino.
Austin: Não é por isso, não! -- Tenta se defender. -- É por escolha, achei que ia perder a virgindade com a Charlie. -- Confessa indignado, alto demais.
Zander: Então quer dizer que tu queria comer a minha irmã, né? -- Vem por trás de Austin e começa a dar um mata leão de brincadeira no pobre. Ka assiste a cena rindo, já eu, fico apavorada, pedindo a Deus pra Zander ter esquecido que fiz ele passar vergonha.
Austin: Vai se foder, Zander. -- Tenta se desvencilhar, rindo.
Zander: Só tem essa cara de quieto, mas olha aí! -- Solta Austin e se senta ao nosso lado fazendo uma rodinha.
Ka: Não sei que cara de quieto é essa, Austin é bonito, poderia comer quem ele quisesse.
Austin: Aparentemente não a Charlie. -- Zander dá um soco em seu ombro. -- Foi mal. -- Fala baixinho.
Eu: Você nunca nem chegou nela, seu branquelo azedo! -- Aponto o fato e nós rimos.
Austin: Eu tava esperando o momento certo. -- Faz uma cara falsa de triste e Karina empurra o ombro do mesmo.
Zander: E aí, pelo visto todo mundo já viu que Charlie e Olivia terminaram, né? -- Pergunta tirando salgadinho da bolsa.
Aparentemente ele tá de boa, deve ter levado na brincadeira o que fiz com ele no corredor.
Noah: Terminaram? -- Pergunta surpreso, assim que chega perto de nós.
Eu: Sim! Finalmente vai poder ficar com a Olivia! -- Digo batendo palminhas, com uma falsa alegria e ouço Karina rir, enquanto Noah suspira com raiva.
Noah: Muito engraçada. -- Senta atrás de Zander e o abraça como se fossem um casal, mas era só pra comer o salgadinho junto.
Ka: Enfim, festa no sábado, quem topa? -- A mesma coloca a mão na minha boca na mesma hora. -- Você não tem escolha, amor. Se toque! -- Fala mandona e empurro a mão da mesma, fazendo cara feia.
Noah: Não dá, a gente vai jogar. -- Assim que ele fala, bato com a mão na minha testa.
É normal o Austin negar de sair com a gente pra jogar, mas quando o Noah nega, elas já sabem que todos os meninos e eu negaremos.
De repente Karina se ligou do porquê eu neguei e vira com tudo pra mim.
Ka: Meu Deus, você vai jogar com eles, sua nerd otária! -- Me acusa e eu fico mais indignada ainda, porém, dessa vez com os meninos.
Eu: Porra, eu meti uma desculpa que não tô no clima e vocês simplesmente vem e falam a verdade???? Por que não podem mentir como qualquer homem normal? -- Cruzo os braços, enquanto os meninos riem.
Noah: A gente não sabia que você ia mentir para suas amigas, né? -- Diz todo sonso.
Zander: Vem cá, docinho. -- Me chama, puxando meu braço. -- A gente te protege da má influência da Karina.
Noah tira meu braço da mão do Zander e eu volto para meu lugar. O moreno rir.
Ka: Má influência são vocês, que a minha amiga tinha que sair, beber e beijar caras gostosos como qualquer garota normal e vocês estragaram ela com a porra desse jogo! -- A ruiva exclama puta da vida, não deixando o clima pesar.
Noah: Engraçado, você falou exatamente igual a minha mãe. -- Diz rindo e Zander concorda com a cabeça.
É bem a cara da tia Lawanne falar essas coisas mesmo.
Ka: Se engulam nesse jogo! -- Levanta e sai pisando fundo.
Rimos, a olhando ir embora com raiva.
Austin: Aparentemente todo mundo confirmado, só falta o Bernardo dar sinal de vida.
Zander: Acho difícil, ele foi pra uma festa ontem, se pá aparece só no sábado mesmo. -- Diz mastigando os salgadinhos.
Eu: Festa numa quarta é de foder o cu do palhaço. -- Pego meu celular, já mandando mensagem pro loiro festeiro.
Zander: Nem me fale, mas também só não fui porque cê tava lá em casa. -- Fala com um sorrisinho de lado e estava estampado nesse sorrisinho o que ele estava fazendo.
O loiro oxigenado deu uma revirada de olho e se levantou, limpando a parte de trás da calça.
Noah: Vou atrás de algo melhor pra comer. Falou! -- Se despede sem muito olhar pra nossa cara e vai em direção ao refeitório.
Austin: Ele tem prazer em fazer o Noah sentir ciúmes, né? -- Diz reprovando a atitude de Zander.
Eu: Infelizmente. -- Respondo cerrando os olhos pro moreno a minha frente.
Zander: Não falei nada demais, cara. -- Diz bem sonso e dá de ombros.
-
Assim que o sinal da saída bateu, puxei minha bolsa e saí da sala rapidamente, pois tava morrendo de medo de Zander querer se vingar de mim na escola, já que esse psicopata passou a aula inteira me atormentando com bilhetes tipo: eu não esqueci, vingança é um prato que se come frio, eu sou paciente.
Idiota!
Corri o mais rápido que eu pude pra minha casa, porque quem tem cu, tem medo.
Não sou muito boa em correr, ainda mais olhando pra trás o tempo todo, mas eu tava pra entrar em combustão de desespero. Tudo aconteceu tão rápido, que só percebi que tava no chão quando levantei e senti minha cabeça doer.
Sim, eu bati diretamente no peito do Bernardo. Bati não, colidi, mas só quem se fodeu fui eu. E ele morreu de rir.
Bernardo: Você tá bem? -- Pergunta ainda rindo, enquanto me sento, massageando minha cabeça.
Eu: Claro que não, seu buceta! -- Respondo com raiva. -- Da onde caralhos você veio?
Bernardo: Eu tava indo em direção a escola e vi você correndo, só não sabia que tava com tanta saudade de mim que quis entrar no meu peito. -- Se senta ao meu lado, na calçada. -- Por que tava correndo desse jeito?
Eu: Tô sendo ameaçada. -- Suspiro.
Bernardo: O que você fez? Pegou dinheiro com agiota? Comprou droga fiado?
Eu: Pior, fiz o Zander passar vergonha e agora ele quer se vingar de mim. -- Falo arrependida e o loiro faz uma cara de “fodeu, querida”.
Bernardo: Sabe que não adianta fugir, né?
Eu: Sim, só não queria que fosse hoje. Pode ser outro dia. Meu castigo bem que podia ter sido esse já. -- Falo sobre minha queda e Bernardo rir.
Bernardo: Uma pena que ninguém viu, foi muito engraçado! -- Empurrou meu ombro, rindo. -- Vem, vamos pra casa. -- Levanta e estende a mão pra mim.
Eu: Aliás, o que ia fazer na escola essa hora??? -- Questiono limpando minha calça.
Bernardo: Ué, ia ver uma gatinha. -- Dá de ombros.
Eu: Cria vergonha na cara, menino, eu em! -- Exclamo indignada.
-
Sexta-feira.
10h30
A nossa sexta-feira na escola é sempre tranquila, mas hoje tá sendo especial, pois acabamos de ser liberados mais cedo. Pelo menos a minha turma, né? Mas isso não significa que Ka, Zander e eu não estamos mandando mensagem pros nossos amigos pra irmos para a praia.
Tom: E aí, gata? Vai fazer algo por agora? -- Chega por trás, me abraçando e eu deixo sem problema.
Eu: Estávamos pensando em ir a para, o que acha? -- Pergunto animada.
Tom: Topo, com certeza. Precisa de carona?
Ka: Sim! Precisamos! -- Responde rapidamente e vejo Zander olhar indignado pra ela.
Zander: Eu tô de moto, Karina. -- Diz se oferecendo pra dar carona.
Ka: Por isso mesmo eu vou de carro com o Tom, a Bia é a única maluca que tem coragem de subir numa moto com você. -- Diz dando tchau para Zander e ele sorrir com indignação. Eu que deveria estar indignada, quis atacar o moreno e quem levou a ofensa foi eu, égua! -- Nos vemos na praia, não se atrase!
Zander: Vai se foder! -- Diz e sai andando para o lado oposto do nosso.
Eu: Pra onde ele vai?
Ka: Provavelmente tirar o Noah da sala. Não se preocupe, vamos que tenho que pegar meu biquíni. -- Vai apressada até o carro de Tomas, enquanto nós dois estamos caminhando de mãos dadas, confortavelmente.
Tom: Vai colocar aquele seu tomara que caia que usou naquela festa que tocou lá em casa?
Eu: Você ainda lembra disso? -- Olhei pra ele surpresa com a lembrança.
Tom: Não tem como esquecer, foi só abaixar ele que seus peitos pularam na minha cara, foi divino. -- O mesmo solta minha mão pra gesticular os gestos de peitos. Ri e o empurrei.
Eu: Você é um idiota, eu tinha achado romântico. -- Faço uma falsa voz de brava e o mesmo rir.
-
Olivia narrando.
Faz 2 dias que Charlie e eu não paramos de discutir. Não sei se essa discussão entre nós duas tem culpado, mas eu sei que eu queria que parasse, ao mesmo tempo que tenho medo de nossas discussões cessarem e ela parar de falar comigo de vez. Afinal o que ela propôs é que terminássemos e ficasse apenas na amizade.
Isso não faz sentido nenhum.
Por que a mãe dela deixaria nós duas sermos amigas, mas não namoradas? Por que uma coisa do passado, onde nós duas nem existíamos, tem que afetar nosso presente momento?
Nada faz sentido na minha cabeça.
Assim como a cena a minha frente: Noah está conversando calorosamente com Amanda e claramente flertando com ela, enquanto Bia está com Tom como dupla de vôlei.
E Charlie está longe de mim, sendo a dupla de Bernardo contra Bia e Tomas.
Era pra nós duas sermos a dupla.
Austin: Não vai pra água? -- Senta ao meu lado, me tirando de meus pensamentos. Respiro fundo e me ajeito.
Eu: Hoje não, só vim pra espairecer e ver se Charlie e eu deixaríamos um pouco de brigar.
Austin: E deu certo?
Eu: Bom, ela escolheu ficar longe de mim e não dá pra brigar de longe, né? Então digamos que sim. -- Ri sem graça e Austin me acompanhou.
Ficou um silêncio confortável entre nós dois, enquanto olhamos o pessoal a nossa frente, até que o Zander chega baforando fumaça pra todo lado.
Zander: É aqui o canto dos depressivos? -- Pergunta já sentando.
Eu: Acertou em cheio. -- Respondo sem tirar os olhos das pessoas a minha frente.
Austin: A gente tava esperando você. -- Diz rindo e Zander dá o dedo do meio pra ele.
O moreno tatuado fica balançando o pé, enquanto termina o cigarro dele e olhando pra todos os lados, como se tivesse ansioso. Tentei não ligar pra isso e continuei no meu pensamento.
Ele solta mais uma tragada de fumaça e se vira pra mim.
Zander: Sabe que minha irmã tá tão confusa quanto você, né? --Puxa finalmente o assunto.
Eu: Eu não tô confusa, eu sei o que eu quero e o que eu não quero. -- Fungo. -- E o que eu não quero é terminar com a Charlie e virar só amiga dela. -- falo de forma dura.
Zander: Acredite ela e minha mãe conversaram bastante sobre isso.
