Spoiler alert!!! Finally Uchiha Sarada 😍😍😍 -Manga 19 of Boruto.
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Spoiler alert!!! Finally Uchiha Sarada 😍😍😍 -Manga 19 of Boruto.
Kaori 🥺💖✨
Capítulo 19: "Quer saber, vai a merda!"
Fui pra casa de noite quando Augustus disse que iria lá comigo.
Ju fica me analisando a cada vez que eu chego perto do Zander e nossa! Como isso é desconfortável!
Mas eu sempre coloco a parede anti sentimentos.
Breathless | Capitulo 19 | I can't live without her
Julie acordou, mas não quis abrir os olhos. Ficou ali imaginando se tudo aquilo não era um sonho. Tinha medo de que, quando acordasse de verdade, a realidade fosse completamente diferente daquilo que ela esperava.
Mas não era.
Ela abriu os olhos e fitou o rosto de Justin, que ainda dormia profundamente com uma expressão serena e feliz e tinha seu corpo coberto pelo edredom roxo de Julie apenas da cintura para baixo.
Julie sentiu seu coração inflar com as lembranças da noite anterior. O modo carinhoso como Justin a tratou, sempre com cuidado e respeitando o seu momento. Para Julie, Justin era um verdadeiro príncipe.
Saiu da cama com cuidado para não acordá-lo e caminhou até o banheiro. Sentia seu corpo dolorido, mas nada que não pudesse aguentar.
A garota sorriu ao ver seu reflexo no enorme espelho sobre a pia. Estava vestida apenas com sua calcinha e a camisa de botões que Justin usara em sua festa, e havia uma marca roxa em seu pescoço. Teria que esconder aquilo de Pattie, ou ela e Justin estariam ferrados.
Livrou-se da pouca roupa que vestia e sentiu seu corpo relaxar ao entrar em baixo da água morna do chuveiro. Ao terminar o banho, secou-se e vestiu seu roupão, voltando para o quarto a fim de acordar o namorado.
Justin agora estava completamente esparramado pela cama, e dormia agarrado a um dos travesseiros com metade da cueca boxer para fora do edredom. Julie ficou ali por alguns minutos apenas admirando seu corpo e algumas das poucas tatuagens que Justin tinha espalhadas pelo braço esquerdo.
Julie caminhou em passos leves até a cama e aproximou-se de Justin, depositando beijos em suas costas, subindo até chegar a sua nuca, para depois sussurrar em seu ouvido:
- Bom dia, amor.
Justin se arrepiou com o contato físico e a voz dela em seu ouvido, e Julie sorriu com essa reação. O garoto apertou os olhos e virou-se se sentando na cama, ficando de frente para a namorada.
- Ótimo dia. – Respondeu com a voz rouca, mordendo os lábios.
Julie sorriu tímida e sentiu suas bochechas ficarem quentes.
- Ha quanto tempo está acordada?
- Não muito.
- Que horas são? – O garoto perguntou bocejando.
- Dez horas. Acho melhor você levantar e tomar um banho, porque Jeremy vem almoçar aqui hoje com as crianças.
- Ah não... – Em um movimento rápido, Justin deitou-a na cama e ficou por cima dela. Então sussurrou em seu ouvido: – Prefiro ficar aqui e curtir a minha namorada.
Julie olhou fixamente em seus olhos, mas Justin estava mais concentrado em observar sua boca. Em questão de segundos seus lábios estavam colados um no outro e suas línguas travavam uma batalha que parecia não ter fim. Justin sentia um gosto de quero mais só de imaginar que a garota não vestia nada além daquele roupão. Já Julie sentia a adrenalina correr por suas veias já que poderiam ser pegos a qualquer momento. Mas ela não se importava. Justin fazia aquilo com ela, deixava-a destemida de uma forma que a garota nunca havia sido antes dele. Justin desamarrou o nó do roupão e apertou a cintura da garota por baixo do pano, e logo tocava todo seu corpo, desde as pernas até seus seios. Tudo o que a garota sentia era prazer. Justin desceu os beijos para seu pescoço e Julie já estava quase desmontando em baixo dele. Tentava controlar os sons que saíam por sua boca, mas era praticamente impossível quando Justin a tocava daquela maneira. Ela sentia como se estivesse nos céus. Julie pedia para que fossem até o final, e Justin fez as vontades de sua garota. Logo estavam se amando novamente, de uma forma nunca feita antes. Havia mais fogo, mais paixão, e dessa vez Justin já não tinha mais medo de machucá-la. Era sua Julie, e ninguém mais podia tocá-la daquela forma.
***
O casal estava sentado no sofá com as pernas entrelaçadas, quando a sala fora invadida por duas crianças sorridentes correndo por entre os móveis.
- JUSTIN! – Jazzy gritou antes de pular no colo do irmão.
- Oi minha princesa. – O garoto falou ao tomar a pequena em seus braços e abraçá-la.
- Eu também quero abraço Boo! – Jaxon gritou o novo apelido do irmão, e cruzou os braços.
