Carlos havia acabado de almoçar quando Nilce aproximou-se da mesa para retirar os pratos.
- “Carlinhos! Ande garoto, sua mãe falou que era pra eu ficar no seu pé! Tem que estudar, menino! Hoje já é quinta-feira e semana que vem começam as provas bimestrais. Então nada de TV ou computador! Mete a cara nos livros menino! ” – Esbravejou Nilce com ar autoritário.
- “Ah Nilce! Relaxa... Ainda estou esperando a Bruninha chegar, vamos estudar juntos. E você está muito mandona hoje, viu! Não vá queimar meu filme com a Bruninha, não hein?” – Devolveu Carlos com ar de deboche, brincando com a criada.
Nilce já era praticamente da família. Tinha ido trabalhar na casa de Simone, mãe de Carlos, quando ele ainda era um bebê. Nessa época, Simone havia acabado de se divorciar do Sr. Antunes, quando sua mãe lhe indicou Nilce para trabalhar, e apesar de na época ter somente 18 anos, Nilce já era madura, responsável, trabalhadora e ativa. Não tinha tempo para preguiça. Tanto que dividia seus horários entre as tarefas domésticas durante o dia e também auxiliando nos cuidados do pequeno Carlinhos, e de noite, ia para as aulas do supletivo.
Apesar de estar no auge de seus 35 anos, exibia curvas delineadas e bem-feitas, com bumbum farto e arredondado típicos das negras, também possuía seios proporcionais a medida do bumbum. Com cintura bem fina, era o que os idosos do condomínio classificavam como “morena violão”. Ela sabia que era a dona de um corpo escultural e invejável, e arrancava suspiros dos homens do prédio quando passava. Na verdade, não só dos homens do condomínio. Mas já pegou o próprio Carlinhos tentando espioná-la quando saía do banho. E sabia também das intermináveis horas que o inocente garoto ficava no banho, e na maioria das vezes, dedicando a ela, todo o seu suor.
Sempre muito séria, nunca deu brechas para aproximações. No prédio, era considerada por alguns como metida e arrogante. Talvez porque, apesar de sua origem humilde e simples, ainda sustentava o sonho de ser professora, e agora faltava apenas dois anos para se formar em História. Era a única secretária do lar, daquele imenso condomínio, que fazia faculdade.
- “Nossa Nilce! Cada dia que passa, eu me apaixono mais ainda por você! Qualquer dia eu ainda te dou um ‘garro’!” – Disparou Carlinhos em tom de brincadeira enquanto dava-lhe um tapinha no bumbum da morena.
- “Me respeita seu moleque atrevido!” – Brigou Nilce levantando a mão para um tapa, que ficou no ar, desviado por Carlinhos com um leve gingado no corpo enquanto corria para o quarto.
- “Esse moleque tá mais safado a cada dia!” – Nilce gritava alto para que Carlinhos escutasse, enquanto ela mesma sorria. – “Moleque safado!”
Enquanto Nilce lavava as louças do almoço, o interfone tocou. Antes mesmo dela parar para enxugar as mãos para pegar o aparelho, Carlinhos surgiu como magia na porta da cozinha dando um tapa no aparelho.
- “Opa! É pra mim... Deixa que eu atendo. Aloooô! Sim! Pode subir!” – Finalizou Carlos ao interfone, enquanto friccionava as mãos depois de colocar o aparelho no suporte.
- “Bruninha na área!” – Comemorou Carlinhos como quem comemora a vitória em uma partida de futebol.
- Êta meninoo! O que você está armando?” – Encarou Nilce com olhar desconfiado. – “Olha lá, seu moleque! Você tem que estudar!” – Resmungou Nilce.
- “Calma, delícia! Já disse que a Bruninha veio pra estudar comigo! E no mais não tô armando nada... Já tá armado!” – sussurrou Carlinhos aos ouvidos de Nilce enquanto agarrava ela por trás se esfregando no bumbum da morena.
- “Vou te dar um tabefe, seu safado!” – Nilce ameaçou outro tapa, e mais uma vez, Carlinhos correu para o quarto.
Apesar de que para muitas pessoas, essas brincadeiras parecerem abusivas, Nilce não encarava dessa forma. Estava acostumada com os galanteios exagerados e as brincadeiras de Carlinhos, por isso não levava a mal. Além do mais, era algo só deles, pois Carlinhos jamais expôs Nilce nessas intimidades na frente de outras pessoas, nem mesmo da mãe, com quem agia da mesma forma.
Apesar de parecer mais brincadeira de menino levado, no fundo no fundo, Nilce sabia que Carlinhos a desejava. Como quando uma vez que foram para Caldas Novas e enquanto tomava sol de biquíni na beira da piscina, com seu corpo delineado a mostra, percebeu que Carlinhos não parava de olhar para ela, sem falar no volume no seu calção que estava muito maior do que o normal.
Ou quando Carlinhos as vezes, em casa, tirava os olhos da TV e pregavam nela, quando ela entrava no quarto dele para varrer ou arrumar a cama.
Uma vez, ela encontrou uma calcinha sua, escondida em um pequeno baú que Carlinhos guardava suas coisas mais sentimentais. Achou melhor não reclamar sua peça íntima, e manteve sigilo sobre aquela pequena fantasia do “pequeno homem”.
Ela sabia que era coisa de adolescente.
- “Hormônios!” - Pensava ela. Mas sabia que se desse uma chance apenas, ou mesmo uma vacilada que fosse, o garoto cairia entre a suas coxas sem piscar.
- “E deve durar uns 5 segundos no máximo!” – Pensou em silêncio, porém sem conter as gargalhadas altas e bem-humoradas.
O som da campanhia trouxe Nilce a si novamente, longe de seus pensamentos picantes. Levando-a instintivamente a porta da sala.
- “Oi. O Carlinhos está?” – Perguntou a moça de pele branquinha que contrastava, com os negros olhos maquiados no estilo egípcio, tão negros quanto os longos e lisos cabelos que lhe encobriam levemente a face. Vestida num minúsculo short jeans e uma camisetinha regata branca com a ‘Yellow Kitty’ estampada na frente, entrou na sala com seus pesados coturnos pretos de cano longo que iam quase até os joelhos.
Embora não ostentasse mais que 16 anos, Bruninha era dona de um lindo bumbum arrebitado que sobressaía no minúsculo shortinho apertado. Pernas ligeiramente grossas e excessivamente brancas, impulsionaram aquele corpinho jovem, porém nada frágil para o interior do apartamento.
- “Final do corredor, à direita!” – Nilce indicou-lhe o caminho.
- “Valeu!” – Agradeceu Bruna.
- “Porta aberta, hein Carlinhos!!!” – Gritou Nilce, lembrando das recomendações da mãe com relação as visitas em casa.
- “Pode deixar!” – Respondeu Carlinhos, antes de bater a porta do quarto, travando-a por dentro.
- “Ai.. Ai..” – Resmungou Nilce.