Eu: E ela vai deixar a mãe de vocês decidir a nossa relação assim? -- Pergunto sem acreditar que elas conversaram por horas pra chegar nessa decisão de merda e ele dá de ombros.
Zander: Não sei exatamente o que conversaram, tá ligado? Só sei que rolou uma decisão e não foi da parte da mamãe. -- Confessou todo tristonho e se levantou.
Eu: É sério isso? Zander! -- O chamo, enquanto o mesmo saiu andando.
Zander: Pergunta pra ela. -- Disse e se virou, andando em direção a Karina na água.
Eu não consigo acreditar que Charlie tenha decidido isso. Terminar nosso relacionamento por uma coisa que aconteceu quando nem éramos nascidas é o cúmulo do rancor que nem existe. Qual é? Por que isso?
Eu: A Charlie tem tanta raiva da minha mãe assim? A ponto de não querer nada mais comigo? -- Pergunto triste para Austin e o mesmo me abraça pelo ombro, me confortando.
Austin: Não fica assim, Oli. Alguma hora ela vai falar direito com você e te explicar o porquê dessa decisão.
Eu: Eu duvido muito. -- Suspiro e a olho, jogando e rindo com os amigos, enquanto eu tô aqui, tendo que ser consolada. -- Me deixa em casa?
Austin: Tudo bem, vou pedir o carro do Bernardo, um minuto. -- O mesmo levanta e vai até o loiro.
Vejo o momento em que Charlie ouve que Austin vai me levar pra casa e olha pra mim, parecendo preocupada. Não sustento o olhar nem por um segundo. Decido ignorar e arrumar minhas coisas.
Assim que Austin volta com a chave do carro, me levanto e vou embora dali com ele.
Já que ela quer ficar longe de mim, ela vai ter o que quer.
Habían pasado más de seis horas del accidente, Sayanee y Jurina se encontraban aún en el hospital. Sayanee estaba bajo observación, se había golpeado el hombro derecho y también la cabeza, pero solo resentía los golpes no tenía nada más grave afortunadamente. Sus compañeras de grupo, su manager general y Yuasa que daba vueltas muy seguido a su habitación, esperaron un tiempo considerable para preguntar ¿Qué fue lo que sucedió?
Ya iban a dar las seis de la tarde y el horario de visitas estaba por concluir. Tan pronto Sayanee tuvo la autorización de visita general preguntó por el estado de Jurina. Realmente estaba preocupada. Le informaron que aun no despertaba, ella piensa que no es para menos. Jurina se llevo la mayor parte de los golpes y no porque quisiera protegerla sino por la posición en la que iban. Había escuchado murmuros en el pasillo de que no había despertado, lo que o sabia era cuanto tiempo había trascurrido desde la mañana, si bien no quedo inconsciente del todo perdió la noción del tiempo.
-¿Yamamoto –san?- Le habla Imamura.
-¿Si?-
-¿Te sientes mejor?- Pregunto estando Yuasa presente. No querían importunarla pero al verla completamente consiente y fuera de peligro aprovecharon la ocasión, seria trasladada al igual que Jurina, pero ella al hospital de Osaka donde continuaran con su observación un par de días más.
-Sí.- Afirma ella. Sayanee es muy conocida por mostrar fortaleza en momentos de fragilidad, pero este incidente sobrepasa a cualquiera que haya estado de frente con la muerte.
-¿Qué es lo que recuerdas?-
-No mucho, realmente. Jurina golpeo completamente con su cabeza en una de las placas de fibra de vidrio y yo me impacte después, pero mi hombro golpeó antes con las armazones de metal eso me hizo soltarla.- Dijo cuando le preguntaron. –Mientras estábamos suspendidas en el aire me di cuenta que Jurina sostenía todo su peso en su mano. Si tan solo yo hubiera sido más fuerte.- Dijo conforme arrugaba las sábanas que la cubrían con sus puños. –¿Va a despertar?- Preguntaba con la angustia reflejada en sus ojos.
-Hiciste lo que pudiste, y te lo agradecemos mucho.- Responde Imamura.
Él volteo a ver a Yuasa como decidiendo con la mirada si contarle o no el estado de salud de Jurina. Él también conocía muy bien a la otra chica y le guardaba un especial afecto.
-No fue tu culpa.- Le dice Yuasa. –Ya pasó mucho tiempo y su estado de salud es crítico, de acuerdo con los análisis y todos los estudios que le hicieron ella presenta un cuadro de anemia, se ha descuidado estos días y se encontraba en el límite de lo que su cuerpo podía dar.-
-¿Ósea qué?...-
- El golpe fue severo y sin duda esta inconsciente por eso, al menos por ahora duerme lo que no ha hecho en varios días. Los médicos esperan que despierte en las próximas horas, le han esto suministrando lo que su cuerpo necesita.-
-¿Y su mano?- Sayanee pregunta en un sobre salto.
-Lamentablemente el cable le causo quemaduras de segundo grado, dejándole marcas y algunas abiertas profundas. Una de las ventajas de que esta dormida es que no siente el dolor provocado por esa lesión.-
-¿Es muy grave?-
-Por ahora los médicos no saben si puede moverla, la han intervenido de emergencia en cuanto llegó, pero no saben cuándo volverá a usarla, ya que no han podido valorarla después de las suturas.-
Sayanee se ve un poco más tranquila después de lo que le ha dicho el encargado de SKE, Yuasa se despide de ellos saliendo de ahí para dirigirse a donde está la madre de Jurina.
-_-_-*La habitación de Jurina*-_-_-
Habían pasado tan solo un par de horas de la plática con Sayanee y tanto Yuasa como la señora hacían guardia intensiva. Ella estuvo todo el tiempo en esa habitación desde que le avisaron de la tragedia. Sentía un gran pesar al verla depender de las maquinas a las cuales estaba conectada Jurina para ayudarla a respirar.
-¿Señora, ya comió?-
-Sí, algo ligero.- Responde ella.
-Si usted gusta puede ir a comer bien, yo me quedare aquí y si…- Pero Yuasa no al canso a terminar lo que le decía a la Madre de Jurina cuando las maquinas comenzaron a marcar un ritmo cardiaco diferente.
Ella abrió sus ojos lentamente, de pronto no podía ver nada. La habitación se encontraba con luz muy tenue por órdenes del médico. Apenas si vieron los pequeño movimientos que Jurina hacia, tanto su mamá como Yuasa corrieron a su lado.
Todo daba vueltas, le dolía todo conforme reconocía cada parte de su cuerpo, y ni hablar de su cabeza comenzó a sentir que le explotaría en cualquier momento e inmediatamente se dio cuenta que no sentía su mano izquierda pero progresivamente al intentar moverla le causaba un dolor agudo. Apenas si distinguía las siluetas de dos personas que estaban a su lado, pero conforme transcurría el tiempo las siluetas comenzaron a aclararse.
-¿M…ma...má?- Dijo con dificultad mientras volvía en sí. Con la mascarilla de oxigeno estorbándole en el habla, en un murmuro apenas perceptible –¿D…do…dónde estoy?-
-En el hospital Jurina.- Le responde ella.
-¿H..hospital?- Jurina se exalta un poco y habla como puede pues de momento no se explica cómo llego ahí, no recuerda claramente nada de lo que sucedió, además odia los hospitales y se mueve un poco inquieta como intentando levantarse pero sus mareos y todo el dolor acumulado no la dejan.
- Shhhhh, tranquila. Todo está bien, ya paso.-Su mamá se acerco a ella y le dio un beso muy dulce en su frente para tranquilizarla y evitar que se levantara.
-¿Qué paso?- Pregunto con su semblante que cualquiera que la conociera, si la viera en ese momento diría que es familiar de la muerte. Demacrado se quedaba corto.
-Eso quisiéramos saber, Jurina.- Una voz masculina muy bien conocida habla a un lado de ella.
-¿Yuasa…San?…-
-Me alegra ver que por fin despertaste.-
-¿Por qué?, ¿Cuánto tiempo he estado aquí?- Jurina comenzaba a perder el control sobre toda su musculatura y lentamente perdía las fuerza de nuevo. –¡Sayanee!- En medio de sus adormecimientos murmura el nombre de Sayanee preocupada. Al parecer el fuerte golpe le causaba a su mente una confusión, pero no había olvidado del todo el acontecimiento.
-Ella está bien Jurina. Pero de igual forma que tú esta en observación y deberá estar fuera de sus actividades por varios días. Tú has estado inconsciente desde la mañana.-
Los ojos de Jurina se negaban a seguir abiertos por más esfuerzo que hacía, pero al saber que Sayanee estaba mejor que ella, volvió a caer en un profundo sueño. Ahora al menos sabían que recupero la conciencia, pero evidentemente no estaba bien.
-Iré a informar al médico. - Le dijo Yuasa a la madre de Jurina.
En lo que ella seguía velando por Jurina, la tranquilidad le volvió al cuerpo cuando le dijo “Mamá” realmente creyó que no volvería escucharlo.
**Nagoya**
Rena después de un viaje extenuante, que por contratiempos tardo un poco más, tuvo que hacerle caso a su actual representante, y volvió a Nagoya aunque ella no quería. La única forma en que Satsugui la convención fue revelarle que Jurina había despertado, pero que aún seguía débil.
El hospital estaba lleno de periodistas y si alguien la veía llegar, sería contraproducente para las condiciones en las que se encuentra ahora. Durante su viaje, el director no se quedo con los brazos cruzados y le llego a Satsugui una notificación por una fuente confiable que se habían comenzado a mover las cosas en los Ángles y que Rena debería enfrentar posiblemente una demanda por incumplimiento de contrato. Por ahora no podía exponerse de esa forma a los medios, también le reveló que el traslado de Jurina estaba decidido. Lo único que esperaban era la valoración y los resultados de algunas pruebas mientras Jurina esté consiente, las cuales se estaban llevando a cabo ahora.
La llevarían a Nagoya en helicóptero y llegará en transcurso de la noche. Esto más que nada era para protegerla de cualquier infiltrado que quisiera llegar hasta su habitación y ella pudiera descansar. Nadie más sabía del traslado tanto de Sayanee como el de ella.
Podría visitarla mañana por la tarde a la hora de visitas, tuvo que aceptar eso y se quedo en su departamento intentando descansar por el largo viaje. Pero como sus intentos fueron nulos, cuando comprobó la hora en el reloj, aun alcanzaba la última presentación en el teatro y supo que hoy Airin era la invitada. Así que tomo sus cosas y se dirijo al teatro donde las demás chicas miembros del grupo se encontraban. Habían vuelto también a Nagoya y a pesar de su incertidumbre seguían trabajando profesionalmente.
**Teatro**
Caminaba Rena por los angostos pasillos y escucha música un poco sorda, extrañada un poco, un recuerdo vino a su mente al escuchar como hacía eco aquella pista en alguna sala de baile. Fue ahí, fue en un momento como este, cuando su curiosidad la llevo a observar en silencio a Matsui Jurina, a preguntarse ¿Por qué ella? ¿Por qué fue la elegida?, y no tuvo que buscar mucho en su respuesta Jurina siempre ha estado en otro nivel, y cualquiera que se mida aun lado de ella se da cuenta de eso. Si bien es cierto que para ella su rival más grande ha sido ella misma, compartir el escenario con Jurina la llevo a desafiarse aun mas.