- Você é muito ciumento, Jax. – Julie falou, rindo. – Vem cá, vem. – Chamou a criança com as mãos, e Jaxon pulou em seu colo também.
Estavam os quatro espremidos no sofá brincando, quando Pattie entrou seguida de Ian e Jeremy cheios de sacolas nas mãos.
- Boa tarde, crianças. – Pattie acenou.
- Boa. - Justin e Julie responderam e as crianças repetiram em seguida, fazendo todos na sala rirem.
- Coloquem essas sacolas aqui em cima do balcão... – Pattie foi para a cozinha levando os homens consigo.
- Vamos brincar lá fora? – Julie sugeriu.
- Podemos brincar no seu balanço, Boo?
Justin assentiu sorrindo, e as crianças saíram correndo até os fundos da casa.
- Meu Deus, eles estão elétricos hoje.
Justin riu.
- Vamos logo antes que eles botem fogo na casa.
Foram andando de mãos dadas e encontraram as crianças no balanço que antigamente era deles. Foi construído pelo pai de Julie, e era uma das melhores lembranças que ambos tinham de sua infância. Jazzy estava sentada do lado direito do balanço. A garotinha conseguia alcançar seus pés no chão, então se balançava sozinha. Já Jaxon não conseguia nem sentar-se no balanço, e ficava bravo por isso.
- Me ajuda Boo? – Perguntou para o irmão mais velho que assentiu.
Justin segurou o garotinho e colocou-o sentado no banco, logo o balançando.
- Me balança também, Ju? – Jazzy perguntou para Julie, que foi de bom grado ajudar à pequena.
Passaram muito tempo ali, brincando com as crianças, parando apenas quando Pattie os chamou para almoçarem.
- O que temos hoje tia? – Julie perguntou, abraçando Pattie de lado.
- Strogonoff de carne. – Pattie respondeu sorrindo, pois sabia que aquela era a comida preferida de Julie.
- Hm, amo strogonoff de carne!
- E eu não sei! – Pattie respondeu, fazendo todos rirem.
Sentaram-se à mesa e almoçaram como uma verdadeira família. E, diga-se de passagem, bem fora do comum.
Ao terminarem foram todos para a sala de TV. E foi nesse momento em que a campainha tocou, e Julie fora atender.
- Boa tarde. – Disse ao abrir a porta e visualizar um homem com um uniforme dos correios.
- Boa tarde. Por favor, a senhorita Julie Carter está?
- Sou eu.
- Hm, a senhorita poderia assinar aqui, por favor?
O homem entregou a Julie um papel, e depois que a mesma assinou e devolveu, ele lhe entregou uma correspondência.
- Obrigada senhorita.
- Obrigada você. – Sorriu e fechou a porta atrás de si.
- Quem era? – Justin perguntou, surgindo ao seu lado.
- Era o carteiro. Me entregou isso aqui.
- O que é isso?
- Não sei.
Julie virou o envelope em suas mãos e pode ver o emblema da universidade estampado no papel.
- Ah. Meu. Deus. – Falou pausadamente, fazendo todos na sala olharem para ela.
- O que foi Julie? – Pattie perguntou.
- É uma carta da Juilliard. – Respondeu, ainda sem acreditar.
As mãos de Julie tremiam ao abrir o envelope. Pela primeira vez, ela teve medo da resposta. E se não fosse aceita? O que faria? Ela não tinha outro sonho na vida se não seguir carreira como dançarina profissional, não sabia o que faria se fosse recusada na faculdade.
Mas todo aquele medo foi embora de seu corpo no momento em que leu o que estava escrito naquele papel.
“Prezada Julie Carter,
Viemos por meio desta carta lhe informar que desejamos que a senhorita ingressasse em nossa universidade no próximo ano letivo. Através de sua audição em Nova Iorque no mês passado, decidimos que a senhorita é completamente apta aos nossos cursos de dança. Seria um prazer tê-la em nossa instituição.
Se houver interesse de sua parte favor entrar em contato com a direção da universidade o mais rápido possível para que sua inscrição seja efetivada.
Atenciosamente,
“Juilliard School.”
- Eu fui admitida! – Julie gritou e sorriu, com lágrimas nos olhos.
Justin abraçou-a forte com o mesmo sorriso no rosto. A felicidade da garota era também a sua felicidade.
- Ah, meu Deus! Julie! Parabéns! – Pattie falou, abraçando-a em seguida.
- Eu preciso... Eu preciso contar isso para as meninas. Vou ligar pra Lucy! – Falou, antes de subir correndo as escadas até seu quarto.
***
Fazia duas horas que Julie estava trancada no quarto conversando com as amigas ao telefone. Pelo que Justin percebera, parecia que as outras três também haviam sido admitidas.
Justin estava feliz por Julie e também pelas outras garotas. Ele sabia que aquele era o sonho de todas elas, por isso sempre encorajou Julie nesse negócio de ser dançarina. Mas o que ele não havia percebido antes era que isso levaria Julie para longe dele.