Un viejo recuerdo le hace mover sus pies inconscientemente hacia donde provenía el ruido. A pesar de que había una presentación en vivo alguien está ensayando eso es en extremo raro.
Una pequeña niña ensayaba arduamente sus pasos, repetidas veces una y otra vez, aún si los ensayos terminaron antes de la presentación. Tiempo atrás, la partida de Rena la dejo conmocionada y al cabo de tres meses se había ganado un lugar muy importante en el grupo, el cual nadie estaría dispuesto a perder. Por lo tanto se esforzaba por sobre salir siempre, claro acatando las órdenes de su Sempai quien lo era todo, relativamente todo y su ejemplo a seguir.
Después de asimilar lo que había sucedido, cuando por fin todo este ajetreo dio por terminado y las aguas se calmaron. La verdad la golpeo duro y se dio cuenta de que tan importante podía allega a ser. Era una buena chica y tenía un lugar privilegiado cerca de la más grande Ace del grupo, pero pronto las tormentas de dudas y comentarios hirientes de los fans la hacían dudar de su capacidad y endurecieron su carácter. También probó la amargura de no ser aceptada, pero uno de sus sueños más preciados era brillar inalcanzablemente como Jurina su senpai y se propuso lograrlo a toda costa.
El accidente había conmocionado a todas y todos, así que cada una por su cuenta hacia lo que estaba en sus manos para apoyar a Jurina y extenuarle su preocupación esforzándose más cada día mientras ella volvía.
Rena estaba parada en la puerta del salón de baile, observaba después de mucho tiempo ensayar a alguien, simplemente lo disfrutaba. Aunque claro a pesar de todo, hubiera preferido mil veces ver Jurina como solía hacerlo sin que se diera cuenta o simplemente hacia que la ignoraba. Rara logra verla por los espejos e inmediatamente interrumpe sus movimientos mientras la música seguía sonando.
Por otro lado Churi y Donchan supervisaban el desempeño de las chicas del stage, ellas eran las encargadas de que todo saliera bien hoy. Repentinamente suena el teléfono de Churi y contesta a escondidas.
-¿Hola?-
-¿Churi?-
-¿Victoria?- Churi se sorprende por la voz que escucha del otro lado de la línea.
-Ammnh, si, sé que es raro que te marque, pero digamos que estoy afuera del teatro y quisiera saber si puedes ayudarme a entrar.-
-¿¡Estas de vuelta!?- Churi casi lo grita, siento callada inmediatamente por el staff para que guardara silencio.
-Pues sí, te contare luego, por ahora el guardia no quiere dejarme entrar.-
-Enseguida voy.-
Churi cuelga el teléfono y va hacia la entrada del teatro, no sin antes dejar a Donchan a cargo. De camino se encontró con Masana y las dos intrigadas fueron por Victoria.
-¡Victoria!- La llama Churi.
-Está bien, déjela entrar.- Al vigilante no le queda otra opción que hacerlo al escuchar a Masana decírselo.
-¿Qué haces aquí?-
-Le mande un mensaje a Rena y ella me dijo que vendría pero no sabe que estoy aquí. Me dijo que trasladaran a Jurina hoy desde Tokio y que la podrá visitar hasta mañana por la tarde y decidió venir al teatro. ¿No la han visto?-
-No, no sabíamos que vendría. Ni siquiera sabíamos que estaba de vuelta- Masana y Churi se veían extrañadas. –¿No se supone que Rena estaba del otro lado del mundo?- Pregunta Masana.
-Sí, se supone, pero aunque no lo crean, ella mando al diablo al director y renuncio.-
-¿¡Qué hizo que!?-Exclaman las dos al mismo tiempo. A estas alturas estaban enteradas de lo del contrato de Rena y las fotos, y esas cosas que en su momento fueron suficiente para romper algo que se veía indestructible.
Victoria les conto a detalle lo sucedido la última noche que estuvieron en los Ángeles. Mientras las chicas no podían creer lo que escuchaban. Después se adentraron al teatro para buscar a Rena.
Caminaban por los pasillos cuando logran verla parada en una de las puertas de las salas de baile. Ven como de pronto entra y ellas se acercan para saber por qué ha entrado y no pueden evitar escuchar a escondidas la plática entre las dos chicas.
**De vuelta en la sala de baile**
-¡Oh! Rena Sama. ¿Qué hace usted aquí?- Rara tenía entendido que Rena se fue, y después de la pelea en los casilleros supo que eligió estar lejos de Jurina, a lo cual era algo que aun no concebía y hasta cierto punto le irritaba.
-Pasaba por aquí. No podía estar tranquila en mi departamento y decidí venir a ver el stage de hoy.-
-¿Busca a Jurina?- Pregunta con inocencia, posiblemente Rena no esté enterada de lo que sucedió, piensa ella.
Rena no sabe por qué se de pronto se sorprende cuando la llama Jurina, pues no es la primera vez que la llama así, pero no puede negar que le importa aunque por ahora no está en posición de sentirse de esa forma. Con Jurina en el hospital, las chicas deben de estar muy vulnerables.
-Bueno no busco a Jurina, estoy solo de visita.- Se limita a decir sin darle importancia al nombre.
-¿Visita?-
-Jurina no es la única persona a quien puedo buscar o visitar.- Responde un poco enigmática.
-Ya veo.-Rara no es tonta y no puede evitar sentirse molesta, no sabe que es lo que la ha traído de vuelta a Japón, lo supone pero no está segura. No le gusta ver sufrir a su Sempai y menos porque le tiene un gran aprecio. Le duele ver a Jurina así, pero por más que lo niegue le guarda un profundo respeto a Rena y le agrada. Todo es un caos en su cabeza y lo único que sabe es que Rena no es como todos creen. A pesar de contar solo con 16 años ella quiere saber algo y está dispuesta a descubrirlo. Pero también sabe que Rena aun si ya no es parte del grupo puede entrar al las instalaciones, no cada que quiera pero si está ahí es por algo importante. También toma en cuenta que no está en condiciones de pedirle explicaciones a su mayor y la única forma que encuentra no ni ella misma lo entiende. –¿Y ya concluyo con su visita?- Dice en un tono que molesta de cierta forma Rena.
Rena agranda los ojos en sorpresa ante el atrevimiento de la chica. De pronto Rara le parece un poco diferente a la tímida niña que se negaba a tomar la segunda posición del triangulo, incluso muy diferente a la de hace apenas unos segundos.
-No.- Responde. -¿Te incomoda que este aquí?-
-No, para nada y, si no busca a Jurina ¿a quien busca?- Pregunta de nuevo. –Tal vez pueda ayudarla a encontrar a esa persona.
-¿Jurina?- Esta vez piensa en voz alta, y la forma en la que lo dijo era justo la de sus pensamientos.
-Mh… ¡oh! Lo siento, Jurina-San.-
-No, está bien me alegra saber que se llevan bien,- Rena aparenta que no le incomoda el hecho de que la llame solo por su nombre. –y no te preocupes por mí, se dónde encontrar a quien busco. Interrumpí tu ensayo, la disculpa es mía.-
-¡Oh! No, llevo mucho tiempo haciendo lo mismo creo que por ahora es suficiente.- La chica va al reproductor y lo apaga.
-¿Siempre ensayas más que las demás chicas?-
-Así es, quiero que Jurina este feliz de saber que cuenta con migo.- La altanería de la chica crecía cada vez mas y Rena solo sonreía amablemente pero por dentro era todo totalmente diferente.
Mientras tato las chicas de afuera escuchan esta plática, y no se explican que es lo que está sucediendo. Victoria hace un movimiento para irrumpir en la sala pero Masana la detiene.
-¿Qué pasa?- Pregunta ella casi en un susurro al sentir la mano de Masana la jala un poco del brazo deteniéndola.
Ésta, solo hace un movimiento con su dedo índice indicándole que guarde silencio mientras hace unas muecas con el mismo mensaje. Victoria no podía creer que se encontraría en otra situación parecida a la de los camerinos. SKE sí que es extraño.
-Vaya, has cambiado. Tu temperamento, tu actitud y seguridad es más notable.- Rena comenzó a tomar cartas en el asunto esto de ser raro le comenzó a dar mala espina y sospecha de la chica no solo hoy si no desde que se la topo en el ascensor del hotel de la playa.
-No tenia opción alguien debe seguirle los pasos a Jurina.- El tono en la convicción de la voz de Rara era cada vez más arrogante.
-Te escuchas muy segura.- Rena arquea una ceja sorprendida por cómo le habla esta niña.
-¿Tiene algo de malo eso? La seguridad es algo muy importante, Ana-sensei nos lo repite siempre.-
-No, no lo tiene pero, más bien debe sonar como si realmente lo hicieras por amor. Pero tienes Razón, me alegra que las cosas sean diferentes ahora. Te dejo continuar con lo que hacías. Permiso.-
Rena hace un movimiento para salir dirigiéndose a la salida mientras las chicas de afuera se dieron cuenta de eso y trataban de escapar pero entre ellas mismas se estorbaban. Al dar la media vuelta la voz de la niña la detiene inminentemente.
-¿Por amor a qué?- Pregunta –¿Al trabajo? O, ¿A Jurina?- Inmediatamente al decir eso se da de topes en la pared en su mente. Pero tener a Rena frente a ella y saber que Jurina está mal por su culpa, porque bien sabe que la gravedad del accidente fue en parte por el staff pero su cuerpo no estaba en condición de dañarse de esa forma. Jurina la ha estado pasando muy mal y eso si es enteramente su culpa.
Rena mientras estaba de espaldas abrió un poco su boca haciendo muecas, inclinaba un poco su cabeza como preguntándose si es verdad lo que está escuchando. Rara no muestra ni una pizca de inseguridad al hablarse así a su antigua Ace y ni ella misma sabe por qué le habla así, de pronto la conversación se torno personal.
Por otro lado, Rena gira su cuerpo y solo observa incrédula a la chica, Rara no parece ser tan mala, pero su actitud es muy extraña.
-¿Tú, que es lo que realmente sientes por este grupo?- Rena pregunta directo y sin rodeos al mismo nivel que la chica a exigido. – Por Jurina, ¿acaso, sientes algo más?-
Rara se pone inquieta ante una mirada realmente fría y expectante de una respuesta. Formándose un silencio que solo confirma las sospechas de Rena, sabe que Rara guarda algunos sentimientos por su Senpai, su duda era ¿Qué tantos?
-¿Y si yo sintiera algo mas por mi senpai, si así lo fuera, qué hará al respecto?- Por fin se atreve a hablar la Chica.
-¿Juguemos limpio entonces?- Responde Rena sin titubear.
Las chicas de afuera se retorcían en muchos movimientos insonoros ante esta plática absurda. ¿Rena de verdad se estaba poniendo al nivel de Rara? Después de darse cuenta que Rena no salió, se acercaron de nuevo solo para escuchar esta barbaridad.
-¿Usted me pide a mi Jugar limpio? Eso será sencillo, porque si más no recuerdo usted tiene novio, lo sabe todo mundo, literal lo sabe.-
Y vaya que lo saben, las revistas se vendieron como pan caliente cuando se dieron a conocer esas fotografías de Rena y un súper galán, después de las entrevistas y la última donde intervino SKE en el mismo programa de televisión, todos hablaron de ello con mayor certeza. Y Rara después de escuchar aquella conversación sin querer donde Rena hablaba con Masana inconscientemente empezó a generar pensamientos conflictivos y a concluir que Rena no merece a alguien como su Senpai. Trata de entender ¿Por qué? ¿Por qué Jurina la ama tanto, si Rena ha demostrado todo lo contrario?