Jeremy saiu pela porta da frente e encontrou Justin sentado no ultimo dos três degraus que separavam a varanda do quintal gramado da casa. Sentou-se ao lado do filho e fitou o céu estrelado daquela noite.
- O que aconteceu Justin?
Justin negou com a cabeça.
- Nada Jeremy.
O homem suspirou e bateu de leve nas costas do garoto.
- Vamos filho, se abre comigo. Eu quero saber o que esta acontecendo.
Justin mordeu a parte interior da bochecha, lutando conta o dilema de falar ou não falar com o pai sobre o que estava em sua cabeça.
Decidiu então que a melhor coisa a se fazer era falar, pois quem sabe ele não possa ajudar?
- É a Julie. – Jeremy assentiu e Justin continuou. – Agora que ela foi admitida pela universidade com certeza ela vai se mudar pra Nova Iorque. E eu vou ficar aqui. O que vai ser nós dois depois disso?
- Vocês podem tentar um namoro a distância.
- Não é isso... É que... Eu não sei viver sem ela. Eu e ela somos grudados desde que ela nasceu. Nós nunca ficamos muito tempo um longe do outro, crescemos juntos, somos melhores amigos e namorados e... Se ela for embora a minha vida não vai ser a mesma coisa.
- Mas ela vai vir para o Arizona visitar vocês com certeza. Vocês não vão passar tanto tempo sem se ver. E quando você começar a faculdade também o tempo vai passar tão rápido que você não vai nem perceber e quando vir ela já vai estar de volta.
- Mas, Jeremy...
- Aliás, acabei de ter uma ideia!
- O que?
- Porque você não vem morar em Vancouver comigo?
Justin encarou o rosto do pai com as sobrancelhas arqueadas em uma expressão de choque.
- Morar em Vancouver?!
Mas eu prometera. Promessas são dívidas e eu não sou louca de dever para o além.
Cap. 19 - Anjo da Guarda
— Eu não confio — respondi, apoiando o peso do corpo em outra perna. — Eu não confio em ninguém. — Nem em Lyan Schneider? — Nem em Lyan Schneider — concordei.
Capítulo 19 - Apologize.
É estranho como as coisas mudam de repente. Esse está sendo o pior ano da minha vida por um lado, mas por outro, está sendo o melhor. Eu me quebrei toda, me ferrei na escola e fodi com um relacionamento em menos de uma semana, mas em compensação, eu conheci um cara incrível que me ajuda o tempo inteiro, to com as melhores pessoas ao meu lado e namorei com um cara totalmente diferente do galinha que pegava todo mundo que todo mundo conhece. Eu não posso reclamar do que eu tenho, não posso mesmo, eu tenho amigos maravilhosos, duas melhores amigas que sempre quando eu preciso delas é só eu pensar que elas aparecem, uma família que, tenho que admitir, é uma bosta, mas é a minha família e é assim que eu gosto dela. O Bryan chegou na melhor hora que ele podia chegar e por mais que eu implique com ele, ele é um bom garoto, é um ótimo amigo e tenho certeza de que é um ótimo namorado também. "Nem tudo são flores, mas com as que a gente tem, dá pra fazer um lindo jardim", já dizia a minha avó.
Laís: Eu amo você. - ela me deu um selinho. Eu: Que porra foi essa Laís? - eu encarei ela. Laís: Bryan o que você anda dando pra Khloe? Ela não sabe nem o que é um selinho mais. - ela riu da própria piada, que na verdade, não tem graça alguma. Eu: Ra ra ra, muito engraçado Laís, inclusive tô rindo muito por dentro. Jade: Eu sempre soube que vocês duas eram lésbicas. Bryan: E eu sempre disse que vocês formavam um lindo casal. Eu: Não sei se os três mosqueteiros viram, mas eu estava dormindo então por favor retirem-se e me deixem dormir, obrigado. - eu fechei os olhos e virei pro outro lado.
Se vocês não conhecem pessoas idiotas, lhes apresento minhas melhores amigas e o Bryan. A Laís e a Jade tinham ido pra cozinha e estavam fazendo tanto barulho que quem não conhece elas, ia achar que elas estão quebrando a casa.
Bryan: Pode acordar. - ele me cutucou - Como você tá? Eu: Com dor, agora me deixa dormir. Você manda eu faltar pra eu dormir aí quando eu durmo você quer que eu acorde? Você se decide porque eu não sou paga pra aturar isso não. Bryan: Você tem que comer. Eu: Não cara, não tô afim, valeu. Bryan: Khloe, agora pode ser só uma dor no estômago mas se você não comer pode virar outra coisa, não se brinca com dores. Eu: Sério que você vai ficar insistindo nisso? - eu encarei ele. Bryan: Eu só tô tentando cuidar de você. - ele acariciou meu rosto. Eu: Você faz isso muito bem mas eu sei quando eu tenho que fazer as coisas, não precisa de você ficar me lembrando ou perdendo seu tempo com isso. Bryan: Porra, você não cansa? Eu: Não, não canso mas você deveria se cansar. Bryan: Tá Khloe, não vou ficar discutindo com você só porque você é uma idiota que não pensa em si. Eu: Faz o que você quiser. Bryan: Então tá. - ele segurou meu rosto com as duas mãos e me beijou.
Se ele tá pensando que em toda briguinha idiota ele me beijar desse jeito lento e necessitado que me faz perder o chão vai resolver, ele tá bem certo, mas eu sou uma garota muito orgulhosa pra ficar admitindo esse tipo de coisa, até pra mim mesma, então não, não vai funcionar.
Eu: Se você tá pensando que isso vai resolver alguma coisa, você tá bastante enganado. - o empurrei. Bryan: Você é muito teimosa cara. - ele levantou e foi pra cozinha.
Teimosa não é bem a palavra pra me descrever mas serve. Eu sou o tipo de pessoa que não gosta de perder, que não se deixa vencer por um beijo, que não chora por coisas que não tem e nunca vão ter futuro, que não se importa em perder as pessoas que, pra mim, não vão fazer falta e muito menos que fica mal porque fez mal ou disse alguma coisa que não devia pra alguém. Eu sempre fui a seca da família e todo mundo sempre reclamou mas eu nunca liguei pra opinião dos outros.
Nem tudo é exatamente do jeitinho que a gente quer que seja e muito menos do jeito que a gente planeja, sempre tem uma coisa atrapalhando, sempre vai ter alguma coisa pra dar errado, isso é a lei da vida e pra mim isso já é bem normal, nada sai do jeito que eu planejo, nada acontece como eu acho que tem que acontecer e nem todo mundo é quem eu acho que podem ser, mas paciência.
Eu ignorei a presença das meninas e do Bryan e subi pro meu quarto. Tem hora que a gente precisa ficar sozinha sabe? Gritar, xingar, correr, tocar, escrever, chorar, sei lá, tentar se sentir mais leve. Eu tenho essas horas muitas vezes no dia e às vezes incomoda mas aí eu durmo e quando acordo já tô um pouco melhor.
Minha avó dizia que quando a gente quer fazer alguma coisa a gente tem que ir lá e fazer, não importa se tem que passar por cima do orgulho, da raiva e até mesmo de algumas pessoas, você só tem que seguir seu coração. Eu nunca consegui ser assim, eu sempre espero as coisas virem até mim e sempre deixo o orgulho e a raiva me dominarem quando eu tenho que ir atrás de alguém.
Vesti um short jeans, uma camiseta, calcei minhas havaianas e fui pra praia.
A praia é um tipo de refúgio pra mim. Quando eu tô passando por alguma coisa ou quando eu preciso espairecer eu vou no lugar mais deserto que tem da praia e fico ali até eu me sentir melhor pra ir pra casa. A parte boa é que além de ser praticamente dentro de casa, nenhum dos meus amigos e parentes, além do Guilherme e do Caio, sabem onde fica esse tal lugar, ou seja, ninguém, além dos dois, vai me encontrar antes de eu querer voltar pra casa.
Fiquei ali observando as ondas batendo nos meus pés e vendo o sol se pôr. Já deve ser, sei lá, tarde, mas não tem muita importância, meu pai e a Milena não estão em casa pra se preocuparem, o Bryan deve estar fazendo alguma outra coisa mais importante, as meninas sabem que eu dou essas crises e tenho que "sumir" por algumas horas, então elas não vão se preocupar também, o Caio tá na república e o Guilherme deve estar fazendo alguma coisa por aí, ou seja, eu ainda posso aproveitar mais um pouco do meu refúgio.