-Usted misma quería que fuera su compañera en todo momento, pero qué más da, hoy en día el pasado ya no importa.- Continuaba la niña provocando sin intensión aparente a Rena.
-Ese sujeto no es mi novio y no tengo por qué darte explicaciones.-Dijo frunciendo el ceño.
-No es necesario alguna, creo que sabemos muy bien lo que ocurrió en el pasado.-
-¿Qué sabes tú de lo que hay en el pasado?- Rena ya se veía molesta, a pesar de que se estuvo conteniendo.
-Eso es cierto, posiblemente no se mucho y la verdad no me interesa saberlo. Lo importante aquí es que yo estoy formando el presente, un presente nuevo para Jurina y para todo el grupo.-
-¿Qué es lo que quieres?- Pregunta con evidente molestia en su rostro ahora sí sin disimular nada Rena.
-De usted, nada-
-Eso lo sé, hoy ya no puedo darte nada, pero creo que la pregunta es obvia. ¿Quieres jugar a ser grande? Seamos grandes las dos.- Las palabras de Rena son serias y Rara lo sabe, lo que no sabe es con quien se ha metido. Rena no es la misma que estuvo aquí la semana pasada. Volvió dispuesta a todo y se le nota, Rara ahora sabe que está de vuelta únicamente por Jurina.
-Bien, a decir verdad nunca creí cuestionarle esto pero, ¿de verdad le importa tanto Jurina? Estoy enterada de todo, por un accidente o por como haya sido sé lo que usted le ha hecho. Ella es mi objetivo desde que ingrese al grupo, quiero el centro y sé que la misma Jurina-san no se opondrá.-
-¿Qué?- Rena no comprende muy bien sus palabras, al parecer cuando alguien le habla de la misma forma en la que ella lo hace, enigmática, la pone una difícil situación.
-Es simple ¿No?, así funcionan las cosas aquí. Creí que usted más que nadie lo sabía y creí también que contaba con su apoyo…Sempai.-
Rena se queda indefensa mientras su compostura comienza a traicionarla mirándola con sus ojos duros y obstinados. Como si alguien hubiera tomado su manga favorito con las manos sucias. Sabe perfectamente que tiene razón, ella misma propuso miles de veces cambiar los centros. Respira profundamente por la nariz mientras aprieta los dientes.
Para Rara su corta edad no le permite ver más allá de la complejidad de esta mujer. Rena no podía aceptar todo tan fácil, pero tampoco podía negarlo, en el pasado ocurrieron muchas cosas de las cuales no le gustaría recordar y otras le encantaría volver a vivir. ¿Pero cómo puede estar segura de que esta niña de verdad tenga sentimientos fríos hacia Jurina? Aunque no todos son como ella, su frialdad hacia Jurina se notaba a kilómetros de distancia y cuando estaban juntas parecía invierno. Posiblemente en estos días Jurina le dio Razones para comportarse de esta forma, ella misma se lo dijo en una de sus discusiones.
-¿Tú crees estar lista para ser el centro?- Le dijo con la voz muy dura, pero no escucha la respuesta, pues alguien más irrumpe en la sala.
Churi por fin se decide a intervenir fingiendo que pasaban casualmente por el lugar.
-¿¡Rena!?, pero que sorpresa verte de vuelta, y veo que estas con nuestra futura Ace.- Dice Churi inmediatamente volteando a ver a Rara.
Y está, solo agacha su cabeza ante la presencia de sus senpai a quien si debe guardarles respeto, e inmediatamente se da cuenta de ello. La chica es altanera solo con Rena, no sabe exactamente que hace pero está provocando algo.
-¿¡Victoria!?- Exclama Rena con evidente sorpresa al verla entrar detrás de Churi. -¿Qué haces aquí?
-Vine a buscarte. Yo también quiero saber cómo esta Jurina además, ¿qué harías tu sin mi?-
En ningún momento se imagino que también Evan viajo con Victoria en el primer vuelo que encontraron, llegando tan solo con unas cuantas horas de diferencia. Sin embargo le da gusto verla.
-Con permiso.- Rara se retira, dando por terminada esta conversación extraña que ahora no sabe cómo afrontar después.
Las chicas la ven salir de la sala y en cuanto se cercioraron de que ya no estaba cerca la niña, hablaron de lo sucedido.
-¿Qué le pasa a esa niña?- Pregunto Victoria.
-No lo sé.- Responde Rena.
-Pues es muy cercana a Jurina, supongo que no le caes bien Rena.- Victoria le dice en broma y sin saber dando justo en el clavo.
-No te burles, la llamo Jurina frete a mí.- Les dice aun sintiéndose intrigada de por qué le dijo todo eso.
-¿Y no es normal?, Ah, disculpa olvidaba que para ustedes el nombre es algo muy especial.- Se corrige sola Victoria.
-¿Eh? Frente a nosotras no lo hace.- Masana se expresa un poco pensativa.
-¿No lo hace?- Rena comienza a pensar que de verdad esto es muy personal.
-¡Ay! Rena es obvio, esta chica frente a ti no tiene por qué ocultar nada.- Le dice Churi-¿Juguemos limpio? ¿Es enserio Rena?-
-Lo siento, me deje llevar.-
-En fin, Victoria nos ha dicho algo pero, ¿por qué estas de vuelta y aquí en el teatro?-
-Quiero hablar con Airin, supe que se presentaba hoy como invitada.-
-¡El Stage!- Exclama Churi poniendo sus manos a ambos lados de su cara. Lo había olvidado. Y sale corriendo hacia donde se supone que debía estar.
-¿Qué pasa con el Stage?- Pregunta Rena.
-Se supone que hoy Churi es la encargada de supervisar a las chicas.- Le responde Masana riéndose por su simpática amiga. Viendo todas como se alejaba. –Vayamos con ella, ya no tardan en terminar.-
Ellas caminan en la misma dirección que Churi mientras compartían lo que sabían del estado de Jurina.
Media hora más tarde se encontraban seis chicas a un restaurante al gusto de todas. Simplemente para pasar un buen rato en medio de todas las tragedias que han estado sucediendo.
-¿Así que ahora tienes nuevo represéntate?- Habla Churi.
-Sí, pero no estoy libre del todo. Actualmente enfrento una demanda por incumplimiento de contrato y si el director se lo propone, todo se podría hacer público.- Dijo Rena con preocupación en sus ojos.
Anterior mente creyeron que las acusaciones intimidarían al director, pero no fue así, al menos debía pensar las cosas, mas de dos veces antes de sacar todo a la luz, ya que el también corría riesgo.
-Pero no creo que lo haga Rena.- Le dijo Victoria.
-¿Como estas tan segura?-
-A pues…- Victoria no sabía que responderle, no podía decir que Evan estaba de vuelta y que había accedido a anular el también el contrato ejerciéndole más presión al director. –A él no le combine tu representante está haciendo bien las cosas y espero que sea solo cuestión de tiempo para que obtengas tu libertad completamente.- Se limita a responderle.
-¿Por cierto, cómo fue que decidiste volver?- Pregunto Airin.
Rumbo al local de comida ella, Victoria y Churi decidieron guardar el secreto acerca de que Jurina estaba enterada de todo. Rena jamás se los hubiera permitido, pero como eso sucedió sin saber que ella tomaría la loca decisión de renunciar, no estaban muy seguras de decírselo. En esta ocasión les toca ocultarle algo a Rena.
-Pues…- Responde Rena recordando aquel momento. –Solo lo decidí, sentí como una fuerza interna me hacia desearlo.-
-Entonces si ese incidente no hubiera ocurrido, ¿usted seguiría en los Ángeles?- Donchan interviene, aun está un poco renuente con Rena.
Esa sin duda era una muy buena pregunta, a la cual todas estaban expectantes. Incluso a la misma Rena la toma desprevenida momentáneamente.
-Durante el largo viaje en el avión también me lo pregunte Donchan.- Le responde –Y no voy a negarles que el saber que Jurina tuvo el accidente ayudo pero, las palabras que me dijo ella en los casilleros yo no las comprendía y pensé en ellas todo el tiempo que dure en el occidente. De una u de otra forma hubiera encontrado la respuesta, tarde o temprano.-
-¿Y cree que Jurina-san la perdone?- Al escuchar eso Victoria, Churi y Airin voltearon a mirase en complicidad, pero no muy gustosas más bien como intentado no levantar sospechas por su preocupación.
La noche que Airin dejo a Jurina en su habitación, hizo el comentario de que Jurina no estaba muy convencida del todo. A parte de que la vio mal físicamente, estaba desconcertada. Jurina es terca cuando se lo propone y quizá ni tiempo de asimílalo, pues al día siguiente ocurrió el accidente, no saben realmente que hay en la mente de Jurina.
-No lo sé Donchan, no lo sé.- La cara de Rena lucía un poco mortificada y aunque ocultaba sus verdaderos sentimientos, por dentro estaba desesperada por volver a ver a Jurina.
-Por cierto Donchan, Jurina me dijo que te encargo un par de trajecitos.- Dice Masana arruinando lo que era una supuesta sorpresa. –Acaso, ¿Uno de ellos es para Rara? Digo porque la chica se ha estado comportando muy extraña-
Contemplando la conversación que escucharon anteriormente entre ella y Rena, suponen que Jurina le ha dado cierta confianza a la chica.
-¿QUÉ?- Donchan y su peculiar forma de reaccionar brinca ante la pregunta.- NO, no, no para nada.- Y veía a todas partes como intentando desaparecer para no ser interrogada.
-Vamos, dínoslo, ya no importa. Jurina te dijo que dejaras de hacerlos.-
-B..bueno, no le hice caso y los termine, y no, ninguno es para Rara.-
-Jurina-san… mnhh, m… me pidió ese favor,- Progresivamente y de forma muy chistosa comenzó a bajar el tono de su voz mientras revelaba la verdad hasta termina en simples murmuros. –quería regalarle uno… a Renporcumpleños…-
-¿Qué? Habla más fuerte Donchan.-
-Que le iba a regalar uno a Rena-san por su cumpleaños.-
-¿Eh?- Unisonoramente las chicas hacían gestos de extrañeza.
-Jurina-san, tiene una forma muy peculiar de inmortalizar momentos y cuando le pregunte por que ya no lo quería cuando me la encontré en los casilleros sola, se veía muy mal. Supongo que eso es lo que vio Rara y hablo con ella porque yo me fui a prepararme para la inauguración del nuevo proyecto. Y, por eso le pregunte eso a usted Rena –san al terminar en stage.- Dice apenada Donchan.
Ahora Rena sabía por que le hablo de esa forma en aquella ocasión y estaba más ceca de comprender el comportamiento de Rara. Definitivamente tenía mucho por hacer si quería recuperar a Jurina y decirle que la amaba no iba a ser suficiente.
-¿Donchan, aun tienes esos trajecitos?-
-Sí, pensaba regalárselos mañana que la visitemos.-
-Sabes, tengo un par de Patos de peluche ¿crees que les queden?-
-No lo sé, necesitaría verlos.-
-Pues miden aproximadamente 25 centímetros.- Responde Rena.