!: Já tá tarde, você não devia estar aqui. - eu conheceria aquela voz em qualquer lugar. Eu: Você que não deveria estar aqui, esse é o meu refúgio. Caio: O que aconteceu? - ele se sentou do meu lado. Eu: Tanta coisa. Caio: Por que não me contou? Eu: Porque você já tem os seus problemas e não tem que ficar resolvendo os meus Caio, eu não sou mais criança, nem tudo que acontecer comigo eu vou correr pra você. Quer dizer, eu sempre corro no fim mas isso não importa. Caio: Você sabe que tudo que está relacionado a você é mais importante pra mim Khloe. Eu: Eu só não quero estragar suas coisas, sei lá. Caio: O que aconteceu? - ele me abraçou e eu deitei a cabeça no ombro dele. Eu: Vou começar bem do começo pra você entender. - ele assentiu - Naquela festa de boas vindas da faculdade eu fiquei com o Matheus e depois da festa eu fui pra casa dele e dormi lá. Foi diferente sabe? É óbvio que eu já fiquei com ele, mas foi diferente, eu não lembrei no outro dia, eu tava meio chapada e não lembrava de nada aí a gente faltou, na verdade, ele faltou porque eu tava suspensa, aí a gente aproveitou pra conversar, pra ficar e tal. Aí eu fui almoçar com o papai e briguei com a mamãe porque ela foi insensível e não quis ficar com a gente aí eu vim pra cá e você falou pro Guilherme que eu tava aqui, aí ele veio e a gente resolveu sair, foi quando aconteceu o acidente. - eu estremeci com a lembrança e ele me apertou contra ele - Quando eu voltei pra casa o Matheus ía me ver sempre e um dia quando eu saí pra lanchar com o Gui, ele encontrou com a gente na rua e me disse que tava gostando de mim e essas coisas e sei lá, uma parte de mim gostava dele também e a gente decidiu ter um lance, aí nesse dia a gente fez uma festa na casa do Gui e ele me beijou e o Matt viu, aí eu dormi lá na casa do Gui, mas não aconteceu nada, aí ele ficou puto porque ele me ligou e foi grosso e eu não sabia o que dizer pra ele porque eu não sabia o que tinha acontecido, aí eu cheguei na escola com o Guilherme e ele viu a gente juntos porque eu tinha tirado o gesso e tava meio desequilibrada. Caio: Desequilibrada você sempre foi. - ele riu e eu dei um tapa nele. Eu: Cala a boca, deixa eu terminar. Aí a gente brigou mas depois se acertou e começou a namorar sério e ele disse que tava apaixonado por mim, acho que uma semana depois, aí na festa do Lucas eu vi ele com a Letícia e eu não consegui ir lá e ser a Khloe, eu fiquei parada olhando e chorando Caio - eu comecei a chorar - eu parei e fiquei chorando e ele não ía me contar, ele ía deixar eu descobrir depois, ele só foi atrás de mim porque ele me viu quando ele tava indo sei lá pra onde com a Letícia. Caio: Porra, não chora. - ele enxugou meu rosto - O Matheus é um babaca Khloe, de todos nós, eu, o Guilherme, o Frederico e o Matheus, ele é o pior, ele sempre foi o pior e você melhor que ninguém devia saber disso. Eu: E eu sabia Caio, eu sempre soube mas eu, eu, não sei, eu queria ficar com ele e comigo ele não foi esse babaca, ele foi o cara mais legal que eu já namorei, de todos ele foi o melhor, mesmo que não tenha durado quase nada, nessa semana foi ele que ficou ali, ele disse coisas que ele nunca deve ter dito pra ninguém. Caio: Isso é uma tática Khloe, ele deve ter dito a mesma merda pra todas as garotas com quem ele queria dormir e por mais que isso seja cruel, você foi só mais uma. Eu: Não. - eu deitei no colo dele e comecei a chorar de novo - Ele não mentiu, eu sei que não, ele não disse o que eu queria ouvir, ele não quis me machucar, ele só foi ele na hora errada. Caio: Você tinha que ter me contado antes. - ele penteou meu cabelo com os dedos. Eu: Pra você ir lá e brigar com ele? Não mesmo. Eu sei o quanto vocês são unidos, eu sei o quanto vocês são amigos e eu nunca iria estragar isso só porque eu me apaixonei por ele. - minha voz falhou. Caio: Você o que? Eu: É, nada e eu já tô bem, é só que sei lá, é meio estranho porque eu meio que beijei o Bryan naquele dia que as meninas foram dormir lá em casa e eu contei pra ele, então deve ter sido meio que uma vingança ele ficar com a Lety, não sei. Caio: Você beijou o Bryan? Eu: Na verdade foi ele que me beijou mas eu também beijei ele. Caio: Caralho Khloe, que porra, você só se mete em encrenca. Eu: Não é pra você fazer nada. Caio: Você só faz merda. Eu: E você não vai fazer nada, entendeu? - eu encarei ele. Caio: Tudo bem, você sabe o que faz, mas se eu te ver assim de novo, eu vou atrás de quem tá te deixando assim e você sabe que eu não tô brincando. Eu: É. Obrigado. Caio: Pelo que? Eu: Por ser meu irmão. - eu ri. Caio: Tem que agradecer mesmo porque um irmão igual eu você não acha em qualquer esquina. - ele bagunçou meu cabelo. Eu: Acho que tá meio tarde né? Caio: Já deve estar é amanhecendo, quando eu cheguei aqui era, se eu não me engano, umas 23:00. Eu: Ah, tanto faz também, amanhã é sábado. Caio: Falando nisso, amanhã tem festa e você vai comigo, irmã minha não fica na fossa por gente babaca que não vale a pena. Eu: Ah qual é, não tô na fossa. - eu empurrei ele. Caio: Claro que não. Que tal a gente ir pra casa, fazer um brigadeiro e jogar vídeogame? Eu: Essa foi a melhor coisa que você disse hoje.
Nós saímos da praia e fomos andando e nos empurrando até chegar em casa. Tava tudo apagado e a porta já estava trancada, então isso quer dizer que o Bryan já dormiu.
Caio: Você tá com a chave? Eu: Não, você não tá? Caio: Não. Eu: Porra, você é uma mula como que você sai e não leva a chave Caio? Caio: Você também saiu sem levar a chave, cala a boca.
Nós procuramos a chave reserva embaixo do tapete da porta mas não tava lá então fomos pra porta dos fundos que, por sorte, tava destrancada e nós entramos sem fazer barulho. Eu fiz o brigadeiro enquanto o Caio trouxe o xbox pra sala. A gente comeu o brigadeiro todo em menos de uma hora e ficamos jogando need for speed, quando já tava ficando claro, eu apaguei.
-
Caio: Acorda bela adormecida. - ele começou a me beijar toda e fazer côcegas em mim. Eu: PARA CAIO, HAHAHA, PARA PORRA, CAIOOOO. - eu dei um tapa nele. Caio: Você é muito mole. - ele deitou na minha barriga rindo igual um louco. Eu: Você é retardado, sai de cima de mim seu babaca. Caio: Não. Você deu uma engordadinha hein Khloe, o que tu anda fazendo? - ele apertou minha barriga. Eu: AI, PARA, SAI, VOCÊ VAI MATAR MEU FILHO SEU BABACA. - ele me olhou com uma cara assustada. Caio: Filho? KHLOE. Eu: HAHAHAHAHA SUA CARA, PORRA. - eu levantei e fui pra cozinha.
É muito bom irritar o Caio, ele sempre faz umas caretas engraçadas e fica fazendo birra o dia inteiro. Peguei o último pedaço de lasanha que tava em um prato na geladeira com um bilhetinho que dizia: "Vê se larga de ser idiota e come. - Bryan". Coloquei o bilhetinho no bolso e coloquei a lasanha no microondas pra esquentar.
É engraçado o jeito que o Bryan cuida de mim, ele é todo cuidadoso e fofo mas às vezes é tão chato quanto meu pai, mas é bonitinho.
Peguei a lasanha, sentei na mesa e comecei a comer.
Caio: Que cheiro bom, o que tu tá comendo? Eu: Comida. Caio: Ra ra ra, muito engraçadinha você. - ele parou do meu lado - ISSO É LASANHA? KHLOE, EU QUERO. - ele puxou o prato de mim e começou a comer. Eu: LARGA, SEU IDIOTA, SÓ TEM ESSE PEDAÇO. - eu tentei pegar o prato e ele correu pra sala - CAIO QUE CARALHO, ME DÁ. - eu fui atrás dele. Caio: Já acabou. - ele falou com a boca cheia e me deu o prato vazio. Eu: VOCÊ ENFIOU TUDO NA BOCA? TOMARA QUE VOCÊ MORRA ENGASGADO, AI QUE ÓDIO CAIO.
O Caio, tem um grande problema mental, nossa que raiva. Tudo bem que eu já tinha comido metade e ele comeu a outra metade mas porra, era MEU pedaço de lasanha que o Bryan tinha guardado só pra mim não pra eu dividir com o Caio. Pra quem não tem irmão e tá querendo um eu dou o meu com todo prazer. Não, mentira, o Caio é um idiota, babaca e é bem imbecil mas eu amo ele.
Lavei as coisas que estavam na pia, sequei e guardei e fui pro meu quarto. Pra minha surpresa o Fred e o Caio estavam deitados no meu tapete jogando vídeogame.
Eu: Pode sair os dois. - eu sentei na cama. Fred: Oi pra você também. Eu: Oi. Caio: Você tá muito nojenta hoje Khloe, relaxa. Eu: Tô relaxada Caio, mas isso é invasão de privacidade. Fred: Ah qual é, deixa a gente jogar vai. - ele colocou pause e sentou na minha cama e me deu um beijo no rosto. Eu: Ué, pode jogar. - eu deitei de costas pra ele. Fred: O que foi que eu fiz Khloe? Eu: Nasceu. Caio: Ela tá com dor de cotovelo, deixa ela.
A vida é bem filha da puta comigo, quando não é um amigo que é babaca é o outro. Eu não to nem aí do Caio trazer os amigos pra cá mas porra, logo o Fred? Ele sabe que eu tenho uma quedinha por ele desde sempre e fica me provocando com isso só porque eu fui abrir a boca na festa de boas vindas, nossa que bosta isso. Haja paciência.
Eles ficaram jogando no meu quarto até escurecer, o Bryan ainda não tinha chegado e como os meninos estavam no meu quarto e eu tinha que me arrumar porque o Caio não ia deixar de me arrastar pra tal festa que ele disse que ia me levar, levantei, peguei uma toalha e fui pro quarto do meu pai e tava trancado. Merda. Fui no quarto do Caio e a banheira tava cheia de coisas. O Caio é estranho, não sei se a gente bota um monte de coisas na banheira, banheira é lugar de tomar banho, não de guardar coisas. Aproveitei que o Bryan ainda não tinha chegado e fui tomar banho no banheiro do quarto dele.
Fiquei mais ou menos uma hora no banho, me enrolei na toalha e saí do banheiro.