-¿Adonde quieres llegar Rena?- Le pregunta Victoria imaginando la respuesta, jamás había visto el lado cursi de Rena.
-Pues, ¿recuerdas el obsequio que encontraste por accidente?-
-No me digas que…-
-Sí, quiero el traje de Jurina y quiero que sea el medio de trasporte para dárselo.-
-¿Qué?- Todas las chicas presentes estaban realmente sorprendidas por eso. ¿Quién es esta Rena? Seguramente se preguntaban todas mientras esperaban su orden de takoyakis.
Sin decirse nada mas, degustaron sus bolas deliciosas de diferentes sabores y condimentos. Se dirigieron al departamento de Rena en apoyo de su cursi idea. Probaron los trajecitos y estaban hechos a la medida. Ahora todas se habían vuelto cómplices de el rumbo de esta historia.
**Al siguiente día**
Por alguna extraña razón, cuando Rena despertó de su sueño, aun después de haberse obligado a dormir. Sintió unos nervios espantosos, incomparables con otros. Hoy en particular se sentía extraña porque no tenía nada, absolutamente nada que hacer. En definitiva, esto era nuevo para ella. Aunque también aprovechará para saber lo que se siente tener vacaciones de más de dos días. Sin embargo tranquila no podía estar, la lucha intensa entre demandas era cosa seria y ruega por que la suya gane contra la del director.
Había acordado con Victoria que la esperaría para ir al hospital con ella. Posiblemente otras chicas ya se encuentran en camino a su visita. Han pasado solo dos días del accidente pero fueron tan pesados que los sintió como si fueran más, para ella era como haber viajado al futuro.
Ella seguía mirando el techo de su habitación, el sol brillante le indicaba que ya pasaba de medio día. Así que se levanta y realiza sus actividades cotidianas, para distraerse de esas ansias que siente por volver a ver a Jurina aunque es consciente de que Jurina no quiere saber nada de ella.
**En el hospital de Nagoya**
Iban a dar la una de la tarde, Jurina seguía dormida, despertaba por momentos y volvía a dormir. Ya no eran necesarios los aparatos que tenía hace apenas unas horas atrás. Ahora solo tenía esa molesta jeringa en su brazo izquierdo. Le suministraban calmantes, desinflamatorios, sedantes para amortiguar el dolor de la mano, de cabeza y obligar la a dormir. Dolía y mucho, pero pudo ser peor. Los médicos de urgencias le hicieron varias suturas en cuanto llego al hospital de Tokio y bajo la advertencia de ser una Idol hicieron lo mejor que pudieron. Absurdamente trataba de mantenerse despierta, realmente odia los hospitales. Pero los medicamentos eran más fuertes que ella y para el dolor que sentía, prefería dejarse vencer por ellos.
La habitación ya se encontraba con un sin fin de obsequios enviados por varios miembros de otros grupos y por su puesto de su grupo. Supo por su madre hoy en la mañana que ya se encontraba en Nagoya y ella ni cuenta se dio.
Se encontraba aparentemente dormida, cuando de pronto escucha murmullos que chistaban silencio. Apenas y abre un poco los ojos, ve como la puerta se recorre y entra una enfermera junto con varios rostros conocidos. Churi en primera fila, Masana, Sae, Kaotan, el semblante de Jurina cambia al instante y les regala una sonrisa, la mejor que tiene en el momento. Las chicas entran con varios obsequios en la mano pero dejan la puerta abierta.
Pronto se dan cuenta que alguien mas no entraba y Kaotan se regresa para casi traer a rastras a Donchan. Jurina se ríe de corazón por ver el comportamiento de sus amigas, ese comportamiento que las hace característica dentro de SKE.
-Donchan...- Dice levemente su nombre como si su lengua le pesara.
La chica entra encogida de hombros y con sus manos detrás. Ella la saluda con una leve reverencia y se para a los pies de la cama. Atenta escuchaba lo que sus senpais le contaban a Jurina y viceversa mientras la enfermera le suministraba sus medicamentos mezclados con el suero. No había que dar muchos detalles, Churi fue una de las que vio todo de cerca. Después de varios minutos transcurridos, las chicas le entregaron lo que le llevaban a Jurina y se disponían a salir pero de nueva cuenta falto una.
-¿Donchan?-
-¡Sí!- Dice la chica en un sobresalto ya de espaldas caminando detrás de las otras hacia la salida.
-¿Qué es eso que llevas detrás?-
-¿EH? ¿Eso? ¡AH! Lo siento, disculpe.- Era increíble que olvidara darle su obsequio. Las otras chicas hacían gestos divertidos, pero recordándole que es muy temerosa en presencia de Jurina. Donchan se regreso rápidamente a un costado de Jurina y en una reverencia de casi de más de 90º le ofrecía un patito de peluche con un trajecito como el que le pidió anteriormente. -¡Aquí tiene Jurina-senpai!- Exclama ella asustando a la misma Jurina y a la enfermera. Que la reprime haciéndole una seña con el dedo y un sonido que le inca que guarde silencio.
Jurina lo mira y no sabe si sonreír o llorar al tomarlo con su mano derecha, y lo veía con mucho sentimiento, pero había algo extraño.
-¿Un pato?-
-Ahh… pues si.- Le dice Donchan volviendo a su posición erguida.
-¿No es un poco extraño?- Pregunta Jurina, pero conociendo a Donchan, solo lo aceptara.
-Lo sé pero yo hubiera preferido un par de ositos pero…- Estuvo a punto de revelar algo mas e inmediatamente rectifica sintiendo la mirada de todas sobre su espalda. –…pero, pero… ¿no ha escuchado hablar del golpe de suerte?, es para la buena suerte e en este, este próximo evento que se aproxima.- Donchan trataba de ser convincente mientras las otras chicas agradecían el hecho de que Jurina careciera de esa agudeza de percepción por el momento.
-Claro, entiendo. Gracias Donchan, pero este no es mi traje.- Dijo Jurina mirándola intrigada con dificultad aun si se peleaba con sus parpados, desgraciadamente el medicamento comenzaba a hacer efecto.- Este es el traje del otro centro.-
-Lo sé.- Le responde más seria y con un sentimiento profundo de lo que está detrás de todo esto.
-Pero me dijiste que habías terminado solo el mío.- Jurina no sabía si había escuchado mal aquella ocasión por culpa de su depresión o algo mas está pasando aquí.
-Y Así es, lo termine Jurina-san, pero ese está esperando por otro final.-
Jurina no comprendía nada, pero fue muy amable con Donchan al aceptar su obsequio y a cambio regalarle la mejor de sus sonrisas. Las otras chicas que estaban observando eso sabían perfectamente a que se refería la chica. El otro trajecito ya no lo tenía Donchan estaba en manos de alguien más, esperando ser el medio para entregar otro obsequio para ella. Tampoco comentaron nada de que Rena estaba en Japón nuevamente. Simplemente dejaran que todo siga su curso.
-Con permiso.- Dice Donchan al igual que las otras chicas y salen de la habitación.
Siguieron con su camino por el largo pasillo, tenían otras cosas que hacer, pronto dos figuras familiares aparecieron. Rena y Victoria venían caminando con un paso lento, al llegar hasta con ellas, pudieron ver que Rena tenía la cara más pálida de lo normal.
-¿Cómo esta ella?- Pregunta inmediatamente Rena, sabiendo que ya la han visto.
-Entra y averígualo.- Le respondió Churi.
-Esta adormilada por los medicamentos. Puede de que ella ya este dormida de nuevo.- Responde Masana después del codazo que le dio Churi.
-Entra, te podemos asegurar que esta vez no te aventara a ninguna parte.- Vuelve a decir Churi en broma, causándole risa a Victoria. Siendo reprimidas por las miradas de las otras chicas. –Aunque quien sabe, estamos hablando de Jurina.- Esta vez recibió un manotazo en la cabeza por parte de Kaotan.
-Ve tu primero Rena.- Le dijo Victoria.
Rena tomo un respiro profundo cuando se estaba fuera de la habitación de Jurina. Estaba muerta de nervios, su boca de pronto ya no tenía saliva, sentía un opresión en su estomago y podía jurar que sus rodillas le temblaban e iban a fallarle en cualquier momento.
Cuando abre la puerta apenas para echar un vistazo, hurga un poco con sus ojos y puede ver claramente a Jurina que duerme o al menos eso parece. Rena cierra lo poco que abrió de la puerta para mirar a las otras chicas que estaban afuera dándole ánimos para entrar con ademanes muy marcados. Mas asustada no podía estar, pero toma valor y vuelve a recorrer la puerta sin hacer el menor de los ruidos. Como si fuera un gato, sigilosamente entra y gira un poco para cerrar la puerta. Cuando por fin esta frente a Jurina, su corazón acelerado se le oprime.
No es la culpable del accidente, pero sí lo es de su estado de salud físico y mental, y si bien eso lo sobrellevo Jurina, hizo que las circunstancias empeoraran. Rena permanece de pie solo mirándola, contemplando ese rostro que esta demacrado, con sus labios de un color muy tenue, no tienen ese brillo y color que los caracteriza. Sin embargo se ve tranquila y serena. No deja de ser hermosa, piensa Rena mientras escaneaba cada parte de ella. Sus ojos miran con pesar la mano izquierda completamente vendada. Si hace un poco de memoria, ella es a quien más ha visto en el hospital por accidentes así. Siempre ha estado expuesta junto con otros miembros importantes a estar en constante innovación.
Camina unos cuantos pasos más y se para a un costado de ella. Ve su mano derecha sobre su abdomen que sostenía al patito de peluche. Parece que de verdad duerme, de pronto se le resbala de la mano. Ella lo toma entre sus manos y contempla ese trajecito. Sabe de la importancia que tiene para ella ser el centro, siempre lo ha sido, y pensar en lo que le dijo Rara ayer, le hace saber que Jurina a pesar de su corta edad está lista para ser remplazada. Ha tomado esa postura desde que tomo la decisión de renunciar a su doble posición.
Coloca a un lado de Jurina al ave de peluche y contempla como duerme. Cree que es mejor volver más tarde. La mira por última vez antes de poner sus pies en marcha pero ¿acaso lo que ve en los ojos cerrados de la chica dormida es una lágrima?
Rena acerca su mano un poco dudosa de tocar su rostro, sutilmente limpia temerosa esa gota de agua salina. Jurina hace un movimiento como si fuera despertarse pero solo fue un movimiento en falso, no despierta. Ella acaricia cálidamente la mejilla mientras se sienta sobre el colchón y se inclina despacio hacia el frente sin dejar de ver su semblante dormido hasta que sus labios hacen contacto con su frente, para después separar solo un poco su cabeza y mirarla más de cerca limpiando el cabello de si frente y devolviendo su mano sobre la mejilla.
Recorre con sus ojos todo el rostro de Jurina y se siente verdaderamente mal, tonta y enojada con si misma por lastimarla tanto. Siente envidia por la forma en que Jurina enfrenta siempre las cosas, sin importarle las criticas o lo que piensen sus compañeras por la vulnerabilidad que demuestra en ciertas ocasiones, alguna vez llego a burlarse un poco de lo fácil que es hacerla llorar, por el motivo que fuera, Jurina llora dejando ver la honestidad de lo que siente. Ojala y ella tuviera la misma convicción, apenas lo está aprendiendo.
Sin embargo Jurina es fuerte, y no se cansa de demostrarlo, ella siempre cayendo pero volviéndose a levantar. Es un ejemplo para cualquier persona. Piensa Rena mientras que con su pulgar delinea delicadamente el labio inferior de Jurina únicamente contemplándola.
Se pone de pie y gira sobre sus talones, caminando hacia la salida, no tuvo suerte y la encontró dormida, volverá después. Jurina aun parece muy débil y prefiere dejarla descansar, pero cuando salió ya no había nadie fuera, ni Victoria. Saca su teléfono celular para llamarle, y sin pensarlo, su primer prueba y posiblemente la mayor de todas estaba parada justo frente a ella.
No había sabido nada de ella desde aquella llamada que hizo buscando a Jurina. Se trataba, de la madre de Jurina.
-Estas de vuelta. Rena-san- Le dijo su madre saludándola con gusto aparentemente, cuando se acercaron lo suficiente. Y el tono de su voz era serio, no como el de costumbre.
-Sí, así es.- Responde temerosa, de pronto las piernas le temblaban sin su consentimiento.
-Gracias por su visita, ¿hablo con ella?-
-No, está dormida y preferí dejarla descansar.- La voz comenzaba a fallarle a causa de los nervios y se le notaba un poco.
-¿Por qué vivió? Creí que no estaba en Japón.- Rena se sorprende por la forma en que le está hablando la señora y hay una incomodidad presente en el ambiente. De pronto siente la necesidad de preguntar si acaso Jurina le ha dicho algo de todo lo ocurrido y toma valor para hacerlo pero por algo más mamas son lo que son, le leyó la duda en su cara.
-Sí Rena-san, estoy enterada de todo.- No la dejo ni hablar como adivinando, pero más que adivinar, sabe y conoce de la vida mejor que cualquiera de estas dos chicas.
Jurina le había contado todo a su madre. No podía ocultarle nada y menos sufriendo de la forma en que lo hizo. Su madre no está muy de acuerdo con esto, pero ama a su hija como a nadie en este mundo y respeta sus decisiones. Pues son lo que la han convertido en lo que es ahora.
-¿Por qué volviste, Rena-san?- Pregunta la señora de nuevo siendo ahora más directa.
Rena se sentía intimidada y unos escalofríos helaron completamente su cuerpo, se sentía completamente descubierta y muy culpable ante su madre. Pero si quería cambiar las cosas debía comenzar por ser honesta y afrontar todo lo que se viniera encima, ella misma había decidido que no huiría nunca más.
-Por Jurina- Responde sin titubear pero aterrada por quien está frente a ella. Una bofetada seria lo menos que pudiera esperar por tal atrevimiento.
-¿La quieres?-
-La quiero.- Rena seguía fieme a su convicción, pero se moría de miedo.
-¿La amas?-
La pregunta más importante vino a la conversación, y pedía ser contestada inmediatamente y con toda honestidad. Rena la miraba completamente con susto en su cara, pero no por responderle con la verdad, si no porque ella es la madre de Jurina. Pero aun así, toma valor de donde puede y responde dispuesta a todo.
-La hago,- Respondió. –Señora, lamento mucho eso pero, la amo.- Le dijo haciendo una reverencia muy formal ante ella.
La madre de Jurina veía como Rena se disculpaba con una reverencia de 90º, pero solo la miraba duramente. La persona que tenia frete a ella, ha sido como una sombra que persigue siempre a su hija, le debe mucho pues cuido de ella en todo momento pero de eso a entregársela como mujer, no quiere siquiera pensarlo.
-¿Cómo sabes que es realmente Amor?- Pregunto viendo como volvía a su posición erguida y la miro directamente a los ojos, la miro con unos ojos obstinados y llenos de algo que solo la juventud puede ofrecer, valor y sin titubear responde.
-No lo sé, y si tuviera la respuesta no estaría hoy aquí, dispuesta darlo todo, a perderlo todo por ella. Dispuesta a verla de frente.- Respondió conforme sus ojos se volvieron cristalinos. Para ella tampoco ha sido fácil esta situación. -No sé si es amor verdadero ni tampoco sé si es mi único amor, lo que si se, es que no puedo, no quiero seguir sin ella. Perdóneme señora, de verdad le pido perdón.- Rena vuelve a doblegarse frente a la señora y así permanece hasta que escucha su voz, pero ahora es un poca diferente a cuando comenzó a hablarle.
-Buena chica.- La madre de Jurina sonríe al decirlo y se acerca para tomarla de un hombro con forme Rena regresaba a su anterior postura. Hoy en día el amor no tiene barreras y ella mejor que nadie lo sabe, sabe lo difícil que es encontrar a alguien que se atreva a amar.
-¿Y cómo piensa lidiar con su corazón Joven? Jurina aún es muy joven, ambas son jóvenes.-
-Tampoco lo sé, pero si hay algo que me ha ensañado ella es a darlo todo, absolutamente todo. Y si ella cree que mi amor es insuficiente y decide apartarse de mi lado, entonces lo comprenderé. Hoy en día sé que me ama, incluso más de lo que yo lo hago. Es por eso que quiero intentarlo, quiero descubrirlo por mí misma. Quiero devolverle todo lo ella que me ha dado, es mi turno de demostrárselo.-
-¿Y su profesión, la carrera de ambas? Son figuras públicas, esto les va a costar caro.-
-Se cuales son las consecuencias, tampoco sé cómo voy a afrontarlo por ahora, por supuesto que lo he pensado, ella está molesta conmigo y solo pienso en cómo recuperar su confianza por ahora. Lamento sonar tan egoísta.-
-Yo tampoco sé que es lo que van a hacer, Rena. Pero yo cuidare de ella y de ti también, porque se lo que representas para Jurina. - Responde la Madre.- Si ambas se eligieron una a la otra es porque no les gustan las cosas fáciles. Ella te perdonara si de verdad es cierto lo que dices, ella lo hará.-
-¿Eh?- De pronto Rena no sabe que decir ante eso, y no comprende las palabras de la Señora Matsui.
-Con el tiempo entenderás.- La madre de Jurina se acerca ella, y le da un abrazo como si de otra hija se tratara. Da algunos pasos en señal de abandonar el pasillo, para entrar a la habitación donde está su hija. Pero se detiene. –Por cierto Rena-chan, excelente repuesta.-
Rena ve como entra de lleno y cierra la puerta, recuerda lo que iba a hacer antes de toparse con la Madre de Jurina, cuando de pronto hay un alboroto poco inusual en el cuarto de alado del de Jurina. Camina un poco hacia ellos para descubrir cuál era el motivo de que no guardaran silencio en un lugar que estrictamente debe estar silencio. No corre ningún peligro de ser descubierta, el hospital sabe quien está ahí y quienes la visitan. Hay seguridad por todo el piso para evitar fans locos o prensa. La noticia del accidente se había esparcido por todo Japón y la misma Sayenee tuvo que encerrarse en su casa para no dar entrevistas. Ahora todos sabían que Jurina se encontraba en Nagoya.
-¿Sucede algo?-
-La puerta parece estar atrancada.- Le responde una señora.
-¿Hay alguien dentro? ¡Oh!, pero si es usted.- Rena inmediatamente reconoce a la señora, es la misma del centro comercial.
-¡OH!, Señorita Matsui. ¿Qué hace usted aquí?-
-Iremos por la llave de repuesto.- Dijeron los guardias de piso.
-Estaba de visita,- Responde ella.- ¿Ocurre algo?
-Haruka, la niña que conoció la vez pasada, robo la llave de una de los vigilantes en turno, y se encerró. No quiere ver a nadie, paso lo mismo la vez que la casa hogar fue invitada al Teatro de SKE, no pudo asistir a ninguna de las presentaciones. Aquella ocasión solo puso el seguro y pudimos abrir la puerta pero esta vez se robo la llave.-
-¿Y lleva mucho tiempo ahí encerrada?-
-Como media hora. Seguramente ya hasta se quedo dormida, el medicamentó le produce sueño.-
Ya venía uno de los guardias de piso con la llave de repuesto y al abrir la puerta efectivamente estaba dómida la niña. El pequeño incidente había sido solucionado. Y todo estaba tranquilo.
La señora le conto a Rena sobre la situación crítica de Haruka y entendió porque no estuvo presente en la presentación de teatro hace apenas unos días. La enfermedad estaba deteriorando órganos vitales para ella, y comenzó a perder el control sobre sus extremidades y en ocasiones la visibilidad. Rena al escuchar eso, decide visitarla un momento.
Cuando por fin abrieron la puerta, ella asoma su cabeza y si, efectivamente la niña estaba dormida y estaba de espaldas como hecha bolita. Rena entro de lleno y camino un poco hasta ella, pero la niña se dio la vuelta rápidamente, abría y entre cerraba sus ojos volviendo en sí. -¿Quién eres tú? ¿Cómo entraste?-
-Me llamo Rena, Matsui Rena y pues… entre por la ventana ya que la puerta estaba cerrada con llave.- Le dijo mientras señalaba la venta y la puerta junto con sus palabras.
-¡RENA-SAMA!- Exclama la niña abriendo totalmente sus ojos pero no dejaba de parpadear con uno de ellos.
-Eres como un Ángel.-
-¿Tú crees?-
La niña solo asentaba con la cabeza, tenía la boca abierta, y como no iba a tenerla si tenía sentada frete a ella sobre su cama a la mismísima Rena Matsui.
-¿Sabes? Fue incomodo entrar por la ventana, agradecería mucho si me prestas las llave.-
Inmediatamente la niña en su inocencia saca la llave debajo de la almohada y se la entrega.
-Pero de todas formas deja la ventana abierta, por si se me pierde.- Obviamente no se iba a quedar con ella y debía inventarle alguna excusa.
La niña asentaba repetidas veces con su cabeza sin dejar de mirarla. Era simplemente la felicidad de una niña. Un sueño hecho realidad.
-¿Por qué está haciendo usted aquí? ¿Está enferma?- Le pregunta la niña.
-No, pero alguien a quien quiero mucho lo está y vine a visitarla. Entonces alguien me dijo que en esta habitación había una gran fan de SKE48 y no podía irme sin conocerla.-
-¿Esa soy yo?- Responde emocionada.
-Si.- Rena recuerda que no le dio el obsequio a Jurina y aun lo traía en su bolso. Eran unos caramelos que le encantan, siempre durante los ensayos o cuando memorizaba cosas llego a llamarle la atención por comer uno tras otro. Sin pensarlo dos veces se los obsequia la niña y más feliz no pudo ser esa pequeña.
El celular de Rena suena y es Victoria diciéndole donde está por un mensaje de texto, la vera mas tarde para comer, pero se da cuenta que había un mensaje mas y es del señor Satsugui que la esta citando para hablar sobre su actual problema que tiro por la ventana.
-Me tengo que ir, Haruka-chan.-
-¿Cómo sabe mi nombre?-
-Soy un ángel ¿lo olvidas?- Le respondió mientras le sonrió tiernamente a falta de no poder hacer guiños.
-¿Entonces lo sabes todo?- Pregunta asustada la niña.
-No, pero mi especialidad son los nombres.- Rena le toma la mejilla y le aprieta suavemente un cachete. –Hasta pronto.-
-¡Hasta pronto!- Exclama la niña feliz.
Rena abandona el hospital, por hoy se siente más tranquila, se dirige al punto pactado por Victoria. Y así, paso un día más para Jurina en ese hospital y para todas, haciendo su mejor esfuerzo.