Bryan: Nossa, que recepção boa. - ele tava sentado na cama me encarando. Eu: Puta merda, faz tempo que tu chegou? Bryan: Acabei de chegar e olha, adorei a recepção, de verdade. Eu: Os meninos estavam no meu quarto, o quarto do meu pai tá trancado, a banheira do Caio tá cheia de coisas e você não tava aqui, foi mal. Bryan: Quais meninos? Não tem ninguém em casa, além de você e eu. Eu: Que? O Caio e o Fred estão no meu quarto jogando vídeogame. Bryan: Não estão não. Eu: Opa. - eu sorri e fui em direção a porta mas ele bloqueou a passagem - Posso passar? Bryan: Não. - ele sorriu. Eu: O que tu quer? Não sei se você viu mas eu não to vestida. Bryan: Eu sei que não. - ele me olhou de cima até embaixo e depois me encarou. Eu: Bryan, dá licença. - eu empurrei ele e minha toalha caiu. - PORRA, NÃO OLHA. - eu me enrolei na toalha de novo e corri pro meu quarto. Bryan: HAHAHA TU É LINDA KHLOE, LITERALMENTE. Eu: COSTUMAM ME DIZER ISSO. - fechei a porta do quarto e olhei em volta, não tinha ninguém lá.
Às vezes o Bryan me assusta, tipo agora, eu pensei que ele ia, sei lá, me estuprar. Ok, tô exagerando, mas ele foi bem estranho.
Abri o guarda-roupas e tirei, praticamente, todas as roupas até achar a que eu queria. Eu acabei de sair de um relacionamento mas não é por isso que tenho que sair feia não é mesmo? Até porque o Caio só vai em festa de mauricinho o que implica que eu tenho que ir igual uma princesa pra não passar vergonha. Uma hora depois eu fiquei pronta.
Coloquei o celular, um maço de cigarro e um isqueiro na bolsa e fui no quarto do Caio, ele tava sentado na cama calçando o sapato.
Eu: Ficou bom? Caio: Puta que pariu. - ele me olhou de cima até embaixo e veio até mim. Eu: Tu gostou? Caio: Se você não fosse minha irmã eu te jogava na minha cama agora mesmo. - ele me rodou - Mas eu posso saber pra que isso tudo? Eu: Ué, tu só vai em festa de mauricinho e eu queria estar a altura das garotas que vão estar lá. Caio: Até de pijama tu é mais bonita que elas Khloe, se toca. Eu: Você é meu irmão Caio, não conta. Caio: Então tá, vamos? Eu: Bora.
Nós descemos as escadas de braços dados, ele foi na cozinha pegar a chave do carro e eu sentei no sofá, do lado do Bryan.
Bryan: Nossa. - ele me encarou. Eu: O que? Tá feio? Bryan: Tu tá linda Khloe. Eu: Sério? - eu levantei e rodei na frente dele. Bryan: Muito sério, onde é que você vai? Eu: Não sei, em alguma festa de algum amigo mauricinho do Caio. Caio: Aí, aparece por lá Bryan, tu não vai fazer nada mesmo. Bryan: Onde é? Caio: Ipanema. Primeiro condominio descendo a avenida principal, fica do lado esquerdo, só não sei o nome. Bryan: Eu sei onde é, meu pai morava lá. Eu: Sério? Bryan: É. Enfim, se eu decidir, mais tarde eu apareço por lá. Caio: Falou, é a casa que estiver cheia de gente bêbada na porta. Bryan: Vou saber qual é.
-
A casa era enorme, dava quase duas da minha e olha que minha não é tão pequena assim. É bem pertinho de casa e dava pra ir até à pé mas o melhor é ir de carro mesmo. O Caio deixou o carro bem na porta e nós descemos, tinha tanta gente que eu pensei que não tava cabendo dentro da casa mas, por incrível que pareça, cabia a cidade quase toda lá dentro. A gente cumprimentou um monte de gente que eu só conhecia de vista e fomos pegar alguma coisa pra beber.
Caio: Não vai estrapolar viu? Vou dar uma volta, qualquer coisa me liga. Eu: Tudo bem. - ele deu um beijo na minha testa e sumiu no meio das pessoas.
A casa era linda, tanto por dentro quanto por fora, tinha duas escadas que dava nos quartos, eu acho, todas de vidro. Lá em cima, no meio do corredor das duas escadas, tinha dois dj's. No meio tinha uma espécie de sala que tava fechada com uma cortina preta transparente, do lado direito da porta de entrada tinha dois sofás e uma mesinha no meio. Do outro lado, que é onde eu to, tinha uma espécie de bar, com uns 5 barmans e um monte de copos coloridos em cima do balcão. É tudo incrível.
!: Oi. - um garoto falou comigo. Eu: Oi. - me virei pra ele.
Lucas. Era só o que me faltava.
Lucas: Você tá linda, quanto tempo né? Eu: Valeu. Pois é, to indo. Lucas: Espera. - ele segurou meu braço. Eu: Que foi? Lucas: Nada, esquece. - ele me soltou - Na verdade, eu só queria pedir desculpas, sei lá, você era minha melhor amiga e depois a gente se afastou do nada, quem sabe a gente não volta a ser como antes né? Me desculpa, por tudo, sério. Eu: Tudo bem Lucas, agora vou indo, tchau.