Al siguiente día la mejoría en Jurina era notoria, incluso ya le habían retirado el suero la noche anterior. Ahora solo estaba bajo observación por posibles secuelas del golpe en la cabeza y rehabilitando su mano lo mejor posible, en aproximadamente ocho días debía estar en el escenario en ese gran evento y por ningún motivo iba a perdérselo.
Akimoto le había advertido que únicamente participaría si mostraba un mejoría mayor al 90% la cual Jurina se está esforzando por alcanzar.
Scorpius Malfoy jamás imaginó lo mucho que podía suceder en tan solo un mes. Un mes había sido el tiempo que le tomó para que Dominique finalmente dejase de estar a la defensiva cuando él estaba cerca, el tiempo exacto que le había llevado para que James dejase de mirarle como si fuera a matarlo cada vez que lo veía, el mismo tiempo que demoró en hacer que Albus finalmente aceptara salir con ese apuesto chico que le invitó a bailar en Halloween, y – por último, pero no menos importante – el tiempo que tomó para lograr aparecerse en el cuarto de Rose sin ser detectado.
Apareció en el baño y golpeó su hombro ligeramente contra la pared al hacerlo. La puerta se abrió de inmediato y la pelirroja estaba ahí con la más grande de sus sonrisas. Era medianoche, así que naturalmente ella traía puesta su pijama, un lindo conjunto de shorts y camiseta de satén color rosa que casi mimetizaba el claro color de su piel, tenía el cabello suelto, largo casi hasta la cintura con algunos rizos desordenados aquí y allá. Lo recibió con un suave beso, y una larga mirada.
– Pensé que te quedarías dormido. – Rose reía mientras guiaba al muchacho hasta la cama en medio del cuarto.
Su boca sabía a hidromiel y chocolate, y era claro que el azúcar la ponía aún más contenta que el alcohol, y podía ver que estaba completamente consciente pues constantemente arreglaba la ropa de cama como si a alguien le importase.
– ¿Y tus compañeras? –inquirió el rubio sentándose junto a ella en la cama.
– Esa es la mejor parte: están en una fiesta. – ella sonrió ampliamente.
Desde hacía un par de semanas en que luego de un entrenamiento de Slytherin se habían encontrado besándose quizás demasiado intensamente en el vestidor Rose se había obsesionado con conseguir más tiempo a solas; y no es que a Scorpius le molestara en absoluto, simplemente gustaba de reírse un rato al ver el enorme esfuerzo que ella ponía en aquello, cuando él hubiese sido más de los que dejan las cosas suceder.
La pelirroja se sentó en su regazo y lo besó, simplemente entrelazando sus labios con los de él, y luego besó su mejilla dos veces. Volvió a sus labios, con más ímpetu, abriendo su boca – solo un poco – saboreando la suya, acariciando su nuca con una mano y sosteniéndose de su pecho con la otra.
– ¿Acaso intentas pervertirme, Rose Weasley? – inquirió el rubio entre beso y beso.
– ¿Acaso tú piensas que realmente uso esto para dormir? – respondió ella, divertida, separándose ligeramente de él, solo lo suficiente para hablar.
Rápidamente las manos de Scorpius viajaron desde la cintura de la chica hasta sus piernas, acariciándolas suavemente, sin dejar de besarla; su piel era siempre tan suave, tanto que siempre le hacía preguntarse si debería ser algo genético pues le recordaba un poco a la de Albus, a quien siempre molestaba por pensar que usaba algún tipo de ungüento mágico. Las manos de Rose se pasearon por el pecho del muchacho hasta detenerse en su abdomen al tiempo que comenzó a besar su cuello, haciéndole sentir que por un segundo iba a desmoronarse allí mismo.
Hábilmente Rose se las arregló para quitar la camiseta del rubio en un solo movimiento, como lo había hecho un par de veces antes, acompañando la acción con una dulce risita nerviosa, más que característica en ella. Logró besarla una vez más antes de que – al pasar sus manos debajo de la pijama – ella diera un saltó, volvió a reír y lo miró fijamente.
– Sólo ha sido un cosquilleo. – aclaró ella sonriendo para luego volver a besarlo.
Finalmente, y con toda la delicadeza que los nervios le permitieron reunir, quitó la camiseta de la pelirroja por encima de su cabeza y – contrario a lo que él hubiese imaginado – ella simplemente sonrió, no intentó cubrirse en absoluto, acercó su cuerpo aún más al de Scorpius y lo besó con fervor.
Él pasó sus manos por la espalda de Rose, sintiendo cada centímetro de su piel, y la cercanía de su corazón contra el propio, haciéndole agitarse aún más de lo que estaba, sintiendo la creciente presión en su pantalón y la parte baja de su estómago. Tomó a la pelirroja de la cintura y la recostó cuidadosamente sobre la cama, sin separar sus labios de los de ella; después besó su cuello, llenando sus pulmones del suave aroma de su piel, y quitando delicadamente el resto de su ropa. Se detuvo un segundo a mirarla y el color subió por las mejillas de ambos, casi simultáneamente mientras sus ojos se encontraban.
– ¿Vas a quedarte toda la noche mirándome, Malfoy? – preguntó ella entre risas, retorciéndose solo un poco debajo del cuerpo del rubio.
Scorpius sacudió su cabeza un segundo. La besó nuevamente, acariciando con una mano sus pechos y su vientre y el costado de su pierna con la otra, memorizando cada milímetro que le fue posible.
La verdad no sabía exactamente qué hacer, jamás habían llegado tan lejos y – sin duda alguna – no iba a detenerse por ningún motivo, ni siquiera si la pobre Alice entraba al cuarto y le daba un ataque, no señor. Como por instinto, quitó su pantalón rápidamente – viéndose obligado a ayudarse con la varita – y ante un gesto de la chica conjuró torpemente el único hechizo contraceptivo que pudo recordar con todos los nervios subiéndole por la espalda.
Recordando aquella incómoda charla que el profesor Wood les había proporcionado a todos los chicos el año anterior, intentó ir todo lo despacio que podía, sintiendo sus manos temblando al ver la expresión en el rostro de Rose antes de soltar un suave gemido de dolor. Esperó unos segundos, susurrándole en el oído que el dolor solo debía durar un poco, asegurándole que todo estaría mejor luego, aunque para ser completamente franco no estaba seguro de ello, y si algo lo ponía completamente nervioso era hacerle daño.
Al cabo de – lo que Scorpius pensó fueron – cinco minutos, la pelirroja comenzó a mover suavemente sus caderas ella misma, habiendo cambiado por completo su expresión. Él la sujetó de la cintura con firmeza y comenzó a moverse también, lento, intentando grabar en su mente todas y cada una de la mezcla de sensaciones que recorría su cuerpo.
Los movimientos se volvieron paulatinamente más intensos, al igual que sus respiraciones se volvían irregulares, y ambos soltaban algunos gemidos a medio contener cada vez que uno se movía demasiado rápido. Sin duda Scorpius se tomó un segundo para mantener los ojos abiertos y observar a Rose detenidamente mientras su cuerpo bailaba debajo del suyo, su rostro estaba completamente enrojecido casi igualando el color de su cabello, se sujetaba de las sábanas y mantenía los labios entreabiertos, sudaba tan solo lo suficiente para que pudiese ver cómo su piel brillaba bajo la tenue luz que bañaba la habitación.
De pronto, luego de largos minutos, sintió cómo todo el cuerpo de la pelirroja se contraía con un solo movimiento, sintió algo ajustar en su interior y un fuerte gemido escapó de sus labios enrojecidos, y no tardó en sentir su propio cuerpo fallarle también.
Se recostó a su lado y ella automáticamente se acurrucó en su pecho sin decir una palabra, ambos sintiendo el calor recorrer toda su piel, sus corazones latir a destiempo y sin poder recuperar del todo la respiración.
-0-
– ¡James Sirius Potter! – Rose supo que su voz invadió por completo la Sala Común casi vacía, en el instante en que todas las miradas se voltearon hacia ella, parada en frente del sofá junto a la chimenea.
– ¿Qué demonios te sucede, Rosie? – inquirió el azabache, más relajado de lo que debería.
– Esta ha sido la última vez que te sales con la tuya, te lo advertí la vez anterior. – comenzó a sentir cómo la ira volvía a su mente al recordarlo, y él solo la miraba confundido. – Te dije que dejaras a Alice en paz.
– Tú no puedes decirme qué hacer, querida Rose. – respondió James sin más, como quitándole importancia.
– No, esta vez vas a escucharme. – tomó su varita y apuntó directamente al rostro de su primo. – A menos que prefieras que convierta tus mocos en murciélagos ahora mismo, vas a escucharme.
– No vas a hacerlo. – él reía, como si ella no estuviese echando fuego por los ojos.
Con un movimiento de su varita – y en completo silencio – la corbata del muchacho se ajustó más de lo debido, haciéndolo sobresaltar.
– Me he quedado callada el tiempo suficiente, estoy cansada de ver buenas personas sufrir por TU culpa, y francamente si de todas las personas en el mundo alguien no merece un imbécil como James Potter, esa es Alice. – movió nuevamente su varita haciendo que el rostro del azabache la mirase fijamente. – Puedes tener, y tienes, a tus pies a cualquier chica que quieras, deja en paz a mi amiga. – articuló cada palabra lenta y claramente, intentando no romper en llanto por la impotencia. – Serás mi familia, pero eso no te da el derecho de hacer lo que se te dé la gana sin consecuencias.
– R-rosie… - la voz del chico se cortaba a causa de la presión que ejercía la corbata sobre su garganta.
Ella lo soltó.
– La próxima vez no seré tan amable, James. – se acercó al rostro de su primo, que aún se encontraba sentado. – ¿Te ha quedado claro? Déjala en paz.
El muchacho asintió con nerviosismo antes de que ella se voltease disponiéndose a salir de allí rápidamente.
Aquella mañana había sido de lo peor. Luego de ayudar a Scorpius a regresar a su cuarto, salió del baño para encontrarse con la castaña que recién regresaba a la habitación, sus ojos rojos e hinchados y una buena parte de su ropa en mano. Ella no quiso decírselo todo, aludiendo a que James le había hecho jurar que no hablaría con Rose al respecto, pero claro que nadie iba a librarse de ella tan fácilmente. Luego de una vaga explicación entre sollozos comprendió que – efectivamente – había pasado la noche en la habitación de James, que él se había escabullido luego de que se quedara dormida y a la mañana siguiente al preguntarle a su compañero acerca del paradero del azabache él le había confirmado que Jane Thomas había pasado por él cerca de las seis de la madrugada completamente ebria y James sencillamente se escabulló con ella a los dormitorios de las chicas. Alice – completamente incrédula – cruzó los dormitorios en su búsqueda y sí, definitivamente estaba ahí, para su sorpresa, aunque no lo fue para Rose.
– Rose, Rose… – la voz de Alice la encontró ni bien llegó al pasillo. – N-no… no era necesario gritarle.
– Alice, querida, linda, tierna Alice… – la pelirroja no sabía si golpearla o abrazarla por lo que acababa de decir. – Tu hermosa alma sintiendo pena por un maldito no va a conmoverme esta vez. – suspiró. – Tú simplemente mantente alejada de él, o me obligarás a hablar con tu padre, y tú sabes que nadie quiere eso.
La chica negó con la cabeza, algo preocupada.
– Eres una buena amiga, Rose. – comentó siguiéndola mientras comenzaba a caminar.
Ella simplemente la ignoró, y pronto la perdió en el camino a la biblioteca. No estaba de humor para toda su empalagosa dulzura, no después de que toda esa situación arruinara la mañana perfecta de una igualmente perfecta noche.
Scorpius estaba sentado junto a Dominique y Albus en una de las mesas junto a la sección de encantamientos. Tomó asiento junto al rubio y lo saludó con un beso en los labios, aunque – a causa del mal humor – no le puso el entusiasmo que era natural en ella.
– ¿Me perdí de algo? – inquirió Scorpius alzando una ceja observando cada centímetro del rostro de la chica.
– Alice, otra vez. – respondió ella secamente.
– Alguien tiene que golpear a James, y si nadie lo hace yo lo haré. – comentó Albus alzando la vida del libro que compartía con su prima.
– Como sea, ¿qué hacen todos aquí? – Rose intentó deducir qué eran esos libros pero no reconoció ninguno de ellos.
– Animagia. – respondió la rubia finalmente levantando el libro para enseñar la tapa.
– ¿Están locos? – la voz de la pelirroja sonó un poco más aguda de lo que debería al intentar no gritar bajo ninguna circunstancia.
– ¿Qué? Nadie dice que no vamos a registrarnos en el Ministerio cuando lo hagamos. – sonrió Albus restándole importancia.
– Pero no lo haremos. – susurró Dominique mirando a Scorpius reír, recibiendo un suave golpe de parte de él.
– Solo no me metan en sus asuntos ilegales. – dijo Rose, finalmente. – Les recuerdo que es mi madre la que se encarga de todo eso.
– Vamos, Rose, no podemos hacerlo sin tu increíble habilidad con encantamientos antiguos. – la rubia fingió una sonrisa.
La pelirroja rodó los ojos. No es que jamás se le hubiese cruzado por la mente convertirse en animaga, pero sabía lo peligroso y complejo que era ese tipo de magia, la misma McGonagall confesó el incansable viaje que tuvo que hacer para lograr su transformación completa, luego de comentar los horrores que habían surgido de encantamientos mal conjurados acabando en desastre y abominación.
– ¿Acaso no aprendieron nada en la historia que comentó el profesor Longbottom sobre ese hombre que no pudo completar su transformación? – preguntó intentando hacer un punto, pero ninguno de los Slytherin prestó atención a eso.
– Si no deseas hacerlo, puedes aburrirte sola. – respondió Dominique sin dejar de hojear el libro frente a ella.
– No la escuches, Rosie, no tienes por qué hacerlo. – comentó Scorpius en un tono suave, ese que usaba al intentar dar vuelta las cosas. – Nosotros ya estamos comprometidos en ello, de todos modos.
De pronto los tres la miraron fijamente, expectantes. Los ojos grises, verdes y azules clavados en ella como si fuese la última respuesta a todas sus plegarias, y vaya que no lo era.
– Bien. – espetó. – Los ayudaré. – suspiró pesadamente. – Aunque no significa que vaya a hacerlo también.
¿Cómo te fue, Ino?"
A pesar de que escuchó la pregunta de Chouji, Ino estaba demasiado cansada para responder.
La cabeza de Sai estaba cerca de la rodilla de Ino. Poco a poco, sus ojos se abrieron.
Antes de que ella se diera cuenta quien lo había hecho primero, habían estrechado sus manos.
"Sai".
"Tú..." Sai aturdido murmuró, "Fuiste tu quien..."
"Ya no tienes de qué preocuparte." Las lágrimas habían comenzado a caer de los ojos de Ino."
"Gracias, hermosa señorita...
"Idiota..."
Los dos sonrieron gentilmente.
Traducción aportada por: @karinauh
- Viu como até separados nós nos completaríamos? Pois eu também não seria nada sem você. – ela sorriu e me beijou. Acho que ainda não era hora para o fim daquela história.
Buenos Aires
Quinta-feira, 29 de maio de 2014, às 7h32min a.m.
León Narrando
Cheguei à casa de tia Jackie em 10 minutos. Sai do carro e bati na porta. Ela, assim que me viu, me olhou surpresa.
- O que faz aqui, León?
- Vim conversar. Posso entrar?
- Claro. Entre. – ela deu espaço para que eu entrasse e logo o fiz. – Porque veio tão cedo?
- Bom, é o único horário que posso vir aqui sem que Diego fique sabendo. –me olhou se mostrando nervosa.
- Porque Diego não pode saber?
- Não sei o mesmo lhe pergunto. Porque não posso saber das suas conversinhas com ele durante a noite?
- Olha, isso são coisas nossas. Como descobriu que... – a interrompi.
- Que vocês conversam? – assentiu. – Simples, parece que Diego não é muito cuidadoso para ver se eu não estou escutando escondido. Ontem mesmo ele não me percebeu lá.
- É muito feio escutar escondido, querido.
- É muito feio acusar sem saber, titia.
- Eu não acuso sem saber, eu lhe conheço León. Sei do que é capaz.
- Sabe do que sou capaz? Faça-me o favor! Você não me conhece, nunca conheceu. Sempre me julgou sem saber de nada.
- Eu não lhe julgo por nada. Simplesmente sei do que você é capaz para satisfazer suas necessidades. Você quer você age.
- Você me compara muito com o papai. Acha mesmo que sou igual a ele? – disse me aproximando calmamente. Eu já estava perdendo minha paciência.
- Acho não. Tenho certeza. – ela disse dando passo para trás. Até que não tinha mais para onde ir.
- Como você pode saber tanto dele, hein? – a encostei na parede. – Só se convivesse muito com ele. Engraçado. Você quase nunca aparecia lá em casa. Principalmente quando ele estava lá.
- O que está insinuando garoto? Que eu tinha um caso com ele? – falou ofegante pela nossa aproximação. Bom saber, ponto para mim.
- Não estou insinuando nada. Você que está falando.
- Como você pode? Armar contra Diego? – ela disse mudando descaradamente de assunto. A apertei na parede.
- Você não sabe de nada. Quem te disse isso?
- O que você acha, querido? Com quem mais eu poderia falar além de alguém que fosse muito próximo de vocês? – a soltei tentando juntar os fatos.
- Você não...
- Eu sim. E tenho que dizer, seu amiguinho é muito bom de cama.
- Sua vagabunda! Eu não acredito que esteja fazendo isso com ele. Ele não sabe o que faz.
- Lembre-se que foi você que o levou para o mau caminho. Ele era todo certinho, você mostrou o mundo da bebida para ele.
- Eu não queria, ele estava nervoso. Precisava de ajuda.
- E a maneira que achou de ajudá-lo foi o transformando em um alcoólatra?
- ELE NÃO É UM ALCOÓLATRA JACKIE! Ele apenas... Ele apenas...
- Quando começa não sabe mais parar? Não se preocupe, eu sei muito bem disso. – ela sorriu.
- Você usou o álcool para dormir com ele? Não sabe jogar sem bebida, titia?
- Se eu não fizesse isso ele não me contaria nada do que eu sei.
- VOCÊ É UM MONSTRO! – disse já saindo.
- Também te amo querido. – disse sarcástica e bati a porta com toda a força do mundo. Eu estou ferrado!
Buenos Aires
Quinta-feira, 29 de maio de 2014, às 13h12min a.m.
Violetta Narrando
Assim que León foi embora, pois tinha que ir cuidar de Diego já que sua tia Jade não estava em casa por conta de uma viajem de trabalho, eu liguei para Ludmila. Fazia tempos em que não nos falávamos, mesmo na escola, ela parecia me evitar e eu tenho estado muito envolvida com meus problemas que nem dou bola, mas ela simplesmente não atendeu. O que jamais fazia. Então liguei para Cami e Naty, e o mesmo aconteceu. Me restou ligar para a Fran, que por sorte atendeu.
- Alô? Fran?
- Violetta? – disse meio estranha.
- Sim, tudo bem?
- Tudo... E com você? – perguntou indiferente.
- As coisas estão melhorando... Eu acho.
- Hmm, quanto tempo, né. – suspirei já me cansando dessa situação.
- Eu sei Fran e eu sinto muito. Deixei meus problemas me envolverem demais e me esqueci de vocês... Eu sei que foi egoísta da minha parte, mas é que as coisas andam tão difíceis que nem sei...
- Difíceis? Não foi o que a Luh me disse...
- Como assim? O que ela te disse?
- Bom esses dias ela te viu sentada no banco de um parque ou sei lá onde e disse que parecia até bem feliz.
- Ah, foi o dia em que me declarei para León. – sorri boba.
- Oi? Como assim se declarou para o León? – verdade, que droga! Me esqueci de que não havia nem ao menos ligado para dizer as minhas melhores amigas que estou namorando. Droga Violetta!
- Err... Bom, as coisas aconteceram muito rápido... Não sei explicar.
- Mas... O que exatamente aconteceu muito rápido?
- Nós. Bom, quer dizer, agora existe um “nós”. Não um “nós” eu e você, um “nós” eu e León e bom nós, o “nós” eu e León, não eu e você, o que é obvio, nós... Aí, eu sei lá Fran. – disse totalmente perdida.
- Ok, espera um pouquinho que já chego aí na sua casa para você me explicar esses “nós”. – disse rindo.
- Ok, obrigada. – ri também. – Fran?
- Oi?
- Eu te amo, viu?
- Eu sei chata. – ri. – Eu também te amo. – sorri.
- Até logo.
- Até. – desligou.
Se passaram uns minutos e logo Fran já havia chegado. Entramos em meu quarto e nos sentamos em minha cama.
- Então, estou aqui. – disse Fran. – Agora pode me contar tudinho nos mínimos detalhes sobre esse namoro com o León. – disse animada, e obviamente, curiosa. Sorri.
Buenos Aires
Quinta-feira, 29 de maio de 2014, às 17h00min a.m.
A tarde se passou rapidamente. Eu estava com tantas saudades de Fran que nem vi o tempo passar. Contei tudo sobre eu e León para ela. A mesma me contou que está saindo com um menino chamado Tomás. Espero que dê certo, já que com Marco não... O que é uma pena, pois torcia pelos dois, queria que ficassem juntos. Mas isso não importa, o importante é que ela está feliz. Só não gosto muito do nome desse menino, me lembra de más recordações...
Buenos Aires
Quinta-feira, 29 de maio de 2014, às 22h30min a.m.
Já era 22h30min quando fui dormir, pois logo após que Fran saiu aproveitei para estudar. Argh queria me formar logo. Calma Vilu, isso apenas ano que vem. Bom, fechei os olhos e logo adormeci. Sonhei mais uma vez com o amor da minha vida.
Buenos Aires
Quinta-feira, 29 de maio de 2014, às 14h02min a.m.
León Narrando
Cheguei a minha casa e olhei para Diego que me esperava sentado no sofá.
- Oi mano, tudo bem?
- Oi León. Porque chegou tão tarde? – ele estava estranho.
- Apenas algumas coisas que tinha que fazer. Mas não me respondeu tudo bem?
- Não León, não está tudo bem. Eu recebi um telefonema. No que estava pensando quando foi até a casa da tia Jackie para ameaçá-la? – gelei no lugar. Droga! E agora, o que eu faço?