Ok. O que foi isso? Eu sinto falta dele mas porra, não dá pra esquecer o que ele fez, não assim, mas ele tentou né? Já é um começo.
Virei o copo de alguma coisa que eu tava na mão e fui procurar alguém conhecido. Não achei ninguém. Peguei o copo da mão de um garoto que tava mais pra lá do que pra cá e fui dançar. Dancei até meus pés doerem, saí do meio da sala e sentei no sofá.
Tá bem foda a festa, como todas as outras que o Caio vai, mas eu não conheço ninguém que tá aqui, então não tá tão legal.
Peguei um copo que tava na mesinha e bebi, acendi um cigarro e quando olhei pra frente o Matheus tava na minha frente me encarando. Ele tava lindo e quando eu vi ele, meus olhos marejaram mas eu desviei o olhar. O que tá acontecendo comigo? Chorar por causa do Matheus vai além de ridículo. Encarei ele e ele sorriu.
Eu: Oi, tô indo, tchau. - eu levantei mas ele me impediu de passar. - Dá licença? Matt: Não vai, vamos conversar. Eu: Cara, isso é uma festa, você quer conversar aqui? Matt: Vamos sair daqui então. Eu: Não vou sair daqui com você, a gente terminou, dá licença. Matt: Por favor Khloe. Eu: Tá, mas se você tentar alguma coisa, eu vou embora. Matt: Não vou. - ele segurou minha mão e me levou pro jardim.
Hoje o dia deu pra me foder, não é possível. Primeiro é o Fred, depois o Bryan, aí depois o Lucas e agora o Matt, pelo amor de Deus, quer me foder, me beija.
Eu: O que tu quer? Matt: Não fala, vou te levar em um lugar. Eu: Que lugar? Matt: Qual parte do não fala, você não entendeu? Fica calma, não vou te sequestrar.
Era só o que me faltava, eu confio no Matt mas porra, sair por aí com ex é vacilo sempre, mas tudo bem, não tô com ânimo pra brigar com ele, é melhor ir e ver o que ele quer e depois ir embora e fingir que nada aconteceu e fim.
Nós entramos em um quase labirinto e saímos em um meio morro que só tinha a iluminação da lua que, por acaso, tava cheia e perfeita. Ele sentou bem no topo do morro e eu sentei do lado dele, claro que sem olhar pra baixo, porque eu sou corajosa mas nem tanto.
Matt: Você fica ainda mais linda sobre a luz da lua. - ele sorriu de lado. Eu: Meu sorriso. - eu sussurei mais pra mim que pra ele. Matt: Eu sei que eu fiz merda e perdi a chance de ficar com você mas eu não consigo parar de pensar em você, parar de pensar na gente, eu não sei o que tá acontecendo comigo, sério, isso não é normal. - ele olhou pra lua. Eu: Se o que você me disse é verdade, isso é normal sim. Matt: O que eu te disse é verdade, mas não é o meu normal, então continua sendo estranho. - ele me encarou e sorriu - Você não sabe o sacrifício que foi pra eu vir aqui hoje, eu não queria, eu queria ficar em casa, por incrível que pareça, mas o Guilherme praticamente me arrastou pra cá e eu meio que tô agradecendo ele em pensamento porque você tá muito linda e eu queria mesmo te ver assim. Eu: Assim como? Matt: Bem sem mim. Eu: Eu não tô bem Matheus, você acha que eu queria estar nessa festa? Se o Caio não tivesse me forçado, eu estaria em casa comendo brigadeiro e vendo algum filme de menininha, mas no fundo tá tudo bem sabe? Bem no fundo, mas tá. - meus olhos encheram d'água.
Sério Khloe? Nossa que merda, eu falo que tô bem e choro, tô bem mesmo, ôh.
Matt: Não vai chorar, me quebra te ver assim. - ele colocou meu cabelo atrás da orelha. Eu: Não vou chorar, eu não choro. Matt: É claro que não, você é a Khloe. - ele riu.
É bem verdade, eu não costumo chorar assim, principalmente na frente das pessoas, mas ultimamente tava tudo ao contrário. Tava tudo errado.
Eu: É. - eu sorri.
A gente se encarou e ele me beijou. Não sei porque eu não empurrei ele e muito menos porque eu correspondi mas eu não tava com a cabeça no lugar, eu só fui no ritmo dele. Ele colocou minha bolsa do lado dele, me deitou na grama e deitou no meu lado. Quando eu ia falar, ele me beijou de novo.
De repende tava tudo perfeito. A lua cheia, a gente ali se encaixando, o barulho da música de longe e o vento soprando na gente. Minha consciência tava me dizendo pra eu não ficar ali com ele mas eu ignorei ela e continuei ali porque eu precisava dele e queria ficar com ele, mesmo que tudo conspirasse contra e mesmo que estivesse errado.
Próximo capítulo.